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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Perfil fenotípico do remanescente do Cavalo Nordestino no Nordeste do Brasil]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal Rural de Pernambuco Departamento de Zootecnia ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The objective of this paper is the study of ethnological profile of the remaining Nordestino horses from Pernambuco and Piauí states through frequency distribution of quality traits from 238 adult animals (male, females and castrated) in which were evaluated: nose profile, position of lips, neck shape, slope of croup, coat color, hooves color and hoof size. The coat colors more prevalent were gray and bay in animals studied from Pernambuco state and gray and chestnut at Piauí state. Sub-convex and rectilinear were the profiles of nose more prevalent in animals from Pernambuco state, and sub-concave at Piauí state. The neck shape was pyramidal, except for females and castrated from Piauí state which have deer type neck. The most common color of the hooves was black, followed by white mixed with black. Hooves with small size were identified as the more prevalent among the animals studied, however the hooves in males and castrated from Pernambuco were classified as medium sized. The firm and juxtaposed lips were the most common among the animals evaluated at Pernambuco, the males and castrated from Piauí state had his lips juxtaposed and the females relaxed. The rumps inclined and strongly inclined were more prevalent in both states, but in the males from Pernambuco was slightly inclined.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Características qualitativas]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Cavalos nativos]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Perfil morfológico]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b>Perfil fenotípico do remanescente do Cavalo Nordestino no Nordeste do Brasil</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b>Phenotypic profile in remaining of the Nordestino horse breed from Northeastern of Brazil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Melo, J.B.<sup>1*</sup>; Pires, D.A.F.<sup>1A</sup> e Ribeiro, M.N.<sup>1B</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup>Departamento de Zootecnia. Universidade Federal Rural de Pernambuco. Dois irm&atilde;os, Recife. Pernambuco. Brasil    <br><sup>*</sup><a href="mailto:benevidesster@gmail.com">benevidesster@gmail.com</a>; <sup>A</sup><a href="mailto:dna@zootecnista.com.br">dna@zootecnista.com.br</a>; <sup>B</sup><a href="mailto:mn.ribeiro@uol.com.br">mn.ribeiro@uol.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana" size="2">RESUMO</font></b></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O presente trabalho teve como objetivo caracterizar o perfil fenotípico do remanescente do Cavalo Nordestino nos estados de Pernambuco e Piauí, no Nordeste do Brasil. Foram avaliados 238 animais entre machos, f&ecirc;meas e machos castrados, através de caracteres morfológicos qualitativos (perfil de chanfro, justaposi&ccedil;&atilde;o dos lábios, forma do pesco&ccedil;o, inclina&ccedil;&atilde;o de garupa) e fanerópticos (colora&ccedil;&atilde;o da pelagem, colora&ccedil;&atilde;o dos cascos anteriores e posteriores e tamanho dos cascos). Foi realizada estatística de distribui&ccedil;&atilde;o de freq&uuml;&ecirc;ncia para todas as variáveis estudadas. Em rela&ccedil;&atilde;o à colora&ccedil;&atilde;o da pelagem, para os animais de Pernambuco, houve uma maior predomin&acirc;ncia da tordilha e castanha, para os animais do Piauí as pelagens tordilha e baia. Para o perfil de chanfro o mais freq&uuml;ente foi o subconvexo, depois o retilíneo nos animais avaliados no estado de Pernambuco, o sub-c&ocirc;ncavo foi mais presente nos machos do Piauí. A forma do pesco&ccedil;o mais freq&uuml;ente foi a piramidal, com exce&ccedil;&atilde;o do tipo cervo para as f&ecirc;meas e castrados do Piauí. A colora&ccedil;&atilde;o dos cascos dos anteriores e