INTRODUÇÃO
Os atletas estão expostos a várias circunstâncias geradoras de estresse e a maneira com que cada um enfrenta o mesmo poderá interferir no seu desempenho (Christensen & Smith, 2018; Rossi, Vitorino, Salles, & Cortez, 2016). Sendo assim, ao se tornar crônico, o estresse no contexto esportivo pode ocasionar a síndrome de burnout (Gustafsson, DeFreese, & Madigan, 2017), que tem como algumas consequências ausência de motivação, falta de prazer, altos níveis de estresse e enfrentamento ineficaz diante os agentes estressores (Goodger, Gorely, Lavallee, & Harwood, 2007).
O burnout no contexto esportivo é definido como uma síndrome multidimensional baseada em três dimensões (Gustafsson, Lundkvist, Podlog, & Lunqvist, 2016): exaustão física e emocional (EFE), relacionada com intensas demandas de treinos e competições; reduzido senso de realização esportiva (RSR), que significa a insatisfação relacionada à habilidade e realização no âmbito esportivo; e desvalorização esportiva (DES), representando a ausência de interesse e preocupação com a carreira esportiva. Os estudos sobre a síndrome de burnout têm aumentado nos últimos anos, pois sua ocorrência pode resultar em prejuízos para o rendimento esportivo e para a saúde dos atletas, sendo o abandono da carreira esportiva a principal consequência (García-Parra, González, & de los Fayos, 2016).
Por se tratar de uma reação ao estresse crônico, a manifestação do burnout pode ser prevenida ou atenuada por meio de estratégias de enfretamento do estresse, conhecidas como coping (Pires, Bara Filho, Debien, Coimbra, & Ugrinowitsch, 2016). O coping é um recurso utilizado mediante pensamento e ação como forma de lidar com situações estressantes (Lazarus, 1993). Uma das primeiras nomenclaturas para a classificação das estratégias de coping foi proposta por Folkman & Lazarus (1980). Os autores propuseram duas modalidades de coping: (1) centrada no problema, que envolve o enfrentamento do problema causador de estresse; e (2) centrada na emoção, que objetiva aliviar as emoções negativas associadas ao problema.
As estratégias centradas no problema são empregadas pelos atletas com o intuito de resolver o problema, assumir o controle e eliminar a situação estressante. A meta-análise realizada por Nicholls, Taylor, Carroll, & Perry (2016) apontou que as estratégias de coping centradas no problema obtiveram uma relação positiva com o rendimento esportivo. Outro tipo de estratégia é a centrada na emoção, que são tentativas de avaliar de outra maneira ou evitar pensar no agente estressor (Lazarus, 1993). Estas estratégias incluem esquiva, escape, distanciamento e extração de aspectos positivos de acontecimentos negativos. São utilizadas quando o sujeito percebe que o estressor não pode ser modificado e que é preciso continuar com a interação (Tamayo & Tróccoli, 2002). Diferentemente das estratégias centradas no problema, Nicholls et al. (2016) observaram que as estratégias centradas na emoção não são adequadas para o rendimento esportivo, bem como podem ser prejudiciais para o bem-estar dos atletas.
Estudo de revisão sistemática (Nicholls & Polman, 2007) apontou que instrumentos psicométricos de identificação e mensuração das estratégias de coping são empregados com frequência na literatura. Sendo um dos mais frequentes o Inventário de Habilidades de Enfrentamento Atlético-28 (ACSI-28), desenvolvido para avaliar sete estratégias de coping utilizadas por atletas para lidar com o estresse no esporte (Smith, Schutz, Smoll, & Ptacek, 1995), posteriormente validado para o idioma português como ACSI-28BR (Miranda, Coimbra, Bara Filho, Miranda Júnior, & Andrade, 2018).
