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Enfermería Global

On-line version ISSN 1695-6141

Enferm. glob. vol.18 n.56 Murcia Oct. 2019  Epub Dec 23, 2019

http://dx.doi.org/10.6018/eglobal.18.4.356061 

Originais

Conhecimentos de adultos jovens sobre o acidente vascular cerebral numa cidade ao sul de Portugal

Maria Margarida Santana Fialho Sim-Sim1  , Maria José Abrantes1  , Maria Gorete Mendonça dos Reis1  , Elsa Maria Garção Pires2  , Manuel Agostinho Matos Fernandes1  , Maria da Luz Ferreira Barros1 

1Universidade de Évora. Portugal.

2Hospital do Espírito Santo EPE de Évora. Portugal.

RESUMO

Objetivo

Analisar o conhecimento de jovens adultos sobre o AVC.

Método

Estudo quantitativo, transversal, em ambiente não clínico. Amostra de conveniência de adultos. Através das crianças das escolas da cidade de Évora, foi solicitada a participação das Figuras parentais. Os aspetos éticos foram respeitados. Questionário de auto-preenchimento com retorno após uma semana.

Resultados

Participaram 147 homens (44,5%), 183 mulheres (55,5%), com idade média de 42,25 anos (DP = 5,00). O comportamento de risco mais referido ao acidente vascular cerebral é o tabagismo (56,5%), seguido da hipertensão (28,8%) e hipercolesterolemia (28,8%). As principais fontes de informação são televisão (93,2%) e amigos (89,4%). Na ajuda imediata das vitimas, as atitudes dos participantes seriam em sua maioria incorretas, existindo uma lacuna entre o conhecimento e o respetivo desempenho.

Conclusões

Existem comportamentos de risco entre os participantes, que são observados em outros estudos, mas com população de idosos. Os resultados detetam carência na literacia em saúde. Será urgente o desenvolvimento de projetos que informem e exemplifiquem os riscos dos comportamentos. A ação perante a pessoa vítima de acidente vascular cerebral, deve ser objeto de educação e treino do cidadão. A informação sobre a temática é urgente na região. Jovens adultos, como educadores, pode intervir para reduzir os casos na geração dos filhos.

Palavras-chave: conhecimento; acidente vascular cerebral; fatores de risco

INTRODUÇÃO

As doenças cerebrovasculares são disfunções que afetam temporária ou permanentemente o fluxo sanguíneo. Contribuem para a mortalidade no mundo, sendo esta doença, o acidente vascular cerebral (AVC), a segunda causa de morte desde há 16 anos 1. Há décadas e em diferentes locais, os enfermeiros consideram essa patologia um tema importante a ser investigado 2. Os fatores de risco não modificáveis, referem-se à progressão da idade ou do património genético. O AVC contextualizado na idade, tem várias expressões nos danos imediatos e futuros para a pessoa.

O AVC é pouco comum em adultos jovens (i.e., 10-15%) registando, todavia na faixa etária de 45 a 49 anos, diferenças de incidência que variam entre 5% e 20% 3. Contudo, em adultos jovens a mortalidade é elevada e a morbilidade é acompanhada de angústia, devido às sequelas que se enfrentam na fase mais produtiva da vida 3 4 5. Nas mulheres, os fatores específicos associados à gravidez, puerpério, ao uso de contracetivos ou o pré-climatério aumentam o risco 5 6. Considerando-se a genética localizada nos fatores étnicos, os maiores riscos encontram-se nas mulheres negras não hispânicas, face a menores riscos nas caucasianas 6. Se até aos 35 - 44 anos os indivíduos do sexo masculino apresentam uma maior prevalência, aproximadamente na faixa de 45 - 54 anos, volta a ser maior nas mulheres 4.

Os fatores modificáveis, por seu lado, manifestam-se de múltiplas formas nos comportamentos não saudáveis, que traduzem o nível de educação 6. Destacam-se a hipertensão, diabetes, tabagismo, obesidade, dislipidemias e inatividade. Outros comportamentos abusivos como o do consumo de álcool, sal e açúcar podem potencializar os anteriores 5 7 8. Outros aspetos, tais como o nível ou a posição socioeconômica, têm influência sobre alguns fatores modificáveis, mostrando uma associação inversa com a incidência e mortalidade por AVC 9 10.

Em Portugal, o AVC é também a segunda causa de morte. Mas ao Sul, no Alentejo, a situação é mais grave, tanto na mortalidade (57,2 / 100.000 habitantes) como de morbilidade 11. No Alentejo, o tabagismo mostra valores mais elevados, em comparação com os dados do país, em qualquer grupo etário 12. Relativamente ao excesso de peso, é menos frequente em comparação com outras regiões, mas a prevalência da hipertensão e da diabetes é a mais elevada do país 13 14 15 16.