posteriores apresentou uma predomin&acirc;ncia da colora&ccedil;&atilde;o escura ou preta e depois a rajada. Ocorreu uma maior freq&uuml;&ecirc;ncia dos cascos de tamanho pequenos, com exce&ccedil;&atilde;o para os machos inteiros e castrados de Pernambuco, com predomin&acirc;ncia de cascos de tamanho médio. Os animais de Pernambuco apresentaram uma maior freq&uuml;&ecirc;ncia dos lábios firmes e justapostos, para os animais machos e machos castrados do Piauí os lábios justapostos, e com as f&ecirc;meas os lábios relaxados, ocorrendo em todas as classes dos animais a presen&ccedil;a de lábios relaxado ou belfos. Com rela&ccedil;&atilde;o a inclina&ccedil;&atilde;o de garupa, observou-se maior freq&uuml;&ecirc;ncia para as formas derreadas e inclinadas, com exce&ccedil;&atilde;o dos machos inteiros de Pernambuco que apresentaram maior freq&uuml;&ecirc;ncia de garupa ligeiramente inclinada, que atende ao padr&atilde;o do Cavalo Nordestino.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras chave:</b> Características qualitativas. Cavalos nativos. Perfil morfológico.</font></p> <hr size="1">     <p><b><font face="Verdana" size="2">SUMMARY</font></b></p>     <p><font face="Verdana" size="2">The objective of this paper is the study of ethnological profile of the remaining Nordestino horses from Pernambuco and Piauí states through frequency distribution of quality traits from 238 adult animals (male, females and castrated) in which were evaluated: nose profile, position of lips, neck shape, slope of croup, coat color, hooves color and hoof size. The coat colors more prevalent were gray and bay in animals studied from Pernambuco state and gray and chestnut at Piauí state. Sub-convex and rectilinear were the profiles of nose more prevalent in animals from Pernambuco state, and sub-concave at Piauí state. The neck shape was pyramidal, except for females and castrated from Piauí state which have deer type neck. The most common color of the hooves was black, followed by white mixed with black. Hooves with small size were identified as the more prevalent among the animals studied, however the hooves in males and castrated from Pernambuco were classified as medium sized. The firm and juxtaposed lips were the most common among the animals evaluated at Pernambuco, the males and castrated from Piauí state had his lips juxtaposed and the females relaxed. The rumps inclined and strongly inclined were more prevalent in both states, but in the males from Pernambuco was slightly inclined.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Key words:</b> Morphological profile. Native horse. Qualitative traits.</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="2">Introdu&ccedil;&atilde;o</font></b></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O fenótipo diz respeito à intera&ccedil;&atilde;o entre genótipo e ambiente e é expresso através de caracteres quantitativos, como a for&ccedil;a motriz dos equídeos e, de caracteres qualitativos, como tipos de orelhas, perfil de chanfro, colora&ccedil;&atilde;o dos cascos, cor da pelagem, entre outros. De acordo com Domingues (1960), os atributos, que dizem respeito ao exterior do animal, s&atilde;o os mais importantes na caracteriza&ccedil;&atilde;o racial dado serem os mais prontamente distinguíveis, mais fáceis de serem classificados, e em geral também os de maior transmissibilidade genética. Segundo Camargo e Chieffi (1971), pelagem é o termo que em ezoognósia, se usa para designar o conjunto formado por pele, p&ecirc;los e crinas que revestem a superfície do corpo de mamíferos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Sendo assim, através da descri&ccedil;&atilde;o das pelagens, de seus sinais e particularidades, obt&ecirc;m-se informa&ccedil;&otilde;es importantes, na avalia&ccedil;&atilde;o e identifica&ccedil;&atilde;o com exatid&atilde;o de um animal, que o distingue dentro de uma popula&ccedil;&atilde;o, sendo, indispensável para a obten&ccedil;&atilde;o do registro genealógico (Santos, 1981).