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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estimativa da produção de forragem em pastagem de brachiaria decumbens]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[It was compared the visual estimate, foliage heights and cut methods in forage yield estimation of Brachiaria decumbens Stapf. pasture, in an area of the Agricultural, Environmental and Biological Sciences Center of UFRB. In the visual estimate method, forage estimations were done within an iron quadrat of 0.25 m², 10 double samples of visual (x) and true weight (y), being sample 1= smaller forage weight or lack of forage; sample 10= higher forage weight; samples 2 to 9= intermediary weights. It was carried out a regression analysis with the values of visual (x) and true (y) estimates obtaining the equation y= 1.85 + 0.82x, and observing a linear relationship between the variables x and y using t test. In the forage estimations using foliage height measurements it was done 10 double samples, being 10 of the mean foliage height (x) and 10 of the true forage weight (y), done within cited iron quadrat, obtaining the equation y= 1.55 + 0.41x and verifying a linear relationship between the two variables (p<0.01) by t test. Afterwards, utilizing four parallels linear transections, spaced of 15 m, using the 0.25 m² iron quadrat were sampled 25 points, spaced of 5 m, resulting in 100 points of sampling comparing the three methods. There was not significance by F test (p>0.05) among the evaluated methods, making possible to estimate forage yield of a B. decumbens pasture by visual estimates and foliage heights measurements, utilizing a linear regression equation.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="2"><b>NOTA BREVE</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b>Estimativa da produção de forragem em pastagem de <i>brachiaria decumbens</i></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b>Forage production estimate in <i>brachiaria decumbens</i> pasture</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Costa, B.M. da<sup>1A</sup>, C.A.S. Ledo<sup>2</sup>, M.C. Silva<sup>1B</sup> e V.I. Teixeira<sup>1C</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup>Centro de Ciências Agr&aacute;rias, Ambientais e Biol&oacute;gicas. UFRB. Cep 44380-000 Cruz das Almas. Bahia. Brasil. <sup>A</sup><a href="mailto:beneditomc@hotmail.com">beneditomc@hotmail.com</a>; <sup>B</sup><a href="mailto:maxagrufba@yahoo.com.br">maxagrufba@yahoo.com.br</a>; <sup>C</sup><a href="mailto:vicente_teixeira@bol.com.br">vicente_teixeira@bol.com.br</a>    <br><sup>2</sup>Embrapa, Mandioca e Fruticultura Tropical. CEP 44380-000 Cruz das Almas. Bahia. Brasil. <a href="mailto:ledo@cnpmf.embrapa.br">ledo@cnpmf.embrapa.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1">    <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Objetivou-se comparar os m&eacute;todos visual, da altura do relvado e do corte na estimativa da produção de forragem em pastagem de <i>Brachiaria decumbens</i> Stapf., em &aacute;rea do Centro de Ciências Agr&aacute;rias, Biol&oacute;gicas e Ambientais da UFRB. Nas estimativas de peso visual foram tomadas, dentro de uma moldura de ferro de 0,25 m<sup>2</sup>, 10 duplas amostras de peso visual (x) e real (y), sendo amostra 1= menor peso ou ausência de forragem; amostra 10= maior peso da forragem; amostras 2 a 9= pesos intermedi&aacute;rios. Com os valores de estimativas visual (x) e real (y) realizou-se uma an&aacute;lise de regressão, observando-se uma relação linear entre as vari&aacute;veis x e y pelo teste t (p&lt;0,01), obtendo-se a equação y= 1,85 + 0,82x. Nas estimativas de forragem pelo m&eacute;todo da altura do relvado tomou-se 10 duplas amostras, sendo 10 da altura m&eacute;dia do relvado (x) e 10 do peso real (y) da forragem, tomadas dentro da citada moldura de ferro, obtendo-se a equação y= 1,55 + 0,41x e verificando-se uma relação linear entre as duas vari&aacute;veis (p&lt;0,01) pelo teste t. Em seguida, utilizando-se quatro transeções lineares paralelas, espaçadas de 15 m, com a moldura de 0,25 m<sup>2 </sup>foram amostrados 25 pontos, distanciados de 5 m, resultando em 100 pontos de amostragem nos três m&eacute;todos avaliados. As equações de regressão encontradas foram usadas para fazer o ajustamento das estimativas de peso real (y) em relação às de peso visual (x) e das medidas de altura m&eacute;dia do relvado (x). A an&aacute;lise de variância não revelou significância pelo teste F (p&gt;0,05) entre os m&eacute;todos avaliados. &Eacute; poss&iacute;vel estimar a produção de forragem de uma pastagem de capim-braqui&aacute;ria atrav&eacute;s de estimativas visuais e medidas de altura do relvado, utilizando uma equação de regressão linear.