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Archivos de Zootecnia

versión impresa ISSN 0004-0592

Arch. zootec. vol.59 no.225 Córdoba mar. 2010

 

 

 

Capim tanzânia (Panicum maximum) sob sombreamento e manejo de corte

Tanzânia grass (Panicum maximum) under shadding and cutting handling

 

 

Ferreira, D.J.1, Zanine, A.M.2, Souto, S.M.3 e Dias, P.F.4*

1Universidade Federal de Viçosa/UFV. Rua Olivia de Castro 45. Bairro Clélia Bernardes. CEP 36570-000. Viçosa, MG. Brasil. dany_dosanjos@yahoo.com.br
2Universidade Federal de Mato Grosso. Rua Ponta Pora. Bairro Jardim Mato Grosso. CEP 78740-355. Rondonópolis, MT. Brasil. anderson.zanine@ufmt.br
3Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária/Embrapa. Agrobiologia- RJ. BR 465, km 7. CEP- 23851-970. Brasil.
4Estação Experimental de Seropédica da PESAGRO, BR 465, km 7. CEP 23851-000. Seropédica, RJ. Brasil. pfranciscodias@hotmail.com.br

 

 


RESUMO

O sucesso dos sistemas silvipastoris, dentre outros fatores, depende da identificação de gramíneas tolerantes ao sombreamento, além do conhecimento sobre manejo de pastejo. A literatura mostra resultados separados em relação às gramíneas sobre efeitos ora de sombreamento, ora de altura e intervalo de corte. O objetivo foi estudar o comportamento Panicum maximum cv. Tanzânia, sob quatro níveis de sombreamento (0, 25, 50 e 75%), dois intervalos (30 e 60 dias) e três alturas de corte (15, 25 e 35 cm). O delineamento experimental foi o de blocos ao acaso, dispostos em parcelas subdivididas com três repetições, com os níveis de sombreamento representando as parcelas e o fatorial dois intervalos e três alturas de corte, representando as subparcelas. Os resultados mostraram que o maior intervalo e maiores alturas de corte e os menores níveis de sombreamento proporcionaram mais massa seca aérea nas plantas, enquanto os maiores intervalos e níveis de sombreamento foram os responsáveis pela maior área foliar.

Palavras chave: Manejo forrageira. Intensidade de corte. Freqüência de corte.


SUMMARY

Successful silvopastoral systems depend, among other factors, on identifying of grasses tolerant to shading, and knowledge of the pasture management to which they will be submitted. The literature reports separate results on grass, sometimes about the effect of shading and sometimes about the effect of cutting height and interval. The objective of the present research was to study the performance of Panicum maximum cv. Tanzânia, under four shading levels (0, 25, 50 and 75%), two intervals (30 and 60 days) and three cutting heights (15, 25 and 35 cm). A randomized block design in splitplots with three replications was used, the shading levels representing the units and the factorial the cutting intervals and heights, representing subunits. The results of the treatment effects on the variables showed that the treatments in the with greater cutting interval and heights and the lower shading levels provided to more canopy dry matter in the plants, while the greatest interval and shading levels resulted in the biggest values registered for leaf area.

Key words: Forage management. Cutting intensity. Cutting frequency.


 

Introdução

Gramíneas forrageiras podem estar sujeitas a condição de redução de quanti-dades de luz que recebem. Estas condições são usualmente conseqüências de invasão de ervas daninhas ou estabelecimento de culturas comerciais nas áreas de pastagens, ou introdução de espécies arbóreas (sistema silvipastoril), ou mesmo, redução diurna na quantidade de luz solar devida a cobertura pelas nuvens (Dias Filho, 2004).

Um dos responsáveis pelo sucesso de sistemas silvipastoris é a escolha acertada das espécies componentes do sistema (Andrade et al., 2004; Mochi-Victor et al., 2006). No caso de espécies forrageiras, é necessário selecionar espécies produtivas, manejo adequado e ambientadas às condições edafoclimáticas da região onde serão implantadas e principalmente, tolerantes ao sombreamento (Garcia e Andrade, 2001). As braquiárias são menos afetadas pelo sombreamento, como mostraram os estudos de Lizieire et al. (1994) e Oliveira e Souto (2001) que outras gramíneas. A Brachiaria brizantha cv. Marandu é a gramínea que tem obtido melhor desempenho sob sombrea-mento (Andrade et al., 2001b). Outras espécies têm apresentado alta tolerância ao sombrea-mento, como é o caso de algumas cultivares de Panicum maximum (Castro et al., 1999; Andrade et al., 2001a), Paspalum atratrum cv. Pojuca (Costa et al., 1998) e Brachiaria mutica (Bhatt et al., 2002).