As sete habilidades de enfretamento medidas pelo ACSI-28 foram definidas por Smith & Christensen (1995): a) Lidar com adversidades: o atleta permanece positivo e entusiasmado diante de situações adversas. Permanecendo calmo, controlado e capaz de se recuperar rapidamente de erros e contratempos; b) Desempenho sob pressão: o esportista percebe a pressão como um desafio em vez de ameaça. O esportista gosta de ser colocado sob pressão e geralmente tem um desempenho melhor nessas ocasiões; c) Metas/Preparação Mental: o atleta define e trabalha para metas específicas de desempenho. Planeja e se prepara mentalmente para diversas situações que pode se deparar; d) Concentração: o sujeito não fica distraído facilmente e é capaz de se concentrar na tarefa mesmo em situações adversas ou inesperadas; e) Livre de preocupação: o atleta não se pressiona e não coloca preocupação desnecessária sobre o seu desempenho, mesmo quando comete erros. Além disso, não se importa sobre o que vão pensar se ele falhar; f) Confiança e motivação: essa habilidade é definida quando o esportista está confiante sobre suas capacidades, permanece sempre motivado e positivo sobre seu desempenho; g) Treinabilidade: capacidade do atleta estar disposto a aprender com as instruções dos treinadores e receber as críticas de uma maneira construtiva, sem ficar chateado e levar para o lado pessoal.
A síndrome de burnout está associada à percepção de que as estratégias de coping são insuficientes ou inadequadas para lidar com o estresse (Verardi, Nagamine, Domingos, De Marco, & Miyazaki, 2015). Raedeke & Smith (2004) verificaram que atletas que experimentam altos níveis de estresse e possuem baixos índices nas estratégias de coping estão mais propensos a experimentar o burnout. Diante disso, é importante que os esportistas desenvolvam estratégias de coping para que possam enfrentar os diversos agentes estressores e assim possibilitar condições ideais para um bom desempenho esportivo e êxito na carreira esportiva (Nascimento Junior, Gaion, Nakashima, & Vieira, 2010). Para tais circunstâncias Wong, Teo, & Polman (2015) ressaltam a importância da compreensão por parte dos treinadores e psicólogos do esporte sobre os agentes estressores e das estratégias de coping como forma de otimizar o desempenho dos atletas nos treinamentos e competições.
O futebol é um esporte que apresenta um alto nível de estresse devido à procura de ótimo rendimento, pois consiste em uma modalidade esportiva com visibilidade e exibição diária nos meios de comunicação nacional e internacional (Giacomoni & Fonseca, 2014). Nesse contexto, a torcida, dirigentes e até mesmo os próprios jogadores fazem cobranças por conquistas de vitórias e títulos, levando a um aumento nos níveis de estresse (Bemfica, Fagundes, Pires, & Costa, 2013). Vale ressaltar que ainda são escassos os estudos que investigam os aspectos psicológicos no contexto do futebol na região norte do Brasil (Oliveira, Penna, & Pires, 2017). Além disso, estudo recente de revisão sistemática sobre o burnout aponta para a relevância da investigação sobre a variável tempo de prática esportiva e sua possível influência na percepção de burnout em atletas de elite (Bicalho & Costa, 2018). Sendo assim, o presente estudo tem como objetivo analisar se há correlação entre as seguintes variáveis em jogadores profissionais de futebol: a) dimensões de burnout x estratégia de coping; b) tempo de prática como atleta federado x dimensões de burnout; c) tempo de prática como atleta federado x estratégias de coping.
MATERIAIS E MÉTODOS
Participantes
Participaram do estudo 54 jogadores profissionais de futebol do sexo masculino, atuantes na primeira divisão do Campeonato Paraense de 2018 (a média de idade foi de 24.0 ± 3.9 anos, a idade média em que iniciaram na modalidade foi de 11.5 ± 3.8 anos e a média do tempo de prática como atleta federado foi de 8.7 ± 4.2 anos). Foram selecionados para participar do estudo somente atletas que possuíam no mínimo um ano de prática como atleta federado (a contar do primeiro registro).