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">N&atilde;o só a pelagem é um atributo étnico de import&acirc;ncia na caracteriza&ccedil;&atilde;o fenotípica e racial, de forte influ&ecirc;ncia na prefer&ecirc;ncia por parte dos criadores, mas também, que outros caracteres plásticos, s&atilde;o importantes, tais como perfil de chanfro; justaposi&ccedil;&atilde;o dos lábios; forma do pesco&ccedil;o, inclina&ccedil;&atilde;o de garupa, colora&ccedil;&atilde;o dos cascos e tamanho dos cascos, entre outros, é que o estudo do perfil fenotípico como um todo, se reveste de import&acirc;ncia notadamente com as ra&ccedil;as locais, pouco conhecidas e amea&ccedil;adas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Conforme o último regulamento da antiga Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Criadores do Cavalo Nordestino (ABCCN, 1987), as pelagens aceitas para efeito de registro do cavalo Nordestino seriam todas com exce&ccedil;&atilde;o da Pampa e Gázeo, e que exteriormente s&atilde;o animais de porte pequeno, cabe&ccedil;a proporcional e pequena, pesco&ccedil;o piramidal com inser&ccedil;&atilde;o bem definida, lábios finos, móveis firmes e justapostos, garupa suavemente inclinada, cascos pequenos, arredondados, de cor preferencialmente escura, ranilhas profundas e elásticas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O presente trabalho teve como objetivo caracterizar o perfil fenotípico, através de caracteres morfológicos e fanerópticos do remanescente do Cavalo Nordestino nos estados de Pernambuco e Piauí, no Nordeste do Brasil.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Material e métodos</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O trabalho foi desenvolvido no ano de 2009, no estado de Pernambuco nos municípios de Floresta do Navio, Itacuruba, Ibimirim, Inajá, Sert&acirc;nia, Custódia, Flores, Bet&acirc;nia, Serrita, Moreil&acirc;ndia, Granito, Parnamirim, Santa Maria da Boa vista e Afr&acirc;nio, pertencentes às mesorregi&otilde;es do S&atilde;o Francisco Pernambucano e Sert&atilde;o. Foram também estudados os animais do estado do Piauí nos municípios de Campo Maior, Nossa Senhora de Nazaré e Cabeceiras, Batalha pertencentes respectivamente as mesorregi&otilde;es do Centro Norte Piauiense e Norte Piauiense (<b><a href="#f1">figura 1</a></b>).</font></p>     <p align=center><a name="f1"><img src="/img/revistas/azoo/v62n238/art2_f1.jpg"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foram avaliados 238 animais a partir dos 5 anos de idade (27 machos inteiros, 42 f&ecirc;meas e 95 machos castrados no estado de Pernambuco e 19 machos inteiros, 9 f&ecirc;meas e 46 machos castrados no estado do Piauí). A avalia&ccedil;&atilde;o foi feita visualmente tomada às informa&ccedil;&otilde;es em caderno fichado.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foram avaliadas características qualitativas como: colora&ccedil;&atilde;o da pelagem, de acordo com Ribeiro (1988) e os demais caracteres foram definidos e adaptados, segundo metodologias descritas por Jordana e Parés (1999) e Travassos (2004), assim, cada caracter recebeu uma seq&uuml;&ecirc;ncia de números, correspondente a cada classe fenotípica existente para cada um deles, conforme a seguir:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">a) Perfil de chanfro: (c&ocirc;ncavo; subc&ocirc;ncavo; retilíneo; sub-convexo e convexo); b) Justaposi&ccedil;&atilde;o dos lábios: (firmes e justapostos; justapostos e relaxado ou belfo); c) Forma do pesco&ccedil;o: (cisne; cervo e piramidal); d) Inclina&ccedil;&atilde;o de garupa: (horizontal; ligeiramente inclinada; inclinada e derreada).