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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Comparação das peles de tilápia do Nilo, pacu e tambaqui: Histologia, composição e resistência]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Comparative analysis of the skins of Nile tilapia, pacu and tambaqui: Histology, composition and resistance]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The aim of this work was to compare the tilapia (Oreochromis niloticus), pacu (Piaractus mesopotamicus) and tambaqui (Colossoma macroporum) skins on the histology, composition, physico-chemical and physico-mechanical features. Therefore, 10 kg of skins of each species were used. All skins have followed the same methodology for tanning, all processed in tannery machine. Histological and composition analysis were conducted in fresh skin, and 20 leather of each species were used after tanning for physical-chemical and physico-mechanical analysis. The skin of Nile tilapia showed lamellulae larger than the other species examined, however, the deeper layer of the dermis of this species shows collagen fibers thinner in the transverse direction to the skin surface. The Nile tilapia skin had a higher humidity (67.14 %), lipid (1.96 %) and ash contents (1.82 %), though the skin of this species showed the lowest level of crude protein (29.08 %). A higher content of crude protein was found in tambaqui skins (35.70 %). The Nile tilapia leather showed lower thickness (0.68 mm), tensile strength (11.86 N/mm²), progressive tearing (40.18 N/mm), elasticity (52.63 %) and lower maximum strength (81.06 %) compared to pacu and tambaqui leathers. It was observed that the tambaqui leather was the thickest (0.89 mm) and most resistante for the measured variables (tensile strength= 29.49 N/ mm², progressive tearing= 80.01 N/mm and maximum strength= 224.25). Tilapia leathers are less resistant than tambaqui and pacu leathers and the tambaqui leather could be destined for the manufacture of clothing, and the leathers of the three species have thickness within recommended for gloves and clothing manufacture.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b>Compara&ccedil;&atilde;o das peles de tilápia do Nilo, pacu e tambaqui: Histologia, composi&ccedil;&atilde;o e resist&ecirc;ncia</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b>Comparative analysis of the skins of Nile tilapia, pacu and tambaqui: Histology, composition and resistance</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Franco, M.L.R.S.<sup>1</sup>; Franco, N.P.<sup>2</sup>; Gasparino, E.<sup>1</sup>; Dorado, D.M.<sup>3</sup>; Prado, M.<sup>2</sup> e Vesco, A.P.D.<sup>2*</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup>Departamento de Zootecnia. Universidade Estadual de Maringá. Maringá-PR. Brasil. <a href="mailto:mlrsouza@uem.br">mlrsouza@uem.br</a>    <br><sup>2</sup>Pós-gradua&ccedil;&atilde;o em Zootecnia. Universidade Estadual de Maringá. Maringá-PR. Brasil. <sup>*</sup><a href="mailto:apaulavesco@gmail.com">apaulavesco@gmail.com</a>    <br><sup>3</sup>Centro de Ci&ecirc;ncias Biológicas, Agrárias e Saúde. Universidade pra o Desenvolvimento do Estado e da Regi&atilde;o do Pantanal (UNDERP). Brasil. <a href="mailto:douradod@uol.com.br">douradod@uol.com.br</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O objetivo deste trabalho foi comparar as peles de tilápia (<i>Oreochromis niloticus</i>), pacu (<i>Piaractus mesopotamicus</i>) e tambaqui (<i>Colossoma macroporum</i>) quanto à histologia, composi&ccedil;&atilde;o centesimal, características físico-química e físico-mec&acirc;nica. Para tanto foram utilizados 10 kg de peles de cada espécie. Todas as peles seguiram a mesma metodologia de curtimento, sendo todas processadas em ful&atilde;o. Foram realizadas análises histológicas e de composi&ccedil;&atilde;o nas peles in natura, e após o curtimento foram utilizados 20 couros de cada espécie para obten&ccedil;&atilde;o dos corpos-de-prova de cada tratamento para análises físico-química e físico-mec&acirc;nica. A pele de tilápia do Nilo apresentou lamélulas maiores que as demais espécies analisadas, entretanto, a camada mais profunda da derme desta espécie apresenta feixes de fibras colágenas mais finas no sentido transversal a superfície da pele, enquanto nas peles de pacu e tambaqui observouse fibras colágenas mais espessas no sentido longitudinal e grossos feixes de fibras colágenas no sentido transversal a superfície da pele. A pele de tilápia do Nilo apresentou maior teor de umidade (67,14 %), lipídeos (1,96 %) e cinzas (1,82 %), entretanto a pele dessa espécie foi a que apresentou menor teor de proteína bruta (29,08 %). Maior teor de proteína bruta foi encontrado nas peles de tambaquis (35,70 %). Os couros de tilápia do Nilo apresentaram menor espessura (0,68 mm), resist&ecirc;ncia à tra&ccedil;&atilde;o (11,86 N/mm<sup>2</sup>), rasgamento progressivo (40,18 N/mm), menor elasticidade (52,63 %) e menor for&ccedil;a máxima (81,06 %) comparada aos couros de pacu e tambaqui. Sendo o couro de tambaqui, o de maior espessura (0,89 mm) e resist&ecirc;ncia para as variáveis analisadas (tra&ccedil;&atilde;o= 29,49 N/mm<sup>2</sup>, rasgamento progressivo= 80,01 N/mm e for&ccedil;a máxima=224,25). Os couros de tilápia s&atilde;o menos resistentes que os de pacu e tambaqui; os couros de tambaqui, poderiam ser destinados à confec&ccedil;&atilde;o de vestuários, e os couros das tr&ecirc;s espécies apresentam a espessura dentro do recomendado para confec&ccedil;&atilde;o de luvas e vestimentas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras chave:</b> Testes de resist&ecirc;ncia. Testes físico-químicos.