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<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Estrutura populacional e variabilidade genética da raça caprina Marota]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRP) Departamento de Zootecnia ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Marota breed goat is part of the Brazilian genetic patrimony, consisting by animals highly adapted to semi-arid region. This study evaluated genetic structure of Marota breed from Embrapa Meio Norte conservation nucleus. Pedigree records of 663 animals, which were born from 1995 to 2003, were used for population parameters estimation. Inbreeding coefficient (F) and average relationship coefficient (AR) of the population were 0.11% and 0.84% respectively. Generation interval (IEG) was 5.28 years and average effective size (Ne) per generation was 222 animals; being the effective number of founder animals (ƒe) and ancestral (ƒa) was the same (48). Among 214 ancestors evaluated, just 22 of them were responsible for 50% of the population genetic variability, which indicate loss of original genes. This study shows low contribution of the founder animals among the generations. Wright inbreeding coefficient indicates population subdivision in lineages. Inbreeding and average relationship coefficient (AR) are low in the evaluated herd.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Conservação]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b>Estrutura populacional e variabilidade genética da ra&ccedil;a caprina Marota#</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b>Population structure and genetic variability of the Marota goat breed</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Barros, E.A.<sup>1</sup>, Ribeiro, M.N.<sup>2*</sup>, Almeida, M.J.O.<sup>3</sup>e Araújo, A.M.<sup>3</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup>Rua Ipiniras, 103. Cordeiro. Recife-PE. Brasil. <a href="mailto:">eulalia.barros@bol.com.br</a>    <br><sup>2</sup>Universidade Federal Rural de Pernambuco. UFRP. Departamento de Zootecnia. Recife-PE. Brasil, *<a href="mailto:">maria.ribeiro@pesquisador.cnpq.br</a>    <br><sup>3</sup>Embrapa Meio Norte-Piauí. Brasil</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>#</sup>Parte da disserta&ccedil;&atilde;o do primeiro autor. Projeto financiado pelo CNPq.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A ra&ccedil;a caprina Marota é parte do patrim&ocirc;nio genético do Brasil, formada por animais altamente adaptados ao semi-árido nordestino. Este estudo avaliou a estrutura genética do núcleo de conserva&ccedil;&atilde;o da ra&ccedil;a Marota, mantida pela Embrapa Meio Norte. Foram estimados os par&acirc;metros populacionais dos dados genealógicos de 663 animais nascidos entre os anos de 1995 a 2003. O coeficiente médio de parentesco (AR) e de consanguinidade (<i>F</i>) para a popula&ccedil;&atilde;o foi de 0,11% e de 0,84%, respectivamente. O intervalo de gera&ccedil;&otilde;es (IEG) foi de 5,28 anos e o tamanho efetivo médio (<i>N</i><sub>e</sub>) por gera&ccedil;&atilde;o foi de 222 animais, sendo que o número efetivo de animais fundadores (&fnof;<sub>e</sub>) e de ancestrais (&fnof;<sub>a</sub>) foi igual (48). Dentre os 214 ancestrais, apenas 22 foram responsáveis por 50% da variabilidade genética da popula&ccedil;&atilde;o, o que indica perda de genes de origem. Observase baixa contribui&ccedil;&atilde;o dos animais fundadores ao longo das gera&ccedil;&otilde;es. Os valores do coeficiente de endogamia de Wright indicam subdivis&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o em linhagens. Em geral, a consang&uuml;inidade e os valores médios do coeficiente de parentesco s&atilde;o baixos para o rebanho avaliado.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras chave:</b> Conserva&ccedil;&atilde;o. Consanguinidade. Parentesco. Número efetivo.