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras chave:</b> Avaliação de pastagens. Dupla amostragem. Mat&eacute;ria verde.</font></p> <hr size="1">    <p><font face="Verdana" size="2"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">It was compared the visual estimate, foliage heights and cut methods in forage yield estimation of <i>Brachiaria decumbens</i> Stapf. pasture, in an area of the Agricultural, Environmental and Biological Sciences Center of UFRB. In the visual estimate method, forage estimations were done within an iron quadrat of 0.25 m<sup>2</sup>, 10 double samples of visual (x) and true weight (y), being sample 1= smaller forage weight or lack of forage; sample 10= higher forage weight; samples 2 to 9= intermediary weights. It was carried out a regression analysis with the values of visual (x) and true (y) estimates obtaining the equation y= 1.85 + 0.82x, and observing a linear relationship between the variables x and y using t test. In the forage estimations using foliage height measurements it was done 10 double samples, being 10 of the mean foliage height (x) and 10 of the true forage weight (y), done within cited iron quadrat, obtaining the equation y= 1.55 + 0.41x and verifying a linear relationship between the two variables (p&lt;0.01) by t test. Afterwards, utilizing four parallels linear transections, spaced of 15 m, using the 0.25 m<sup>2</sup> iron quadrat were sampled 25 points, spaced of 5 m, resulting in 100 points of sampling comparing the three methods. There was not significance by F test (p&gt;0.05) among the evaluated methods, making possible to estimate forage yield of a <i>B. decumbens</i> pasture by visual estimates and foliage heights measurements, utilizing a linear regression equation.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Key words:</b> Pasture evaluation. Double sampling. Fresh matter.</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Introdução</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No manejo das pastagens &eacute; de primordial importância o conhecimento da produção de forragem atual, em kg/ha, para que se possa calcular a sua capacidade de suporte. O m&eacute;todo mais utilizado na avaliação de pastagens consiste no corte e pesagem da biomassa vegetal. Este m&eacute;todo &eacute; o mais preciso, por&eacute;m &eacute; lento e trabalhoso, requerendo muito tempo e um grande n&uacute;mero de amostras para se obter estimativas confi&aacute;veis. Felizmente, os pesquisadores estudaram m&eacute;todos não destrutivos que envolvem duplas amostragens de estimativas visuais em relação ao peso da forragem (C&oacute;ser <i>et al.</i>, 1980; Nascimento Jr. <i>et al.</i>, 1982; Lopes <i>et al.</i>, 2000) e de medidas de altura e peso do relvado (Bandinelli <i>et al.</i>, 2003; Matos <i>et al.</i>, 2004), possibilitando um grande n&uacute;mero de observações e rapidez nas estimativas da produção de forragem da pastagem.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O objetivo deste estudo foi avaliar os m&eacute;todos de estimativa visual, altura do relvado e do corte na estimativa da produção de forragem de uma pastagem de capim-braqui&aacute;ria (<i>Brachiaria decumbens</i> Stapf. cv. IPEAN), localizada em &aacute;rea de Tabuleiro, no Centro de Ciências Agr&aacute;rias, Ambientais e Biol&oacute;gicas da UFRB, em Cruz das Almas, BA, Brasil.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Material e m&eacute;todos</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As estimativas da produção de forragem da pastagem foram realizadas em &aacute;rea da Fazenda de Pecu&aacute;ria do Centro de Ciências Agr&aacute;rias, Ambientais e Biol&oacute;gicas da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, UFRB, no munic&iacute;pio de Cruz das Almas, BA, comparando-se os m&eacute;todos: visual, altura do relvado e do corte. No m&eacute;todo de estimativa visual foram tomadas 10 duplas amostras padrões, sendo 10 de estimativa visual (x) e 10 de peso real (y) da forragem. As 10 duplas amostras padrões de estimativa de peso visual (x) e real (y) foram obtidas do seguinte modo: amostra 1= menor peso ou ausência de forragem; amostra 10= maior peso da forragem; amostras 2 a 9= pesos intermedi&aacute;rios entre 1 e 10.