</font></p> <hr size="1">     <p><font face="Verdana" size="2"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">The aim of this work was to compare the tilapia (<i>Oreochromis niloticus</i>), pacu (<i>Piaractus mesopotamicus</i>) and tambaqui (<i>Colossoma macroporum</i>) skins on the histology, composition, physico-chemical and physico-mechanical features. Therefore, 10 kg of skins of each species were used. All skins have followed the same methodology for tanning, all processed in tannery machine. Histological and composition analysis were conducted in fresh skin, and 20 leather of each species were used after tanning for physical-chemical and physico-mechanical analysis. The skin of Nile tilapia showed lamellulae larger than the other species examined, however, the deeper layer of the dermis of this species shows collagen fibers thinner in the transverse direction to the skin surface. The Nile tilapia skin had a higher humidity (67.14 %), lipid (1.96 %) and ash contents (1.82 %), though the skin of this species showed the lowest level of crude protein (29.08 %). A higher content of crude protein was found in tambaqui skins (35.70 %). The Nile tilapia leather showed lower thickness (0.68 mm), tensile strength (11.86 N/mm<sup>2</sup>), progressive tearing (40.18 N/mm), elasticity (52.63 %) and lower maximum strength (81.06 %) compared to pacu and tambaqui leathers. It was observed that the tambaqui leather was the thickest (0.89 mm) and most resistante for the measured variables (tensile strength= 29.49 N/ mm<sup>2</sup>, progressive tearing= 80.01 N/mm and maximum strength= 224.25). Tilapia leathers are less resistant than tambaqui and pacu leathers and the tambaqui leather could be destined for the manufacture of clothing, and the leathers of the three species have thickness within recommended for gloves and clothing manufacture.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Key words:</b> Physical-chemical tests. Tests of resistance.</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A piscicultura é uma das <i>novas</i> atividades do meio rural, que vem atraindo muitos ex-produtores e novos empresários agrícolas, isto está ocorrendo, devido às altas taxas de retorno e de lucratividade, quando comparado às outras op&ccedil;&otilde;es de investimentos (Martins <i>et al.</i>, 2001). A produ&ccedil;&atilde;o mundial de peixes apresenta contínuo crescimento. Este aumento tem sido obtido gra&ccedil;as ao crescimento da aquicultura que vem se mostrando a melhor alternativa para suprir a estagna&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o pesqueira de captura.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Dentro da atividade de processamento, a tilápia (<i>Oreochromis niloticus</i>) foi umas das espécies que melhor se adaptou a nova inova&ccedil;&atilde;o dentro da piscicultura. A tilápia apresenta um filé de excelente qualidade, de ótima aceita&ccedil;&atilde;o, sabor suave e característico da espécie.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O pacu (<i>Piractus mesopotamicus</i>), originário da Bacia do Prata, onde é conhecido como pacu-caranha ou caranha, é um peixe de grande porte, com o corpo robusto e arredondado, apresentando dorso cinza-escuro e o ventre amarelo-dourado (Vaz <i>et al.</i>, 2000). Esta espécie é uma das mais procuradas pelos pescadores amadores e profissionais, apresentando uma carne saborosa que possui particularidades na culinária quanto à maneira do seu preparo. Essas particularidades geram subprodutos que podem ser processados e aproveitados de maneira sustentável, principalmente com o aproveitamento da pele.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O tambaqui (<i>Colossoma macroporum</i>) é uma espécie nativa da bacia do Amazonas, apresenta grande valor econ&ocirc;mico e é muito consumido na regi&atilde;o Norte e Nordeste do país. Com a implanta&ccedil;&atilde;o de frigoríficos, principalmente em Manaus e cidades circunvizinhas, a pesca empresarial está emergindo para atender os mercados nacionais e internacionais desta espécie.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O mercado consumidor está buscando novas formas de apresenta&ccedil;&atilde;o do pescado, de forma que facilite, principalmente, o seu preparo. Dentre as tr&ecirc;s espécies analisadas, o pacu e o tambaqui t&ecirc;m como op&ccedil;&atilde;o a realiza&ccedil;&atilde;o de diferentes cortes comerciais que possibilitam atender esta demanda. Para tanto, a pele deve ser removida, sendo esta utilizada como um resíduo de qualidade para o processo de curtimento e aplica&ccedil;&atilde;o na indústria de confec&ccedil;&atilde;o de artefatos em geral ou mesmo de cal&ccedil;ados e vestuário.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Quanto à tilápia, já é uma espécie que vem sendo utilizada para filetagem e, com isso, a quantidade de resíduos gerada com o processamento é extremamente elevada, chegando a 60 ou 70 % do peso corporal do peixe. Portanto, torna-se necessário a busca de alternativas para aproveitamento desses resíduos das diferentes espécies exploradas comercialmente.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Dentre os resíduos, a pele corresponde de 4,5 a 10 % do peso corporal. Essa varia&ccedil;&atilde;o deve-se a espécie de peixe e forma de sua retirada (método de filetagem) (Souza, 2008). No entanto, independente da espécie do peixe, a pele pode ser beneficiada, e após o curtimento, sua resist&ecirc;ncia e seu desenho de flor (formado pelas lamélulas de prote&ccedil;&atilde;o e inser&ccedil;&atilde;o de escamas) resulta em uma matéria-prima de qualidade e de aspecto peculiar inimitável, de acordo com cada espécie.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com o intuito de aproveitamento das peles geradas do processamento da tilápia do Nilo, a espécie mais cultivada no mundo, do tambaqui e pacu, espécies nativas muito produzidas em suas respectivas regi&otilde;es, o objetivo do experimento foi comparar as peles dessas tr&ecirc;s espécies quanto à histologia e composi&ccedil;&atilde;o centesimal e após o curtimento as características físico-química e físico-mec&acirc;nica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Material e métodos</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O experimento foi realizado no Laboratório de Processamento de Peles de Peixes e demais Espécies de Pequeno e Médio Porte, da Universidade Estadual de Maringá, localizado na Fazenda Experimental de Iguatemi (FEI).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">ANIMAIS EXPERIMENTAIS E PROCESSAMENTO</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foram utilizados 10 kg de peles de tilápia do Nilo (<i>Oreochromis niloticus</i>), provenientes de pesqueiro de Umuarama, 10 kg de peles de pacu (<i>Piaractus mesopotamicus</i>) e 10 kg de peles de tambaqui (<i>Colossoma macroporum</i>) vindos de Sinópe (Mato Grasso). Todas as tr&ecirc;s espécies provenientes de cultivo de tanque escavados, recebendo ra&ccedil;&atilde;o comercial variando de 36 a 28 % de proteína bruta, respectivamente de juvenis até o peso de abate. O peso médio de abate dos peixes foi de 800 g para tilápia, 1500 g para pacu e 1500 g para tambaqui.