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Archivos de Zootecnia

versão On-line ISSN 1885-4494versão impressa ISSN 0004-0592

Arch. zootec. vol.63 no.244 Córdoba Dez. 2014

http://dx.doi.org/10.4321/S0004-05922014000400003 

 

 

Crescimento de tambaqui alimentado com diferentes niveis de farinha de manga e proteína na ração

Growth of tambaqui fed with different concentrations of manga and protein meal in feed

 

 

Bezerra, S.K.1; Souza, R.C.2; Melo, J.F.B.2 e Campeche, D.F.B.3

1Universidade Federal de São Carlos. Centro de Ciências Biológicas e da Saúde. PPGERN. São Carlos, SP. Brasil. katia00sb@hotmail.com
2Universidade Federal do Vale do São Francisco. Campus Ciências Agrárias. Projeto de Irrigação Nilo Coelho. Petrolina, PE. Brasil. renildesouza@hotmail.com; jfbibiano@hotmail.com
3EMBRAPA Semi-árido. Petrolina, PE. Brasil. daniela.campeche@cpatsa.embrapa.br

Agradecimentos à CAPES e à EMBRAPA Semi-árido pelo auxílio financeiro durante a execução do experimento.

 

 


RESUMO

O trabalho avaliou o crescimento do tambaqui, (Colossoma macropomum) com a inclusão de diferentes concentrações (20, 30, 40 e 50 %) de farinha de manga (Mangifera indica) e redução dos teores de proteína (38, 33, 28 e 23 %) na ração, assim denominadas R20, R30, R40 e R50, respectivamente. Para realização do trabalho utilizou-se 240 peixes, delineados inteiramente ao acaso (4x3). O peso médio inicial foi de 5,21; 5,24; 5,19 e 4,99g respectivamente. O experimento durou 56 dias. O arraçoamento foi diário e de forma ad libitum. Analisaram-se as variáveis: taxa de crescimento específico, ganho de biomassa; conversão alimentar aparente, sobrevivência, análise de perfil metabólico e atividade de enzima digestiva. Os resultados de desempenho apresentaram regressão polinomial positiva nas rações com 50 % de farinha de manga e 23 % de proteína (R50). O peso médio final foi R20: 8,65; R30: 8,81; R40: 8,68 e R50: 11,39 g. Nas análises do perfil metabólico: glicose, glicogênio hepático, aminoácidos totais e colesterol, houve mobilização para manter os processos de energia no crescimento do tambaqui. Conclui-se que, o melhor desempenho dos tambaquis ocorre com a inclusão de 50 % de farinha de manga e 23 % de proteína. O perfil metabólico dos peixes é afetado positivamente pela substituição da proteína pela farinha de manga.

Palavras chave: Mangifera indica. Desempenho. Colossoma macropomum. Alimento alternativo.


SUMMARY

The study evaluated tambaqui, Colossoma macropomum, performance fed different levels of mango (Mangifera indica) meal in the feed (20, 30, 40 and 50 %) and the reduction of protein levels (38, 33, 28 and 23 %). To this study, 240 fish were used, separated in 12 equal groups, in four treatments and three replications in a randomized system. Initial weight was 5,21; 5,24; 5,19 and 4,99 g respectively. The trial lasted 56 days and fish were periodically weight. Fish were fed daily ad libitum. The following performance parameters were analyzed: specific growth, biomass gain; apparent fed conversion, survival, metabolic profile and digestives enzymes activity. All data show positive polynomial regression for the diet with 50 % mango meal and 23 % protein (R50). Performance parameters had a significant effect with higher results in the groups were mango meal was higher and protein level was lower. Final average weigh was R20: 8,65; R30: 8,81; R40: 8,68 and R50: 11,39 g. From metabolic profile analyzes: glucose, hepatic glycogen, total amino acids and cholesterol it was observed that there are a mobilization from these metabolites in order to keep energy process for tambaqui growth. it was concluded that the best tambaqui performance occured in the diet with 50 % of mango meal inclusion and 23 % of protein. Fish metabolic profile is positively affected by the replacement of protein by mango meal.