O reconhecimento imediato do AVC, a rapidez no auxílio e o transporte da vitima para uma unidade de saúde, num espaço de tempo inferior a 3 horas, podem oferecer um resultado diferente ao problema. Em Portugal, a Direção Geral de Saúde (DGS) considera relevante a educação para a saúde, onde se inclui o reconhecimento por parte da população de sinais de alerta de situações ameaçadoras, bem como a ativação Via Verde Pré-Hospitalar do AVC. A Via Verde é uma estratégia organizada para os cuidados às pessoas com suspeita de AVC em progressão. Está regulamentada pela DGS. A Via Verde AVC é ativada pelo número de emergência (112) que envia os meios e transfere a vitima para o hospital mais próximo que tenha uma Unidade de AVC, já que os cuidados precoces podem reverter o AVC em curso. Além dos recursos relacionados com os serviços de saúde e pelos cuidados imediatos, prestados pelas pessoas presentes, é fundamental o reconhecimento por parte do doente dos sinais e sintomas do AVC. O conhecimento sobre este assunto pode ser adquirido através de programas educacionais. Alguns estudos, mostram que, nos grupos de risco, a informação fornecida permanece por cerca de cinco anos 17. Os programas centrados nos grupos específicos são mais eficazes. O desenho depende dos fatores de risco, do contexto e da própria metodologia.

No Alentejo, não se estudou o conhecimento sobre o AVC em adultos jovens. Não existe uma referência padrão a partir da qual se possa ter um entendimento global da preparação dos cidadãos para evitar ou intervir numa situação de AVC. Tão pouco estão identificadas as necessidades de informação. Se existisse conhecimento, criar-se-iam as condições necessárias para tomar as decisões adequadas num curto espaço de tempo.

Considerando o lugar que os adultos jovens ocupam entre as gerações de seus pais e de seus filhos, realiza-se o presente estudo. Tem como objetivo analisar os conhecimentos dos adultos jovens sobre os sinais e sintomas, assim como a rapidez de auxilio perante um episódio de AVC.

METODOLOGIA

Estudo quantitativo, descritivo, transversal. A amostra é constituída por cidadãos adultos, o recrutamento para a amostra obteve-se a partir dos pais/mãe de crianças que frequentam o ensino básico. Os critérios de inclusão foram: residir na cidade de Évora, ter menos de 60 anos. Excluíram-se as Figuras parentais que não vivem na mesma casa que as crianças. A seleção recaiu sobre este grupo, dado que os pais se encontram na faixa dos adultos jovens e, simultaneamente, convivem na família de 3 gerações (filhos, pais, avós). De um total de 607 crianças, no ensino primário, estimou-se 1214 Figuras parentais. Aplicando os critérios de Krejce e Morgan 18, calcularam-se 300 sujeitos. Para compensar perdas, foram entregues 20% a mais de questionários num total de 360. Foram devolvidos 338 totalmente preenchidos. Retiraram-se do estudo oito avós que são encarregados de educação. O estudo recai sobre 330 participantes.

O questionário tinha quatro seções: a) variáveis sociodemográficas (i.e., idade, sexo, nível de educação, b) variáveis de conhecimento sobre AVC (i.e., sinais, sintomas, condições e doenças associadas), c) variáveis de risco de AVC reconhecidos pelos participantes (i.e., diabetes, hipertensão, obesidade, hipercolestrolemia, doenças cardíacas, tabagismo) d) variáveis de instalação dos sinais de AVC (i.e., pictograma Cincinnati) e opções de auxilio perante uma pessoa com suspeita de AVC. A partir das variáveis de conhecimento de risco, da lista de possíveis doenças desencadeantes e dos sinais de instalação, constituiu-se uma variável principal: Conhecimentos sobre AVC, variável baseada em estudos anteriores 19 20. A pontuação da variável principal era de 0 a 30 pontos. Obtinha-se através da soma, considerando nas 30 questões as afirmações corretas.

Para a análise dos dados, utilizou-se o IBM-SPSS, versão 22, para a caracterização da amostra utilizou-se estatística descritiva. Devido à não normalidade da distribuição na variável principal (K-S = .123; df = 330; p = .000) utilizaram-se testes não-paramétricos.

O projeto foi enviado para o Centro de Investigação em Ciências da Saúde e Tecnologias da Universidade de Évora (CICTS), obtendo-se o parecer positivo da Comissão de Ética da Universidade (registo nº49278; aprovação nº15043). Além disso, obteve-se a permissão da Direção Regional de Educação do Alentejo para aceder às escolas. Solicitou-se a colaboração dos professores para contactar as Figuras parentais e para a entrega e recolha dos questionários. O questionário entregou-se aos participantes, em envelope opaco e fechado, solicitando-se o respetivo consentimento informado por escrito com garantia de anonimato e confidencialidade. Passadas duas semanas todos os questionários estavam preenchidos

RESULTADOS

Participaram 147 homens (44.5%), 183 mulheres (55.5%), com idades entre 30 e 55 anos (M = 42.25, DP = 5.00). Contudo, 15 pessoas não escreveram a idade. Considerando os 170 participantes que reconhecem na sua pessoa, fatores de risco, observou-se através da análise de respostas múltiplas, que existem 243 referências a fatores de risco. Tabagismo, hipertensão e hipercolesterolemia são os dados mais referidos (Tabela 1).