A persistência de uma pastagem é definida como a manutenção de sua produção ao longo do tempo, levando-se em consi-deração as variações estacionais e manejo (Matthew et al., 1999). Assim, sob pastejo, as plantas sofrem desfolhações sucessivas, cuja altura e intervalo de corte dependem principalmente do método e da taxa de lotação adotada. Portanto existe a necessidade de se compreender melhor o efeito de variações em altura e intervalo de desfolhação sobre as plantas, como forma de permitir o planejamento de estratégias de manejo mais racionais que não prejudiquem a produção e a persistência das plantas, respeitando sua ecofisiologia (Pena et al., 2007a).

Se por um lado, existe farta informação de pesquisa científica em relação ao manejo, relacionado à influência da altura e intervalo de corte no crescimento (Rêgo et al., 2004; Barbosa et al., 2004; Tonato et al., 2007), composição química (Souza et al., 2004a) e valor nutritivo (Soares et al., 2004; Souza et al., 2004b; Pauciullo et al., 2007) dos capins, por outro, esta informação é escassa em relação ao manejo das plantas crescendo em condições de diferentes níveis de sombreamento.

Dentre os diversos cultivares de P. maximum, as cultivares Mombaça e Tanzânia adquiriram grande destaque nas áreas de pastagens cultivadas do país, por essa razão, tem-se investido nestes cultivares boa parte dos recursos e esforços em pesquisa em anos recentes (Reis et al., 2006). Segundo Schimidt et al. (2003) e Zanine et al. (2003), o capim Tanzânia se mostrou com características interessantes como forrageira e adaptado às condições do município de Seropédica, no Estado do Rio de Janeiro, Brasil, onde se desenvolveu o presente trabalho.

Santos et al. (2006) no município deTere-zina, Piauí e Castro et al. (2007) no munícipio de Betim, Minas Gerais, encontraram que o capim Tanzânia produziu mais forragem seca do que a Brachiaria brizantha cv. Marandu. Maior produção de folhas do capim Tanzânia foi observado por Montagner et al. (2006) quando comparado com outros capins (cinco cultivares de B. brizantha, dois de B. humidicola e um de B. decumbens).

Em vista do exposto, objetivou-se com o presente trabalho avaliar o comportamento de sete variáveis (área foliar, produção de matéria seca de parte aérea, produção de matéria seca de raiz, produção total de matéria seca, relação parte aérea: raiz, razão de área foliar e razão de massa radicular) das plantas de Panicum maximum cv. Tanzânia, sob efeito de diferentes níveis de sombrea-mento, altura e intervalo de corte.

 

Material e métodos

O estudo foi realizado sob condições de vasos no campo experimental localizado no município de Seropédica (22o48' S; 43o 42' W; altitude 33 m), no estado do Rio de Janeiro, Brasil, no período de 25/01/2006 a 01/06/2006.

Usou-se solo predominante na região, Planossolo háplico distrófico arênico (Oliveira, 2008), coletado na profundidade de 0-20 cm, seco ao ar e passado em peneira com 5 mm de abertura, que apresentava a seguinte característica química: pH (H2O) = 4,6; P = 19 mg kg-1; K = 14 mg kg-1; Ca = 1,5 cmolc dm-3, e Mg = 1,3 cmolc dm-3. Foi misturado e aplicado uniformemente no solo, a dosagem correspondente a 1 Mg ha-1 de calcário dolomítico (para elevar o pH do solo para 5,5), 100 kg ha-1 de P2O5, na forma de super-fosfato simples (20%), 100 kg ha-3de K2O, na forma de sulfato de potássio (60%) e 40 kg de FTE BR-12*. Posteriormente, o solo foi acondicionado em vasos plásticos com capacidade de 20 dm3.

