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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Epidemias, estado e sociedade: Minas Gerais na segunda metade do século XIX]]></article-title>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[História da saúde]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b>Epidemias, estado e sociedade: Minas Gerais na segunda metade do s&eacute;culo XIX</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b>Epidemics, State and Society: the case of Minas Gerais in the second half of the 19th century</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Anny Jackeline Torres Silveira</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) - Brasil. <a href="mailto:anejack@terra.com.br">anejack@terra.com.br</a></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">(*) Esse texto &eacute; produto das pesquisas realizadas no atrav&eacute;s do projeto "A Hist&oacute;ria da sa&uacute;de na Prov&iacute;ncia de Minas Gerais, s&eacute;culo XIX", financiado pelo CNPq e FAPEMIG.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Um dos aspectos que marcam as an&aacute;lises das doen&ccedil;as epid&ecirc;micas &eacute; a no&ccedil;&atilde;o de crise: as epidemias s&atilde;o geralmente percebidas como eventos que fogem ao enquadramento engendrado pelos ordenamentos e pr&aacute;ticas cotidianos, ultrapassando a experi&ecirc;ncia individual - o sofrimento, a amea&ccedil;a da morte -, colocando em risco as pr&oacute;prias estruturas sociais, a ordem p&uacute;blica, as atividades econ&ocirc;micas, os valores morais. Entretanto, esses eventos tamb&eacute;m podem esclarecer sobre o modo como as sociedades organizam a assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de em tempos de normalidade, como a extens&atilde;o e os limites da atua&ccedil;&atilde;o das autoridades e o papel das popula&ccedil;&otilde;es no provimento de suas necessidades cotidianas. Este artigo aborda a organiza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de na prov&iacute;ncia de Minas Gerais (Brasil) durante dois epis&oacute;dios epid&ecirc;micos - var&iacute;ola (1873-1875) e o c&oacute;lera (1855-1856) - identificando os problemas vivenciados pela popula&ccedil;&atilde;o de Minas e as a&ccedil;&otilde;es do poder p&uacute;blico durante o curso dessas mol&eacute;stias. Por outro lado, sugerimos que as dificuldades vivenciadas quando da instala&ccedil;&atilde;o do c&oacute;lera ou do recrudescimento da var&iacute;ola, na verdade evidenciavam e aprofundavam as defici&ecirc;ncias que caracterizavam o atendimento a sa&uacute;de naquela sociedade, e que a mobiliza&ccedil;&atilde;o social em torno dos doentes n&atilde;o se constitu&iacute;a uma novidade, uma vez que a interven&ccedil;&atilde;o do Estado no &acirc;mbito da sa&uacute;de p&uacute;blica durante o per&iacute;odo examinado era bastante reduzida, n&atilde;o prescindido da iniciativa e do apoio da sociedade civil.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras chaves:</b> Hist&oacute;ria da sa&uacute;de, hist&oacute;ria do Brasil, epidemias, c&oacute;lera, viruela.</font></p> <hr size="1">     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Key words:</b> History of public health, history of Brazil, epidemics, cholera, smallpox.</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As doen&ccedil;as epid&ecirc;micas t&ecirc;m se tornado um campo f&eacute;rtil para as an&aacute;lises hist&oacute;ricas desde 1980. Tradi&ccedil;&atilde;o inaugurada ainda na d&eacute;cada de sessenta pelos trabalhos de Louis Chevalier e Asa Briggs sobre as epidemias de c&oacute;lera na Europa do s&eacute;culo XIX<a href="#back1"><sup>1</sup></a>, os estudos dos eventos epid&ecirc;micos informados por uma perspectiva social expandiram-se de forma significativa, incorporando outras fronteiras geogr&aacute;ficas e novas mol&eacute;stias. Ainda que abordem doen&ccedil;as, lugares e tempos diferentes, um dos aspectos que marcam essas an&aacute;lises &eacute; a no&ccedil;&atilde;o de crise: as epidemias s&atilde;o geralmente percebidas como eventos que fogem ao enquadramento engendrado pelos ordenamentos e pr&aacute;ticas cotidianos da sociedade<a name="top2"></a><a href="#back2"><sup>2</sup></a>, ultrapassando a experi&ecirc;ncia individual - o sofrimento, a amea&ccedil;a da morte - colocando em risco as pr&oacute;prias estruturas sociais - a ordem p&uacute;blica, as atividades econ&ocirc;micas, os valores morais, os ritos religiosos - que cimentam e d&atilde;o sentido &agrave; exist&ecirc;ncia em comum.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Essa no&ccedil;&atilde;o de crise associada ao evento epid&ecirc;mico pode ser pensada em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; rapidez e &agrave; intensidade com as quais a doen&ccedil;a interfere na organiza&ccedil;&atilde;o da vida social. A expans&atilde;o do cont&aacute;gio muitas vezes imp&otilde;e dificuldades de ordem material: um n&uacute;mero crescente de doentes que ultrapassa os limites da assist&ecirc;ncia institucionalizada, que imp&otilde;e investimento extra em cuidados, que mobiliza os s&atilde;os na cura dos enfermos, que interfere na execu&ccedil;&atilde;o das tarefas di&aacute;rias, na reprodu&ccedil;&atilde;o da exist&ecirc;ncia cotidiana. Muitas vezes essa expans&atilde;o tamb&eacute;m se faz acompanhada pela d&uacute;vida, pela aus&ecirc;ncia de respostas positivas, pela impossibilidade do controle, pela incapacidade de explicar o mal e intervir sobre ele, pelo questionamento de saberes, pr&aacute;ticas e cren&ccedil;as estabelecidas. E quanto mais intensa a manifesta&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a, mais dram&aacute;ticos se tornam esses impactos na vida social.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Se as interfer&ecirc;ncias produzidas por uma epidemia atingem as mais variadas dimens&otilde;es da exist&ecirc;ncia humana, o mesmo pode ser observado quando voltamos o olhar para as tentativas feitas por diferentes sociedades visando solucionar os impasses impostos pela doen&ccedil;a. O enfrentamento da amea&ccedil;a epid&ecirc;mica envolve a mobiliza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&oacute; dos recursos humanos e materiais na organiza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de atendimento aos enfermos ou de respostas &agrave;s suas conseq&uuml;&ecirc;ncias na vida cotidiana, mas tamb&eacute;m pr&aacute;ticas culturais, rituais e simb&oacute;licas que s&atilde;o partilhadas pela sociedade envolvida. &Eacute; por se acomodarem mal &agrave;s estruturas presentes numa determinada sociedade que as epidemias se tornam <i>l&oacute;cus</i> privilegiado para o exame de diferentes dimens&otilde;es da vida social, dos elementos que organizam e d&atilde;o sentido &agrave; experi&ecirc;ncia cotidiana de indiv&iacute;duos e grupos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Este texto enfoca algumas experi&ecirc;ncias epid&ecirc;micas vivenciadas pela popula&ccedil;&atilde;o de Minas Gerais (Brasil) ocorridas especialmente durante a segunda metade do s&eacute;culo XIX. Atrav&eacute;s dele buscamos observar alguns aspectos convergentes entre essas experi&ecirc;ncias e algumas proposi&ccedil;&otilde;es apresentadas pela historiografia das epidemias. Privilegiando duas mol&eacute;stias espec&iacute;ficas, a var&iacute;ola e o c&oacute;lera, concentramos nossa abordagem sobre a atua&ccedil;&atilde;o dos poderes p&uacute;blicos durante o per&iacute;odo imperial brasileiro (1822-1889), enfatizando seus limites no enfrentamento de epis&oacute;dios dessa natureza, e sobre a mobiliza&ccedil;&atilde;o social em torno da resolu&ccedil;&atilde;o dos problemas colocados pelas experi&ecirc;ncias epid&ecirc;micas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>2. As epidemias na prov&iacute;ncia de Minas Gerais</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As doen&ccedil;as contagiosas foram presen&ccedil;a constante nas terras mineiras durante todo o per&iacute;odo provincial<a name="top3"></a><a href="#back3"><sup>3</sup></a>. Mal&aacute;ria, diarr&eacute;ias, s&iacute;filis, morf&eacute;ia, hepatite, pneumonia, coqueluche, tuberculose, var&iacute;ola, catapora, sarampo e uma ampla gama de febres<a name="top4"></a><a