Key words: Mangifera indica. Performance. Colossoma macropomum. Alternative feedstuff.


 

Introdução

Entre os vários peixes nativos da bacia Amazônica, o tambaqui, Colossoma macropomum, é considerado uma espécie de grande potencial para a criação intensiva (Lopera-Barrero et al., 2011). Apresenta bom desempenho em sistemas de criação comercial, principalmente devido a sua rusticidade (Chagas et al., 2007). No ambiente natural o tambaqui é classificado como frugívoro exclusivo, e onívoro com tendência zooplanctófaga, na fase jovem (Silva et al., 2003). Quanto ás necessidades de carboidratos e proteína são variáveis de acordo com a idade dos tambaquis. As exigências nutricionais em juvenis dessa espécie já foram reportadas na literatura, como sendo: 40 % de carboidratos e 28 % de proteínas (Corrêa et al., 2007) e 40,5 % e 26,5 % (Almeida, 2010) respectivamente.

Na criação intensiva de peixes de água doce, um dos principais fatores que afetam o custo da alimentação se relaciona á farinha de peixe, a principal fonte de proteína utilizada na dieta destes peixes (Santos et al., 2009a). A farinha de peixe é um recurso com disponibilidade limitada, sendo que produção mundial não atende a quantidade necessária para confeção das racões para os organismos aquáticos. O preço desta farinha tem aumentado como resultado da aceleração da demanda mundial e, em conseqüência, os alimentos concentrados protéicos de origem vegetal se mostram como opção (Pezzato et al., 2009), assim como também, maiores inclusões de ingredientes energéticos.

A adição de carboidratos na dieta de peixes tem sido bastante estudada, como fonte de energia, essencialmente para peixes onívoros. Apesar de não existirem exigencias de carboidratos em dietas para peixes, sua inclusão em níveis adequados pode assegurar uma melhor eficiência na utilização de outros nutrientes (Wilson, 1994). A utilização de racões ricas em carboidratos para espécies onívoros podem auxiliar na redução do catabolismo protéico, para a síntese de glicose. Esta estratégia pode melhorar a eficiencia de retenção protéica e diminuir a quantidade de nitrogenio excretado no ambiente (Wilson, 1994; Rotta, 2003; Baldan, 2008; ). O melhor crescimento dos indivíduos e o efeito poupador de proteínas pode estar relacionado com o fato da glicose funcionar como um combustível metabólico para os tecidos glicose-dependentes (Botaro et al., 2007; Baldan, 2008;). Desta forma, carboidratos, tais como: glicose, sacarose e frutose, presentes na farinha de manga podem reduzir a atividade gliconeogênica, assim afastando aminoácidos da via oxidativa.

A farinha de manga constitui-se em subproduto derivado da fruta, Mangifera indica. A composição química da fruta varia com as condições da cultura, variedade, estádio de maturação, e outros fatores. É constituída de vários nutrientes, no entanto, o seu uso pode ser como fonte de carboidrato. Os teores de glicose, frutose e sacarose em cultivares haden e tommy são cerca de: 0,59 %; 3,15 % e 9,05 % respectivamente, podendo atingir um total de 12 % em açúcares totais. Quanto aos teores protéicos a fruta pode conter na composição aproximadamente 4,4 g/kg de polpa (Bernardes-Silva et al., 2003).

A adição de carboidratos como fonte de energia tem sido bastante usada na dieta de animais domésticos (Baldan, 2008; Almeida, 2010; Santos et al., 2010a). Os alimentos alternativos são bastante utilizados em regiões que possuem alta quantidade de subprodutos da agroindústria, principalmente como fonte de carboidratos (Lemos et al., 2011). Apesar de não existirem exigências de carboidratos bem definidas para espécies tropicais, a inclusão em níveis adequados pode assegurar melhor eficiência na utilização de outros nutrientes.