O delineamento experimental adotado foi o blocos ao acaso, dispostos em parcelas subdivididas com três repetições. Os tratamentos constituíram-se de quatro níveis de sombreamento (0, 25, 50 e 75 %), representando as parcelas, e dois intervalos de corte (30 e 60 dias) combinado com três alturas de corte (15, 25 e 35 cm) a partir da superfície do solo, representando as sub-parcelas.

O sombreamento artificial foi obtido com a utilização de armações galvanizadas de 1,5 m de altura e 1,5 m de comprimento e largura, revestidas de sombrite, sendo que o tratamento testemunha (0%) foi mantido em ambiente externo à pleno sol. Foram medidas a quantidade de luz com radiômetro, sob diferentes tratamento de sombreamento com sombrite, confirmando os níveis de 25, 50 e 75% de sombra, com malhas iguais, respectivamente, a 30, 12 e 2 mm2.

O plantio foi feito em 30/11/2005, usando sementes da cultivar Tanzânia de Panicum maximum e após germinação foi feito um desbaste deixando três plantas por vaso A umidade do solo nos vasos foi mantida na capacidade de campo, durante todo período experimental.

Foi feito um corte de uniformização em 25/01/2006. As avaliações iniciaram em 22/ 02/2006. Foram feitas dois cortes no intervalo de 60 dias e quatro cortes no intervalo 30 dias. Durante o período experimental, a temperatura média, a umidade relativa média, a nebulosidade média (medida de 0 a 10), o total de chuva recolhida e o total de evaporação na área experimental, foram respectivamente, 23,2oC; 72,4%; 5,3; 284,2 mm e 485,5 ml.

Determinaram-se em cada avaliação, a área foliar (AF) e produção de massa seca da parte aérea (MSPA) em três plantas por vaso. Na última avaliação dos intervalos 30 e 60 dias também foi determinado a massa seca das raízes (MSR). A área foliar foi determinada com auxílio do aparelho LI-3100 AREA METTER. A produção de massa seca da parte aérea e das raízes, foram obtidas em estufa a 65oC, até alcançar massa constante. De posse dessas três variáveis, obtiveram-se mais quatro variáveis: relação parte aérea/raiz (PA/R), produção de matéria seca total (MST= MSPA + MSR), razão de área foliar (RAF= AF/MST), e razão de massa radicular (RMR= MSR/MST), totalizando assim, sete variáveis medidas nas plantas.

Análise estatística dos resultados foi feita com auxílio do programa Sisvar da Universidade Federal de Lavras. A análise estatística constou da análise de variância e de regressão com aplicação do teste F, e para as variáveis cujo teste foi significativo, foram comparadas as médias de tratamentos pelo teste Scott-Knott (p<0,05). Foram feitas duas análises: 1a- nos dados referentes as variáveis MSPA e AF, sob efeitos dos quatro níveis de sombreamento, dois intervalos (quatro cortes no intervalo 30 dias e dois cortes no intervalo 60 dias) e três alturas de corte; 2a- nos dados referentes as variáveis MSPA, MSR, PA/R, MST, AF, RMR e RAF, sob efeitos dos quatro níveis de sombreamento, três alturas de corte, na última avaliação dos intervalos 30 e 60 dias.

 

Resultados e discussão

Foram observadas diferenças significativas na MSPA do capim a favor das plantas que sofreram cortes mais altos e com maior intervalo (tabela I).

 

Aumento na produção de massa seca do capim Tanzânia com maior altura de corte (50 cm), quando comparada com 20 e 35 cm, quando as plantas interceptavam 95% da luz incidida, também foi encontrado por Gomide et al. (2005). Souza et al. (2004c) também observaram diferenças entre alturas de corte, a maior altura (40 cm) proporcionou maior produção de massa seca no capim Tanzânia do que 30 cm.

Mochi-Victor et al. (2006), baseado nos resultados das variáveis altura da planta, produção de massa seca e número de perfilho nos 289 genótipos de P. maximum, concluíram que a tolerância a sombreamento desses genótipos pode ser relacionado ao número de perfilho e altura da planta.

Nos cortes feitos com 30 dias de intervalo, a maiores alturas de corte proporcionaram maiores valores de MSPA do que no corte feito a 15 cm, enquanto que as produções de MSPA das plantas do capim Tanzânia nas alturas de corte 15 e 25 cm foram maiores com 60 dias, quando comparadas com 30 dias de intervalo, porém nenhuma diferença foi observada entre os intervalos de corte na altura de corte 35 cm (tabela I). Barbosa et al. (2007) realçaram a importância do intervalo de corte como maneira de controlar a estrutura e a composição do dossel.