</font></p> <hr size="1">     <p><font face="Verdana" size="2"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Marota breed goat is part of the Brazilian genetic patrimony, consisting by animals highly adapted to semi-arid region. This study evaluated genetic structure of Marota breed from Embrapa Meio Norte conservation nucleus. Pedigree records of 663 animals, which were born from 1995 to 2003, were used for population parameters estimation. Inbreeding coefficient (<i>F</i>) and average relationship coefficient (AR) of the population were 0.11% and 0.84% respectively. Generation interval (IEG) was 5.28 years and average effective size (N<sub>e</sub>) per generation was 222 animals; being the effective number of founder animals (&fnof;<sub>e</sub>) and ancestral (&fnof;<sub>a</sub>) was the same (48). Among 214 ancestors evaluated, just 22 of them were responsible for 50% of the population genetic variability, which indicate loss of original genes. This study shows low contribution of the founder animals among the generations. Wright inbreeding coefficient indicates population subdivision in lineages. Inbreeding and average relationship coefficient (AR) are low in the evaluated herd.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Key words:</b> Conservation. Inbreeding. Coancestry. Effective size.</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Todos os dias um número incerto de ra&ccedil;as e variedades animal e vegetal desaparece ao ser trocado ou absorvido por outras com maiores taxas de produ&ccedil;&atilde;o. No intuito de procurar inverter esta tend&ecirc;ncia, se faz necessário perceber que os recursos genéticos de um país, ou regi&atilde;o, constituem um patrim&ocirc;nio cultural e biológico único.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nos países subdesenvolvidos essa situa&ccedil;&atilde;o é ainda mais séria, portanto, a ado&ccedil;&atilde;o de medidas com objetivo de conservar seus recursos genéticos se faz necessário, já que os programas existentes ainda s&atilde;o incipientes. Assim como ocorreu nos países desenvolvidos, identificar os valores diferenciais e desenvolver ra&ccedil;as nacionais através da sele&ccedil;&atilde;o intra-rebanho é um dos maiores desafios para o Brasil.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os primeiros caprinos que chegaram ao Brasil foram trazidos pelos colonizadores portugueses. Criados à margem de práticas zootécnicas, sem sele&ccedil;&atilde;o direcionada para a produ&ccedil;&atilde;o, os caprinos de origem ibérica, se multiplicaram desordenadamente, passaram por um processo de sele&ccedil;&atilde;o natural secular e deram origem aos vários tipos étnicos encontrados atualmente.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nos últimos anos, devido a pouca valoriza&ccedil;&atilde;o das ra&ccedil;as nativas, vem ocorrendo uma mudan&ccedil;a rápida na composi&ccedil;&atilde;o racial da popula&ccedil;&atilde;o caprina brasileira, conseq&uuml;&ecirc;ncia da expressiva Introdu&ccedil;&atilde;o de ra&ccedil;as exóticas, utilizadas intensivamente em cruzamentos (Figueiredo, 1988).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Atualmente, n&atilde;o se sabe o tamanho efetivo das popula&ccedil;&otilde;es de caprinos das ra&ccedil;as nativas do nordeste, havendo zonas onde n&atilde;o existem mais popula&ccedil;&otilde;es desses animais em seu estado de pureza. Existem atualmente no semi-árido nordestino apenas alguns rebanhos de ra&ccedil;as nativas, frutos de alguns criadores e empresas estaduais de pesquisa (Ribeiro e Pimenta Filho, 2003).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A ra&ccedil;a Marota, também denominada Cura&ccedil;á, é descendente dos tipos raciais trazidos pelos colonizadores, como todas as demais ra&ccedil;as nativas de caprinos aqui existentes, apesar de n&atilde;o se ter ainda estudos que comprovem essa origem. Apesar de apresentar porte reduzido em rela&ccedil;&atilde;o às ra&ccedil;as exóticas, os animais da ra&ccedil;a Marota apresentam características raciais bem definidas e, pela sua própria origem, é bem adaptada a ambientes de baixa oferta de alimentos, além de serem dotados de grande rusticidade. Por falta de um conhecimento mais profundo sobre sua import&acirc;ncia zootécnica e até mesmo histórico-cultural, essa ra&ccedil;a está desde muitos anos seriamente amea&ccedil;ada de extin&ccedil;&atilde;o (Domingues, 1955; Araújo, 1979).