href="#back4"><sup>4</sup></a> - tif&oacute;ide, ter&ccedil;&atilde;s, intermitentes, perniciosas, inflamat&oacute;rias, intestinais - s&atilde;o freq&uuml;entemente assinaladas pelas autoridades. A intensidade e os impactos dessas mol&eacute;stias variavam enormemente:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">algumas vezes apresentavam-se de forma branda, fazendo poucas v&iacute;timas; em outras, eram vistas como verdadeiro flagelo, enfermando significativo n&uacute;mero de pessoas e matando varias delas. Foi o que ocorreu em Rio Pardo no ano de 1869, quando a cidade foi assaltada por uma epidemia de febres intermitentes e malignas "com tal intensidade, que no espa&ccedil;o de tr&ecirc;s meses era raro o dia em que n&atilde;o fosse sepultada uma v&iacute;tima"<a name="top5"></a><a href="#back5"><sup>5</sup></a>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Entre os diversos eventos epid&ecirc;micos que assolaram a prov&iacute;ncia de Minas Gerais durante o s&eacute;culo XIX, nenhum foi t&atilde;o persistente e alcan&ccedil;ou tanta proemin&ecirc;ncia como a var&iacute;ola<a name="top6"></a><a href="#back6"><sup>6</sup></a>. Um levantamento nos relat&oacute;rios apresentados pelos presidentes da prov&iacute;ncia &agrave; Assembl&eacute;ia Legislativa, entre 1837-1889, sugere n&atilde;o haver praticamente um ano no qual a popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o tenha convivido com a presen&ccedil;a da doen&ccedil;a:</font></p>     <blockquote>      <p><font face="Verdana" size="2">"De todas as epidemias que costumam nos afligir, a da var&iacute;ola &eacute; a que mais estragos faz, n&atilde;o s&oacute; pela pr&oacute;pria gravidade, como temos todos os anos povoa&ccedil;&otilde;es invadidas por este mal, que nos vem da Corte<a name="top7"></a><a href="#back7"><sup>7</sup></a>, ou de outros lugares da Prov&iacute;ncia de S&atilde;o Paulo, onde ela reina quase endemicamente"<a name="top8"></a><a href="#back8"><sup>8</sup></a>.</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">As consultas dirigidas pelo Governo Provincial &agrave;s C&acirc;maras Municipais interrogando sobre o estado sanit&aacute;rio e a presen&ccedil;a de epidemias em cidades e povoados, freq&uuml;entemente eram respondidas com men&ccedil;&otilde;es &agrave; var&iacute;ola. Como as demais doen&ccedil;as epid&ecirc;micas, essas manifesta&ccedil;&otilde;es da var&iacute;ola podiam apresentar um car&aacute;ter benigno, com um n&uacute;mero reduzido de contaminados; em outros momentos, a doen&ccedil;a assumia uma fei&ccedil;&atilde;o terr&iacute;vel, ceifando a vida de consider&aacute;vel quantidade de v&iacute;timas. Algumas vezes, a propaga&ccedil;&atilde;o da var&iacute;ola - benigna ou n&atilde;o - ficava circunscrita a certas vilas ou povoados, mas houve ocasi&otilde;es em que a doen&ccedil;a expandiu-se por v&aacute;rias localidades da prov&iacute;ncia num curto espa&ccedil;o de tempo, instaurando o medo entre a popula&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m entre as autoridades.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ocorr&ecirc;ncia dessa natureza foi observada entre 1873-1875, quando diversos munic&iacute;pios mineiros foram atacados pelo que parece ter sido uma manifesta&ccedil;&atilde;o mais virulenta da mol&eacute;stia<a name="top9"></a><a href="#back9"><sup>9</sup></a>. A constante refer&ecirc;ncia a presen&ccedil;a da var&iacute;ola em distintas localidades da prov&iacute;ncia torna dif&iacute;cil precisar a origem desse recrudescimento da doen&ccedil;a, por&eacute;m, a documenta&ccedil;&atilde;o oficial aponta que, naquele momento, a var&iacute;ola havia assumido uma natureza mais grave, ampliando significativamente o espectro de seu cont&aacute;gio e a mortalidade a ela atribu&iacute;da.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Os relatos sobre esse epis&oacute;dio apontam que, a 15 de setembro de 1873, o Chefe de Pol&iacute;cia de Ouro Preto, ent&atilde;o capital da prov&iacute;ncia, informava &agrave;s autoridades provinciais a presen&ccedil;a entre os integrantes do Corpo Policial de um soldado infectado com a var&iacute;ola<a name="top10"></a><a href="#back10"><sup>10</sup></a>. T&atilde;o logo identificada a doen&ccedil;a, o Inspetor de Sa&uacute;de P&uacute;blica Provincial solicitou sua remo&ccedil;&atilde;o para o Jardim Bot&acirc;nico - local que em outras ocasi&otilde;es havia funcionado como lazareto provis&oacute;rio -, uma vez localizar-se nos arrabaldes da cidade. Apesar dessa medida, a doen&ccedil;a acabou invadindo a capital. Nos meses de outubro e novembro a epidemia grassou em Ouro Preto, por&eacute;m, "sem tomar propor&ccedil;&otilde;es assustadoras"<a name="top11"></a><a href="#back11"><sup>11</sup></a>. Conforme declara&ccedil;&otilde;es do presidente da prov&iacute;ncia, em fun&ccedil;&atilde;o do decl&iacute;nio observado no m&ecirc;s de dezembro e das opini&otilde;es de profissionais autorizados, acreditou-se que a mol&eacute;stia desapareceria brevemente. Entretanto, tr&ecirc;s meses depois a doen&ccedil;a havia recrudescido, atingindo maior intensidade em junho de 1874, quando matou 37 pessoas. A var&iacute;ola ainda permaneceria na capital at&eacute; o in&iacute;cio de mar&ccedil;o de 1875, totalizando 789 infectados 204 mortos<a name="top12"></a><a href="#back12"><sup>12</sup></a>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Al&eacute;m de Ouro Preto, a epidemia de 1873-1875 tamb&eacute;m foi observada em outras localidades da prov&iacute;ncia. Correspond&ecirc;ncia encaminhada pela C&acirc;mara de Aiuruoca informava que a var&iacute;ola havia invadido o povoado de Alag&ocirc;a. Segundo o documento, as bexigas<a name="top13"></a><a href="#back13"><sup>13</sup></a> apresentaram-se com um "car&aacute;ter maligno (...) sendo t&atilde;o bravas que pessoas que j&aacute; tinham tido ainda foram acometidas, por&eacute;m com car&aacute;ter benigno"<a name="top14"></a><a href="#back14"><sup>14</sup></a>, e mesmo aqueles que haviam sido vacinados tamb&eacute;m contra&iacute;ram a doen&ccedil;a. Na cidade de Juiz de Fora a mol&eacute;stia perdurou de setembro de 1873 a fevereiro do ano seguinte, infectando cerca de 1000 pessoas e fazendo 135 falecidos, num total de 241 v&iacute;timas inumadas naqueles meses no cemit&eacute;rio p&uacute;blico<a name="top15"></a><a href="#back15"><sup>15</sup></a>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Significativo n&uacute;mero de &oacute;bitos foi ainda registrado em Carmo da Cachoeira, freguesia da cidade de Lavras, onde a C&acirc;mara estimava 200 v&iacute;timas, considerada uma "mortalidade espantosa em t&atilde;o pequena popula&ccedil;&atilde;o"<a name="top16"></a><a href="#back16"><sup>16</sup></a>. O impacto da doen&ccedil;a tamb&eacute;m foi expressivo no povoado do Inficcionado, munic&iacute;pio de Mariana, onde, numa popula&ccedil;&atilde;o pouco superior a 300 indiv&iacute;duos, 125 foram infectados, dos quais 20 faleceram<a name="top17"></a><a href="#back17"><sup>17</sup></a>. Ao final da epidemia, o munic&iacute;pio de Mariana contou 537 infectados e 161 mortos<a name="top18"></a><a href="#back18"><sup>18</sup></a>. Entre os 71 munic&iacute;pios que integravam a prov&iacute;ncia de Minas Gerais naquele per&iacute;odo, cerca de 31 informaram a presen&ccedil;a da epidemia de var&iacute;ola ao Inspetor de Sa&uacute;de Provincial<a name="top19"></a><a href="#back19"><sup>19</sup></a>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Menos abrangente, mas igualmente impactante, foi a manifesta&ccedil;&atilde;o do c&oacute;lera nos anos de 1855-1856. A doen&ccedil;a ficara especialmente conhecida pelos horrores que produzia nos grandes centros urbanos europeus na primeira metade do s&eacute;culo XIX. O terror alimentado em rela&ccedil;&atilde;o ao c&oacute;lera era explicado n&atilde;o s&oacute; pela alto &iacute;ndice de mortalidade entre os infectados - cerca de 50% - mas tamb&eacute;m pela rapidez e a forma degradante pela qual a morte sobrevinha<a name="top20"></a><a href="#back20"><sup>20</sup></a>. Acresce-se a isso as medidas sanit&aacute;rias - quarentenas e reformas urbanas - impostas pelas autoridades que causavam tanto medo quanto a pr&oacute;pria doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A chegada do c&oacute;lera e sua expans&atilde;o por diversas prov&iacute;ncias do Imp&eacute;rio causaram