Foram observadas diferenças significativas na MSPA do capim a favor das plantas que foram menos sombreadas (tabela II).

 

Resultados de aumentos de MSPA de outras gramíneas forrageiras tropicais com sombreamento têm sido encontrado para Panicum maximum cv. Vencedor (Carvalho et al., 1997), Setaria anceps cv. Kazangula (Castro et al., 1999), Brachiaria decumbens (Simon, 1999), B. brizantha cv. Marandu (Deinum et al., 1996; Oliveira e Souto, 2001) e Pennisetum purpureum cv. Cameron (Oliveira e Souto, 2001). O efeito do sombreamento na produção de massa seca do capim, segundo alguns autores, depende dentre outros fatores (condições edafoclimáticas locais), da espécie (Carvalho et al., 1997; Castro et al., 1999) ou mesmo do cultivar (Mohanty e Raí, 1995).

As produções de MSPA das plantas cortadas a 25 e 35 cm de altura crescidas nas condições com sombreamento 0 e 25% foram maiores que com 50 e 75% de sombra, ao passo que, quando cortadas a 15 cm de altura a produção a pleno sol foi maior que nos demais níveis de sombreamento (tabela II). No sombreamento 25%, a produção de MSPA das plantas cortadas a 35 cm de altura foi maior que nas outras alturas de corte.

As maiores produções de MSPA das plantas foram obtidas quando o capim Tanzânia crescia no ambiente com menos sombra (0 e 25%), independente dos intervalos de corte (tabela III). No mais alto nível de sombreamento as plantas produziram mais MSPA com o maior intervalo de corte (60 dias).

A interação sombreamento x altura de corte no intervalo de corte 30 dias, revelou que o tratamento altura de corte 25 cm proporcionou mais produção de MSPA a pleno sol do que nos demais níveis de sombreamento (tabela IV). No tratamento 25 cm x 30 dias foi encontrada dependência quadrática crescente da MSPA em relação aos níveis de sombreamento (S), expressa pela equação seguinte: MSPA (g/vaso)= 31,86 - 0,4598S + 0,004227S2 (F= 12,51; p= 0,0025; R2= 0,74), apresentando um ponto mínimo (menor MSPA) no nível de sombrea-mento 54,4%. O tratamento 30 dias de intervalo com sombreamento 25% apresentou maior produção de MSPA na maior altura de corte (tabela IV). Estas condições devem ter proporcionado um valor de IAF maior no dossel permitindo maior interceptação de luz e eficiência fotossintética das f olhas, e como conseqüência, um maior acúmulo de biomassa seca, segundo Laca e Lemaire (2000).

 

Foram observadas diferenças significativas na AF (área foliar) do capim a favor das plantas cortadas com maior intervalo (tabela V).

Souza et al. (2004b) encontraram aumento do IAF (índice de área foliar) nas plantas de Tanzânia com o aumento do intervalo de corte de 4 para 10 semanas.

Nos cortes feitos com 25 cm de altura, o maior intervalo (60 dias) proporcionou maiores valores de AF nas plantas do capim Tanzânia do que no corte feito com menor intervalo, enquanto que nas demais alturas não foram observadas diferenças no AF entre os intervalos de corte (tabela V).

No trabalho de Barbosa et al. (2007), a associação do intervalo de corte 95% IL (capim cortado só quando havia 95% de interceptação de luz- IL (capim com 70 cm de altura) comparado com 90 (60 cm) e 100 (85 cm) de IL no pré-pastejo, com a altura de corte 25 cm, comparada com 50 cm, resultou em maior acúmulo de lâminas foliares nas plantas do capim Tanzânia durante período experimental. Essa diferença à favor desse tratamento, segundo os autores, foi devido altas taxas acumuladas no verão.

Pena et al. (2007b) encontraram mais massa seca de lâmina foliar manejando o capim Tanzânia no maior intervalo e altura de corte. De acordo com Lizieiri et al. (1994), menor intervalo e altura de corte implicam em maior tempo e vigor de rebrota, acarretando com o tempo pastos com menor produção de forragem , o inverso ocorrendo com as parcelas manejadas cm maior intervalo e altura de corte. Nestas condições, o pasto retêm mais superfície fotossintética e o torna mais persistente.