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">CARACTERÍSTICAS FANERÓPTICAS</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">a) Colora&ccedil;&atilde;o das pelagens; b) Colora&ccedil;&atilde;o dos cascos anteriores: (claro; escuro; rajado e misto); Entenda-se como cascos mistos, os animais que possuíam cascos de colora&ccedil;&otilde;es diferentes ora nos membros anteriores ora nos membros posteriores simultaneamente, sendo assim foram classificados como mistos animais que detinham o casco anterior esquerdo branco e o anterior direito fosse rajado ou escuro, ou o anterior direito era branco e o anterior esquerdo era rajado ou escuro, o mesmo válido para os cascos dos membros posteriores; c) Colora&ccedil;&atilde;o dos cascos posteriores: (claro; escuro; rajado e misto); d) Tamanho dos cascos: (pequenos; médios e grandes). A avalia&ccedil;&atilde;o ocorreu apenas de forma visual, qualitativamente. Na qual n&atilde;o foi estabelecida uma amplitude de valores a partir de mensura&ccedil;&otilde;es da sola do casco tanto em seus comprimentos e larguras.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As análises estatísticas foram feitas com auxílio do procedimento FREQ do programa Statistical Analysis System (SAS, 2005).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="2">Resultados e discuss&atilde;o</font></b></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No <b><a href="#f2">figura 2</a></b>, encontra-se a distribui&ccedil;&atilde;o de pelagens para os animais estudados. Observou-se grande diversidade nos tipos de pelagens encontradas, destacando-se a tordilha e castanha (37,04 % e 29,63 %, respectivamente), seguido da alaz&atilde; e baia (14,81 % e 7,41 %, respectivamente). Melo <i>et al</i>. (2010) estudando o remanescente do Cavalo Nordestino no município de Juazeiro da Bahia também verificaram predomin&acirc;ncia das pelagem tordilha e castanha (72 %). Já Travassos (2004), avaliando machos e f&ecirc;meas remanescentes do Cavalo Nordestino no estado de Pernambuco observou baixa freq&uuml;&ecirc;ncia de pelagem tordilha (10 %) e grande predomin&acirc;ncia de pelagem castanha e alaz&atilde; (55 %). A predomin&acirc;ncia da pelagem tordilha, encontrada neste trabalho pode estar associada a prefer&ecirc;ncia de alguns criadores e proprietários, pois consideram que s&atilde;o animais mais resistentes e dispostos para a lida diária, promovendo acasalamentos de animais com a pelagem tordilha. Como também o efeito epistático do alelo G sobre os outros genes, que quando presente no genótipo, o animal será de pelagem tordilha (Rezende e Costa, 2007). Além desses aspectos, sabe-se da ocorr&ecirc;ncia de domin&acirc;ncia da pelagem tordilha em rela&ccedil;&atilde;o às demais, pois, o alelo dominante da série G responsável pela pelagem tordilha é epistático, ou seja, nunca será mascarado por outro gene, sempre que estiver presente no genótipo, vai se manifestar no fenótipo e, portanto, <i>todo eq&uuml;ino de pelagem tordilha é produto de um acasalamento, em que pelo menos um dos pais é também de pelagem tordilha</i>. Entretanto, dois reprodutores tordilhos podem gerar produtos n&atilde;o tordilhos, pois podem ser heterozigotos (Gg) (Rezende e Costa, 2007).</font></p>     <p align=center><a name="f2"><img src="/img/revistas/azoo/v62n238/art2_f2.jpg"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Pela análise do <b><a href="#f3">figura 3</a></b>, observa-se menor variabilidade de pelagens nos animais do estado do Piauí. Isto pode estar associado a um menor fluxo g&ecirc;nico de ra&ccedil;as exóticas neste rebanho bem como efeito de amostragem, quando comparado à realidade dos animais de Pernambuco. Predominaram as pelagens: tordilha (31,58 %), baia (26,32 %) e castanha (21,05 %). A freq&uuml;&ecirc;ncia da pelagem tordilha para os machos foi igual nos dois estados. A maior frequ&ecirc;ncia da pelagem tordilha em rela&ccedil;&atilde;o à castanha é contrária aos resultados obtidos por Costa <i>et al</i>. (1974) e Travassos (2004).