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Enfermería Global

On-line version ISSN 1695-6141

Enferm. glob. vol.10 n.24 Murcia Oct. 2011

http://dx.doi.org/10.4321/S1695-61412011000400004 

CLÍNICA

 

Plantas medicinais utilizadas na saúde da criança

Plantas medicinales utilizadas en la salud infantil

 

 

Souza, A.D.Z.*; Ceolin, T.**; Vargas, N.R.C.***; Heck, R.M.****; Vasconcellos, C.L.*****; Borges, A.M.*****; Mendieta, M.C.******

*Acadêmica do 9o semestre da Faculdade de Enfermagem (FEn)/Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Bolsista de iniciação científica pelo CNPq.
**Mestre em Enfermagem. Profa Assistente da FEn/UFPel.
***Acadêmica do 8o semestre da FEn/UFPel. Bolsista de iniciação científica FAPERGS.
****Doutora em Enfermagem. Professora Adjunta da FEn/UFPel.
*****Mestre em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Fen/UFPel.
****** Académica do 7o semestre da Faculdade de Enfermagem (FEn)/Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Bolsista de iniciação científica pelo CNPq.

(Pesquisa financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico/Brasil.)

 

 


RESUMO

Identificar as plantas medicinais utilizadas na saúde da criança, por famílias de agricultores de base ecológica da Região Sul do Rio Grande do Sul, Brasil. A pesquisa é de abordagem qualitativa, exploratória e descritiva, sendo os dados coletados de janeiro a maio de 2009. Os sujeitos foram de oito famílias de agricultores, residentes nos municípios de Pelotas, Morro Redondo, Canguçu e Arroio do Padre. Foram citadas seis plantas (Chrysanthemun cinerariifolium, Foeniculum vulgare, Acca sellowiana, Citrus sp., Origanun sp., Sambucus spp.), sendo que apenas para uma (Foeniculum vulgare) encontramos estudos farmacológicos comprovando o que os sujeitos da pesquisa referiram. É de extrema importância que o profissional enfermeiro tenha conhecimento a respeito das plantas medicinais para transmitir informações pertinentes sobre a forma de preparo, dosagens e indicações relacionados às plantas utilizadas na saúde da criança.

Palavras chave: Plantas medicinais; Enfermagem em saúde comunitária; Saúde da criança; Terapias complementares.


RESUMEN

Identificar las plantas medicinales utilizadas en la salud infantil por familias de agricultores de base ecológica de la región Sur de Río Grande do Sul, Brasil. El enfoque de investigación es cualitativo, exploratorio y descriptivo, con datos recogidos de enero a mayo de 2009. Los sujetos fueron ocho familias de agricultores, residentes en los municipios de Pelotas, Morro Redondo, Canguçu y Arroio do Padre. Seis plantas fueron citadas (Chrysanthemun cinerariifolium, Foeniculum vulgare, Acca sellowiana, Citrus sp. Origanun sp. Sambucus spp.), y sólo de una (Foeniculum vulgare) encontramos estudios farmacológicos comprobando lo que los sujetos de la investigación referían. Es muy importante que el profesional enfermero tenga conocimientos sobre plantas medicinales para transmitir la información pertinente sobre la forma de preparación, dosis e indicaciones relativas a las plantas utilizadas en la salud infantil.

Palabras clave: Plantas medicinales; Enfermería en salud comunitaria; Salud del niño; Terapias complementarias.


ABSTRACT

The aim was to identify medicinal plants used in child health, for family farmers and the ecological base of the southern Rio Grande do Sul, Brazil. The research approach is qualitative, exploratory and descriptive, with data collected from January to May 2009. The subjects were eight families of farmers, residents in the cities of Pelotas, Morro Redondo, Canguçu and Arroyo do Padre. Six plants were cited (Chrysanthemun cinerariifolium, Foeniculum vulgare, Acca sellowiana, Citrus sp. Origanun sp. Sambucus spp.), and only for one (Foeniculum vulgare) were pharmacological studies found that corroborated what the subjects mentioned. It is extremely important that the nurse has knowledge of medicinal plants to transmit relevant information about the preparation, dosages and indications related to plants used in child health.

Key words: Medicinal plants; Community health nursing; Child health; Complementary therapies.


 

Introdução

Desde tempos remotos, o ser humano vem buscando conhecimento sobre as plantas medicinais, pois além de serem utilizadas na prevenção de patologias, são de fácil acesso à população, menos agressivas a saúde, causando menores efeitos colaterais1, tornando-se uma importante ferramenta para a realização do cuidado integral à saúde2.

As plantas medicinais são muito utilizadas pela população e transmitidas de geração a geração, inclusive no cuidado a saúde da criança, em que os costumes, tais como os chás caseiros, ainda estão muito presentes. No processo de cuidar é essencial que se conheça como se processa o crescimento, desenvolvimento, as necessidades básicas da criança, os riscos aos quais está sujeita e alguns cuidados para a preservação da saúde, contribuindo para a diminuição de gastos em tecnologias no tratamento de doenças capazes de serem prevenidas3.