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os peixes foram insensibilizados por choque térmico (caixas isotérmicas com gelo moído e água, 1:1), e em seguida realizada a sangria. Após o abate dos peixes, foram retirados os filés e destes, com o auxílio de uma faca, removidas as peles. Em seguida, foram submetidas ao congelamento até o momento do curtimento. Todas as peles seguiram a mesma metodologia, sendo processadas em um único equipamento, o ful&atilde;o (tambor utilizado para adi&ccedil;&atilde;o das peles e solu&ccedil;&otilde;es para o curtimento das peles).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para iniciar o processamento, as peles foram descongeladas à temperatura ambiente, pesadas, descarnadas e novamente pesadas antes do processo de curtimento.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No processo de curtimento, as peles foram submetidas a uma série de etapas, seguidas de acordo com Hoinacki (1989) e Souza <i>et al.</i> (2004). As etapas foram o remolho, descarne, caleiro (3 % de sulfeto de sódio e 3 % de cal), desencalagem, desengraxe, purga, píquel, curtimento (6 % de sais de cromo), neutraliza&ccedil;&atilde;o, recurtimento (2 % de tanino vegetal e 2 % de tanino sintético), tingimento, engraxe (9 % de óleos), secagem e amaciamento.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">ANÁLISE HISTOLÓGICA DAS PELES</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foram retiradas amostras da regi&atilde;o dorsal das tr&ecirc;s espécies de peixes para a análise histológica. As amostras foram fixadas em formol 10 % e incluídas em parafina. As amostras foram cortadas com aproximadamente 5 &mu;m de espessura e coradas pela técnica de hematoxilina-eosina (HE) para descrever a histologia geral da pele. Os cortes histológicos foram analisados pela microscopia de luz, selecionados e fotomicrografados em fotomicroscópio AxioxKop Zeiss.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">COMPOSIÇÃO</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Amostras de peles <i>in natura</i> das tr&ecirc;s espécies de peixes (n=10) foram embaladas em sacos plásticos, identificados e congelados (&plusmn;18 <sup>o</sup>C), e após descongelamento foram trituradas em multiprocessador. Alíquotas desse material foram utilizadas para as determina&ccedil;&otilde;es de composi&ccedil;&atilde;o. Os teores de umidade e cinzas foram determinados conforme descrito em AOAC (1995). Os teores de proteína bruta foram determinados pelo método semi-micro Kjeldahl descrito por Silva e Queiroz (2006). Na extra&ccedil;&atilde;o dos lipídios totais, foi empregado o método Bligh e Dyer (1959).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">RETIRADA DOS CORPOS-DE-PROVA PARA OS TESTES  FÍSICO-MECÂNICOS</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Após o processamento das peles, foram utilizados 20 couros de cada espécie para obten&ccedil;&atilde;o dos corpos-de-prova de cada tratamento. A <b><a href="#f1">figura 1</a></b> mostra a retirada do corpo de provas do corpo de tilápia do Nilo. As amostras analisadas foram retiradas do couro (ABNT, 1990) no sentido longitudinal ao comprimento do peixe, próximo à regi&atilde;o dorsal, com auxílio de um balancim e em seguida foram levados para um ambiente climatizado em torno de 23 &plusmn; 2 <sup>o</sup>C e umidade relativa do ar de 50 &plusmn; 5 %, por 48 h (ABNT, 2006). Foram determinadas as medidas de espessura de cada amostra (ABNT, 2005b) para os cálculos de resist&ecirc;ncia à tra&ccedil;&atilde;o e alongamento (ABNT, 1997a) e ao rasgamento progressivo (ABNT, 2005a).</font></p>     <p align=center><a name="f1"><img src="/img/revistas/azoo/v62n237/art3_f1.jpg"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para os testes de resist&ecirc;ncia foi utilizado o dinam&ocirc;metro da marca EMIC, com velocidade de afastamento entre as cargas de 100&plusmn; 20 mm/min. Foi utilizada uma célula de carga de 200 kgf. A calibra&ccedil;&atilde;o foi realizada pela Emic-Dcame, laboratório de calibra&ccedil;&atilde;o credenciado pela Cgcre/Inmetro sob n<sup>o</sup> 197. O número do certificado de calibra&ccedil;&atilde;o da célula de carga do dinam&ocirc;metro é 288/08 emitida em 16 de maio de 2008.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">ANÁLISE FÍSICO-QUÍMICA DO COURO</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A prepara&ccedil;&atilde;o de amostras de couro para análise química seguiu as condi&ccedil;&otilde;es exigidas pelas normas (ABNT, 2001), para a determina&ccedil;&atilde;o do óxido de cromo Cr<sub>2</sub>O<sub>3</sub> seguiu-se ABNT (1999a), determina&ccedil;&atilde;o das subst&acirc;ncias extraíveis com diclorometano (CH<sub>2</sub>Cl<sub>2</sub>) ABNT (1997b) e a determina&ccedil;&atilde;o do pH e da cifra diferencial do pH de um extrato aquoso ABNT (1999b).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">DELINEAMENTO EXPERIMENTAL E ANÁLISE ESTATÍSTICA</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foi utilizado um delineamento inteiramente casualizado com 3 tratamentos (T1= tilápia; T2= pacu e T3= tambaqui). A unidade experimental para todos os ensaios foi o couro. Os resultados dos testes físicomec&acirc;nicos foram submetidos à análise de vari&acirc;ncia e as médias comparadas pelo teste de Tukey, ao nível de 5 % de probabilidade. Os dados foram analisados pelo programa estatístico SAEG (1997).