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Alguns fatores podem promover a fragmenta&ccedil;&atilde;o de uma popula&ccedil;&atilde;o, como o isolamento geográfico ou o uso de determinados animais de maneira mais intensa, tais fatores atuam na fixa&ccedil;&atilde;o ou até mesmo na perda de certos alelos junto a essas subpopula&ccedil;&otilde;es. Mesmo havendo acasalamentos ao acaso dentro das sub-popula&ccedil;&otilde;es ocorrerá o favorecimento de determinados genótipos (Laat, 2002).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Este trabalho teve por objetivo avaliar o nível de amea&ccedil;a e de conserva&ccedil;&atilde;o da variabilidade genética da ra&ccedil;a Marota, através da monitora&ccedil;&atilde;o do rebanho através de um conjunto de par&acirc;metros para caracterizar a estrutura populacional (indivíduo e rebanho), visando com isso, fornecer informa&ccedil;&otilde;es para futuras melhorias nas práticas de gest&atilde;o dessa popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Material e métodos</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Os dados utilizados no presente trabalho referem-se a genealogia de animais do campo experimental da Embrapa Meio-Norte no período de 1995 a 2003, totalizando 663 registros de nascimentos. Os dados genealógicos foram analisados utilizando-se o programa ENDOG (vers&atilde;o 4.5) (Gutiérrez y Goyache, 2005). Para caracteriza&ccedil;&atilde;o da estrutura e diversidade genética da ra&ccedil;a Marota, foram analisados os seguintes par&acirc;metros:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">1. Intervalo de gera&ccedil;&otilde;es: idade média dos pais ao nascimento dos filhos. Pode-se obter para as quatro vias possíveis (paifilho, pai-filha, m&atilde;e-filho e m&atilde;e-filha). Foi calculado de acordo com Hill (1979), através da fórmula:</font></p>     <p><img src="/img/revistas/azoo/v60n231/art43_1.jpg"></p>     <p><img src="/img/revistas/azoo/v60n231/art43_2.jpg"></p>     <p><font face="Verdana" size="2">2. Número de gera&ccedil;&otilde;es completas: gera&ccedil;&atilde;o mais distante em que todos os ancestrais s&atilde;o conhecidos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">3. Número de gera&ccedil;&otilde;es equivalentes: somatório dos termos (1/2)<sup>n</sup> de todos os ancestrais conhecidos, em que n é o número de gera&ccedil;&otilde;es que separa o indivíduo de cada ancestral conhecido.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">4. Número efetivo de animais fundadores (&fnof;<sub>e</sub>): representa o número de animais com igual contribui&ccedil;&atilde;o que produziria a mesma variabilidade genética encontrada na popula&ccedil;&atilde;o estudada (Lacy, 1989). Obtido por:</font></p>     <p><img src="/img/revistas/azoo/v60n231/art43_3.jpg"></p>     <p><font face="Verdana" size="2">5. Número efetivo de ancestrais (&fnof;<sup>a</sup>): representa o número mínimo de animais necessários para explicar a diversidade genética da popula&ccedil;&atilde;o estudada (Boichard <i>et al</i>., 1997). Calculado de maneira similar ao &fnof;<sub>e</sub>:</font></p>     <p><img src="/img/revistas/azoo/v60n231/art43_4.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><img src="/img/revistas/azoo/v60n231/art43_5.jpg"></p>     <p><font face="Verdana" size="2">6. Coeficiente de consanguinidade individual (<i>F</i>) (Wright, 1931): probabilidade de dois indivíduos apresentarem cópia do mesmo alelo por conta de um ascendente em comum. Foi calculado para todo e pedigree e para as diferentes gera&ccedil;&otilde;es utilizando-se o algoritmo proposto por Meuwissen e Luo (1992). O aumento da consanguinidade (.<i>F</i>&Delta;) foi calculado para cada gera&ccedil;&atilde;o através da clássica fórmula:</font></p>     <p><img src="/img/revistas/azoo/v60n231/art43_6.jpg"></p>     <p><font face="Verdana" size="2">7. Número efetivo da popula&ccedil;&atilde;o (N<sub>e</sub>) (Wright, 1931): número de indivíduos que acasalando ao acaso e com a mesma chance de deixarem filhos gerassem a mesma taxa de consanguinidade observada na popula&ccedil;&atilde;o em estudo. Obtido por:</font></p>     <p><img src="/img/revistas/azoo/v60n231/art43_7.jpg"></p>     <p><font face="Verdana" size="2">8. Coeficiente de parentesco médio (AR) (Goyache <i>et al</i>., 2003): é a dupla probabilidade de dois alelos tomados ao acaso, um para o animal e outro para a popula&ccedil;&atilde;o no pedigree (incluindo o do animal), serem id&ecirc;nticos por descend&ecirc;ncia. O AR de cada indivíduo no pedigree é calculado como a média dos coeficientes na linha correspondente ao indivíduo em rela&ccedil;&atilde;o a matriz de parentesco A.