Nesse contexto, evidencia-se a importância do profissional enfermeiro, pois ele acompanha o crescimento e desenvolvimento da criança através da puericultura; apóia e orienta a família, compreendendo os efeitos de determinantes culturais, sociais e ambientais, intervindo de forma apropriada para manter a saúde da criança4, inclusive através das orientações sobre o uso adequado de plantas medicinais, como dosagem e contra-indicações.

O Conselho Federal de Enfermagem (COFEn)/Brasil, por meio do Parecer Normativo n.o004/95, reconheceu que as terapias alternativas/complementares (acupuntura, iridologia, fitoterapia, reflexologia, quiropraxia e massoterapia, dentre outras) são práticas oriundas, em sua maioria, de culturas orientais, não estando vinculadas a qualquer categoria profissional. A Resolução 197/97 do COFEn estabelece e reconhece as terapias alternativas/complementares como especialidade e/ou qualificação do enfermeiro, desde que este tenha concluído e sido aprovado em curso ou entidade congênere, com uma carga horária mínima de 360 horas5.

Diante dessa perspectiva e das críticas em relação ao modelo biomédico baseado exclusivamente no uso de medicamentos industrializados, há a necessidade de ações que visem a melhoraria das condições de saúde da população e da qualidade de vida, para isso, o governo federal vem incentivando o uso de terapias complementares no Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2006, o Ministério da Saúde implantou a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no SUS, incentivando o uso das plantas medicinais, através da fitoterapia, homeopatia, acupuntura, entre outras práticas6. Esta política, não atribui a nenhuma categoria profissional específica a indicação para o uso terapêutico das plantas medicinais, tornando assim, uma ampla área de atuação a ser explorada pelos enfermeiros.

Este trabalho tem o objetivo de identificar as plantas medicinais utilizadas na saúde da criança pelos agricultores de base ecológica na região Sul do Rio Grande do Sul.

 

Metodologia

Tratou-se de um estudo qualitativo7. A pesquisa está vinculada ao projeto Plantas bioativas de uso humano por famílias de agricultores de base ecológica na região Sul do RS, desenvolvido pela Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Pelotas e pela Embrapa Clima Temperado. Os sujeitos constituíram-se de agricultores de base ecológica, os quais foram selecionados através da indicação do coordenador da associação dos feirantes8, como conhecedores de plantas medicinais. Além dos 8 agricultores indicados, foram abordadas suas gerações familiares, correspondendo a um total de 19 sujeitos, sendo pelo menos duas gerações em cada família. Os entrevistados comercializam seus produtos na feira ecológica de Pelotas, a qual ocorre quatro vezes por semana, em locais distintos da cidade.

O local de estudo foi o domicílio dos agricultores, situados na área rural dos municípios de Pelotas, Morro Redondo, Canguçu e Arroio do Padre, na região Sul do Rio Grande do Sul/Brasil. A coleta de dados sobre as plantas medicinais utilizadas, destacando as plantas utilizadas na saúde da criança, ocorreu entre janeiro e maio de 2009.

Foram utilizados os seguintes instrumentos: entrevista semi-estruturada9, observação sistemática10 das plantas com registro fotográfico e o georreferenciamento, realizado através do Sistema de Posicionamento Global (GPS). O georreferenciamento foi utilizado com objetivo de identificar a localização das plantas pesquisadas, o que permite a outro pesquisador localizar geograficamente com exatidão determinada planta.

Foi realizada a coleta de exsicatas para algumas plantas medicinais. As plantas coletadas e/ou fotografadas foram identificadas por um botânico, vinculado à Embrapa Clima Temperado. Foram respeitados os princípios éticos de pesquisas com seres humanos. O projeto recebeu aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pelotas (072/2007).

Em relação à análise dos dados, as informações pertinentes ao conhecimento dos agricultores sobre as plantas medicinais utilizadas na saúde da criança foram expostas em uma tabela e posteriormente comparadas com estudos farmacológicos e fitoquímicos.

 

Resultados

Foram abordados 19 sujeitos, entre os quais dezesseis (84%) eram do sexo feminino. Em relação à distribuição etária dos sujeitos, oito (42,7%) encontravam-se entre 20 e 39 anos. A forma predominante de preparo das plantas foi à infusão, a qual consiste em derramar água fervente sobre a planta medicinal e, em seguida, tampar ou abafar o recipiente por um período de tempo determinado11. (Tabela 1)

Quanto à localização, as plantas encontravam-se no quintal, pomar, horta, jardim e no campo, sendo que a maior parte delas estava próxima às residências dos agricultores. A maioria dos sujeitos, em relação à dosagem, referiu que sempre que preparavam os chás para as crianças, eram em dose menor e com maior diluição, se comparados ao preparo de chás para adultos.