Instrumentos
Foi utilizada a versão em idioma português do Athlete Burnout Questionnaire (ABQ) (Raedeke & Smith, 2001), denominada Questionário de Burnout para Atletas (QBA), composta por 15 itens cujas respostas são apresentadas em uma escala do tipo likert que varia de “quase nunca” (1) a “quase sempre” (5). O QBA apresenta consistência interna aceitável (alfa de Cronbach = 0.82) e validade de construto, na qual foram encontrados três componentes responsáveis pela variância do instrumento, confirmando o modelo tridimensional do burnout (Pires, Brandão, & Silva, 2006). Logo, tem sido utilizado com frequência no contexto esportivo brasileiro (Pires et al., 2016; Silva, Chiminazzo, & Pires, 2016; Sobral, Oliveira, Oliveira, Santos, & Brito, 2014).
Outro instrumento utilizado foi o Athletic Coping Skills Inventory (ACSI-28) (Smith et al., 1995) em sua versão adaptada para o Português (ACSI-28BR) (Miranda et al., 2018). O ACSI-28BR é composto por 28 itens que se referem aos sete fatores que representam estratégias de coping no esporte: lidar com adversidades; desempenho sob pressão; metas/preparação mental; concentração; livre de preocupação; confiança/motivação; e treinabilidade. As respostas são apresentadas em uma escala do tipo likert que varia de “quase nunca” (0) a “quase sempre” (3). Especificamente para a versão brasileira, três itens associados às dimensões confiança/motivação, concentração e treinabilidade foram removidos por não apresentarem cargas fatoriais suficientes.
Procedimentos
Inicialmente foi realizado um contato prévio com a comissão técnica dos clubes para esclarecimento dos procedimentos do estudo. Após esse contato houve a coleta dos dados em grupo com cada time em salas reservadas de hotéis e centros de treinamento em ambientes livres de ruído. Os pesquisadores explicaram os objetivos da pesquisa aos participantes, que posteriormente assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), preencheram o questionário sociodemográfico e o QBA e ACSI-28BR. O presente estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) com seres humanos, conforme parecer 65796316.3.0000.0017.
Análise estatistica
A verificação da normalidade da distribuição dos dados foi realizada por meio do teste de D’Agostino-Pearson. O teste apontou uma distribuição de não normalidade dos dados, o que determinou o emprego de testes não-paramétricos. Como os dados não apresentaram distribuição normal, foram utilizados mediana (Md) e quartis (Q1; Q3) para a caracterização dos resultados. O coeficiente de correlação de Spearman (rho) foi empregado para verificar as correlações entre os indicadores das dimensões de burnout e das estratégias de coping, bem como as correlações entre o tempo de prática como atleta federado e os indicadores de burnout e coping. Foram considerados a significância estatística e um valor mínimo crítico de rho ≥ 0.40 como aceitável para as análises, pois corresponde ao limite inferior da intensidade moderada para a correlação entre variáveis (Dancey & Reidy, 2013; Thomas, Nelson, & Silverman, 2012). Os procedimentos estatísticos foram realizados no pacote estatístico Prisma, versão 7 (GraphPad Software Inc., San Diego, CA, EUA). O nível de significância adotado foi de p < 0.05.
RESULTADOS
A Tabela 1 apresenta os dados descritivos das dimensões de burnout, estratégias de coping e tempo de prática como atleta federado. Os resultados evidenciam que as dimensões de burnout ficaram com uma frequência de quase nunca a raramente, mostrando que os atletas estão pouco suscetíveis à síndrome. A estratégia de coping com maior mediana foi metas/preparação mental e a menor foi lidar com adversidades.
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Tabela 1 Dados descritivos para as dimensões de burnout, estratégias de coping e tempo de prática como atleta federado (em anos).
Na Tabela 2 foram encontradas correlações negativas, significativas e de intensidade fraca (rho < 0.40): dimensão EFE x estratégia confiança e motivação; dimensão RSR x estratégia metas/ preparação mental; dimensão DES x estratégia treinabilidade. A única correlação negativa, significativa e de intensidade moderada (0.40 ≤ rho < 0.70) foi observada entre a dimensão RSR e a estratégia treinabilidade.