apreens&atilde;o no governo mineiro. Em fins de 1855, documento enviado pela administra&ccedil;&atilde;o provincial &agrave;s C&acirc;maras de todos os munic&iacute;pios indicava a necessidade de precaver-se contra a invas&atilde;o da mol&eacute;stia. Para tanto encaminhava um impresso com algumas instru&ccedil;&otilde;es elaboradas pela Junta Central de Higiene do Imp&eacute;rio, institu&iacute;a uma comiss&atilde;o sanit&aacute;ria em cada cidade, destinava a quantia de 2:000$000<a name="top21"></a><a href="#back21"><sup>21</sup></a> para o atendimento &agrave; pobreza desvalida e insistia na import&acirc;ncia da mobiliza&ccedil;&atilde;o das comunidades em torno da caridade e da filantropia para fazer frente ao flagelo iminente da mol&eacute;stia. A correspond&ecirc;ncia trocada entre as autoridades locais e o Governo Provincial aponta que poucas foram as cidades atingidas pelo c&oacute;lera naquele per&iacute;odo - Ub&aacute;, Leopoldina, Baependi, Cristina e Barbacena - e com um n&uacute;mero de v&iacute;timas comparativamente menor em rela&ccedil;&atilde;o ao que se verificou em outras regi&otilde;es do Imp&eacute;rio ou em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; epidemia de var&iacute;ola mencionada acima. Entretanto, a amea&ccedil;a da mol&eacute;stia n&atilde;o deixou de mobilizar grande parte das autoridades, al&eacute;m de atemorizar a sociedade<a name="top22"></a><a href="#back22"><sup>22</sup></a>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>3. O Estado e a assist&ecirc;ncia em tempos de epidemia</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A atua&ccedil;&atilde;o das autoridades durante estes dois epis&oacute;dios n&atilde;o fugiu &agrave; regra observada em outros eventos epid&ecirc;micos que assolaram a prov&iacute;ncia no correr do s&eacute;culo XIX. Entre as medidas postas em pr&aacute;tica para fazer frente &agrave; var&iacute;ola na cidade de Ouro Preto estavam: a nomea&ccedil;&atilde;o de uma comiss&atilde;o sanit&aacute;ria composta pelo Presidente da C&acirc;mara Municipal, o Inspetor de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Prov&iacute;ncia, dr. Carlos Thomas de Magalh&atilde;es Gomes e o cirurgi&atilde;o-mor de brigada dr. Manoel de Ara&uacute;jo Gesteira, ent&atilde;o respons&aacute;vel pela administra&ccedil;&atilde;o do lazareto do Jardim Bot&acirc;nico. Tamb&eacute;m foi instalada na rua das Cabe&ccedil;as, pr&oacute;ximo ao lazareto, uma "casa de convalescen&ccedil;a" para onde foram transferidos os doentes em recupera&ccedil;&atilde;o oriundos daquele hospital.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A fim de evitar uma maior expans&atilde;o do mal, foram proibidos enterramentos no interior das igrejas. Esses deveriam ser feitos em caix&otilde;es fechados e em covas com "a conveniente profundidade" (de cerca de 10 palmos, conforme as posturas recentemente estabelecidas pela C&acirc;mara da cidade). A condu&ccedil;&atilde;o dos infectados, dos mortos e a remo&ccedil;&atilde;o de colch&otilde;es e roupas dos falecidos pela var&iacute;ola, ficaram a cargo do Chefe de Pol&iacute;cia, que para esse servi&ccedil;o contratou oito indiv&iacute;duos, de forma a evitar que "pra&ccedil;as e gal&eacute;s"<a name="top23"></a><a href="#back23"><sup>23</sup></a> propagassem o mal para a cadeia e o quartel<a name="top24"></a><a href="#back24"><sup>24</sup></a>. Determinou-se ainda que o transporte de doentes e mortos seria feito pela rua do Xavier, resguardando-se as ruas de maior tr&acirc;nsito, de modo a evitar o cont&aacute;gio. As necessidades dos doentes recolhidos ao lazareto - como medicamentos, dietas, camas e demais utensilios - eram supridas pela Santa Casa de Miseric&oacute;rdia. Os soldados e presos pobres, cujo atendimento era atribui&ccedil;&atilde;o do governo, tamb&eacute;m eram tratados no mesmo estabelecimento<a name="top25"></a><a href="#back25"><sup>25</sup></a>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Segundo relat&oacute;rio do Vice-Presidente da prov&iacute;ncia, Francisco Leite da Costa Bel&eacute;m, o Governo foi sempre sol&iacute;cito em tomar as necess&aacute;rias provid&ecirc;ncias para combater a epidemia<a name="top26"></a><a href="#back26"><sup>26</sup></a>. Por&eacute;m, fazendo uma avalia&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es postas em pr&aacute;tica pelas autoridades provinciais durante essa incurs&atilde;o da var&iacute;ola, o Inspetor de Sa&uacute;de afirmava que, tais provid&ecirc;ncias iam sendo tomadas "&agrave; propor&ccedil;&atilde;o que sua necessidade foi aparecendo", e que, apesar de necess&aacute;rias, eram "infelizmente bem pouco eficazes quando o mal j&aacute; havia infectado toda a cidade (...)"<a name="top27"></a><a href="#back27"><sup>27</sup></a>. Com raras exce&ccedil;&otilde;es - como na invas&atilde;o no pa&iacute;s pelo c&oacute;lera em 1855-1856, em que houve a determina&ccedil;&atilde;o de vigil&acirc;ncia de fronteiras e a desinfec&ccedil;&atilde;o de todas as roupas, caixas, cangalhas e o mais necess&aacute;rio em poder daqueles que procediam de &aacute;reas que haviam relatado a "infec&ccedil;&atilde;o" pela mol&eacute;stia<a name="top28"></a><a href="#back28"><sup>28</sup></a> -, &eacute; poss&iacute;vel afirmar que, durante o s&eacute;culo XIX, o governo provincial normalmente come&ccedil;ava a agir somente quando essas enfermidades j&aacute; haviam se instalado.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Mesmo quando as autoridades buscavam antecipar-se &agrave; invas&atilde;o de uma mol&eacute;stia contagiosa, essa atua&ccedil;&atilde;o foi, em muitas ocasi&otilde;es, essencialmente reativa, uma vez que visava impedir a expans&atilde;o e n&atilde;o a invas&atilde;o de determinado lugar pela mol&eacute;stia<a name="top29"></a><a href="#back29"><sup>29</sup></a>. Exemplo disso &eacute; observado em 1887, quando o ent&atilde;o Inspetor de Higiene, Manoel de Arag&atilde;o Gesteira, indicava as seguintes medidas "preventivas" diante de uma nova amea&ccedil;a da var&iacute;ola &agrave; capital: desocupa&ccedil;&atilde;o e caia&ccedil;&atilde;o do pr&eacute;dio do Jardim Bot&acirc;nico, ficando o mesmo &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o da Santa Casa; autoriza&ccedil;&atilde;o para que a mesa da Santa Casa adquirisse 20 leitos completos e duas redes com colchas; disponibiliza&ccedil;&atilde;o &agrave; Presid&ecirc;ncia da C&acirc;mara de novas "correntes de gal&eacute;s" (com a competente for&ccedil;a para escolt&aacute;-los) para ocuparem-se na limpeza das ruas e becos da cidade; continuar a abertura da estrada do Morro do Raimundo at&eacute; o caminho do Jardim Bot&acirc;nico; recomendar aten&ccedil;&atilde;o ao comandante do corpo policial com os soldados provenientes de lugares infectados pela mol&eacute;stia<a name="top30"></a><a href="#back30"><sup>30</sup></a>. E, no caso de invas&atilde;o da doen&ccedil;a restaria, como de costume, prover o socorro &agrave; pobreza desvalida, com o aux&iacute;lio de um m&eacute;dico para trat&aacute;-los e de um padre para confess&aacute;-los <a name="top31"></a><a href="#back31"><sup>31</sup></a>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Sobre os recursos disponibilizados pelo poder p&uacute;blico por ocasi&atilde;o desses eventos, os dados levantados para o per&iacute;odo provincial permitem inferir que estes raramente foram capazes de impedir a instala&ccedil;&atilde;o destas mol&eacute;stias, ou mesmo suficientes para satisfazer as necessidades por elas impostas. Carta dirigida pela cidade de Mar de Espanha &agrave; Secretaria de Governo, em 1855, apontava a exig&uuml;idade dos 2:000$000 para assistir aos pobres dos sete distritos que integravam o munic&iacute;pio no caso de invas&atilde;o do c&oacute;lera<a name="top32"></a><a href="#back32"><sup>32</sup></a>.  