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Resultados e discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A pele do peixe apresenta um desenho de flor, que é característico de cada espécie. Esse desenho é caracterizado pelas lamélulas de prote&ccedil;&atilde;o e inser&ccedil;&atilde;o das escamas, formando mosaicos únicos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O couro de tilápia apresenta um desenho de flor com lamélulas de prote&ccedil;&atilde;o e inser&ccedil;&atilde;o das escamas com maior defini&ccedil;&atilde;o em tamanho (espa&ccedil;o referente ao local onde estava a escama) e comprimento (tecido dérmico que sobrep&otilde;e a por&ccedil;&atilde;o anterior da escama) (<b><a href="#f2">figura 2</a></b>). Os couros de pacu e tambaqui (<b><a href="#f2">figura 2</a></b>), por sua vez apresentam um desenho de flor mais suave, ou seja, com lamélulas de menor tamanho e abertura. Todavia, comparando essas duas peles, pode-se notar, que as lamélulas da pele de pacu s&atilde;o bem menores que as de tambaqui. O fato das lamélulas serem pequenas está diretamente relacionado com o tamanho da escama e o grau de inser&ccedil;&atilde;o da mesma na pele, ou seja, quanto menor o tamanho da lamélula, mais difíceis das escamas saírem da pele durante o processo de curtimento. Portanto, nas peles de tilápia, lamélulas maiores, as escamas saem com muita facilidade, apenas algumas rota&ccedil;&otilde;es do equipamento (ful&atilde;o com a solu&ccedil;&atilde;o de remolho e as peles) s&atilde;o suficiente para que as mesmas se soltem. Por outro lado nos pacus e tambaquis, por apresentarem lamélulas menores, principalmente referente a linha lateral, observou-se que para conseguir retirar as escamas se faz necessário realizar a etapa de caleiro por um período prolongado, de pelo menos 3 horas.</font></p>     <p align=center><a name="f2"><img src="/img/revistas/azoo/v62n237/art3_f2.jpg"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Essa dificuldade de retirada da pele é compensada, a princípio, pelo seu tamanho, normalmente os animais s&atilde;o abatidos acima de 1500 g, proporcionando peles de maior área útil de aproveitamento.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">ANÁLISE HISTOLÓGICA DAS PELES</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A pele das tr&ecirc;s espécies (tilápia do Nilo, pacu e tambaqui) é formada por tr&ecirc;s camadas distintas: epiderme, derme e hipoderme. Todavia, as análises relatadas a seguir restringem-se a camada epidérmica e dérmica.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A epiderme da pele da tilápia do Nilo é formada por tecido epitelial pavimentoso estratificado, com subcamadas de células epiteliais. As células epiteliais da camada germinativa, observadas na pele de tilápia do Nilo s&atilde;o cilíndricas com núcleo oval, apoiadas na membrana basal nítida (<b><a href="#f3">figura 3A</a></b>). A epiderme do pacu e tambaqui é mais delgada com camadas sobrepostas de células epiteliais (<b><a href="#f3">figura 3B,C</a></b>).</font></p>     <p align=center><a name="f3"><img src="/img/revistas/azoo/v62n237/art3_f3.jpg"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Segundo Pasos (2002), a epiderme varia em número de estrato celulares entre espécies e em diferentes regi&otilde;es na mesma espécie. Na epiderme do pacu e tambaqui foram encontradas células mucosas, porém na do tambaqui em maior propor&ccedil;&atilde;o. As celulas mucosas produzem mucina, uma glicoproteína formadora do muco (delgada secre&ccedil;&atilde;o lubrificante e protetora). Em rela&ccedil;&atilde;o a essas células, segundo Hinton e Laurén (1990), o número e tamanho dessas podem variar entre as espécies e dentro de uma mesma espécie, em fun&ccedil;&atilde;o do ambiente. E ainda, podem variar na diferentes áreas do corpo de um mesmo indivíduo (Whitear e Zaccone, 1984).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A derme, segunda camada da pele, é composta por duas camadas, sendo uma superficial, localizada logo abaixo à epiderme, composta por fibras finas com melanóforos e outra, no estrato mais profundo (derme compacta) com fibras colágenas dispostas paralelamente à superfície da pele, sendo que em algumas espécies, s&atilde;o observadas muitas fibras colágenas dispostas no sentido transversal a superfície da pele. Hawkes (1974) e Souza <i>et al.</i> (2003) afirmam que a organiza&ccedil;&atilde;o das camadas de colágenos da derme difere de acordo com a área do corpo examinada e espécies de peixe.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Abaixo da membrana basal, no tecido conjuntivo frouxo (derme superficial), nas peles das tr&ecirc;s espécies de peixes, foi observado a presen&ccedil;a de melanóforos, células que sintetizam melanina (<b><a href="#f3">figura 3</a></b>). Pasos (2002), relata que a pele de peixe apresenta uma característica importante, sua pigmenta&ccedil;&atilde;o, esta se deve a os cromatóforos, com pigmentos de vários tipos que podem ser negros (melanóforos), como os encontrados na pele das tr&ecirc;s espécies analisadas neste trabalho. Na pele de peixes em geral, a derme consiste em uma relativa camada superior de tecido difuso, zona denominada de estrato compacto. Esta zona é rica em fibras de colágeno, as quais est&atilde;o dispotas em forma paralela à flor da pele e entrecruzadas entre si em l&acirc;minas, no formato de redes entrecruzadas (Pasos, 2002). Estas cita&ccedil;&otilde;es se confirmam quando se observa a <b><a href="#f3">figura 3</a></b>. Para pele de tilápia, a camada mais profunda da derme apresenta feixes de fibras colágenas finos, sobrepostos e cruzados no sentido transversal a superfície da pele. Nas peles de pacu e tambaqui também se observa essa característica, porém com fibras mais grossas no sentido longitudinal e transversal à superfície da pele.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">COMPOSIÇÃO</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A composi&ccedil;&atilde;o centesimal das peles das tr&ecirc;s espécies de peixes utilizadas consta na <b><a href="#t1">tabela I</a></b>.</font></p>     <p align=center><a name="t1"><img src="/img/revistas/azoo/v62n237/art3_t1.jpg"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">É escassa a literatura referente a composi&ccedil;&atilde;o das peles. De acordo com Hoinacki (1989), o teor de água da pele varia entre 60 e 70 %. Os valores observados neste estudo para as peles de tilápia do Nilo, pacu e tambaqui est&atilde;o dentro dos relatados por Hoinacki (1989).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Souza (2003) relata valores de 68,20 a 70,19 % de umidade, 26,59 a 28,66 % de proteína bruta, 1,86 a 3,43 % de gordura e 1,32 a 2,21 % de cinzas nas peles de tilápias, em fun&ccedil;&atilde;o do peso de abate (500 a 800 g). Neste experimento foram observados valores muito próximos a esses para as mesmas características.