Trabalhos sobre nutrição de espécies onívoras como a tilápia do Nilo, Oreochromis niloticus e tambaqui, C. macropomum utilizando frutas estão disponíveis na literatura (Seabra et al., 2009; Melo et al., 2012; Souza et al., 2013), porém informações sobre o perfil metabólico do tambaqui alimentado com rações contendo altos níveis de carboidratos ainda são escassos, principalmente com utilização de frutas (M. indica) ricas em carboidratos sacarose e frutose, incluidas como ingrediente (farinha de manga) na ração elaborada. Este estudo teve o objetivo de analisar os efeitos da inclusão de teores crescentes de farinha de manga, em substituição ao farelo de soja e farinha de peixe, em dietas práticas sobre o crescimento e perfil metabólico do tambaqui.

 

Material e métodos

Este estudo foi realizado em 12 tanques de poliuretano circulares e com volume útil de 500 L. Cada tanque continha telas contra a fuga de peixes na abertura superior e na drenagem, e uma pedra porosa para garantir a oxigenação da água. O sistema utilizado era de recirculação de água com uso de biofiltro biológico e mecânico.

Duzentos alevinos de tambaqui -as médias de peso inicial foram de 5,21±0,55; 5,24±0,48; 5,19±0,52 e 4,99±0,56 g; o complimento médio inicial foi de 7,38±0,31; 7,24±0,28; 7,44±0,26 e 7,41±0,29 cm respectivamente- foram divididos em grupos de 20 indivíduos e distribuídos aleatoriamente em cada tanque, onde permaneceram para aclimatação por 15 dias. Neste período, os peixes foram alimentados duas vezes ao dia, as 9 e 16 h, com dieta comercial para peixes onívoros (proteína bruta= 32 %). Ao final da aclimatação os peixes foram mantidos em jejum por 24 h.

Quatro dietas foram formuladas (tabela I). Como principal fonte de carboidratos, concentrações crescentes de farinha de manga substituíram o farelo de soja e farinha de peixe. Para elaboração das rações foram coletadas e selecionadas as sobras e/ou descarte dos frutos (manga) em pro-priedades rurais. Dentre as variedades de manga (M indica, L.) utilizadas estavam: tommy atkins e hadem. Após coleta dos frutos realizou-se a retirada da polpa manualmente, foi realizada a secagem e desidratação em estufa de ventilação forçada a 65 oC por 36 h. A polpa desidratada foi triturada em moinho de martelo para obtenção da farinha de manga com menos de 100 mieras.

As concentrações de farinha de manga testadas foram 20, 30, 40 e 50 % e, portanto, as dietas foram denominadas R20, R30, R40 e R50, respectivamente. O delineamento experimental consistiu de quatro tratamientos e três repetições, totalizando 12 parcelas experimentais distribuidas ao acaso. As dietas foram preparadas como péletes e, após a secagem, foram armazenadas em freezer a -20 oC até utilização.

Após o periodo de aclimataçâo, as dietas experimentais foram fornecidas em duas refeições diárias, as 9 e 16 h, até a saciedade aparente e sem que o operador tivesse conhecimento de qual dieta estava sendo ofertada. O periodo experimental teve duração de 56 dias. A cada 20 dias, os alevinos de cada tanque foram individualmente pesados em balança eletrônica de precisão 0,1g e medidos com régua mili-metrada. Paralelamente ás medições os individuos foram submetidos a tratamento profilático; antifúngico com banhos de imersão em solução saturada de cloreto de sódio (NaCl); e antibacteriano com sulfato de cobre (CuSO4) na concentração 0,5mg.L-1, por uma hora sem renovação de água.