Tabela 1. Reconhecimento em si mesmo das práticas ou condição orgânica de risco para AVC 

Analisando separadamente homens e mulheres, observa-se que o tabagismo é a variável mais assinalada por ambos os sexos. Em segundo lugar, o maior risco percebido para os homens é a hipertensão (32 vezes enunciado, 25.4% do sexo masculino), enquanto que para as mulheres, é a hipercolesterolemia (32 vezes enunciada, 27.4% sexo feminino).

Para os 96 fumadores, o consumo diário varia entre 2 e 40 cigarros, com média de 10 (n = 22; 23.4%). Em relação à hipertensão, são 41 (12.9%) os participantes que tomam medidas terapêuticas, tendo idades entre os 31 e os 50 anos (M = 44.38; DP = 4.28).

Quase todos os participantes já ouviram falar de AVC (n = 324, 99.1%). As fontes onde obtiveram informação encontram-se na Tabela 2, destacando-se a televisão e os amigos. A família é a segunda menor fonte de informação.

Tabela 2. Fontes de informação sobre o tema do AVC 

Para a maior parte das pessoas (n = 309, 94,5%), o AVC pode prevenir-se, mas não se pode curar-se (n = 189, 58,3%). A maioria dos participantes considera que os serviços de saúde informam pouco sobre AVC (n = 207, 64,7%).

A variável principal exprime um nível de conhecimento sobre AVC, que varia entre 16 e 30 pontos, com uma média de 23,55 (DP = 2.58). Não se observa diferença significativa entre homens e mulheres (U = 13522.50, NMas = 147, NFem = 183, p = .933).

No que respeita ao conhecimento sobre o AVC, concretamente à posição em deve ser colocado a vítima (i.e., sentar numa cadeira, deitar de lado, não sabia que fazer), verifica-se, na comparação por pares, que os participantes que colocavam o doente de lado mostram um nível de conhecimentos mais elevado. Isto é, através do teste de Kruskall-Wallis, comprovam-se diferenças significativas nos conhecimentos em pelo menos um dos grupos (H (2) = 8.406, p = .015). De acordo com a comparação múltipla de médias das ordens de Dunn, constata-se que os participantes que não sabiam o que fazer tinham pontuações significativamente mais baixas comparativamente aos participantes que deitavam a vítima em posição lateral ou a sentavam. Contudo, o nível de conhecimentos daqueles que sentariam a vítima era superior comparativamente àqueles que escolheriam o decúbito lateral (Figura 1).

Figura 1. Comparação múltipla de médias das ordens de Dunn para a variável de conhecimento dos participantes com base na resolução da posição da vítima 

Realizando-se a análise dos conhecimentos relacionados com a respiração, verifica-se através do teste de Kruskall-Wallis, que existem diferenças significativas (H (2) = 11.287, p = .004). Na comparação múltipla de médias no teste de Dunn, os participantes que não sabiam o que fazer apresentavam um nível de conhecimento significativamente mais baixo do que aqueles que mandavam tossir (Figura 2).

Figura 2. Comparação múltipla de médias das ordens de Dunn para a variável de conhecimento dos participantes com base na resolução para a ventilação da vítima 

Considerem-se agora os recursos de socorro. Através de um teste de Kruskal-Wallis para amostras independentes, observou-se que existiam diferenças significativas em relação ao nível de conhecimento dos participantes (H (2) = 10.378; p = .006), quando se consideravam, os três grupos de opções (i.e., telefonar para o número de emergência 112, telefonar para 115 ,não sem saber o que fazer). De facto, são as pessoas que chamariam o 115 (antigo número de emergência), aquelas que têm conhecimentos mais elevados. Na comparação múltipla de médias do teste de Dunn, constatou-se que os participantes que não sabiam o que fazer apresentavam um nível de conhecimentos significativamente mais baixo comparativamente aos grupos que chamavam o 115 ou 112 (Figura 3).