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para utilização do m&eacute;todo de estimativa visual o observador submeteu-se a um treinamento pr&eacute;vio no campo fazendo estimativas visuais de peso, seguidas do corte e pesagem da amostra para avaliar o grau de acerto da estimativa visual realizada. Ap&oacute;s esse treinamento, foram tomadas 10 duplas amostras padrões, que foram analisadas estatisticamente por regressão para verificar se havia uma relação linear entre as vari&aacute;veis x (peso visual) e y (peso real). No caso de haver significância entre essas duas vari&aacute;veis (p&lt;0,05), utilizou-se a equação de regressão linear do tipo y= a + bx para ajustar as estimativas de peso real (y) atrav&eacute;s das estimativas de peso visual (x) ao longo das transeções lineares.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No m&eacute;todo da altura do relvado foram tamb&eacute;m tomadas 10 duplas amostras padrões, sendo 10 de medidas da altura do relvado (x) e 10 de peso real (y) da forragem. As 10 duplas amostras padrões foram obtidas do seguinte modo: amostra 1= altura do relvado e peso da forragem zero, localizada em &aacute;rea com ausência total de forragem; amostra 10= maior altura do relvado e maior peso da forragem; amostras 2&nbsp;a 9= alturas e pesos intermedi&aacute;rios entre 1 e 10. As 10 duplas amostras padrões foram analisadas estatisticamente por regressão para se verificar se havia uma relação linear entre as vari&aacute;veis x (altura do relvado) e y (peso real da forragem). Utilizou-se a equação de regressão do tipo linear y= a + bx para ajustar as estimativas de peso real (y) atrav&eacute;s das medidas de altura do relvado (x).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nas estimativas de produção de forragem, nos três m&eacute;todos avaliados, foram estabelecidas quatro transeções lineares paralelas, utilizando cordas de nylon, espaçadas de 10-15 m onde foram marcados 25 pontos, distantes 5 m um do outro, resultando em 100 pontos de amostragem. Para isso, em cada ponto de amostragem ao longo da corda registrou-se a altura m&eacute;dia, a estimativa visual e o peso da forragem verde, utilizando uma moldura de ferro de 0,25 m<sup>2</sup>. Na an&aacute;lise dos resultados utilizou-se o programa Statistical Analysis System (SAS, 2000).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Resultados e discussão</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A an&aacute;lise de regressão demonstrou que h&aacute; uma relação linear altamente significativa (p&lt;0,01) pelo teste t entre as estimativas de mat&eacute;ria vede visual (x) e mat&eacute;ria verde real (y). Essa relação linear positiva entre esses parâmetros foi representada pela equação y= 1,85 + 0,82x <b>(<a href="#f1">figura 1</a>)</b>. O coeficiente de regressão (b= 0,82) significa que para um aumento de uma tonelada de mat&eacute;ria verde estimada visualmente h&aacute; um correspondente aumento de 820 kg na mat&eacute;ria verde real. O coeficiente de correlação (r= 0,91) para essas vari&aacute;veis foi altamente significativo (p&lt;0,01), concordando com o obtido por C&oacute;ser <i>et al</i>. (1980) que encontraram um valor de 0,95 em pastagem de milheto e sorgo. O coeficiente de determinação (R²= 0,83) mostra que as estimativas visuais de produção de mat&eacute;ria verde explicam 83% da variação existente nas estimativas reais de produção de mat&eacute;ria verde. Esse valor foi inferior aos coeficientes de determinação (R²) de 0,91 a 0,98, obtidos por Nascimento Jr. <i>et al</i>. (1982) nas estimativas de mat&eacute;ria verde pelo m&eacute;todo visual, por&eacute;m foi superior ao R² de 0,735 observado por Bandinelli <i>et al</i>. (2003).