Medições de temperatura e pH foram feitas duas vezes ao dia, enquanto o oxigênio dissolvido foi aferido uma vez por semana com um medidor multiparâmetro digital. Essas variáveis corresponderam a: oxigênio dissolvido (mg/L) 8,2±0,18; temperatura (oC) 25,60±0,77-27,5±0,86 e o pH 7,39±0,36 -7,4±0,38; manhâ e tarde, respectivamente.

Ao término do experimento foram amostrados aleatoriamente 10 animais de cada tratamento, para coleta de sangue por meio de punção da veia caudal, e obtenção de plasma, onde foram quantificadas as concentrates de glicose, colesterol e aminoácidos livres. Em seguida foram insensibilizados em água com gelo e sacrificados por secção medular para coleta do fígado e intestinos, usados nas análises de glicogênio e protease alcalina.

A glicose plasmática foi detectada por meio de glicosímetro digital e o colesterol por meio de kit comercial. As determinações de glicogênio foram realizadas conforme técnica descrita por Bidinotto et al. (1998). O teor de aminoácidos livres no plasma foi determinado nos extratos neutros (Copley, 1941). A determinação da atividade da protease alcalina foi por meio da utilização de 50 µl de homogeneizado de intestino em tampáo tris/HCl 0,1M pH 8,0 contendo 500 µl de substrato caseína 1%, incubado por 30 minutos a 40 oC. A reação era parada com 50 µl de TCA 15 % e a leitura no espectofotômetro em 440 nm (Sarath et al., 1989).

O desempenho dos peixes submetidos aos diferentes tratamentos foi estimado com base em

taxa de crescimento relativo

    TCR (%) = 100 . (Wf/Wi)

em que
Wf= peso final;
Wi= peso inicial.

taxa de crescimento específico

    TCE (%) = 100 [(lnWf-ln Wi)/t]

em que

Wf= peso (g) no tempo t (final);
Wi= peso (g) no tempo 0 (inicial);
t= duracáo do experimento (dias).

ganho de biomassa

    GB (g)= Bfinal-Binicial.

Biomasa= número de peixes existentes por repetição experimental, multiplicado pelo seu peso médio.

ganho de peso
GP (g)= Wf-Wi.

índice hepato-somático

    IHS (g)= peso do figado x IGG/peso vivo.

sobrevivência

    S (%)= no final peixes x 1GG/no peixes inicial.

O consumo alimentar foi estimado por meio do oferecimento gradativo das dietas acompanhado da observação do consumo pelos peixes, ou seja, até a saciedade aparente. Dessa forma, a quantidade de ração ofertada foi a mais próxima possivel á quantidade de ração efetivamente consumida pelos peixes. O consumo alimentar foi, portanto, expresso como a quantidade total de dieta oferecida (g) durante o periodo experimental para cada unidade de estudo. A partir disto, calculou-se

Conversão alimentar aparente

    CAA= consumo alimento/ganho de peso.

Os resultados foram analisados por meio de regressões. Diferentes regressões foram testadas e foi escolhido a que resultou em maior coeficiente de determinação (R2) e nivel de significância.

 

Resultados e discussão

Os valores médios de peso, comprimento, taxa de crescimento relativo (TCR) do peso, taxa de crescimento específico (TCE) do peso, taxa de crescimento específico (TCE) do comprimento, ganho de biomassa (GB), conversão alimentar aparente (CAA), índice hepato-somático (IHS) e sobrevivencia estão descritos na tabela II.

Ao final do trabalho o grupo experimental R50 apresentou resultados significativos. O maior peso médio final (figura 1A), ganho de peso (figura 1B) e ganho de biomassa (figura 1C) foram obtidos com a inclusão de 50 % de farinha de manga e 23 % de proteína bruta na ração. Estes resultados demonstram efeito polinomial positivo.