Figura 3. Comparação múltipla de médias das ordens de Dunn para a variável de conhecimento dos participantes de acordo com a resolução de ligar para o número de emergência 

DISCUSSÃO

Como adultos jovens, é relevante que mais da metade dos participantes se reconheça com fatores de risco para AVC. Tal é concordante com os autores que afirmam uma tendência crescente da doença nessa faixa etária 5. Há, contudo, uma baixa perceção de suscetibilidade. Alguns comportamentos prejudiciais, como tabagismo, são muitas vezes adquiridos na adolescência e é difícil abandoná-los. De facto, os fumadores têm 2-4 vezes maior risco de AVC, ao longo de sua vida, face aos não fumadores ou ex-fumadores há mais de 10 anos atrás 21.

A hipertensão, como segundo fator de risco e mais referida pelos homens, era algo esperado, concordando com estudos anteriores 2 8. Os dados são consistentes com os relatórios da DGS relativos à região do Alentejo 8. Não menos importante como fator de risco é a hipercolesterolemia, com maior tendência no sexo feminino, confirmando dados locais 22. Os resultados descritos acima sugerem que o risco nos participantes é alto, uma vez que os fatores são prevalentes em torno de 53 a 60 anos 17. A semelhança entre os perfis dos participantes em relação aos dados de outros estudos aponta para a probabilidade de um aumento do risco em jovens adultos locais. Como em outros estudos, as variações regionais no risco devem ser objeto de programas urgentes de intervenção 23. De fato, os riscos não são isolados, ocorrem simultaneamente e podem ser agravados ou potencializados.

Nos atuais resultados, em controvérsia relativamente aos comportamentos de risco, o conhecimento sobre AVC é elevado. A intensidade da mensagem de televisão parece contribuir para esse conhecimento. Acessibilidade a este meio de comunicação, permite a transmissão e receção de mensagens que favorecem a assimilação 20. Da mesma forma, apesar dos conhecimentos elevados sobre o AVC, a presença dos comportamentos referidos dá indicações de subvalorização do risco. Esses resultados coincidem com o estudo de revisão, que encontrou resultados mistos na efetividade das intervenções educativas, ocorrendo variações de acordo com os diferentes fatores 24. A possibilidade de tratamento do AVC é desconhecida pela maioria dos participantes, facto já conhecido 20, mas a possibilidade de cura pode levar à necessidade de aprender a auxiliar as pessoas com AVC em progressão. No presente estudo, há uma série de incógnitas sobre o que fazer, pois há participantes que não conseguiram posicionar a vítima para evitar obstrução das vias aéreas, não avaliaram a condição respiratória nem ligaram para o número de emergência 112.

Estes fatos predispõem à incapacidade da vítima, algo evitado, se for levado para a emergência hospitalar por ACV. Os indivíduos mais informados sobre a patologia, por outro lado, realizariam a atenção e a assistência, mas com atitudes não recomendadas (i.e., sentar a vítima, mandar tossir). Esses aspetos, agravados ao chamar um número de telefone incorreto (i.e., 115), resultariam em ajuda ineficaz. Curiosamente, são os participantes com nível de conhecimento intermediário que agem mais corretamente na postura, ventilação e contato telefónico 25.

Os resultados sugerem que a informação é importante e urgente. Revelam que o conhecimento sobre a atuação segura deve ser ensinado. Além disso, o treino de adultos é urgente, devido ao impacto que possui sobre a mortalidade e a morbidade associadas ao AVC. De fato, os programas de educação sobre sinais e sintomas de AVC e atendimento pré-hospitalar são eficazes. É importante o reconhecimento rápido, como chegar ao hospital com brevidade, aplicando-se manipulação adequada da vítima 2 26.

Algumas limitações do presente estudo devem-se ao tipo de amostra sem a possibilidade de generalizar os resultados. O único momento de recolha de dados impede o acompanhamento dos participantes. O uso de medidas padronizadas também é uma fraqueza do estudo, reconhecido na revisão da literatura 24 27. Como sugestões, seria útil realizar estudos maiores sobre os fatores de risco das patologias cardio-cerebro-vasculares. O desenvolvimento de um programa educacional, com avaliações consecutivas antes e depois, facto que permitiria porventura a aquisição de conhecimentos e capacitações. O estabelecimento de parcerias entre a escola e as unidades de saúde pode transformar essas ideias em projetos úteis para a comunidade.

CONCLUSÃO

A partir desses resultados, pode-se deduzir que existe uma lacuna entre os comportamentos de preservação da saúde e o nível de conhecimento sobre o AVC. Existem duas necessidades principais na população, uma sobre a necessidade de aumentar a conscientização para o equilíbrio entre comportamento e risco e outra sobre a capacidade de agir com segurança e eficácia diante de uma pessoa com AVC em progressão. Vítimas e profissionais de saúde podem contribuir com estratégias eficazes para promover comportamentos saudáveis. Dias comemorativos ou feiras de saúde, são exemplos de eventos onde o comportamento pode ser discutido para melhorar a gestão da qualidade de vida.

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Recebido: 28 de Dezembro de 2018; Aceito: 15 de Fevereiro de 2019

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