Durante a epidemia de var&iacute;ola em 1873-1875, a Presid&ecirc;ncia da Prov&iacute;ncia abriu tr&ecirc;s cr&eacute;ditos no valor de 1:600$000 para a C&acirc;mara de Juiz de Fora, que havia contado o maior n&uacute;mero de infectados. Na capital foi gasto um total de pouco mais de 11:000$000. Os cr&eacute;ditos liberados para a maioria dos outros munic&iacute;pios variaram entre 200$000 a 1:500$000. Havia, por&eacute;m, algumas cidades atacadas pela mol&eacute;stia, para as quais n&atilde;o se fez refer&ecirc;ncia a nenhum aux&iacute;lio espec&iacute;fico. Ao fim da epidemia, o cr&eacute;dito total disponibilizado pelas autoridades provinciais alcan&ccedil;ou o valor pouco inferior a 22:600:000, sendo a despesa efetivamente realizada da ordem de 16:690$000<a name="top33"></a><a href="#back33"><sup>33</sup></a>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Durante os eventos epid&ecirc;micos, a atua&ccedil;&atilde;o das C&acirc;maras na organiza&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia &agrave; popula&ccedil;&atilde;o seguia as mesmas diretrizes anteriormente mencionadas para a capital da prov&iacute;ncia: institui&ccedil;&atilde;o de uma comiss&atilde;o respons&aacute;vel pelo atendimento aos doentes, composta na maioria das vezes pelo vig&aacute;rio, um m&eacute;dico e um botic&aacute;rio ou, na aus&ecirc;ncia destes &uacute;ltimos, pelos chamados "entendidos"<a name="top34"></a><a href="#back34"><sup>34</sup></a>; aquisi&ccedil;&atilde;o de medicamentos nas boticas existentes com os cr&eacute;ditos recebidos, ou, na falta destas, mandados buscar em outras cidades; instala&ccedil;&atilde;o de lazaretos para o isolamento dos infectados. Tais medidas certamente n&atilde;o foram observadas em todas as localidades atingidas pela doen&ccedil;a, pois, tanto quanto as rendas, tamb&eacute;m era escasso o pessoal qualificado. Freq&uuml;entemente as autoridades reconheciam estar a popula&ccedil;&atilde;o &agrave; merc&ecirc; de curiosos e ignorantes, ou da natureza e da provid&ecirc;ncia divina, uma vez n&atilde;o haver "alma" que velasse pelos enfermos em significativo n&uacute;mero dos povoados e vilarejos do interior de Minas Gerais<a name="top35"></a><a href="#back35"><sup>35</sup></a>. Se, em ocasi&otilde;es de epidemia, o governo designava um m&eacute;dico para prestar os socorros necess&aacute;rios nessas localidades, suprindo os pobres com rem&eacute;dios e dietas, cessada a amea&ccedil;a a popula&ccedil;&atilde;o voltava a conviver com a desassist&ecirc;ncia e o desamparo por parte do Estado.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os recursos e socorros dispensados pelo poder p&uacute;blico visavam a chamada classe indigente, a qual faltavam os meios para garantir a pr&oacute;pria subsist&ecirc;ncia. At&eacute; mesmo os poucos hospitais existentes na prov&iacute;ncia durante o per&iacute;odo, tinham como sua maior clientela as pessoas miser&aacute;veis. Essas institui&ccedil;&otilde;es compunham-se majoritariamente das casas de caridade, alcunhadas "asilo da pobreza". Ainda que freq&uuml;entemente contassem com a subven&ccedil;&atilde;o de verbas p&uacute;blicas, a cria&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o de estabelecimentos que velassem pela sa&uacute;de dos desvalidos era iniciativa que cabia aos moradores e &agrave;s C&acirc;maras Municipais. N&atilde;o seria exagero dizer que, excluindo-se a salubridade p&uacute;blica e o socorro aos pobres, a sa&uacute;de no s&eacute;culo XIX foi essencialmente uma quest&atilde;o privada.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Se o per&iacute;odo imperial brasileiro &eacute; caracterizado pela historiografia como momento de crescente restri&ccedil;&atilde;o &agrave; autonomia municipal e a conseq&uuml;ente concentra&ccedil;&atilde;o do poder pelo governo central<a name="top36"></a><a href="#back36"><sup>36</sup></a>, no &acirc;mbito da sa&uacute;de esse movimento n&atilde;o &eacute; claramente observado. No ano de 1828 as atribui&ccedil;&otilde;es relativas &agrave; sa&uacute;de p&uacute;blica - desempenhadas pela Real Junta do Protomedicato at&eacute; 1808 e depois pelos f&iacute;sico-mor e cirurgi&atilde;o-mor e seus comiss&aacute;rios provinciais - foram transmitidas para as C&acirc;maras Municipais. Entre as fun&ccedil;&otilde;es das C&acirc;maras constavam: a elabora&ccedil;&atilde;o das posturas policiais, que englobavam quest&otilde;es relativas ao exerc&iacute;cio profissional, higiene p&uacute;blica e assist&ecirc;ncia, cuidando ainda para o "estabelecimento e conserva&ccedil;&atilde;o das casas de caridade para a cria&ccedil;&atilde;o dos expostos e a cura dos doentes necessitados"<a name="top37"></a><a href="#back37"><sup>37</sup></a>.  Cada cidade deveria contar com um M&eacute;dico ou Cirurgi&atilde;o do Partido da C&acirc;mara, a quem seria delegada a assist&ecirc;ncia aos pobres, assim como aos presos que se encontrassem doentes. A autonomia das C&acirc;maras nas quest&otilde;es relacionadas &agrave; sa&uacute;de foi reafirmada em outras decis&otilde;es do Imp&eacute;rio, que apontavam n&atilde;o terem os presidentes de prov&iacute;ncia qualquer inger&ecirc;ncia nas posturas das c&acirc;maras, sujeitas apenas a aprova&ccedil;&atilde;o dos Conselhos Gerais<a name="top38"></a><a href="#back38"><sup>38</sup></a>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A Junta de Higiene P&uacute;blica, criada em 1850 - a partir de 1851, Junta Central de Higiene P&uacute;blica - apontada por alguns estudiosos como medida centralizadora no &acirc;mbito da sa&uacute;de, tinha sua atua&ccedil;&atilde;o praticamente circunscrita &agrave; Corte. Nas prov&iacute;ncias, foi criado no mesmo per&iacute;odo o cargo de Provedor de Sa&uacute;de P&uacute;blica - em dezembro de 1857, Inspetor de Sa&uacute;de P&uacute;blica - que deveria empenhar-se na investiga&ccedil;&atilde;o das causas da insalubridade das localidades, observar o curso das mol&eacute;stias reinantes, e empregar toda a vigil&acirc;ncia sobre qualquer tema relacionado &agrave; sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o - como a fiscaliza&ccedil;&atilde;o do exerc&iacute;cio da medicina, botic&aacute;rios e droguistas -, ou o regulamento dos cemit&eacute;rios<a name="top39"></a><a href="#back39"><sup>39</sup></a>. Entretanto, a exist&ecirc;ncia dessa legisla&ccedil;&atilde;o e de &oacute;rg&atilde;os e cargos criados na esfera da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica n&atilde;o permitem pressupor uma efetiva atua&ccedil;&atilde;o das diferentes inst&acirc;ncias de poder no cumprimento da lei ou de suas atribui&ccedil;&otilde;es. Considerando-se as informa&ccedil;&otilde;es oficiais levantadas para Minas Gerais sobre esse per&iacute;odo, &eacute; poss&iacute;vel afirmar que nem as leis nem as autoridades tinham a abrang&ecirc;ncia, a efici&ecirc;ncia e a articula&ccedil;&atilde;o necess&aacute;rias para a solu&ccedil;&atilde;o dos problemas de sa&uacute;de, e que a pr&oacute;pria percep&ccedil;&atilde;o sobre esses problemas e suas solu&ccedil;&otilde;es era bastante estreita<a name="top40"></a><a href="#back40"><sup>40</sup></a>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A pesquisa documental tem sugerido que a inten&ccedil;&atilde;o de centraliza&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es relacionadas &agrave; sa&uacute;de, expressa na reorganiza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os e na cria&ccedil;&atilde;o da Junta de Higiene P&uacute;blica, acabaria resumindo-se mais ao estabelecimento de diretrizes que deveriam ser observadas pelos governos provinciais e locais. Os estudos sobre a sa&uacute;de no per&iacute;odo imperial t&ecirc;m revelado que, aquilo que informava a lei n&atilde;o refletia a experi&ecirc;ncia cotidiana da popula&ccedil;&atilde;o. Se havia o interesse de expans&atilde;o do controle e da uniformiza&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas relativas &agrave; sa&uacute;de no per&iacute;odo imperial, havia tamb&eacute;m dificuldades de toda ordem limitando sua consecu&ccedil;&atilde;o: a fragilidade da estrutura burocr&aacute;tica; a descontinuidade das a&ccedil;&otilde;es; a desarticula&ccedil;&atilde;o entre as diferentes esferas administrativas (central, regional e local) intervindo negativamente na organiza&ccedil;&atilde;o e gerenciamento da assist&ecirc;ncia; a aus&ecirc;ncia de a&ccedil;&otilde;es conjuntas entre prov&iacute;ncias distintas; os recursos reduzidos disponibilizados pela administra&ccedil;&atilde;o imperial; a defici&ecirc;ncia de rendas da maioria das c&acirc;maras, impedindo o cumprimento das determina&ccedil;&otilde;es relativas &agrave; assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de; e mesmo as pr&oacute;prias percep&ccedil;&otilde;es em torno da sa&uacute;de/ doen&ccedil;a, associadas a teorias