Foram observadas diferenças significativas na AF (área foliar) do capim a favor das plantas cortadas nos ambientes mais sombreados (tabela VI).

 

AF das plantas cortadas a 15 cm de altura crescidas nas condições com sombreamento 75% foram maiores que as crescidas nos demais níveis de sombreamento e nas demais alturas de corte que não diferenciaram entre si (tabela VI).

Morita et al. (1994) observaram que AF de C. dactylon, Paspalum notatum e P. dilatatum aumentou com o acréscimo do sombreamento, corroborando com os resultados encontrados por Mohanty e Raí (1995) para essas espécies mais Stenotaphrum secundata. Oliveira e Souto (2001) registraram maiores valores de AF para Coastcross 1 e P. purpureum cv. Cameron no nível de sombrea-mento 25%, enquanto para B. brizantha cv. Marandu foi 50%. Lizieiri et al. (1994) estudaram em condições controladas, o comportamento de gramíneas forrageiras (Digitaria spp. e Brachiaria brizantha cv. Marandu) na sombra e concluíram que a tolerância ao sombreamento depende da espécie considerada.

A interação sombreamento x intervalo x altura de corte revelou que o tratamento altura de corte 15 cm com 30 dias de intervalo proporcionou maior AF com 75% de sombreamento do que com os demais níveis (tabela VII). Foi encontrada no tratamento altura de corte 15 cm com 30 dias de intervalo de corte, dependência da AF linear e positiva em relação sombreamento, expressa pela equação: AF (cm2/vaso)= 18,62 + 14,2773S (F= 12,35; p= 0,0056; R2= 0,55). O tratamento 30 dias de intervalo com sombreamento 75% também apresentou maior AF na menor altura de corte (tabela VII).

 

Não foram observados efeitos significativos de sombreamento, altura e intervalo de corte nas variáveis MSPA (massa seca parte aérea), PA/R (relação parte aérea/raiz) e RMR (razão de massa radicular).

Interessante esse resultado relacionado à MSPA, baseado em um único corte (último corte dos intervalos 30 e 60 dias), quando ele é comparado com àqueles mostrados anteriormente para MSPA, baseado em quatro cortes do intervalo 30 dias e dois cortes do intervalo 60 dias, mostrando que um único corte não representou os efeitos dos tratamentos na produtividade da biomassa seca do capim.

Resultados significativos da interação sombreamento x altura x intervalo de corte na MSR (massa seca radicular) são mostrados na tabela VIII.

 

A produtividade da parte aérea é reflexo do que acontece com o sistema radicular, pois ambos interagem. Logo, qualquer fator que limite o crescimento de raízes pode prejudicar a produção de massa seca da planta forrageira (Giacomini et al., 2005). Pelo conhecimento prévio do crescimento e da distribuição do sistema radicular, pode-se orientar práticas que visem aumentar a perenidade e produtividade da pastagem no sistema de produção (Da Costa et al., 1983). As raízes devem ser estudadas em virtude de sua elevada importância na capacidade de armazenar carboidratos e proteínas, o que influencia diretamente na rebrotação após desfolhação (Giacomini et al., 2005). Segundo Richards (1993), estudos com plantas C3 e C4 têm mostrado que o crescimento de raízes cessa após remoção de cerca de 50% ou mais sua área foliar. Portanto, é inevitável a redução no crescimento do sistema radicular imediatamente após a desfolhação.

Jank et al. (2006) estudaram o com-portamento das variáveis, massas secas, total e foliar e de raízes no último corte, porcentagem de folhas, altura das plantas, número de perfilhos e valores SPAD em 25 genótipos de P. maximum sob efeitos de três níveis de sombreamento (0, 50 e 70%), concluíram que a variável massa seca de raízes é importante na seleção de genótipos em condições de sombreamento, por ter sido a variável que mais foi afetada pelos níveis de sombreamento.