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">9. Índice de fixa&ccedil;&atilde;o ou estatísticas F (Wright, 1978): teoria que parte do princípio da exist&ecirc;ncia de uma metapopula&ccedil;&atilde;o constituída de várias subpopula&ccedil;&otilde;es que podem ser definidas em fun&ccedil;&atilde;o dos diferentes sexos, áreas geográficas, fazendas, linhagens, famílias, etc. As estatísticas<i>F</i>, <i>F<sub>IS</sub></i>, <i>F<sub>ST</sub></i> e <i>F<sub>IT</sub></i>, s&atilde;o definidas respectivamente, redu&ccedil;&atilde;o de heterozigosidade entre subpopula&ccedil;&otilde;es, redu&ccedil;&atilde;o da heterozigosidade dentro das subpopula&ccedil;&otilde;es e redu&ccedil;&atilde;o da heterozigosidade no total da popula&ccedil;&atilde;o. As estatísticas F s&atilde;o calculadas de acordo com Cabellero e Toro (2002):</font></p>     <p><img src="/img/revistas/azoo/v60n231/art43_8.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Resultados e discuss&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">As estimativas dos intervalos de gera&ccedil;&otilde;es (IEG) para as quatro passagens gaméticas s&atilde;o apresentadas na <b><a href="#t1">Tabela I</a></b>. Observa-se que em todas as passagens os valores foram muito próximos, n&atilde;o havendo diferencia&ccedil;&atilde;o entre o IEG de machos e f&ecirc;meas, isso significa que a reposi&ccedil;&atilde;o de reprodutores e matrizes está sendo feita ao mesmo tempo no rebanho. Em rebanhos alvo de programas de conserva&ccedil;&atilde;o essa medida é adequada, pois permite o uso igualitário entre os dois sexos e quanto maior melhor, contanto que haja controle da consanguinidade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align=center><a name="t1"><img src="/img/revistas/azoo/v60n231/art43_9_t1.jpg"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">O IEG médio para caprinos é de 2,3 anos (Léon <i>et al</i>., 2005), no entanto, em rebanhos que tem instalados programas de melhoramento, esse valor tende a ser menor, principalmente pela via paterna. Tal fato ocorre devido à breve perman&ecirc;ncia dos animais dentro do rebanho somado a entrada precoce desses animais na vida reprodutiva, esses dois fatores promovem o intervalo entre gera&ccedil;&otilde;es menores, em rebanhos que adotam esse tipo de manejo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O IEG médio obtido foi de 5,28 anos, esse resultado já era esperado, pois como os animais estudados pertencem a um núcleo de conserva&ccedil;&atilde;o, os intervalos de gera&ccedil;&otilde;es tendem a ser mais elevados. Isso ocorre porque os animais s&atilde;o mantidos no rebanho pelo maior tempo possível, principalmente aqueles considerados fundadores, como forma de garantir sua maior participa&ccedil;&atilde;o na constitui&ccedil;&atilde;o genética da popula&ccedil;&atilde;o. No entanto, tal medida precisa estar associada a um bom manejo reprodutivo, através do controle dos acasalamentos, evitando assim aumentos da consanguinidade. Lima <i>et al</i>. (2007) em estudos com caprinos nativos no Brasil, relataram IEG médio de 3,01 anos, valor bem abaixo do encontrado no presente trabalho.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na <b><a href="#t2">tabela II</a></b>, é apresentado o resumo da estrutura populacional do rebanho estudado. Foram determinados a partir da popula&ccedil;&atilde;o base, aqueles responsáveis pela variabilidade genética encontrada no rebanho, ou seja, o número de animais fundadores e ancestrais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align=center><a name="t2"><img src="/img/revistas/azoo/v60n231/art43_10_t2.jpg"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O número efetivo de fundadores (&fnof;<sub>e</sub>) apontou um valor bem abaixo do número total de animais pertencentes à popula&ccedil;&atilde;o fundadora. Esse resultado já era esperado, uma vez que, de acordo com a análise prévia do <i>pedigree</i>, verificou-se que poucos foram os animais usados como reprodutores ao longo dos anos, em rela&ccedil;&atilde;o ao rebanho base.