A Tabela 3 apresenta os resultados das correlações entre o tempo de prática como atleta federado e os indicadores de burnout e estratégias de coping. Foi observada uma correlação positiva, significativa e de intensidade fraca (tempo de prática como atleta federado x estratégia lidar com adversidades) e uma correlação positiva, significativa e de intensidade moderada (tempo de prática como atleta federado x dimensão desempenho sob pressão).
DISCUSSÃO
O presente estudo analisou as seguintes correlações em jogadores profissionais de futebol: a) dimensões de burnout x estratégia de coping; b) tempo de prática como atleta federado x dimensões de burnout; c) tempo de prática como atleta federado x estratégias coping. Os resultados evidenciam que: i) os indicadores de burnout foram baixos; ii) a correlação entre as dimensões de burnout e coping foi significativa, negativa e moderada somente entre a dimensão RSR e a estratégia treinabilidade; iii) não observamos correlação entre o tempo de prática como atleta federado e as dimensões de burnout; iv) encontramos uma correlação significativa, positiva e moderada entre o tempo de prática como atleta federado e a estratégia desempenho sob pressão.
Os achados de que atletas de futebol apresentam baixos indicadores para as dimensões de burnout podem ser indicativos de uma adaptação adequada às demandas psicofisiológicas de treinos e competições, bem como de um equilíbrio entre o estresse e a recuperação, relacionada à dimensão EFE (Giacomoni & Fonseca, 2014). Os baixos escores para a dimensão RSR sugerem que os jogadores estão satisfeitos com suas habilidades e realizações no âmbito esportivo. Por fim, a percepção reduzida de DES pode indicar que os jogadores permanecem interessados e comprometidos com a carreira esportiva (Bemfica et al., 2013; Gustafsson, DeFreese, & Madigan, 2017). Os dados descritivos das dimensões de burnout estão em consonância com a literatura da psicologia do esporte, pois a maior parte da pesquisa esportiva é baseada em amostras de atletas endossando níveis baixos a moderados de sintomas de burnout, a partir dos escores do ABQ (Gustafsson, DeFreese, & Madigan, 2017).
A maior parte das correlações entre as dimensões de burnout e as estratégias de coping foi de magnitude fraca, apontando para a compreensão dessas variáveis como fenômenos distintos. Uma possível explicação para esses achados está no fato de que os mesmos não indicam que essas estratégias não sejam utilizadas de forma eficaz pelos atletas em algum momento do ciclo de treinamento, uma vez que as estratégias de enfrentamento podem mudar ao longo da temporada. O mesmo raciocínio pode ser aplicado à percepção das dimensões de burnout (Pires et al., 2016).
A única exceção foi verificada na correlação entre a dimensão RSR e a estratégia treinabilidade, que apresentou significância estatística, relação negativa e magnitude moderada. Com base neste resultado é possível sugerir que estar aberto e disponível para a aprendizagem a partir dos treinamentos, exercitar a habilidade em lidar com as cobranças e evitar considerar as críticas da comissão técnica como ofensas pessoais contribuem para a percepção de satisfação relacionada à habilidade e ao desempenho no futebol (Pires, 2014). Estudo envolvendo atletas de elite do futsal brasileiro apontou que atletas convocados para a seleção brasileira utilizam com mais frequência a estratégia de treinabilidade do que seus pares que não foram convocados (Bim, Nascimento Junior, Amorim, Vieira, & Vieira, 2014), reforçando a relação dessa estratégia com a percepção de sucesso esportivo.