</font></p>     <p align=center><a name="f3"><img src="/img/revistas/azoo/v62n238/art2_f3.jpg"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Pelo <b><a href="#f2">figura 2</a></b>, observa-se nas f&ecirc;meas maior predomin&acirc;ncia de pelagem tordilha (54,76 %), castanha (23,81 %) e alaz&atilde; (7,14 %) no estado de Pernambuco, diferente do estado do Piauí onde a maioria das f&ecirc;meas (<b><a href="#f3">figura 3</a></b>) s&atilde;o de pelagem baia (44,44 %), tordilha (33,33 %) e castanha (22,22 %). Resultados obtidos por Melo <i>et al</i>. (2010) indicam maior predomin&acirc;ncia de f&ecirc;meas com pelagem castanha (57 %) e tordilha (43 %) no município de Juazeiro da Bahia, diferentes do encontrado para as f&ecirc;meas do Piauí e Pernambuco. A maior frequ&ecirc;ncia da pelagem tordilha nas f&ecirc;meas de Pernambuco refor&ccedil;a a teoria da maior prefer&ecirc;ncia por parte dos criadores por animais com esse tipo de pelagem. Nas f&ecirc;meas do Piauí predominou a pelagem baia, seguida da tordilha, muito embora o número de f&ecirc;meas, seja pequeno, a tordilha continuou bastante presente.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Pelo <b><a href="#f2">figura 2</a></b>, observa-se grande animais machos castrados nos referidos diversidade nos tipos de pelagens nos ma-estados. A expressiva ocorr&ecirc;ncia da pelagem chos castrados no estado de Pernambuco, tordilha pode está associada também a uma predominando a pelagem castanha (35,79 melhor adapta&ccedil;&atilde;o destes animais às %) e tordilha (34,74 %). Nos animais do Piauí condi&ccedil;&otilde;es ecológicas em que vivem, já que (<b><a href="#f3">figura 3</a></b>), predomina a pelagem tordilha apresentam interpola&ccedil;&atilde;o de p&ecirc;los brancos (50 %), seguida pelas pelagens castanha em todo o corpo favorecendo uma melhor (19,57 %) e baia (17,39 %). As pelagens castanha e tordilha se alternam, para os animais machos castrados nos referidos estados. A expressiva ocorr&ecirc;ncia da pelagem tordilha pode está associada também a uma melhor adapta&ccedil;&atilde;o destes animais às condi&ccedil;&otilde;es ecológicas em que vivem, já que apresentam interpola&ccedil;&atilde;o de pêlos brancos em todo o corpo favorecendo uma melhor prote&ccedil;&atilde;o contra altas temperaturas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No <b><a href="#f4">figura 4</a></b> observa-se a distribui&ccedil;&atilde;o de frequ&ecirc;ncia do perfil de chanfro para os machos, f&ecirc;meas e machos castrados nos estados de Pernambuco e Piauí. A frequ&ecirc;ncia predominante do perfil de chanfro encontrada para todos os animais avaliados nos dois estados foi em ordem decrescente o sub-convexo, retilíneo e sub-c&ocirc;ncavo.</font></p>     <p align=center><a name="f4"><img src="/img/revistas/azoo/v62n238/art2_f4.jpg"></a></p>     <p>&nbsp;</p> <b></b>    <p><font face="Verdana" size="2">Os perfis convexos e c&ocirc;ncavos ocorreram em baixa frequ&ecirc;ncia (5,26 %) para os machos do Piauí e para os castrados de Pernambuco (2,11 %). A predomin&acirc;ncia do perfil de chanfro sub-convexo obtida neste trabalho, diferiu dos achados de Travassos (2004) que encontrou maior freq&uuml;&ecirc;ncia de animais com perfil reto ou retilíneo em animais do estado de Pernambuco. Porém se enquadra ao estabelecido pelo padr&atilde;o racial segundo a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira dos Criadores do Cavalo Nordestino, em rela&ccedil;&atilde;o ao perfil da cabe&ccedil;a, que deve de retilíneo a sub-convexo (ABCCN,1987).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A presen&ccedil;a marcante do chanfro subconvexo ou acarneirado encontrado neste trabalho, pode está associada à ra&ccedil;a Berbere, como uma das ra&ccedil;as formadoras do cavalo Nordestino, pois, de acordo com Costa <i>et al</i>. (1974), a influ&ecirc;ncia do cavalo Barbo no tipo morfológico do cavalo Nordestino é indubitável, cujas características se assemelham bastante: orelhas mal dirigidas, garupa caída, cauda de inser&ccedil;&atilde;o baixa, e, sobretudo, o perfil ligeiramente convexo (acarneirado), s&atilde;o como um selo inegavelmente aposto pelo Barbo, que o cavalo Nordestino transporta consigo e transmite até hoje aos seus descendentes. Também, podendo esse fen&ocirc;meno ter ocorrido pela influencia de outras ra&ccedil;as de cavalos da península Ibérica que fizeram parte da forma&ccedil;&atilde;o de muitas outras ra&ccedil;as da América Latina.