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O número efetivo de ancestrais (&fnof;<sub>a</sub>) encontrado foi igual ao &fnof;<sub>e</sub> (48). Quando esse tipo situa&ccedil;&atilde;o ocorre, significa que os animais que contribuíram para forma&ccedil;&atilde;o da ra&ccedil;a continuam atuando de maneira efetiva no rebanho atual, ou seja, n&atilde;o houve nenhum animal, além dos considerados fundadores, que tenha contribuído de forma efetiva para a composi&ccedil;&atilde;o genética do rebanho. Porém o ideal é que esses números efetivos sejam os mais próximos possíveis da popula&ccedil;&atilde;o fundadora, o que n&atilde;o ocorreu neste estudo. Observaram-se baixos valores de &fnof;<sub>e</sub> e &fnof;<sub>a</sub>, quando comparados com os números das popula&ccedil;&otilde;es base e refer&ecirc;ncia, fazendo com que a o rebanho se desenvolvesse a partir de estreita base genética, levando a um gargalo genético com perdas de genes de origem.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A contribui&ccedil;&atilde;o dos ancestrais para a forma&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o refer&ecirc;ncia pode ser vista na <b><a href="#f1">figura 1</a></b>. Observa-se que um número pequeno de ancestrais explica grande parte da variabilidade genética da popula&ccedil;&atilde;o estudada.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align=center><a name="f1"><img src="/img/revistas/azoo/v60n231/art43_11_f1.jpg"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Do total de animais pertencentes à popula&ccedil;&atilde;o base apenas 22 explicam 50% da variabilidade total encontrada no rebanho, indicativo do uso desequilibrado de alguns reprodutores. Essa situa&ccedil;&atilde;o é reflexo dosbaixos valores do &fnof;<sub>e</sub> e &fnof;<sub>a</sub> encontrados, o ideal seria que todos os animais contribuíssem de igual maneira ao longo das gera&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Valera <i>et al</i>. (2005) estudando a ra&ccedil;a de cavalo Andaluz, constataram que apenas 6 animais concentraram 50% do total de variabilidade da popula&ccedil;&atilde;o. Já Goyache <i>et al</i>. (2003) avaliando a ra&ccedil;a ovina Xalda atribuíram essa mesma porcentagem de variabilidade a 13 animais. Ficando claro também nesses estudos, as contribui&ccedil;&otilde;es desequilibradas entre os fundadores que lhes deram origem.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O desequilíbrio entre as contribui&ccedil;&otilde;es dos ancestrais e fundadores pode ser verificado ao analisar-se o número de descendentes deixados por esses animais.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na <b><a href="#t3">tabela III</a></b> encontram-se os quatro ancestrais e fundadores que mais contribuíram para variabilidade genética da popula&ccedil;&atilde;o. Todos esses animais s&atilde;o nascidos no ano em que se iniciaram os registros e, nesse mesmo ano, a rela&ccedil;&atilde;o macho: f&ecirc;mea encontrava-se em desequilíbrio. Poucos machos foram usados na reprodu&ccedil;&atilde;o de maneira mais intensa, fato que justifica a presen&ccedil;a marcante de machos como os principais contribuintes da popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align=center><a name="t3"><img src="/img/revistas/azoo/v60n231/art43_12_t3.jpg"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">O animal que mais contribuiu para o rebanho deixou 53 descendentes. No entanto, esse foi um caso isolado, já que a maior parte dos ancestrais (94%) contribuiu com menos de 10 descendentes. Dos quatro principais animais listados como ancestrais tr&ecirc;s também foram classificados como animais fundadores. Assim sendo, todos os animais classificados como fundadores também foram considerados ancestrais já que seus respectivos números efetivos foram iguais. Situa&ccedil;&atilde;o mais crítica foi encontrada por Royo <i>et al</i>. (2007) em p&ocirc;neis da ra&ccedil;a Astucón, onde o principal ancestral foi responsável por 22,9% da variabilidade genética total encontrada, indicando o uso intenso de apenas um animal.