atmosf&eacute;ricas, sobrenaturais, ou marcadas por uma abordagem moralista ou caritativa. Reafirmando o que sugere a historiografia que tematiza outras quest&otilde;es da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica imperial, &eacute; poss&iacute;vel dizer que, no &acirc;mbito da sa&uacute;de o Estado tamb&eacute;m encontrava grandes obst&aacute;culos na tentativa de estender sua "hegemonia" a todo o territ&oacute;rio imperial<a name="top41"></a><a href="#back41"><sup>41</sup></a>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>4. Caridade e assist&ecirc;ncia em tempos de epidemia</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A fragilidade do poder p&uacute;blico em cumprir uma agenda de sa&uacute;de efetiva era frequ&ecirc;ntemente compensada pela caridade e a filantropia. No correr do s&eacute;culo XIX foram diversas as ocasi&otilde;es nas quais a mobiliza&ccedil;&atilde;o social desincumbiu-se das atribui&ccedil;&otilde;es que eram facultadas ao governo. E n&atilde;o seria erro dizer que, para o Estado, a oferta de servi&ccedil;os de sa&uacute;de n&atilde;o prescindia dessa mobiliza&ccedil;&atilde;o social. A principal forma de organiza&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia caritativa &agrave; sa&uacute;de no Brasil at&eacute; o final do s&eacute;culo XIX foi a Irmandade da Miseric&oacute;rdia<a name="top42"></a><a href="#back42"><sup>42</sup></a>. O modelo assistencial das Miseric&oacute;rdias foi heran&ccedil;a portuguesa organizada por volta de 1498<a name="top43"></a><a href="#back43"><sup>43</sup></a>, e transposta para seu vasto imp&eacute;rio colonial. Entre as 14 obras de caridade que integravam o compromisso da Irmandade, estava a assist&ecirc;ncia aos desvalidos, em especial aos enfermos e, diversamente de outras confrarias presentes no imp&eacute;rio portugu&ecirc;s, a Irmandade da Santa Casa da Miseric&oacute;rdia privilegiava a assist&ecirc;ncia aos outros cidad&atilde;os, e n&atilde;o apenas aos seus pr&oacute;prios confrades<a name="top44"></a><a href="#back44"><sup>44</sup></a>. Para al&eacute;m das a&ccedil;&otilde;es caritativas, as Miseric&oacute;rdias funcionavam como espa&ccedil;o de organiza&ccedil;&atilde;o e reprodu&ccedil;&atilde;o da sociabilidade e da desigualdade durante o Antigo Regime portugu&ecirc;s, assim como um mecanismo capaz de garantir &agrave;s elites acesso &atilde; administra&ccedil;&atilde;o dos neg&oacute;cios p&uacute;blicos, assim como seu comprometimento no atendimento das demandas populares em torno de diversas formas de assist&ecirc;ncia social<a name="top45"></a><a href="#back45"><sup>45</sup></a>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Apesar da independ&ecirc;ncia pol&iacute;tica conquistada e 1822, muitas das estrat&eacute;gias de administra&ccedil;&atilde;o e de organiza&ccedil;&atilde;o da vida p&uacute;blica durante o imp&eacute;rio portugu&ecirc;s permaneceram per&iacute;odo imperial brasileiro. Um exemplo dessa perman&ecirc;ncia pode ser observada atrav&eacute;s da Lei n.<sup>o</sup> 148, sancionada em 6 de abril de 1839, e que autorizava a cria&ccedil;&atilde;o de um hospital de caridade em todas as cidades e vilas que ainda n&atilde;o contassem com tal benef&iacute;cio.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Seu texto informava que as c&acirc;maras deveriam promover subscri&ccedil;&otilde;es entre os habitantes para a compra do edif&iacute;cio e o para o fundo das despesas dos mesmos, convidando-os ainda a prestarem uma anuidade a favor dos estabelecimentos. A d&eacute;cima parte deste valor deveria ser empregada na compra de ap&oacute;lices da d&iacute;vida p&uacute;blica, que seriam incorporadas aos bens da institui&ccedil;&atilde;o. &Agrave; mesa diretora - composta pelos doadores das maiores quantias - cabia a edifica&ccedil;&atilde;o e administra&ccedil;&atilde;o, devendo ainda, nomear "comiss&otilde;es, que nas par&oacute;quias, e curatos promovam os interesses dos mesmos hospitais, solicitando e arrecadando as esmolas e quaisquer donativos que lhes forem oferecidos"<a name="top46"></a><a href="#back46"><sup>46</sup></a>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Durante o s&eacute;culo XIX, s&atilde;o recorrentes as recomenda&ccedil;&otilde;es para que as c&acirc;maras providenciassem a abertura de subscri&ccedil;&otilde;es entre a popula&ccedil;&atilde;o para o socorro dos desvalidos, seja em tempos de normalidade ou sob as amea&ccedil;as epid&ecirc;micas. Em certos momentos, o recurso ao "humanitarismo" precedia o recurso ao Estado, como revela correspond&ecirc;ncia enviada ao governo provincial em reposta a uma circular encaminhada por ocasi&atilde;o da epidemia de c&oacute;lera de 1855-1856, determinando que "dever&atilde;o interceder a favor dos indigentes a caridade e a filantropia das pessoas abastadas" e, quando esses recursos da caridade p&uacute;blica e os da c&acirc;mara n&atilde;o fossem suficientes, ficaria a mesma autorizada a fornecer medicamentos adquiridos com a verba disponibilizada pela Coletoria Provincial<a name="top47"></a><a href="#back47"><sup>47</sup></a>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O alcance dessa mobiliza&ccedil;&atilde;o pode ser visto em S&atilde;o Jo&atilde;o Del Rei, onde a c&acirc;mara informava a cria&ccedil;&atilde;o de comiss&otilde;es de bairros para promover a subscri&ccedil;&atilde;o em favor da classe indigente. Tamb&eacute;m oficiou aos botic&aacute;rios a autoriza&ccedil;&atilde;o para o aviamento, por cr&eacute;dito da mesma, de quaisquer receitas dos m&eacute;dicos da comiss&atilde;o sanit&aacute;ria, que trouxesse a indica&ccedil;&atilde;o "pobre col&eacute;rico". Fixou a gratifica&ccedil;&atilde;o de 12$000 di&aacute;rios ao m&eacute;dico que prestasse seus servi&ccedil;os no lazareto que pretendia instalar. Para isso, j&aacute; havia autorizado o arrendamento de uma casa, tendo a Mesa Administrativa da Santa Casa se comprometido a oferecer camas, roupas e outros "misteres" necess&aacute;rios. E, na dificuldade em se arrendar a casa pretendida, era autorizada a disposi&ccedil;&atilde;o do edif&iacute;cio da C&acirc;mara para o mesmo fim. Al&eacute;m disso, tamb&eacute;m eram expedidas ordens tratando do asseio e limpeza da cidade<a name="top48"></a><a href="#back48"><sup>48</sup></a>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Se em tempos normais a assist&ecirc;ncia hospitalar era iniciativa que cabia aos moradores e &agrave;s C&acirc;maras Municipais - valendo-se de subscri&ccedil;&otilde;es e esmolas inclusive para a manuten&ccedil;&atilde;o de seus servi&ccedil;os - em tempos de epidemia a situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o seria diferente. Na maior parte das localidades da prov&iacute;ncia de Minas Gerais a instala&ccedil;&atilde;o de lazaretos e hospitais para o atendimento aos enfermos col&eacute;ricos s&oacute; ocorreu por causa da mobiliza&ccedil;&atilde;o dos moradores, que ofereciam dinheiro, im&oacute;veis, utens&iacute;lios e o pessoal necess&aacute;rio para fazer frente &agrave;s emerg&ecirc;ncias impostas pela invas&atilde;o dessas mol&eacute;stias<a name="top49"></a><a href="#back49"><sup>49</sup></a>. Da vila de Baependi, o delegado de pol&iacute;cia informava haver um hospital j&aacute; estabelecido e mais duas casas destinadas ao mesmo fim, contando todos eles com os respectivos m&eacute;dicos respons&aacute;veis <a name="top50"></a><a href="#back50"><sup>50</sup></a>. Em S&atilde;o Jos&eacute; da Para&iacute;ba, al&eacute;m de 2:000$000 oferecidos por dois moradores, uma subscri&ccedil;&atilde;o foi organizada entre os habitantes visando a montagem de um lazareto para o recolhimento dos doentes. O autor da correspond&ecirc;ncia dizia ainda empregarem-se todos os esfor&ccedil;os "a fim de que se desenvolva o esp&iacute;rito de caridade, t&atilde;o necess&aacute;rio nessas &eacute;pocas calamitosas", confiando no patriotismo de seus conterr&acirc;neos<a name="top51"></a><a href="#back51"><sup>51</sup></a>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A mobiliza&ccedil;&atilde;o social orquestrada contra os impactos das epidemias &eacute; observada ainda em carta do Presidente da C&acirc;mara da Vila de Cristina durante a epidemia de c&oacute;lera de 1855-1856, na qual apontava haver uma moradora da cidade destinado quatro escravas