O uso de fontes alternativas de alimentos pode apresentar resultados semelhantes ou até mesmo superiores ás fontes tradicionais no desempenho dos peixes. Em estudo realizado com a substituição do milho pela farinha de manga na alimentação de tilápia do Nilo o desempenho não foi prejudicado (Melo et al., 2012). Mas, quando utilizado 100 % da farinha manga com casca na alimentação desta espécie, o desempenho não foi satisfatório (Souza et al., 2013). Neste estudo foi utilizada somente a polpa da manga, e verificou-se que este alimento pode interferir no desempenho pela quantidade incluída ou por componentes como a casca. Este fato é observado em estudo com uso de resíduo de manga (casca, bagaço fibroso da polpa) onde até 15 % de inclusão não alterou o desempenho da tilápia (Lima et al., 2011).

Outras fontes ricas em carboidratos têm sido testadas. O milho pode ser totalmente substituído por farinha de crueira de mandioca, na alimentação de juvenis de tambaqui (Pereira-Júnior et al., 2013), inclusive, este ingrediente contém cerca de 93,7 % de carboidratos e 1,7 % de proteína bruta (Guimarães et al., 2011). Adicionalmente, a inclusão de 25 % da fruta taioba em substituição ao milho na dieta dejuvenis de Clarias gariepinus, não apresentou prejuízo á espécie (Zaid e Sogbesan, 2010). Concomitantemente, o desempenho de alevinos do tambaqui também foi satisfatório, quando alimentado com 30 % de farinha de castanha da Amazônia (Bertholletia excelsa), na ração balanceada (Santos et al., 2010a). O hábito alimentar das espécies de peixes onívoras e herbívoras pode estar relacionado com um melhor aproveitamento de carboidratos na dieta, comparado com outras espécies de peixes carnívoras (McGoogan e Reigh, 1996). Desta maneira, pode-se considerar um melhor aproveitamento dos alimentos ricos em carboidratos, inclusive, esta característica fisiológica pode favorecer a redução de custos com ingredientes protéicos, na elaboração da ração, e diminuir a agressão ao ambiente por emissão de fósforo (P) e outros minerais (Guimarães et al., 2011).

A conversão alimentar aparente, taxa de crescimento relativo e específico, apresentaram diferencas significativas (tabela II). As maiores concentrações de carboidratos e menores quantidades de proteína promoveram melhores resultados nessas variáveis zootécnicas. Estes índices de CAA, TCR e TCE apresentaram uma tendência polinomial positiva (figura 2A) com exceção da CAA (figura 1D), cuja tendência foi decrescente á medida que os níveis de farinha de manga aumentaram em substituição a proteína, o que reflete em melhor eficiencia na utilização da dieta. Os valores de CAA neste estudo variaram entre 3,03 a 5,64 (tabela II). São valores que podem ser considerados altos quando comparados com outras espécies como pacu, Piaractus mesopotamicus, 1,14 á 1,36 (Baldan, 2008). Segundo Guimarães e Storti-Filho (2004) quando se utiliza produtos agrícolas para elaboração de ração os níveis de CAA tendem a serem maiores, mas que isso não implica necessariamente na inviabilidade do produto. Estes autores obtiveram conversões alimentares de até 12,03 em policultivo com tambaqui e jaraqui, Semaprochilodus insignis. Chagas et al. (2007) avaliaram a produtividade do tambaqui em diferentes taxas de alimentação com ração comercial, e obtiveram conversões alimentares de 4,86.

A taxa de crescimento específico apresentou tendência polinomial positiva com o aumento dos níveis de farinha de manga na ração (figura 2A) sendo menor no tratamento R20 e maior no R50. Quando o farelo de coco foi utilizado na alimentação de alevinos de tambaqui as taxas de crescimento específico foram de até 1,99 % (Lemos et al., 2011), enquanto que, a substituição do milho pelo milheto na alimentação de tambaqui o TCE máximo obtido foi de 1,67 % (Silva et al., 1997). No presente experimento foi obtido valor de até 4,00 % no R50. A capacidade de digestão, absorção de nutrientes e o estádio de vida dos grupos experimentais, possivelmente estiveram relacionados ao efeito das rações experimentais. Os resultados corroboram com os obtidos por Pereira Junior et al. (2013) e Gallego et al. (1994), os quais afirmam que alimentos ricos em carboidratos, ofertados a peixes onívoros como o tambaqui promovem taxas de crescimento superiores, provavelmente devido ao balanceamento nutricional e ao melhor aproveitamento dos carboidratos presentes na dieta, através do trato grastrointestinal dos peixes.