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Bordignon (2010) observou teores de proteína bruta na pele da tilápia do Nilo de 18,16 e 19,57 % respectivamente, para as peles conservadas nos métodos de congelamento e salga. Segundo o autor os valores de proteína bruta das peles de tilápia obtidos por ele, foram inferiores aos relatados na literatura, isso em fun&ccedil;&atilde;o do maior teor de umidade das peles quando utilizadas para a análise de composi&ccedil;&atilde;o centesimal. As peles foram lavadas antes das análises para evita principalmente o efeito da presen&ccedil;a do sal nas peles salgadas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A pele é composta de maior propor&ccedil;&atilde;o de fibras colágenas, comparada às demais proteínas fibrosas (elastina e reticultina), e é o colágeno que se combina aos agentes curtentes para transformar a pele em couro (Hoinacki, 1989). As peles de tambaqui apresentaram maior teor de proteína bruta (<b><a href="#t1">tabela I</a></b>), sendo assim, é esperado que os couros de tambaqui apresentem uma maior resist&ecirc;ncia à tra&ccedil;&atilde;o e ao rasgamento progressivo, comparada aos demais couros analisados.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A pele de tilápia apresentou maior teor de lípideos, provavelmente isto esteja relacionado com a forma de retirada da pele do animal. Nos pacus e tambaquis as peles est&atilde;o mais firmemente fixadas à musculatura, quando a pele é removida permanece na musculatura boa parte de perímisio (Contrerás-Guzmán, 1994). Portanto, os teores de lipídeos das peles podem ter variado em fun&ccedil;&atilde;o do método de remo&ccedil;&atilde;o da pele, ou seja, com o auxílio de alicate ou faca.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"> A quantidade de graxa presente na pele influencia no processo de curtimento. Quanto maior for o teor de graxa, maior a quantidade de tensoativos e solventes que devem ser utilizados, e maior o tempo das etapas que envolvem a adi&ccedil;&atilde;o de tensoativos (Souza, 2008).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O alto teor de gordura existente nas peles de determinados pescados, pode dificultar a penetra&ccedil;&atilde;o de subst&acirc;ncias químicas e curtente, que s&atilde;o utilizados durante o processo de curtimento, principalmente nas etapas de curtimento, recurtimento e tingimento dos couros. Necessitando desta forma da realiza&ccedil;&atilde;o do desengraxe (Almeida, 1998).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com os valores observados nas referidas peles, a etapa de desengraxe pode ser realizada na forma padr&atilde;o com 100 % de água, 0,5 % de tensoativo por 30 minutos e repetir os mesmos percentuais por mais 30 minutos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">ANÁLISE FÍSICO-MECÂNICO</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Devido à complexidade do processo de transforma&ccedil;&atilde;o da pele em couro, há a necessidade da determina&ccedil;&atilde;o da sua resist&ecirc;ncia para utiliza&ccedil;&atilde;o em vestuários, cal&ccedil;ados, cintos, bolsas, entre outros. Todavia, n&atilde;o existem par&acirc;metros específicos para couros de peixes. Portanto, nesta pesquisa foram determinadas apenas a tra&ccedil;&atilde;o e alongamento e rasgamento progressivo, retirando-se os corpos-deprova no sentido ao eixo céfalo-caudal, ou seja, no sentido longitudinal ao comprimento do corpo do animal.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os testes de resist&ecirc;ncia à tra&ccedil;&atilde;o e ao alongamento, realizados nos couros das tr&ecirc;s espécies de peixes, constam na <b><a href="#t2">tabela II</a></b> e a determina&ccedil;&atilde;o do rasgamento progressivo, na <b><a href="#t3">tabela III</a></b>.</font></p>     <p align=center><a name="t2"><img src="/img/revistas/azoo/v62n237/art3_t2.jpg"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align=center><a name="t3"><img src="/img/revistas/azoo/v62n237/art3_t3.jpg"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">O couro de tilápia apresentou significativamente uma menor espessura comparada ao de pacu e tambaqui, que n&atilde;o diferiram entre si (<b><a href="#t2">tabela II</a></b>).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Houve diferen&ccedil;a significativa (p&lt;0,01) para a for&ccedil;a máxima aplicada nos corpos de prova para determina&ccedil;&atilde;o da tra&ccedil;&atilde;o e alongamento. Os valores médios obtidos foram crescentes, sendo o menor para o couro de tilápia (81,06 N) e o maior para o tambaqui (224,25 N) (<b><a href="#t2">tabela II</a></b>).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Quando analisado a tra&ccedil;&atilde;o necessária para a ruptura do corpo de prova, observase na <b><a href="#t2">tabela II</a></b>, que os couros de tambaqui foram significativamente superiores em resist&ecirc;ncia (29,49 N/mm<sup>2</sup>) aos demais, que n&atilde;o diferiram entre si (Tilápia 11,86 N/mm<sup>2</sup> e Pacu 18,07 N/mm<sup>2</sup>).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Quanto ao alongamento, o couro de pacu apresentou maior porcentagem (72,50 %), comparado ao de tilápia, apesar de n&atilde;o ter diferido significativamente do couro de tambaqui (66,69 %). N&atilde;o houve diferen&ccedil;a significativa entre os resultados de alongamento dos couros de tilápia e tambaqui (<b><a href="#t2">tabela II</a></b>).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A espessura das amostras utilizadas no ensaio de rasgamento progressivo dos couros (<b><a href="#t3">tabela III</a></b>), seguiu o mesmo padr&atilde;o de resposta obtido no ensaio de tra&ccedil;&atilde;o e alongamento, sendo o couro de tilápia o de menor e o de tambaqui o de maior espessura. A determina&ccedil;&atilde;o do rasgamento progressivo e a for&ccedil;a aplicada neste segundo teste apresentaram diferen&ccedil;a significativa entre as espécies, sendo que os couros de tilápia apresentaram os menores valores e o tambaqui os maiores, conforme mostra a <b><a href="#t3">tabela III</a></b>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados mostraram que os couros de tambaqui apresentaram maior resist&ecirc;ncia à tra&ccedil;&atilde;o, rasgamento progressivo e as for&ccedil;as máximas aplicadas nestes testes. O couro de tilápia apresentou menor elasticidade comparado aos demais couros, apesar de n&atilde;o ter diferido da elasticidade do couro de tambaqui.