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Com rela&ccedil;&atilde;o a forma do pesco&ccedil;o (<b><a href="#f5">figura 5</a></b>) observa-se predomin&acirc;ncia da forma piramidal para todos os animais de Pernambuco e machos do estado do Piauí. A forma de cervo destaca-se nas f&ecirc;meas e nos machos castrados do Piauí. A ocorr&ecirc;ncia da forma de cisne foi muito baixa, para as f&ecirc;meas de Pernambuco (2,38 %) e castrados do Piauí de 2,17 %. A presen&ccedil;a do pesco&ccedil;o de cervo consiste em um defeito desclassificante em rela&ccedil;&atilde;o ao estabelecido no padr&atilde;o racial do cavalo Nordestino, pois, segundo Romaszkan e Junqueira (1992) pouco contribui para a velocidade do animal, e, além disso, costuma trazer dificuldades para o cavaleiro pelo fato de manter muito alta a cabe&ccedil;a do cavalo. Já o pesco&ccedil;o com formato de cisne garante um bom equilíbrio nos andamentos curtos. A pequena ocorr&ecirc;ncia do pesco&ccedil;o de cisne encontrada para os animais castrados do Piauí e as f&ecirc;meas de Pernambuco pode ser decorrente de possíveis cruzamentos com animais puros ou mesti&ccedil;os da ra&ccedil;a Árabe, medida freq&uuml;ente na regi&atilde;o.</font></p>     <p align=center><a name="f5"><img src="/img/revistas/azoo/v62n238/art2_f5.jpg"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">A forma piramidal predominante encontrada neste trabalho está de acordo com a estabelecida pelo padr&atilde;o racial, segundo a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira dos Criadores do Cavalo Nordestino (ABCCN, 1987).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nas <b>figuras <a href="#f6">6</a> e <a href="#f7">7</a></b> encontra-se a freq&uuml;&ecirc;ncia de colora&ccedil;&atilde;o dos cascos anteriores dos animais, com predomin&acirc;ncia de cascos escuros ou pretos, seguido de cascos rajados, mistos e claros ou brancos. Os cascos de colora&ccedil;&atilde;o escura ou pretos s&atilde;o preferenciais, atendendo ao estabelecido no padr&atilde;o racial do cavalo Nordestino (ABCCN, 1987). A predomin&acirc;ncia de cascos escuros, tanto nos membros anteriores como posteriores (<b>figuras <a href="#f6">6</a> e <a href="#f7">7</a></b>), expressa certamente, uma melhor adapta&ccedil;&atilde;o dos animais, às condi&ccedil;&otilde;es ecológicas em que vivem. Uma das características de adapta&ccedil;&atilde;o do cavalo Nordestino ao Semi-árido é possuir cascos altamente duros, resistentes uma vez que regra geral n&atilde;o s&atilde;o ferrados. A prefer&ecirc;ncia pela colora&ccedil;&atilde;o escura pode está associada a maior resist&ecirc;ncia em fun&ccedil;&atilde;o da composi&ccedil;&atilde;o química. Resultados obtidos por Faria (2003), através de estudo comparativo da composi&ccedil;&atilde;o química de cascos de diferentes colora&ccedil;&otilde;es verificou-se que os teores de umidade, extrato etéreo, zinco e cobre dos cascos escuros de muares e equinos da ra&ccedil;a Pantaneira podem estar relacionados com maior resist&ecirc;ncia dos cascos, ressaltando que somente uma aferi&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica dessa resist&ecirc;ncia poderia explicar melhor sua associa&ccedil;&atilde;o com os resultados das análises químicas e também histológicas do casco.</font></p>     <p align=center><a name="f6"><img src="/img/revistas/azoo/v62n238/art2_f6.jpg"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align=center><a name="f7"><img src="/img/revistas/azoo/v62n238/art2_f7.jpg"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Osmachos de Pernambuco apresentaram mesma frequ&ecirc;ncia de cascos rajados e escuros e, nos animais castrados predominaram cascos rajados. Os animais do Piauí apresentaram uniformidade na colora&ccedil;&atilde;o escura para os cascos posteriores. No conjunto, observa-se predomin&acirc;ncia de cascos de colora&ccedil;&atilde;o escura, vindo em seguida a colora&ccedil;&atilde;o mesclada, clara e mista para os animais avaliados.