Não observamos correlação entre o tempo de prática como atleta federado e as dimensões de burnout. Vieira, Carruzo, Aizava, & Rigoni (2013) também não encontraram correlação entre tais variáveis em atletas de vôlei de praia. De acordo com os autores, as diferenças nas percepções das dimensões de burnout podem estar mais vinculadas a diferenças no perfil psicológico das pessoas, como características de personalidade (Hill, Hall, Appleton, & Murray, 2010) e de motivação (Lonsdale, Hodge, & Rose, 2009), do que simplesmente ao tempo de prática como atleta federado.
Por outro lado, os resultados encontrados em outra investigação mostram que, quanto maior o tempo de prática, menores são os níveis dos sintomas relacionados à síndrome de burnout em jovens atletas de vôlei feminino (Teixeira, Batista, Leite, & Silva, 2016). De modo divergente aos estudos anteriores, Cresswell & Eklund (2006) e Toros (2018) apontaram que, quanto maior a experiência, mais percebidas são as dimensões EFE e DES em atletas de rúgbi e handebol, respectivamente.
Diante dos resultados heterogêneos, entendemos que a variável tempo de prática como atleta federado não possui relação relevante com a percepção da síndrome de burnout em atletas profissionais de futebol. Essa compreensão encontra respaldo no estudo de revisão sistemática de Goodger et al. (2007), na qual o tempo de experiência não foi listado como variável associada ao burnout em atletas, diferentemente de outras variáveis como motivação, coping e ansiedade.
Diferentemente dos resultados observados em relação às dimensões de burnout, o tempo de prática como atleta federado apresentou correlação significativa, positiva e moderada com a estratégia de coping desempenho sob pressão. Vieira et al. (2013) também verificaram que, quanto mais experiente é o atleta, menos ele será prejudicado com a pressão de uma competição. Tais descobertas sugerem que as habilidades psicológicas de coping podem ser desenvolvidas com o tempo de prática (Mahl & Raposo, 2007). Para Kent, Devonport, Lane, Nicholls, & Friesen (2018), a simples exposição repetida a situações de pressão tendem a melhorar o rendimento do atleta. Desse modo, o tempo de prática pode estar associado à diversidade de tarefas sob pressão vivenciadas no contexto esportivo no decorrer da carreira, o que pode ocasionar maior oportunidade de desenvolver habilidades de coping centradas no problema (em termos gerais) e a estratégia desempenho sob pressão (de modo específico).
Este estudo utilizou instrumentos psicométricos recorrentemente utilizados na literatura para dimensionar burnout e coping. Contudo, entrevistas qualitativas poderiam fornecer informações subjetivas sobre as experiências individuais de burnout e coping, bem como de suas interações. Sua utilização em estudos futuros pode oferecer informações complementares sobre os fenômenos investigados.
APLICAÇÕES PRÁTICAS
O processo de treinamento associado ao esporte competitivo acaba por colocar os atletas sob agentes estressores físicos e psicológicos (Madigan, Hill, Anstiss, Mallinson-Howard, & Kumar, 2018). Diante disso, os atletas estão suscetíveis ao burnout quando há um desequilíbrio entre as demandas pertinentes à sua participação no esporte e os recursos que têm para enfrentar tais demandas (Pacewicz, Gotwals, & Blanton, 2018).
Os resultados deste estudo podem dar indícios para a atuação dos profissionais que trabalham com esporte. Na perspectiva prática, o desenvolvimento de intervenções de treinamento das estratégias de coping mostrou efeito positivo em atletas ao incrementar a percepção de desempenho (Reeves, Nicholls, & Mckenna, 2011) e pode representar uma iniciativa gratificante para aqueles interessados em promover o bem-estar do atleta através da prevenção e tratamento do burnout. Os resultados do presente estudo sugerem que a estratégia de enfrentamento treinabilidade pode ser aperfeiçoada com o intuito de evitar o burnout em geral e a dimensão RSR em particular. Além disso, os resultados também deixaram indicativos para a investigação da percepção da síndrome em atletas de diferentes níveis de experiência e de como as estratégias de coping variam ao longo da temporada, levando em consideração as especificidades da organização das competições e das modalidades esportivas.