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">De acordo com Souza e Silva (2005), peles de tilápia do Nilo, curtidas com sais de cromo e recurtidas com tanino vegetal combinado com sintético, apresentaram uma resist&ecirc;ncia a tra&ccedil;&atilde;o de 11,85 N/mm, rasgamento progressivo de 35,11 N/mm e alongamento de 45,67 %. Os valores de rasgamento e alongamento, obtidos pelos autores, foram inferiores aos obtidos neste experimento, porém o resultado da tra&ccedil;&atilde;o foi semelhante.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Souza <i>et al.</i> (2003) analisando couros de pacu, com espessura variando de 0,73 a 0,88 mm, obtiveram valores de tra&ccedil;&atilde;o de 5,93 N/ mm<sup>2</sup> e 13,81 N/mm<sup>2</sup>, alongamento de 52,20 e 76,98 % e para o rasgamento progressivo de 15,66 N/mm e 13,85 N/mm, respectivamente para os sentidos longitudinal e transversal. Neste trabalho observou-se valores de tra&ccedil;&atilde;o superiores aos encontrados pelos autores.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Rocha (2007), analisando a pele de tambaqui submetida ao curtimento com tanino vegetal e sais de cromo, obteve 13,86 N/mm<sup>2</sup> e 8,39 N/mm<sup>2</sup> para o teste de tra&ccedil;&atilde;o, 55,64 % e 34,64 % para alongamento e 34,85 e 22,64 N/mm para rasgamento progressivo, respectivamente. Comparando com os referidos autores, os valores obtidos neste experimento foram superiores nas tr&ecirc;s espécies analisadas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Pelo fato de ser difícil encontrar literatura referenciando o padr&atilde;o de resist&ecirc;ncia de couro de peixes para a aplica&ccedil;&atilde;o na confec&ccedil;&atilde;o de vestuários e cal&ccedil;ados, tomouse como par&acirc;metro, os valores refer&ecirc;ncia mais encontrados para couro bovino. Dessa forma, apenas os couros de tambaqui curtidos pela técnica já mencionada, poderiam ser destinados à confec&ccedil;&atilde;o de vestuários. Pois, de acordo com Vademécum (2004), os valores refer&ecirc;ncia para couros de bovinos curtidos ao cromo para vestuário, independentemente do recurtimento, deve ser de, no máximo, 60 % para o alongamento na ruptura, no mínimo de 25 N/mm<sup>2</sup> de resist&ecirc;ncia à tra&ccedil;&atilde;o ou tens&atilde;o e no mínimo 35 N/mm para a resist&ecirc;ncia de rasgamento progressivo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">De acordo com Gerhard (1998), as exig&ecirc;ncias de qualidade para couros para luvas curtidos com sais de cromo devem ser de no mínimo 200 N/cm2 para couros de cabras e 100 N/cm2 para couros de ovelhas e alongamento até a ruptura de no mínimo 50 %. A espessura recomendada para essa finalidade, segundo o mesmo autor é de 0,6 a 1,2 mm de espessura e para vestimenta é de 0,6 a 1,0 mm. Os couros curtidos neste experimento apresentam a espessura dentro do recomendado para confec&ccedil;&atilde;o de luvas e vestimentas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">ANÁLISE FÍSICO-QUÍMICO</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O resultado obtido de óxido de cromo, nos couros de tilápia do Nilo, pacu e tambaqui foram de 3,5, 3,6 e 3,6 %, respectivamente. O óxido de cromo está relacionado com a propor&ccedil;&atilde;o do curtente fixado às fibras colágenas. De acordo, com Hoinacki (1989), o valor mínimo de óxido de cromo no couro semi-acabado deve ser de 3,0 %. Todavia, Vademécum (2004) relata que o valor de óxido de cromo no couro deve estar acima de 2,5 %.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O valor obtido neste experimento significa que os couros apresentaram capacidade de suportar elevadas temperaturas, sem retrair-se, ou seja, n&atilde;o ocorre a retra&ccedil;&atilde;o das fibras colágenas quando realizado o teste de fervura ou retra&ccedil;&atilde;o durante o processo de curtimento.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As subst&acirc;ncias solúveis em diclorometano variaram de 11,1 a 12,8 % entre as amostras dos couros analisados das tr&ecirc;s espécies. Essa análise refere-se às subst&acirc;ncias que s&atilde;o extraíveis da amostra pelo solvente. Essa análise indica o conteúdo de óleos e graxas no couro. O Vademécum BASF (2004) relata que os valores devem estar no máximo entre 16 a 18 % para o couro poder ser utilizado em vestuário.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No engraxe, as fibras colágenas devem ser recobertas pelo óleo para proporcionar um melhor tato e resist&ecirc;ncia ao rasgamento progressivo, umectabilidade com água, impermeabilidade à água e permeabilidade ao ar e vapor d'água, pelo efeito de lubrifica&ccedil;&atilde;o das fibras, evitando-se a aglutina&ccedil;&atilde;o das mesmas (Hoinacki, 1989; Gutterres, 2001).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O pH final do couro normalmente apresenta-se ácido, para proporcionar uma melhor fixa&ccedil;&atilde;o dos recurtentes, corantes e óleos. O pH do extrato aquoso do couro moído é determinado pelo potenci&ocirc;metro e mede a concentra&ccedil;&atilde;o i&ocirc;nica da solu&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Neste experimento o valor do pH variou de 3,5 a 3,7 e a cifra diferencial foi de 0,4. Segundo Jacinto (1996), a acidez excessiva provoca a degrada&ccedil;&atilde;o da cadeia protéica pela hidrólise ácida, diminuindo a resist&ecirc;ncia do couro. Hoinacki (1989), relata que o valor mínimo de pH no couro semi-acabado deve ser de 3,5 e a cifra diferencial no máximo 0,7. Os valores obtidos para as tr&ecirc;s espécies est&atilde;o dentro dos recomendados pelo autor.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Analisando em conjunto a estrutura histológica, composi&ccedil;&atilde;o centesimal, físicomec&acirc;nico e físico-químico, das peles das tr&ecirc;s espécies, pode-se concluir que os couros que apresentaram maior resist&ecirc;ncia a tra&ccedil;&atilde;o e rasgamento foi o de tambaqui. Como as peles foram curtidas pela mesma técnica (todas as peles dentro do mesmo ful&atilde;o), o que pode ter interferido nos resultados, é a arquitetura histológica das peles. Pode-se observar que nas peles de tambaqui, as fibras colágenas eram mais espessas, paralelas, porém, com grandes feixes de fibras colágenas dispostos no sentido transversal da pele. Com isto, a estrutura&ccedil;&atilde;o da derme proporcionou essa superior resist&ecirc;ncia. Quanto aos testes físico-químicos, os resultados foram semelhantes para os couros das tr&ecirc;s espécies.