para ajudarem no atendimento prestado aos enfermos no hospital ali instalado. Outro morador oferecia seus cativos e animais para buscar nas cidades vizinhas os medicamentos e outros produtos que se fizessem necess&aacute;rios<a name="top52"></a><a href="#back52"><sup>52</sup></a>. Outros documentos apontavam a presen&ccedil;a de estudantes do curso m&eacute;dico, &agrave;s vezes hospedados na resid&ecirc;ncia de algum benem&eacute;rito, prestando seus aux&iacute;lios no atendimento aos doentes col&eacute;ricos da cidade. Muitos m&eacute;dicos, al&eacute;m de disporem-se a integrar as comiss&otilde;es sanit&aacute;rias encarregadas do combate a mol&eacute;stia, tamb&eacute;m ofereciam quantias em esp&eacute;cie para o socorro aos indigentes, comprometendo-se, alguns deles, no atendimento gratuito aos infectados pelo c&oacute;lera<a name="top53"></a><a href="#back53"><sup>53</sup></a>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Pr&aacute;tica presumida por parte daqueles que apresentavam uma situa&ccedil;&atilde;o social mais confort&aacute;vel, a caridade foi tamb&eacute;m uma atitude entre aqueles a quem esperava-se que ela socorresse - revestida aqui do car&aacute;ter do crist&atilde;o piedoso. Em fevereiro de 1874, a comiss&atilde;o sanit&aacute;ria respons&aacute;vel pelo combate &agrave; var&iacute;ola em Ouro Preto informava que at&eacute; mesmo alguns pobres contribu&iacute;am com o fornecimento de caix&otilde;es e outros meios de aux&iacute;lio para o enterramento das v&iacute;timas da doen&ccedil;a. Em fins de 1855, o p&aacute;roco da cidade de Jacu&iacute; exortava a todos os fi&eacute;is "para que rec&iacute;proca e mutuamente usem da caridade" a fim de minorar os sofrimentos impostos pelo c&oacute;lera<a name="top54"></a><a href="#back54"><sup>54</sup></a>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>5. Da compaix&atilde;o &agrave; intoler&acirc;ncia e de algumas pr&aacute;ticas para se ver livre da amea&ccedil;a epid&ecirc;mica</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Se os impasses impostos pelas epidemias propiciavam sentimentos de compaix&atilde;o, tamb&eacute;m levavam &agrave; intoler&acirc;ncia. O temor imposto pelo cont&aacute;gio se traduzia em desconfian&ccedil;a e discrimina&ccedil;&atilde;o, especialmente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;queles julgados respons&aacute;veis pela invas&atilde;o do mal. Em Santa Luzia do Carangola, o aparecimento da var&iacute;ola em pessoa residente em uma fazenda, fez serem imediatamente expulsos do lugar alguns mendigos que h&aacute; muito tempo viviam no local<a name="top55"></a><a href="#back55"><sup>55</sup></a>. O medo da acusa&ccedil;&atilde;o e da exclus&atilde;o eram outros elementos constituintes da explica&ccedil;&atilde;o sobre o receio que o povo denotava &agrave; vacina, como revela uma comunica&ccedil;&atilde;o da C&acirc;mara de S&atilde;o Rom&atilde;o apontando que quase ningu&eacute;m queria sacrificar-se a ser o primeiro a submeter-se aquela pr&aacute;tica em fun&ccedil;&atilde;o dos "justos receios" de que o pus inoculado pudesse degenerar-se em bexigas bravas, o que provocaria a "conspira&ccedil;&atilde;o do povo em geral contra o doente de tal cont&aacute;gio"<a name="top56"></a><a href="#back56"><sup>56</sup></a>. Temendo a instala&ccedil;&atilde;o da casa para os convalescentes da var&iacute;ola, os moradores da rua das Cabe&ccedil;as, em Ouro Preto, realizaram um abaixo assinado em oposi&ccedil;&atilde;o &agrave; medida, afirmando que, apesar de ser positiva para os doentes, a iniciativa era "prejudicial&iacute;ssima" para os habitantes do lugar, "visto ser este o est&aacute;gio no qual o cont&aacute;gio se opera mais facilmente"<a name="top57"></a><a href="#back57"><sup>57</sup></a>. A medida os for&ccedil;aria a se retirarem de suas resid&ecirc;ncias, sendo por isso considerada uma viola&ccedil;&atilde;o de seus direitos. Vale mencionar que, antes que a escolha reca&iacute;sse sobre o edif&iacute;cio em quest&atilde;o, outros propriet&aacute;rios se recusaram a ceder seus im&oacute;veis para esse fim.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O medo &agrave; doen&ccedil;a e aos doentes, tamb&eacute;m era expresso na fuga dos lugares infectados. No povoado do Inficcionado, cerca de 50 pessoas (1/6 dos habitantes) deixaram a localidade para evitar a var&iacute;ola durante a epidemia de 1873-1874. O temor do cont&aacute;gio tamb&eacute;m instalou-se entre a popula&ccedil;&atilde;o de Arassua&iacute; no ano de 1878, em fun&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a da var&iacute;ola no vizinho arraial de Itinga:</font></p>     <blockquote>      <p><font face="Verdana" size="2">"reina a maior consterna&ccedil;&atilde;o e o p&acirc;nico &eacute; tal, que num s&oacute; dia mais de 300 pessoas abandonaram seus lares, espavoridas e aterradas &agrave; presen&ccedil;a da medonha mol&eacute;stia, de cuja invas&atilde;o se acha amea&ccedil;ada esta cidade pela proximidade em que est&aacute; daquela localidade, notando-se j&aacute; grande tormenta nos esp&iacute;ritos"<a name="top58"></a><a href="#back58"><sup>58</sup></a>.</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">Foi tamb&eacute;m o temor &agrave; var&iacute;ola que afastou os deputados da capital mineira, impedindo a reuni&atilde;o da Assembl&eacute;ia Provincial no ano de 1874<a name="top59"></a><a href="#back59"><sup>59</sup></a>. Esse medo ainda distanciava as pessoas, prejudicando a oferta dos cuidados necess&aacute;rios &agrave; recupera&ccedil;&atilde;o. Escrevendo &agrave;s autoridades provinciais sobre uma incurs&atilde;o da var&iacute;ola verificada em Santa Luzia do Carongola em 1887, cuja mortalidade havia alcan&ccedil;ado cerca de 50% dos que haviam sido infectados, o m&eacute;dico respons&aacute;vel pelo lazareto informava que mais da metade da popula&ccedil;&atilde;o havia fugido da cidade, transformando o lugar numa verdadeira necr&oacute;pole. Os que ficaram tinham tanto horror em sair de suas casas que tr&ecirc;s deles acabaram sendo encontrados mortos no interior das mesmas <a name="top60"></a><a href="#back60"><sup>60</sup></a>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Enquanto alguns fugiam, outros evitavam a qualquer custo o contato com as &aacute;reas nas quais essas terr&iacute;veis mol&eacute;stias se manifestavam. Em sua representa&ccedil;&atilde;o ao governo provincial contra a instala&ccedil;&atilde;o da "casa de convalescentes", os moradores da rua das Cabe&ccedil;as, lembravam ser o lugar um dos pontos de entrada de in&uacute;meras tropas que abasteciam a capital de Minas, podendo a presen&ccedil;a dos doentes afugent&aacute;-las, gerando conseq&uuml;&ecirc;ncias danosas para toda a cidade. O problema da oferta de g&ecirc;neros, "que nas crises epid&ecirc;micas tornam-se escassos e encarecem consideravelmente"<a name="top61"></a><a href="#back61"><sup>61</sup></a>, era preocupa&ccedil;&atilde;o recorrente daquela sociedade. Apesar da proximidade com &aacute;reas atacadas pelo c&oacute;lera no Rio de Janeiro, o presidente da C&acirc;mara de Leopoldina afirmava n&atilde;o haver ainda caso da doen&ccedil;a na cidade, destacando por&eacute;m, achar-se a popula&ccedil;&atilde;o "aterrada e possu&iacute;da de um p&acirc;nico assustador, (...) &#091;estando por isso&#093; paradas todas as tropas, todo o com&eacute;rcio paralisado"<a name="top62"></a><a href="#back62"><sup>62</sup></a>. No ano de 1859, os boatos de que a cidade de Ouro Preto encontrava-se tomada pelas bexigas, fizeram recrudescer a carestia de g&ecirc;neros. Para afastar o flagelo da fome, o governo viu-se obrigado a publicar desmentidos sobre a epidemia e enviar carta aos fazendeiros das redondezas, de modo a demover o temor dos comerciantes. A fim de coibir os atravessadores, comprou v&iacute;veres "para o rancho da cadeia e ainda para socorrer &agrave; pobreza (...) &#091;evitando&#093; que a fome pesasse com todos os seus horrores sobre a gente mais necessitada"<a name="top63"></a><a href="#back63"><sup>63</sup></a>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Al&eacute;m da preocupa&ccedil;&atilde;o com o abastecimento, esses eventos confrontavam a sociedade com uma s&eacute;rie de outras defici&ecirc;ncias cotidianas. Para todo o s&eacute;culo XIX, a documenta&ccedil;&atilde;o evidencia