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Mesmo com o uso intenso de determinados reprodutores, os valores médios de consanguinidade (<i>F</i>) e de parentesco médio (AR) encontrados no rebanho Marota ao longo dos anos foram baixos. Vale ressaltar que a quase inexist&ecirc;ncia de consanguinidade individual n&atilde;o se deve apenas ao fato de n&atilde;o haver animais consanguíneos dentro do rebanho, mas também, pela dificuldade de estimar este par&acirc;metro de maneira precisa, uma vez que, durante os primeiros anos o volume de informa&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es de parentesco existentes dentro do rebanho foi escasso.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Como pode ser visto na <b><a href="#f2">figura 2</a></b>, a eleva&ccedil;&atilde;o de F no ano de 2001 coincide com o surgimento dos poucos animais endog&acirc;micos na popula&ccedil;&atilde;o, porém, n&atilde;o ultrapassa 0,5%, pois a partir desse momento os valores voltam a diminuir.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Quanto ao valor médio de AR, o mesmo segue a tend&ecirc;ncia da consanguinidade. A estreita rela&ccedil;&atilde;o existente entre os dois par&acirc;metros fica clara na <b><a href="#f2">figura 2</a></b>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align=center><a name="f2"><img src="/img/revistas/azoo/v60n231/art43_13_f2.jpg"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Os coeficientes de parentesco médio individuais (AR) n&atilde;o ultrapassaram o valor de 0,043, valor esse, referente ao animal que mais contribuiu para o rebanho. Esses baixos valores podem ser usados como ferramenta para prever e controlar possíveis incrementos da consanguinidade a longo prazo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os baixos valores de AR tanto individual quanto populacional demonstram que o rebanho estudado encontra-se em boa situa&ccedil;&atilde;o genética, aumentando as chances de reprodu&ccedil;&atilde;o entre indivíduos n&atilde;o aparentados ou pouco aparentados. Portanto, o conhecimento do AR dos reprodutores é essencial para que se fa&ccedil;a a escolha mais adequada dos animais a serem usados na reprodu&ccedil;&atilde;o. A forma mais eficiente para o controle da consanguinidade a longo prazo é dar prefer&ecirc;ncia sempre ao uso de reprodutores com baixos valores de AR. Todos os trabalhos sobre ra&ccedil;as em situa&ccedil;&atilde;o de risco apontam para a necessidade da maior utiliza&ccedil;&atilde;o de animais fundadores de baixo AR para reprodu&ccedil;&atilde;o, a exemplo de Valera <i>et al</i>.(2005) e Gutiérrez <i>et al</i>. (2005).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Valores de <i>F</i>eAR mais elevados foram relatados por Goyache <i>et al</i>. (2003) com ovinos da ra&ccedil;a Xalda, com valores de <i>F</i> e AR de 1,54 e 1,79%, respectivamente. Já Lima <i>et al</i>. (2007) em estudo com as ra&ccedil;as caprinas nativas, Canindé, Azul e Moxotó, apresentaram valores de F de 6%, 7% e 5%, respectivamente. Na <b><a href="#t4">Tabela IV</a></b>, encontramse os valores médios de consanguinidade (F) e do coeficiente médio de parentesco (AR) de acordo com as gera&ccedil;&otilde;es estudadas. Observa-se aumento de F e AR ao longo das gera&ccedil;&otilde;es. O número de animais por gera&ccedil;&atilde;o é bem irregular. A distribui&ccedil;&atilde;o dos animais pertencentes do total de 663 animais 39, 56 e 4,7% foram classificados para as gera&ccedil;&otilde;es 0, 1 e 2, respectivamente.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align=center><a name="t4"><img src="/img/revistas/azoo/v60n231/art43_14_t4.jpg"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na a primeira gera&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o foi registrado consanguinidade e tal fato ocorre porque essa gera&ccedil;&atilde;o é composta pelos primeiros filhos dos animais fundadores. Porém, nos animais da segunda gera&ccedil;&atilde;o observa-se presen&ccedil;a de consanguinidade, mesmo que em níveis baixos. Quanto menor o número de animais e mais avan&ccedil;ada a gera&ccedil;&atilde;o, maior será a probabilidade de haver incrementos de F e de AR, notadamente em rebanhos pequenos, como é o caso, já que em fases mais avan&ccedil;adas, já se tem controle dos <i>pedigrees</i> o que permite a estimativa da consanguinidade, o que n&atilde;o é possível para os animais fundadores, isto é, aqueles animais sem <i>pedigrees</i> conhecidos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O incremento da consaguinidade e o número efetivo calculados para os diferentes tipos de gera&ccedil;&otilde;es tra&ccedil;adas encontramse na <b><a href="#t5">tabela V</a></b>. Os valores de &Delta;F encontramse baixos para as diferentes gera&ccedil;&otilde;es. Isto é conseq&uuml;&ecirc;ncia do alto número efetivo, já que este par&acirc;metro é inversamente proporcional a consanguinidade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align=center><a name="t5"><img src="/img/revistas/azoo/v60n231/art43_15_t5.jpg"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Verifica-se que, quanto menor o número de ancestrais conhecidos, menor a probabilidade de ser detectado aumento de consanguinidade, exatamente pela aus&ecirc;ncia das informa&ccedil;&otilde;es de parentesco. Tal fato justifica o menor valor de &Delta;F encontrado nas gera&ccedil;&otilde;es completas. Por outro lado, quanto maior for o número de ancestrais conhecidos, maior será a probabilidade de se obter elevadas taxas de consang&uuml;inidade. Por conta disso, nas gera&ccedil;&otilde;es máximas foram encontrados valores mais elevados de &Delta;F. Para as gera&ccedil;&otilde;es equivalentes, os valores encontrados foram intermediários, uma vez que seu cálculo considera todos os ancestrais conhecidos e n&atilde;o somente os conhecidos ou mais remotos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os valores de Ne oscilaram concomitantemente as oscila&ccedil;&otilde;es ocorridas nas taxas de consanguinidade, já que este par&acirc;metro é calculado em fun&ccedil;&atilde;o de .F e, ambos s&atilde;o inversamente proporcionais.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Vale ressaltar que em popula&ccedil;&otilde;es onde informa&ccedil;&otilde;es de <i>pedigree</i> s&atilde;o escassas, essas diferentes estimativas podem ser úteis para indicar os limites superior, inferior, e reais do Ne na popula&ccedil;&atilde;o analisada (Gutiérrez e Goyache, 2005).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A situa&ccedil;&atilde;o do rebanho quanto à possível ocorr&ecirc;ncia de subdivis&atilde;o foi avaliada e os valores obtidos para os coeficientes de consanguinidade dentro das subpopula&ccedil;&otilde;es (F<sub>IS</sub>) e da popula&ccedil;&atilde;o (F<sub>IT</sub>) foram de -0,22 e de -0,008, respectivamente. Os valores negativos e próximos a zero indicam que os níveis de variabilidade genética do rebanho é alta, já que tais valores indicam um excesso de animais heterozigotos, tanto dentro das linhagens paternas (subpopula&ccedil;&otilde;es) quanto para a popula&ccedil;&atilde;o como um todo (metapopula&ccedil;&atilde;o). Esse resultado está em desacordo a estreita base genética encontrada no rebanho, que deveria levar a altos níveis de consang&uuml;inidade. Uma explica&ccedil;&atilde;o para isso pode ser dada pela possível Introdu&ccedil;&atilde;o de animais de fora no rebanho.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para o índice F<sup>ST</sup> o valor calculado foi de 0,178, demonstrando que há diferencia&ccedil;&atilde;o entre as linhagens paternas com forma&ccedil;&atilde;o de subpopula&ccedil;&otilde;es, o que era esperado já que parte 50% da diversidade genética do rebanho foi determinada pela contribui&ccedil;&atilde;o de poucos animais conforme observa-se na <b><a href="#f1">figura 1</a></b>. Entretanto, 82,7% da variabilidade genética total do rebanho correspondem as diferen&ccedil;as entre os indivíduos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Conclus&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O uso de alguns animais de forma mais intensa contribuiu para a baixa representa&ccedil;&atilde;o dos animais fundadores no <i>pedigree</i> do rebanho ao longo das gera&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O efeito de gargalo genético é observado devido ao baixo número de animais ancestrais que contribuíram para funda&ccedil;&atilde;o do rebanho estudado.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Os valores das estatísticas F de Wright indicam a exist&ecirc;ncia de subdivis&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o promovido pelo uso excessivo de algumas linhagens paternas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os baixos valores de consang&uuml;inidade e parentesco médio podem ser úteis para o estabelecimento de um plano de gest&atilde;o genética para o rebanho.