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Quanto à espessura do couro, pode ser observado que os couros de tambaqui e pacu foram significativamente semelhantes, portanto, se a espessura estivesse interferindo nesses resultados de resist&ecirc;ncia, os couros dessas duas espécies teriam, também a mesma resist&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Pode-se concluir que apenas os couros de tambaqui curtidos pela técnica já mencionada, poderiam ser destinados à confec&ccedil;&atilde;o de vestuários, porém couros das 3 espécies apresentam a espessura dentro do recomendado para confec&ccedil;&atilde;o de luvas e vestimentas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Bibliografia</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">1. ABNT. 1990. NBR 11035: Corte de corpos-deprova em couro. Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Normas Técnicas. Rio de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1028240&pid=S0004-0592201300010000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">2. ABNT. 1997a. NBR 11041: couros - determina&ccedil;&atilde;o da resist&ecirc;ncia à tra&ccedil;&atilde;o e alongamento. Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Normas Técnicas. Rio de Janeiro. pp. 1-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1028242&pid=S0004-0592201300010000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">3. ABNT. 1997b. NBR 11030: couro - determina&ccedil;&atilde;o de subst&acirc;ncias extraíveis com diclorometano (CH<sub>2</sub>Cl<sub>2</sub>). Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Normas Técnicas. Rio de Janeiro. pp. 1-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1028244&pid=S0004-0592201300010000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">4. ABNT. 1999a. NBR 11054: couros - determina&ccedil;&atilde;o de óxido cr&ocirc;mico (Cr<sub>2</sub>O<sub>3</sub>). Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Normas Técnicas. Rio de Janeiro. pp. 1-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1028246&pid=S0004-0592201300010000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">5. ABNT. 1999b. NBR 11057: couro - determina&ccedil;&atilde;o do pH e da cifra diferencial. Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Normas Técnicas. Rio de Janeiro. pp. 1-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1028248&pid=S0004-0592201300010000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">6. ABNT. 2001. NBR 11034: couro - prepara&ccedil;&atilde;o de amostras de couro para análise química. Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Normas Técnicas. Rio de Janeiro. pp. 1-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1028250&pid=S0004-0592201300010000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">7. ABNT. 2005a. NBR 11055: couro: determina&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a de rasgamento progressivo. Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Normas Técnicas. Rio de Janeiro. pp. 1-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1028252&pid=S0004-0592201300010000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">8. ABNT. 2005b. NBR 11052: determina&ccedil;&atilde;o da espessura. Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Normas Técnicas. Rio de Janeiro. pp. 1-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1028254&pid=S0004-0592201300010000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">9. ABNT. 2006. NBR 10455: climatiza&ccedil;&atilde;o de materiais usados na fabrica&ccedil;&atilde;o de cal&ccedil;ados e correlatos. Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Normas Técnicas. Rio de Janeiro. pp. 1-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1028256&pid=S0004-0592201300010000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">10. Almeida, R.R. 1998. A pele de peixe tem resist&ecirc;ncia e flexibilidade? Revista do Couro, 127: 49-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1028258&pid=S0004-0592201300010000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">11. AOAC. 1995. Oficial methods of analysis.16<sup>a</sup> edi&ccedil;&atilde;o. Association of Official Analytical Chemists. Arlington. pp. 1-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1028260&pid=S0004-0592201300010000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">12. Bligh, E.G. and Dyer, W.J. 1959. A rapid method of total lipid extraction and purification. Can J Biochem Physiol, 37: 911-917.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1028262&pid=S0004-0592201300010000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">13. Bordignon, A.C. 2010. Caracteriza&ccedil;&atilde;o da pele e da gelatina extraída de peles congeladas e salgadas de tilápia do Nilo (<i>Oreochromis niloticus</i>). Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Zootecnia). Universidade Estadual de Maringá. Maringá. 113 pp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1028264&pid=S0004-0592201300010000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">14. Contreras-Guzmán, E.S. 1994. Bioquímica de pescados e derivados. Ed. FUNEP. Jaboticabal. 409 pp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1028266&pid=S0004-0592201300010000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">15. Gerhard, J. 1998. Posibles fallas en el cuero y en su producción - conceptos, causas, consecuencias, remedios y tipos de cueros. Ed. Partner R&uuml;belmann Gmbh. Lampertheim. 378 pp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1028268&pid=S0004-0592201300010000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">16. Gutterres, M. Distribui&ccedil;&atilde;o, deposi&ccedil;&atilde;o e intera&ccedil;&atilde;o química de subst&acirc;ncias de engraxe no couro. 2001. Congresso da Federa&ccedil;&atilde;o Latino-Americana das Associa&ccedil;&otilde;es dos Químicos e Técnicos da Indústria do Couro, 15. Anais... Salvador. pp. 108-119.