o quanto eram limitados os recursos materiais no &acirc;mbito da sa&uacute;de investidos no territ&oacute;rio de Minas de Gerais<a name="top64"></a><a href="#back64"><sup>64</sup></a>. Al&eacute;m dos escassos hospitais, faltavam profissionais habilitados para o tratamento dos enfermos. A pen&uacute;ria vivida pela popula&ccedil;&atilde;o fez muitas vezes sobrepor-se a satisfa&ccedil;&atilde;o das necessidades &agrave; observ&acirc;ncia das leis, n&atilde;o sendo raras as solicita&ccedil;&otilde;es de manuten&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticos e boticas, ainda que desprovidos das respectivas licen&ccedil;as, nas cidades e povoados. A instala&ccedil;&atilde;o de uma epidemia com seu s&eacute;quito de doentes avultava ainda mais tais defici&ecirc;ncias, como revela informe do Presidente da C&acirc;mara da cidade de Cristina, durante a epidemia de c&oacute;lera de 1855-1856: "J&aacute; vamos sentindo a falta de medicamentos e m&eacute;dicos, j&aacute; que os dois pr&aacute;ticos que existem s&atilde;o poucos a acudirem aos doentes"<a name="top65"></a><a href="#back65"><sup>65</sup></a>. Em vista da aus&ecirc;ncia de m&eacute;dicos e da extens&atilde;o do munic&iacute;pio, o dr. Jo&atilde;o das Chagas Andrade, respons&aacute;vel pela organiza&ccedil;&atilde;o dos socorros aos col&eacute;ricos na cidade de Oliveira, solicitava ao Governo Provincial autoriza&ccedil;&atilde;o para que alguns pr&aacute;ticos e curiosos pudessem auxili&aacute;-lo naqueles encargos<a name="top66"></a><a href="#back66"><sup>66</sup></a>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Por outro lado, a preocupa&ccedil;&atilde;o constantemente manifestada pelas autoridades com a presen&ccedil;a de charlat&atilde;es e curadores - "inclusive os de feiti&ccedil;o"<a name="top67"></a><a href="#back67"><sup>67</sup></a> - que ministravam tratamentos indevidos (como cacha&ccedil;a com gengibre para os doentes do c&oacute;lera), ou com os indiv&iacute;duos que sem habilita&ccedil;&atilde;o legal andavam pelos distritos a inocular o pus pest&iacute;fero, apontam que a popula&ccedil;&atilde;o recorria a diferentes promessas de prote&ccedil;&atilde;o e cura, muitas vezes mais pr&oacute;ximas, tanto materialmente quanto culturalmente, de suas cren&ccedil;as e percep&ccedil;&otilde;es do que as pr&aacute;ticas oficialmente chanceladas. A chamada varioliza&ccedil;&atilde;o<a name="top68"></a><a href="#back68"><sup>68</sup></a> parecia ser uma pr&aacute;tica difundida, como mostra informa&ccedil;&atilde;o do comiss&aacute;rio vacinador municipal de Piranga, durante a manifesta&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a no ano de 1871. Segundo ele, o cidad&atilde;o Jo&atilde;o Jos&eacute; Roiz havia retirado as crostas de bexigas de um "enxertado", usando-a depois em uma "crioulinha" e "da&iacute; procedeu-se todo o cont&aacute;gio, do qual foram vitimas tr&ecirc;s indiv&iacute;duos"<a name="top69"></a><a href="#back69"><sup>69</sup></a>. A mesma associa&ccedil;&atilde;o era feita, em 1874, pelo ex-Inspetor de Sa&uacute;de Provincial, dr. Eug&ecirc;nio Domingos Nogueira, apontando que o incremento da epidemia na povoa&ccedil;&atilde;o do Inficcionado "foi devido a inocula&ccedil;&atilde;o do v&iacute;rus vari&oacute;lico, que geralmente se faz no povo"<a name="top70"></a><a href="#back70"><sup>70</sup></a>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No caso da var&iacute;ola, &eacute; interessante notar que, apesar das constantes refer&ecirc;ncias &agrave; indiferen&ccedil;a da popula&ccedil;&atilde;o &agrave; vacina, s&atilde;o tamb&eacute;m recorrentes na documenta&ccedil;&atilde;o as solicita&ccedil;&otilde;es da linfa vac&iacute;nica pelas autoridades das localidades invadidas pela mol&eacute;stia, dizendo que muitos buscavam a vacina exatamente quando do aparecimento das bexigas. Durante a epidemia de 1873-1874, o comiss&aacute;rio vacinador de Juiz de Fora apontava que o n&uacute;mero de pessoas que o procuravam diariamente era t&atilde;o grande que "apenas restava-me transmitir a vacina, n&atilde;o me restando tempo para fazer assentamento", calculado por ele cerca de 1.400 vacinados<a name="top71"></a><a href="#back71"><sup>71</sup></a>. Essa posi&ccedil;&atilde;o, que confrontada com o temor gerado pela vacina parece contradit&oacute;ria e irracional, ganha l&oacute;gica quando pensada no interior da crise epid&ecirc;mica: afinal, o principal objetivo nesses momentos era a sobreviv&ecirc;ncia, independente dos meios utilizados. Qualquer sugest&atilde;o que prometesse a cura ou a prote&ccedil;&atilde;o do flagelo era bem vinda, independente do lugar de sua produ&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Apesar das poucas men&ccedil;&otilde;es encontradas na documenta&ccedil;&atilde;o, acreditamos n&atilde;o ser absurdo supor que durante eventos dessa natureza a popula&ccedil;&atilde;o recorresse a um variado arsenal de produtos, que compunham o que poder&iacute;amos chamar uma farmacop&eacute;ia popular ou uma farm&aacute;cia caseira. O mesmo pode ser dito em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s pr&aacute;ticas m&iacute;sticas, com o apelo &agrave; intercess&atilde;o divina. Sobre essas h&aacute; um relato tr&aacute;gico, vindo do povoado de S&atilde;o Miguel, cidade de Santa B&aacute;rbara. Durante a epidemia de c&oacute;lera de 1855-1856, realizou-se naquele vilarejo uma prociss&atilde;o com a "venerada" imagem do Senhor Bom Jesus de Matozinhos. Reunindo uma "multid&atilde;o" de cerca de quatro mil pessoas, a manifesta&ccedil;&atilde;o visava aplacar a ira de deus e aliviar a na&ccedil;&atilde;o do flagelo da epidemia reinante. Por&eacute;m, enquanto o cortejo atravessava as &aacute;guas do rio que cortava a localidade, parte da ponte veio abaixo, lan&ccedil;ando &agrave; correnteza mais de trezentas pessoas. "Sabe-se por hora de duas mulheres mortas, mais de oitenta feridos, e destes mais de vinte gravemente, que &eacute; prov&aacute;vel sucumbirem"<a name="top72"></a><a href="#back72"><sup>72</sup></a>. Assim como se observou durante os eventos epid&ecirc;micos, nesse inesperado acidente os socorros foram prestados pela pr&oacute;pria popula&ccedil;&atilde;o, e n&atilde;o tendo a c&acirc;mara recursos para satisfazer de pronto as necessidades, os &oacute;rf&atilde;os e feridos ficaram a cargo da caridade p&uacute;blica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>6. Considera&ccedil;&otilde;es</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ainda que a var&iacute;ola constitu&iacute;sse uma experi&ecirc;ncia relativamente freq&uuml;ente na sociedade mineira do s&eacute;culo XIX, as apari&ccedil;&otilde;es da mol&eacute;stia em sua forma epid&ecirc;mica n&atilde;o deixaram de causar espanto e alterar o curso da vida cotidiana de diversas localidades da prov&iacute;ncia. Do mesmo modo, e ainda que fosse uma doen&ccedil;a nova nessas paragens, a irrup&ccedil;&atilde;o do c&oacute;lera tamb&eacute;m instalou o p&acirc;nico, causando impacto entre aquela popula&ccedil;&atilde;o pela influ&ecirc;ncia das not&iacute;cias sobre o flagelo provocado pela mol&eacute;stia em outras regi&otilde;es do Imp&eacute;rio, como tamb&eacute;m, do hist&oacute;rico de outras experi&ecirc;ncias epid&ecirc;micas, acompanhadas de todas as suas conseq&uuml;&ecirc;ncias, ent&atilde;o vivenciadas pela popula&ccedil;&atilde;o da prov&iacute;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O car&aacute;ter amplamente difuso dessas doen&ccedil;as, atacando a um s&oacute; tempo consider&aacute;vel n&uacute;mero de pessoas, faz das manifesta&ccedil;&otilde;es epid&ecirc;micas eventos que freq&uuml;entemente ultrapassam a capacidade de atua&ccedil;&atilde;o das autoridades no provimento das necessidades relativas &agrave; sa&uacute;de p&uacute;blica. No caso de Minas Gerais, &eacute; poss&iacute;vel dizer que as epidemias, ao ampliarem significativamente o n&uacute;mero de doentes que recorriam &agrave; assist&ecirc;ncia p&uacute;blica, tinham um impacto importante sobre os servi&ccedil;os de sa&uacute;de ent&atilde;o dispon&iacute;veis. Entretanto, tamb&eacute;m &eacute; poss&iacute;vel perceber que as dificuldades vivenciadas quando da instala&ccedil;&atilde;o do c&oacute;lera ou do recrudescimento da var&iacute;ola, na verdade evidenciavam e aprofundavam as