Tratamento 30 dias de intervalo de corte a pleno sol mostrou que as plantas do capim Tanzânia apresentaram mais MSR quando foram cortadas na altura de corte 25 cm (tabela VIII). Foi possível estabelecer uma dependência quantitativa entre MSR com as alturas de corte, a mesma foi da ordem seguinte: MSR (g/vaso)= - 3,688 + 3,5867A - 0,07517A2 (F= 14,96; p= 0,0047; R2= 0,83). Desta equação quadrática decrescente, deduziu-se o ponto máximo da curva (23,9 cm), valor este que define a altura de corte que se espera obter o máximo valor de MSR. Com 30 dias de intervalo e as plantas crescendo no nível de sombreamento 50%, os maiores valores de MSR foram encontrados nas menores alturas de corte (15 e 25 cm), que não diferiram entre si.

No tratamento que as plantas foram submetidas a céu aberto e cortadas com 60 dias de intervalo entre os cortes, a maior altura de corte (35 cm) proporcionou a maior produção de MSR, comparada com as outras alturas, que não diferenciaram entre si (tabela VIII). Houve uma regressão significativa (F= 63,66; p= 0,0001; R2= 0,95) entre a MSR e as alturas de corte, da ordem seguinte: MSR (g/vaso) = 88,338 - 5,3333A + 0,1158A2. Desta equação deduz-se que a produção mínima de MSR nesse tratamento pode ser atingida com o corte feito a 23 cm de altura. Com 60 dias de intervalo e no mais alto nível de sombreamento (75%), a maior MSR foi alcançada com 25 cm de altura de corte.

Plantas do capim Tanzânia cortadas na menor intensidade de pastejo (35 cm de altura) e com menor freqüência (cada 60 dias), apresentaram mais MSR no sombrea-mento 0% do que nos demais níveis de sombreamento (tabela VIII). Lizieiri et al. (1994) comparando a produção de raízes dos capins Digitaria swazilandensis cv. FL 556 e D. decumbens cv. Transvala crescendo sob quatro níveis de sombrea-mento (0, 25, 50 e 75%), também encontraram na avaliação feita aos 240 dias após o plantio que as maiores produções de massa seca de raízes dos capins foram a pleno sol.

Segundo Marshal e Sagar (1965) em plantas sem desfolhas de azevém (Lolium multiflorum), o sistema radicular foi o principal dreno dos assimilados de suas folhas individuais, enquanto nas desfolhadas foram os perfilhos cortados.

Resultados significativos da interação sombreamento x altura de corte, no intervalo de corte 30 dias na MST (massa seca total= MSPA + MSR), são mostrados na tabela IX.

 

No tratamento que as plantas foram cortadas a cada 30 dias, o melhor resultado da MST foi obtido no nível de sombreamento 25% e com altura de corte de 35 cm.

Plantas produziram mais MST no intervalo de corte 60 dias (70,7 g/vaso) do que no 30 dias (50,3 g/vaso), quando foram crescidas a céu aberto e cortadas na altura de corte 35 cm. Resultados similares dos efeitos do maior intervalo e altura de corte para MSPA (tabela I) e MSR (tabela VIII) foram mostrados anteriormente.

Resultados significativos da interação sombreamento x intervalo de corte na RAF (razão de área foliar= AF/MST), são apresentados na (tabela X).

 

RAF, que representa o tamanho da superfície assimilatória em relação a MST, apresentou no presente experimento valores mais altos em plantas de Tanzânia submetidas à níveis mais altos (50 e 75%) de sombreamento (tabela X), isto indica que as plantas expandiram as suas folhas a fim de procurar compensar a menor radiação para conseguirem atingir um nível de fotossíntese suficiente para equiparar o incremento de MST nesses níveis de sombreamento.

Foram observadas diferenças significativas na RAF quando as plantas foram cortadas com maior intervalo, exceto no nível de sombreamento 50%.

A área foliar (AF) das plantas crescidas a pleno sol e com a menor altura de corte (15 cm) foi maior quando cortada com 60 dias (1647 cm2/vaso) de intervalo do que quando cortada com 30 dias (464 cm2/vaso).

 

Conclusão

Recomenda-se a introdução do capim Tanzânia em sistemas similares as condições edafoclimáticas estudadas, desde que o nível de sombreamento não exceda 25%, e o capim seja manejado com altura acima de 25 cm e com intervalo de corte mínimo de 60 dias.


*B 1,80 %; Cu 0,80%; Fe 3,0%; Mn 2,0%; Mo 0,10%; Zn 9,00%.

 

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Recibido: 6-11-07.
Aceptado: 14-5-08.

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