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Observa-se no <b><a href="#f8">figura 8</a></b> predomin&acirc;ncia de cascos de tamanho pequeno para os machos do Piauí, f&ecirc;meas de Pernambuco, f&ecirc;meas do Piauí e machos castrados do Piauí. Nos machos inteiros e castrados de Pernambuco, ocorre maior freq&uuml;&ecirc;ncia de cascos médios, o que pode ser reflexo dos cruzamentos praticados na regi&atilde;o com outras ra&ccedil;as a exemplo do Quarto de Milha e Mangalarga Machador, presentes na regi&atilde;o. A predomin&acirc;ncia de cascos de tamanho pequeno, certamente reflete a capacidade adaptativa dos animais ao ambiente e está de acordo com o estabelecido no padr&atilde;o do cavalo Nordestino (ABCCN, 1987).</font></p>     <p align=center><a name="f8"><img src="/img/revistas/azoo/v62n238/art2_f8.jpg"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Pelos resultados encontrados no <b><a href="#f9">figura 9</a></b>, os lábios do tipo firmes e justapostos foram mais recorrentes, destacando-se maior ocorr&ecirc;ncia para os animais machos de Pernambuco (70,37 %), f&ecirc;meas de Pernambuco (50,00 %) e machos castrados de Pernambuco (62,26 %). Para os animais do Piauí foram predominantes lábios justapostos nos machos (47,37 %) e castrados (43,48 %). Os animais machos encontrados no estado do Piauí apresentaram maior freq&uuml;&ecirc;ncia de lábios justapostos. Já as f&ecirc;meas, neste mesmo estado, apresentaram maior freq&uuml;&ecirc;ncia de lábios relaxados ou belfos (55,56 %), característica comum em f&ecirc;meas prenhes, fato que necessitaria de estudos confirmatórios. Outro aspecto a considerar é que animais idosos, presentes no estudo, tendem a apresentar relaxamento dos lábios, o que pode justificar os resultados obtidos. A presen&ccedil;a de lábios relaxados ou belfos constitui um defeito de conforma&ccedil;&atilde;o e é desclassificante para o animal, como estabelecido no último padr&atilde;o racial do cavalo Nordestino (ABCCN, 1987).</font></p>     <p align=center><a name="f9"><img src="/img/revistas/azoo/v62n238/art2_f9.jpg"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">No estado de Pernambuco ocorreu maior frequ&ecirc;ncia de animais machos com garupa ligeiramente inclinada, quando comparados com os machos do Piauí, que predominou a garupa derreada (<b><a href="#f10">figura 10</a></b>). Entre as f&ecirc;meas de Pernambuco e Piauí predominou maior frequ&ecirc;ncia de animais com garupa derreada, seguida da garupa inclinada e depois, a garupa ligeiramente inclinada. Quando comparados os animais castrados, há maior frequ&ecirc;ncia para a garupa inclinada, com ocorr&ecirc;ncia maior em Pernambuco, muito embora a maior frequ&ecirc;ncia para forma ligeiramente inclinada, contemple os machos castrados de Pernambuco. A garupa derreada n&atilde;o é desejável pois, prejudica a funcionalidade do animal, promovendo maior desgaste dos cascos e defeito de aprumos posteriores. Este resultado é diferente do encontrado por Travassos (2004) que observou que 78 % dos animais apresentaram garupa horizontal. A ocorr&ecirc;ncia de maior freq&uuml;&ecirc;ncia da garupa ligeiramente inclinada para os machos de Pernambuco atende ao padr&atilde;o racial do cavalo Nordestino (ABCCN, 1987).</font></p>     <p align=center><a name="f10"><img src="/img/revistas/azoo/v62n238/art2_f10.jpg"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="2">Conclus&otilde;es</font></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Com base nos resultados obtidos pode-se concluir que em geral os animais avaliados apresentaram pelagem predominantemente tordilha, chanfro sub-convexo, pesco&ccedil;o piramidal, cascos pequenos, escuros ou pretos, garupa derreada e inclinada.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com exce&ccedil;&atilde;o da inclina&ccedil;&atilde;o de garupa, a maior freq&uuml;&ecirc;ncia daquelas características citadas, atende ao perfil etnológico, desejável para o Cavalo Nordestino.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana" size="2">Bibliografia</font></b></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">1. ABCCN. 1987. Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira dos Criadores do Cavalo Nordestino. Regulamento do Registro Genealógico do Cavalo Nordestino. Recife. pp. 33-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1025694&pid=S0004-0592201300020000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">2. Camargo, M.X. e Chieffi, A. 1971. Ezoognósia. 1<sup>a</sup> ed. Instituto de Zootecnia. S&atilde;o Paulo. 45 pp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1025696&pid=S0004-0592201300020000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">3. Costa, N.; Lopes do Val, L.J. e Leite, G.U. 1974. Estudo da preserva&ccedil;&atilde;o do Cavalo Nordestino. Departamento de Produ&ccedil;&atilde;o Animal. Recife. 15 pp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1025698&pid=S0004-0592201300020000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">4. Domingues, O. 1960. A ra&ccedil;a e demais grupos zootécnicos. In: Introdu&ccedil;&atilde;o a Zootecnia. 2<sup>a</sup> ed. Ministério da Agricultura. SIA. Rio de Janeiro. p. 169.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1025700&pid=S0004-0592201300020000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">5. Faria, G.A. 2003. Avalia&ccedil;&atilde;o comparativa da composi&ccedil;&atilde;o química dos cascos de muares e de eq&uuml;inos das ra&ccedil;as Pantaneira e Mangalarga Marchador. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado. Escola de Veterinária. UFMG. 45 pp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1025702&pid=S0004-0592201300020000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">6. Jordana, J. e Parés, P.M. 1999. Relaciones genéticas entre razas ibéricas de caballos utilizando caracteres morfológicos (protótipos raciales). Anim Genet Resour Information, 26: 75-94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1025704&pid=S0004-0592201300020000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">7. Melo, J.B.; Ribeiro, M.N.; Pires, D.A.F.; Machado, L.C.S.e Silva, C.A. 2010. Freq&uuml;&ecirc;ncia de pelagens do remanescente do Cavalo Nordestino, no Município de Juazeiro, Bahia, Brasil. In: XI Simpósio Ibero-Americano sobre Conservación y Utilización de Recursos Zoogenéticos. Anais. Jo&atilde;o Pessoa. pp. 1-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1025706&pid=S0004-0592201300020000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">8. Rezende, A.S.C. e Costa, M.D. 2007. Pelagem dos equinos: Nomenclatura e genética. 2<sup>a</sup> ed. FEPMVZ. Belo Horizonte. 112 pp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1025708&pid=S0004-0592201300020000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">9. Ribeiro, D.B. 1988. Cromotricologia. In: Cria&ccedil;&atilde;o do cavalo e de outros eq&uuml;inos. 3<sup>a</sup> ed. Nobel. S&atilde;o Paulo. pp. 141-165.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1025710&pid=S0004-0592201300020000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">10. Romaszkan, J.F.D. e Junqueira, G. 1992. O cavalo. 4<sup>a</sup> ed. Itatiaia S.L. Belo Horizonte. pp. 22-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1025712&pid=S0004-0592201300020000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">11. Santos, R.F. 1981. Suas pelagens. In: O cavalo de sela brasileiro e outros eq&uuml;ídeos. Varela. Botucatu. p. 131.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1025714&pid=S0004-0592201300020000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">12. SAS. 2005. Statiscal Analysis System. User's guide. Cary. Version 9.1. SAS Institute Inc. North Caroline.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1025716&pid=S0004-0592201300020000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">13. Travassos, A.E.V. 2004. Caracteriza&ccedil;&atilde;o fenotípica do Cavalo Nordestino no Estado de Pernambuco. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado em Zootecnia). Universidade Federal Rural de Pernambuco. Recife. 59 pp.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1025718&pid=S0004-0592201300020000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Recibido: 25-4-11.    <br>Aceptado: 26-6-12.</font></p>      ]]></body><back>
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