 

Discussão

Ao analisarmos o uso das plantas medicinais no cuidado à saúde da criança, destacamos uma área na qual o enfermeiro pode qualificar-se, sendo que cada vez mais o Ministério da Saúde vem incentivando o uso das terapias complementares no SUS, através de projetos de pesquisa, capacitações e cursos12. Para ter subsídios ao trabalhar com a educação em saúde sobre plantas medicinais, esse profissional deve instrumentalizar-se através da revisão de estudos científicos que possam embasar as informações e as necessidades de cuidado do usuário em relação ao uso das plantas medicinais de maneira complementar ao tratamento alopático.

A promoção da saúde tem estreita relação com a educação em saúde, estabelecendo trocas de saberes entre profissional e usuário, a partir da participação da população, conhecendo suas necessidades, estilo de vida, crenças e valores e o contexto cultural sócio-político em que vivem13. Com isso percebemos a importância do enfermeiro manter uma boa relação com a população, conhecendo o território no qual está atuando, para que consiga orientar e dialogar de acordo com a realidade local.

Nessa perspectiva, buscamos estudos farmacológicos que comprovassem os efeitos das plantas medicinais citados pelos entrevistados e utilizadas no cuidado à saúde da criança. Encontramos para a Chrysanthemun cinerariifolium, um estudo mostrando uma planta do mesmo gênero, a Chrysanthemun coranarium, na qual foram isoladas proteínas antifúngicas de sementes, que inibem a atividade do vírus da imunodeficiência humana-1 transcriptase reversa14.

Sabe-se que no Brasil devido às distintas características climáticas e diversidade da flora, muitas plantas recebem o mesmo nome popular em diferentes localidades, mesmo sendo espécies diferentes e com princípios ativos distintos12.

Observamos durante a coleta de dados, que muitas vezes ocorria uma confusão pelos entrevistados na identificação da camomila, sendo utilizada a Chrysanthemun cinerariifolium quando buscavam o efeito da Chamomilla recutita, a qual possui propriedades imunoestimulantes, espamolíticas, bacterisotática, ansiolítica e sedativas15. Para a Chrysanthemun parthenium, do mesmo gênero da Chrysanthemun cinerariifolium, foram encontrados efeitos estomacal, calmante e carminativa16.

Com relação ao Foeniculum vulgare, ensaios realizados em laboratórios mostraram atividades inseticida, antifúngica, digestivas, carminativo e espasmolítico. Um estudo randomizado, duplo-cego mostrou que cólicas em lactantes melhoram dentro de uma semana de tratamento com um extrato com base Chamomilla recutita, Foeniculum vulgare e Melissa officinalis18, mostrando que os estudos farmacológicos vão ao encontro da utilização referida pelos agricultores. Sobre a Acca sellowiana, não foram encontrados nenhum estudo farmacológico comprovando o efeito referido.

Estudos etnofarmacológicos evidenciaram que as folhas do Origanun sp. são utilizadas no combate a gripe, resfriado, indigestão, flatulência, distúrbios estomacais e cólicas menstruais15. Não encontramos estudos farmacológicos, entretanto outras pesquisas baseadas no conhecimento popular foram encontradas com o mesmo efeito que os entrevistados referiram.

O Citrus sp., possui ação antiinflamatória e protetora dos capilares sanguíneos15. Estudos com várias plantas, entre elas o Sambucus nigra, mostraram uma redução significativa no peso corporal em humanos e animais, mostrando eficácia no combate a obesidade19. Em relação ao Citrus sp. e ao Sambucus spp. não foram encontrados estudos farmacológicos que comprovassem a eficácia citada pelos entrevistados.

Entre as seis plantas medicinais referidas pelos agricultores, apenas para uma (Foeniculum vulgare), foram encontrados estudos farmacológicos que comprovassem os efeitos citados pelos sujeitos da pesquisa, ressaltando a necessidade de ampliação das pesquisas farmacológicas sobre as plantas medicinais que investiguem a ampla diversidade da nossa flora do Brasil.

Entre as plantas referidas pelos agricultores ecológicos, duas (Foeniculum vulgare/ Chamomilla recutita) fazem parte da Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (RENISUS)20, na qual estão presentes 71 plantas, com o objetivo de orientar estudos que possam subsidiar a elaboração da relação de fitoterápicos a serem disponibilizados pelo Ministério da Saúde para uso da população.

Ressaltamos que existem poucos estudos relacionados a essa temática, por isso a importância de investigações sobre as plantas medicinais, visto que a criança necessita ser acompanhada através de um cuidado integral que considere o saber e o contexto no qual ela e sua família estão inseridas.

 

Considerações finais

Existem poucos estudos relacionados às plantas referidas pelos entrevistados, informações sobre a dosagem, a forma de preparo e a quantidade a ser utilizada em crianças. Portanto existe a necessidade da realização de mais pesquisas nessa área, bem como uma atenção maior na administração das plantas em crianças, visto que uma planta medicinal se usada incorretamente, pode trazer malefícios a saúde.

O enfermeiro tem um papel fundamental na gestão do cuidado, pois está constantemente acompanhando a população nas instituições de saúde; por isso a importância de capacitarse sobre a as plantas medicinais, podendo informar à comunidade sobre os benefícios e prejuízos através da educação em saúde, visando à promoção da saúde e prevenção de patologias.

 

Referências

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