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="f1"><img src="/img/revistas/azoo/v58n221/art19_1.jpg"></a></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A an&aacute;lise de regressão demonstrou que h&aacute; uma relação linear altamente significativa (p&lt; 0,01) pelo teste t entre as medidas de altura do relvado (x) e de peso da mat&eacute;ria verde real (y). Essa relação linear positiva entre esses parâmetros foi representada pela equação y= 1,55 + 0,41x <b>(<a href="#f2">figura 2</a>)</b>. O coeficiente de regressão (b= 0,41) significa que para um aumento de uma tonelada de mat&eacute;ria verde estimada por medida da altura do relvado h&aacute; um correspondente aumento de 410 kg na mat&eacute;ria verde real. O coeficiente de correlação (r= 0,94) para essas vari&aacute;veis foi altamente significativo (p&lt;0,01). O coeficiente de determinação (R²= 0,88) mostra que as estimativas de produção de mat&eacute;ria verde utilizando medidas de altura do relvado explicam 88% da variação existente nas estimativas de mat&eacute;ria verde real. Esse valor de (R²) foi superior a 0,506 observado por Bandinelli <i>et al</i>. (2003), superior a 0,586 e 0,766 e inferior a 0,937, obtidos por Matos <i>et al</i>. (2004), respectivamente, no primeiro, segundo e terceiro per&iacute;odos de avaliação.</font></p>     <p align="center"><a name="f2"><img src="/img/revistas/azoo/v58n221/art19_2.jpg"></a></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As 100 estimativas de mat&eacute;ria verde pelos m&eacute;todos visual e da altura do relvado foram respectivamente corrigidas para obtenção da mat&eacute;ria verde real, utilizando as equações y= 1,85 + 0,82x (m&eacute;todo visual) e y= 1,55 + 0,41x (m&eacute;todo da altura). Esses valores quando comparados por an&aacute;lise de variância com as 100 estimativas de mat&eacute;ria verde, obtidas pelo m&eacute;todo do corte, revelaram não haver significância estat&iacute;stica (p&gt;0,05) entre os m&eacute;todos avaliados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Conclusões</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&Eacute; poss&iacute;vel estimar a produção de forragem em pastagem de <i>Brachiaria decumbens</i> utilizando o m&eacute;todo de estimativa visual ou por medidas de altura do relvado com dupla amostragem. Ambos o m&eacute;todos necessitam de uma equação de regressão linear do tipo y= a + bx para ajustamento das estimativas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Bibliografia</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Bandinelli, D.G., F.L.F. de Quadros, C.E.N. Martins, N.B. Trevisan, A.C.F. da Silva, A.R. Maixner, M.S. Brum e L.F.C. Simões. 2003. Comparação de m&eacute;todos para estimativa da massa de forragem em gram&iacute;neas de estação fria. Em: Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Zootecnia, 40, 2003, Santa Maria. <i>Anais</i> ... SBZ. Santa Maria.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=972507&pid=S0004-0592200900010001900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">C&oacute;ser, A.C., A.L. Collares e G.E. Marasching. 1980. Estimativa visual da forragem dispon&iacute;vel como crit&eacute;rio para ajuste da carga animal em pastagens. <i>Rev. Soc. Bras. Zootecn.</i>, 9: 643-655.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=972508&pid=S0004-0592200900010001900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lopes, R.S., D.M. da Fonseca, A.C. C&oacute;ser, D. Nascimento Jr., C.E. Martins e J.A. Obeid. 2000. Avaliação de m&eacute;todos para estimação da disponibilidade de forragem em pastagem de capim-elefante. <i>Rev. Soc. Bras. Zootecn.</i>, 29: 40-47.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=972509&pid=S0004-0592200900010001900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Matos, R.S., P.A. Carvalho, R.L. Oliveira, M.R. Freitas, J.P. Velho e J. Vi&eacute;gas. 2004. Estimativa da produção de mat&eacute;ria seca de gram&iacute;neas anuais de inverno atrav&eacute;s da altura m&eacute;dia da forragem. Em: Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Zootecnia, 41, 2004, Campo Grande. <i>Anais</i> ... SBZ. Campo Grande.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=972510&pid=S0004-0592200900010001900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Nascimento Jr., D., A. Ludwig e J.D. Moreira. 1982. Avaliação do m&eacute;todo de dupla amostragem na estimativa da mat&eacute;ria verde dispon&iacute;vel em pastagens naturais de Viçosa, MG. <i>Rev. Soc. Bras. Zootecn.</i>, 11: 502-511.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=972511&pid=S0004-0592200900010001900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">SAS. 2000. Statistical Analysis System Institute Inc. SAS/STAT User's .Guide. V. 8.0, vol. I. SAS Institute, Inc. Cary NC.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=972512&pid=S0004-0592200900010001900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Recibido: 23-4-07    <br>Aceptado: 17-5-07</font></p>      ]]></body><back>
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