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1028270&pid=S0004-0592201300010000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">17. Hawkes, J.W. 1974. The structure of fish skin. I General organization. Cell Tissue Res, 149: 147-158.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1028272&pid=S0004-0592201300010000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">18. Hinton, D.E. and Laurén, D.J. 1990. Integrative histopathological approaches to detecting effects of environmental stressors on fishes. American Fisheries Society Symposium, 8:51-66. London.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1028274&pid=S0004-0592201300010000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">19. Hoinacki, E. 1989. Peles e couros: origens, defeitos e industrializa&ccedil;&atilde;o. 2<sup>a</sup> edi&ccedil;&atilde;o. Ed. Henrique d'Ávila Bertaso. Porto Alegre.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1028276&pid=S0004-0592201300010000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">20. Jacinto, M.A.C. 1996. Características anátomoestruturais da pele e do couro de ovinos lanados e deslanados. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Zootecnia). UNESP. Jaboticabal. 92 pp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1028278&pid=S0004-0592201300010000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">21. Martins, C.V.B.; Oliveira, D.P.; Martins, R.S.; Hermes, C.A.; Oliveira, L.G.; Vaz, S.K.; Minozzo, M.G.; Cunha, M. e Zacarkin, C.E. 2001. Avalia&ccedil;&atilde;o da piscicultura na regi&atilde;o oeste do estado do Paraná. Bol Inst Pesca, 27: 77-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1028280&pid=S0004-0592201300010000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">22. Pasos, L.A.P. 2002. Piel de pescado. <a target="_blank" href="http://www.cueronet.com/exoticas/pescado.htm">http://www.cueronet.com/exoticas/pescado.htm</a>. (21/09/2008).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1028282&pid=S0004-0592201300010000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">23. Rocha, M.P.S.S. 2007. Curtimento de peles de tambaqui (<i>Colossoma macropomum</i> Cuvier 1888) e pirarara (<i>Phractocephalus hemioliopteros</i>, Bloch & Schneir 1801) com curtente sintéticos e com curtentes naturais da Amaz&ocirc;nica. Universidade Federal do Amazonas. Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz&ocirc;nia. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Biologia Tropical e Recursos Naturais Agricultura no Trópico Úmido). Universidade Federal do Amazonas. Manaus. 60 pp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1028284&pid=S0004-0592201300010000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">24. SAEG. 1997. Sistemas de Análises Estatísticas e Genéticas. Vers&atilde;o 7.1. Universidade federal de Vi&ccedil;osa-UFV. Vi&ccedil;osa. 150 pp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1028286&pid=S0004-0592201300010000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">25. Silva, D.J. e Queiroz, A.C. 2006. Análise de alimentos: Métodos químicos e biológicos. 3<sup>a</sup> edi&ccedil;&atilde;o. Ed. UFV-Universidade Federal de Vi&ccedil;osa. Vi&ccedil;osa. 235 pp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1028288&pid=S0004-0592201300010000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">26. Souza, M.L.R. 2003. Processamento do filé e da pele da tilápia do Nilo (<i>Oreochromis niloticus</i>): Aspectos tecnológicos, composi&ccedil;&atilde;o centesimal, rendimento, vida útil do filé defumado e testes de resist&ecirc;ncia da pele curtida. Tese (Doutorado em Aq&uuml;icultura). UNESP. Jaboticabal. 169 pp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1028290&pid=S0004-0592201300010000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">27. Souza, M.L.R. 2008. Tecnologia para processamento das peles de peixe. 1<sup>a</sup> edi&ccedil;&atilde;o. Ed. Eduem. Maringá. 59 pp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1028292&pid=S0004-0592201300010000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">28. Souza, M.L.R.; Cucatti, T.; Andrade, M.B.; Godoy, L.C.; Tozzi, M.A.C.; Cavallieri, R.F.; Franco, N.P. e Silva, L.O. 2004. Diferentes técnicas de recurtimento em peles de tilápia-do-Nilo (<i>Oreochromis niloticus</i>): qualidade de resist&ecirc;ncia. Ensaios Cienc, 8: 195-202.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1028294&pid=S0004-0592201300010000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">29. Souza, M.L.R.; Ganeco, L.N.; Nakaghi, L.S.O.; Faria, R.H.S.; Wagner, P.M.; Poyh, J.A. e Ferreira, I.C. 2003. Histologia da pele do pacu (<i>Piaractus mesopotamicus</i>) e testes de resist&ecirc;ncia do couro. Acta Sci Anim Sci, 25: 37-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1028296&pid=S0004-0592201300010000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">30. Souza, M.L.R. e Silva, O.L. 2005. Efeito de técnicas de recurtimento sobre a resist&ecirc;ncia feito do couro da tilápia do Nilo (<i>Oreochromis niloticus L</i>.). Acta Sci Anim Sci, 27: 535-540.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1028298&pid=S0004-0592201300010000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">31. Vademécum BASF. 2004. Para el técnico em curtición. 3<sup>a</sup> edi&ccedil;&atilde;o. Ed. Basf. Ludwigshanfen.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1028300&pid=S0004-0592201300010000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">32. Vaz, M.M.; Barbosa, N.D.C. e Torquato, V.C. 2000. Guia Ilustrado de peixes da bacia do Rio Grande. Ed. Cemig/Cetec. Belo Horizonte. 144 pp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1028302&pid=S0004-0592201300010000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">33. Whitear, M. and Zaccone, G. 1984. Fine structure and histochemistry of club cells in the skin of three species of eel. Z mikrosk Anat Forsc, 98: 481-501.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1028304&pid=S0004-0592201300010000300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Recibido: 1-3-11.    <br>Aceptado: 26-6-12.</font></p>      ]]></body><back>
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