Quanto ao Índice hepato-somático (IHS) o R50 obteve o maior índice (1,80 %) comparado aos demais tratamentos. Verificou-se regressão polinomial positiva á medida que aumentou os níveis de concentração de farinha de manga na ração e redução da proteína (figura 2B). Em outro estudo com tilápia não foram observados efeitos sobre IHS com ração contendo resíduos de manga e abacaxi na dieta (Lima, 2010). Mas, o uso de farelo de coco na composição da ração apresentou efeitos no índice hepato-somático da tilápia (Santos et al., 2009b). A inclusão de farelo de coco na alimentação do tambaqui teve o efeito linear negativo no IHS (Lemos et al., 2011). O fígado é a principal porta de armazenamento de glicogênio e lipídios, com isso responde por alterações no índice hepato-somático (Souza et al., 2013). As diferenças observadas dessa variável na presente pesquisa tiveram relação com a variação na deposição energética de glicogênio hepático, geral-mente ocorrem relações positiva entre o IHS e glicogênio hepático. No entanto, houve redução do glicogênio hepático. Esta variação pode estar relacionada com a fase de juvenil dos peixes, havendo maior exigencia de energia para o crescimento (Dias, 1998) e desvio dos carboidratos para os processos de crescimento ao invés de serem estocados.

O glicogênio hepático variou em relação ás concentrações de carboidrato e proteína testada (tabela II). As maiores concentrações de glicogênio ocorreram com a inclusão de 30 % de farinha de manga e 33 % de proteína (figura 3D). Verifica-se que no nível mais baixo (R20) e nos maiores de inclusão da farinha manga (R40 e R50) ocorreu redução do glicogênio hepático. Este fato pode ter relação com uma menor deposição ou mobilização para manutenção da glicemia. A idade e o tipo de alimento ofertado aos grupos experimentais podem ter relação com o local de deposição de glicogênio, e na funcionabilidade desta reserva. Pois, quando foi incluído até 48 % de carboidrato, o glicogênio hepático não apresentou alteração em relação aos níveis de carboidrato dietético no pacu (Baldan, 2008). Enqunto que no salmão, Salmo salar, ocorreu uma correlação linear entre a deposição de glicogênio hepático e a inclusão de 30 % de carboidrato (Hemre, e Sandnes, 1999). As espécies animais diferem quanto ao comportamento metabólico adaptativo, inclusive na concentração do glicogênio hepático. E alterações no fígado nos reportam o estado fisiológico e de homeostase, frente ás dietas experimentais.

Em relação à glicemia, os peixes apresentaram valores próximos entre os tratamentos (tabela III). As concentrações de glicose plasmática foram mantidas provavelmente pelo glicogênio ou a partir de aminoácidos provindos da dieta. Considerando que, os peixes mantiveram o desempenho similar até 40 % da farinha de manga, no entanto, maior peso com 50 % e menor teor de proteína. Os valores glicêmicos foram similares aos relatados por Baldan (2008), que testou níveis de amido na alimentação do Pacu, não havendo diferença significativa. Não só os carboidratos, mas as proteínas na ração para peixes podem influenciar as concentrares glicêmicas. Embora neste estudo não tenha ocorrido variações na glicemia, tem se relatado que a glicose plasmática pode ser alterada em carpa comum, Cyprinus carpio, pela proteína ejejum (Hertz, 1989). O mesmo foi observado em jundiá, Rhamdia quelen, alimentado com diferentes concentrações de proteína (Melo et al., 2006).