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Bibliografia</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Araújo, A,B. 1979. À margem da caprinocultura cearense. Pecuária. 89: 21-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998061&pid=S0004-0592201100030004300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Boichard, D., Maignel, L. and Verrier, E. 1997. The value of using probabilities of gene origin to measure genetic variability in a population. Genet. Sel. Evol., 29: 5-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998063&pid=S0004-0592201100030004300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Caballero, A. and Toro, M.A. 2002. Analysis of genetic diversity for the management of conserved subdivided populations. Conserv. Genet., 3: 289-299.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998065&pid=S0004-0592201100030004300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Domingues, O. 1955. A cabra na paisagem do Nordeste. Sec&ccedil;&atilde;o de fomento agrícola do Ceará. Fortaleza. 55 pp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998067&pid=S0004-0592201100030004300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Figueiredo, E.H. 1987. Recursos genéticos e programas de melhoramento na espécie caprina no Brasil. In: 7<sup>o</sup>Congresso Brasileiro de Reprodu&ccedil;&atilde;o Animal. Belo Horizonte. Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998069&pid=S0004-0592201100030004300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Goyache, F., Gutierrez, J.P., Fernandez, I., Gomez, E., Alvarez, I., Diez, J. and Royo, L.J. 2003. Using pedigree information to monitor genetic variability of endangered populations: the Xalda sheep breed of Asturias as an example. J. Anim. Breed. Genet., 120: 95-103.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998071&pid=S0004-0592201100030004300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gutierrez, J.P., Marmi, J., Goyache, F. and Jordana, J. 2005. Pedigree information reveals moderate to high levels of inbreeding and a weak population structure in the endangered Catalonian Donkey breed. J. Anim. Breed. Genet., 122: 378-386.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998073&pid=S0004-0592201100030004300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Gutierrez, J.G. and Goyache, F. 2005. A computer program for analysing pedigree information. ENDOG. J. Anim. Breed. Genet., 122: 172-176.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998075&pid=S0004-0592201100030004300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Hill, W.G. 1979. A note on effective population size with overlapping generations. Genetics, 92: 317-322.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998077&pid=S0004-0592201100030004300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Laat, D.M. 2001. Contribui&ccedil;&atilde;o genética dos fundadores e ancestrais na ra&ccedil;a Campolina. (Disserta&ccedil;&atilde;o Mestrado). Universidade Federal de Minas Gerais.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998079&pid=S0004-0592201100030004300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lacy, R.C. 1989. Analysis of founder re-presentation in pedigrees: founder equivalents and founder genome equivalents. Zoo Biol., 8: 111-123.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998081&pid=S0004-0592201100030004300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Lima, P.J.S., Souza, D. L., Pereira, G.F. e Torreao, J.N.C. 2007. Gest&atilde;o genética de ra&ccedil;as caprinas no estado da Paraíba. Arch. Zootec., 56: 623626.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998083&pid=S0004-0592201100030004300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">Meuwissen, T.H.E. and Luo, Z. 1992. Computing inbreeding coefficients in large populations. Genet. Sel. Evol., 24: 305-313.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=998085&pid=S0004-0592201100030004300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    ]]></body>
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