As concentrações de aminoácidos livres no plasma foram variadas nos diferentes tratamentos. Os peixes que receberam a maior quantidade de farinha de manga e menor teor de proteína na ração apresentaram aumento de aminoácidos livres no plasma, tendo efeito polinomial positiva (figura 3B). Esse efeito foi observado em tambaqui alimentado com farinha de castanha (Santos et al., 2010b). Em outro estudo, o uso de 50 % de amido de milho e 28 % de proteína bruta reduziu as concentrações de aminoácidos plasmáticos (Corrêa et al., 2007). Houve melhor aproveitamento do carboidrato das dietas, e os aminoácidos foram destinados á síntese protéica para formação de tecido, fato este, observado pelo melhor desempenho do tratamento R50. A utilização de aminoácidos para energia ou gliconeo-genese como adaptação e manutenção do metabolismo em peixes já tem sido descrita (Sá et al., 2007; Bicudo et al., 2010).

Alguns estudos mostram a importância do balanco entre carboidratos, lipídios e proteínas como efeito poupador da proteína na dieta (Nyina-Wamwiza et al., 2005; Almeida, 2010). Outros correlacionam a adaptação metabólica de cada espécie ao alimento ofertado (Corrêa et al., 2007). O histórico referente à alimentação do tambaqui relaciona-se com a alimentação rica em carboidratos e baixos teores de proteínas (Silva et al., 2003). O perfil metabólico do tambaqui demonstrou melhor utilização do carboidrato para demanda energética e efeito poupador de proteínas, pois tanto os níveis glicêmicos quanto os aminoácidos plasmáticos foram mantidos.

As maiores concentrações de colesterol total foram obtidas no tratamento R50 (tabela III). Ao alimentarem pacu com amido pré-gelatinizado em até 45 %, os níveis de colesterol não alteraram (Baldan, 2008). Similarmente, Souza et al . (2013) não obteve diferenca significativa com inclusão de 100 % de farinha de manga com casca na ração de tilápia. É provável que a elevação dos níveis de colesterol plasmático deste estudo tenha relação com a síntese de colesterol endógeno, devido maior disponibilidade de acetil provinda dos carboidratos da ração R50. Segundo Goedeke e Fernándes-Hernando (2012) existe estimulo das proteases ligadas ás membranas para produção do colesterol a partir de acetil-CoA.

A atividade da protease alcalina apresentou maior hidrólise para o R30. O tambaqui é uma espécie que possui diferenças anatômicas e funcionais no trato gastrointestinal e órgãos associados que lhe torna capaz de hidrolisar por meio da atuação de enzimas digestivas (Krogdahl et al., 2005). A variação na atividade enzimática da protease alcalina no tambaqui pode estar associada à adaptação bioquímica as dietas e não propriamente ao desempenho. Este fato já foi descrito em trabalho realizado com jundiá (Melo et al., 2006). As alterações da atividade enzimática são decorrentes dos nutrientes, além dos hábitos alimentares das espécies, havendo diferenciações entre elas.

Comparando-se os teores de carboidratos e proteínas anteriormente investigados, pode-se indicar que a manga corresponde a um alimento bem aceito pela espécie em estudo. Com isso, a proteína pode apresenta seu uso otimizado, com melhor aproveitamento dos carboidratos da dieta por meio de uma adaptação metabólica.

 

Conclusões

O melhor desempenho dos tambaquis ocorre com 50 % de inclusão da farinha de manga e 23 % de proteína na ração.

O tambaqui apresenta desempenho satisfatório quando a substituição da proteína da ração é realizada pela farinha de manga como fonte de carboidrato.

O uso da farinha de manga denota um perfil metabólico de aproveitamento de energia ao tambaqui, proveniente do carboidrato contido na mesma.

 

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Recibido: 7-10-13
Aceptado: 18-9-14

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