defici&ecirc;ncias que perduravam em tempos de normalidade. Por outro lado, o grau de abandono ao qual algumas localidades estiveram constantemente condenadas permite dizer que foi somente durante algum evento epid&ecirc;mico que suas popula&ccedil;&otilde;es tiveram acesso a algum tipo de assist&ecirc;ncia - o socorro m&eacute;dico, o acesso a medicamentos, a possibilidade de matar a fome. Cessada, entretanto, a doen&ccedil;a, eram novamente relegadas &agrave; pen&uacute;ria e ao desamparo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A incapacidade revelada pelas autoridades p&uacute;blicas em prover as necessidades da popula&ccedil;&atilde;o em momentos epid&ecirc;micos foi freq&uuml;entemente compensada pela mobiliza&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria sociedade. Mesmo vivendo sob as press&otilde;es impostas pela doen&ccedil;a &eacute; poss&iacute;vel identificar um amplo movimento visando socorrer os infelizes atingidos tanto pela var&iacute;ola como pelo c&oacute;lera na prov&iacute;ncia durante o s&eacute;culo XIX. Por outro lado, considerando a forma como era concebida a assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de durante o per&iacute;odo, podemos dizer que aquela mobiliza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o era de todo uma novidade. Como se viu, a sa&uacute;de era em grande medida tratada como assunto privado, um encargo da caridade e da filantropia. Em rela&ccedil;&atilde;o a esse tema, podemos pensar ainda que o engajamento das pessoas no socorro aos seus semelhantes nesses tempos de calamidade podia expressar diferentes coisas: um sentimento puramente humanit&aacute;rio, um c&aacute;lculo racional na busca pela sobreviv&ecirc;ncia e pela restaura&ccedil;&atilde;o da ordem, a necessidade de afirmar e confirmar - ou o desejo de conquistar - um status no seio da sociedade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As manifesta&ccedil;&otilde;es da compaix&atilde;o social, tantas vezes exacerbada quando confrontadas com uma calamidade epid&ecirc;mica, s&atilde;o ami&uacute;de acompanhadas por sentimentos menos nobres. O medo inspirado por essas doen&ccedil;as tamb&eacute;m promove rea&ccedil;&otilde;es de exclus&atilde;o, de abandono, de preconceito. Desse modo, essas experi&ecirc;ncias podem ser consideradas contraditoriamente como o tempo da solidariedade e o tempo da solid&atilde;o. O reconhecimento da exist&ecirc;ncia de rea&ccedil;&otilde;es t&atilde;o d&iacute;spares pode ser justificado pela afirma&ccedil;&atilde;o do evento epid&ecirc;mico como um tempo de contrastes e de extremos. Mas tamb&eacute;m podemos imaginar que esse evento apenas ilumina, ou exp&otilde;e a complexidade e o car&aacute;ter contradit&oacute;rio da pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia humana, muitas vezes matizado pelas necessidades impostas pela pr&oacute;pria vida em sociedade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Referência</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"><a name="back1"></a><a href="#top1">1</a>. Briggs, Asa. Cholera and society in 19th century. Past and Present. 1961; 19: 76-96,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1721142&pid=S0211-9536201100010000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> e Chevalier, Luis. Le ch&oacute;lera: La premi&egrave;re &eacute;pid&eacute;mie du XIXe si&egrave;cle. Le Roche-sur-Yon: Impr. Centrale de l'Ouest; 1958.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1721143&pid=S0211-9536201100010000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"><a name="back2"></a><a href="#top2">2</a>. Evans, Richard J. Epidemics and revolutions: cholera in nineteenth-century Europe. In: Ranger, Terence; Slack, Paul, eds. Epidemics and ideas: essays on the historical perception of pestilence. Cambridge: Cambridge University Press; 1992, p. 149-173.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1721145&pid=S0211-9536201100010000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"><a name="back3"></a><a href="#top3">3</a>. No per&iacute;odo imperial brasileiro (1822-1889) o termo "Prov&iacute;ncia" era usado para referir-se &agrave;s unidades administrativas regionais. Em grande medida, as prov&iacute;ncias deram continuidade &agrave;s unidades territoriais prevalentes na &eacute;poca colonial - as "Capitanias" - sendo transformadas em "Estados" no per&iacute;odo republicano. Gouv&ecirc;a, Maria de F&aacute;tima S. Prov&iacute;ncias. In: Vainfas, Ronaldo, dir. Dicion&aacute;rio do Brasil Imperial (1822-1889). Rio de Janeiro: Objetiva; 2002, p. 597-599.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1721147&pid=S0211-9536201100010000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back4"></a><a href="#top4">4</a>. A febre, hoje entendida como sintoma de diferentes mol&eacute;stias, foi, at&eacute; bem avan&ccedil;ado o s&eacute;culo XIX, considerada uma enfermidade, assumindo formas diversas e originando o que se acreditava serem mol&eacute;stias distintas.</font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back5"></a><a href="#top5">5</a>. Correspond&ecirc;ncia recebida (Sa&uacute;de e assist&ecirc;ncia), Arquivo P&uacute;blico Mineiro, Belo Horizonte, referenciado nas notas seguintes como APM. Fundo Presid&ecirc;ncia da Prov&iacute;ncia, SP.PP., 26, cx. 02, doc. 11. 25.</font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"><a name="back6"></a><a href="#top6">6</a>. A var&iacute;ola foi tamb&eacute;m uma das principais amea&ccedil;as &agrave; sa&uacute;de p&uacute;blica no Brasil durante o per&iacute;odo imperial, como revelam Chalhoub, Sidney. Cidade febril: corti&ccedil;os e epidemias na Corte Imperial. S&atilde;o Paulo: Companhia das Letras; 1996,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1721151&pid=S0211-9536201100010000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> e Fernandes, T&acirc;nia M. Vacina antivari&oacute;lica: ci&ecirc;ncia t&eacute;cnica e o poder dos homens, 1808-1920. Rio de Janeiro: Fiocruz; 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1721152&pid=S0211-9536201100010000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back7"></a><a href="#top7">7</a>. O termo "Corte" faz refer&ecirc;ncia &agrave; cidade do Rio de Janeiro, munic&iacute;pio neutro, sede pol&iacute;tica do regime imperial e resid&ecirc;ncia oficial da fam&iacute;lia real brasileira. Abreu, Marta. Corte. In: Vainfas, n. 3, p. 175-177.</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"><a name="back8"></a><a href="#top8">8</a>. Relat&oacute;rio que &agrave; Assembl&eacute;ia Provincial de Minas Gerais apresentou no ato da abertura da Se&ccedil;&atilde;o Ordin&aacute;ria de 1865, o Desembargador Pedro de Alc&acirc;ntara Cerqueira Leite, Presidente da mesma Prov&iacute;ncia. Ouro Preto: Tipografia do Minas Gerais; 1865, p. 34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1721155&pid=S0211-9536201100010000300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"><a name="back9"></a><a href="#top9">9</a>. Segundo Alfred Crosby, a virologia reconhece dois tipos de var&iacute;ola: a var&iacute;ola major, que apresentava uma alta taxa de mortalidade, de cerca de 25 a 30% (que provavelmente corresponderia ao se chamava no Brasil de "bexigas" bravas) e a var&iacute;ola minor, que apresentava sintomas mais brandos e taxa de mortalidade de 1% ou menos. As caracter&iacute;sticas da virose certamente variavam durante os s&eacute;culos, considerando-se tamb&eacute;m muito prov&aacute;vel a exist&ecirc;ncia de cepas de virul&ecirc;ncia intermedi&aacute;ria. Crosby, Alfred W. Smallpox. In: Kiple, Kenneth F., ed. The Cambridge world history of human disease. Cambridge: Cambridge University Press; 1993, p. 1008-1013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1721157&pid=S0211-9536201100010000300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> A imunidade tempor&aacute;ria promovida pela vacina, a baixa ades&atilde;o &agrave; pr&aacute;tica e as dificuldades encontradas na montagem de um servi&ccedil;o eficaz (resultando num diminuto n&uacute;mero de imunizados) talvez tamb&eacute;m possam contribuir para a compreens&atilde;o de algumas manifesta&ccedil;&otilde;es mais disseminadas da doen&ccedil;a.</font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back10"></a><a href="#top10">10</a>. Carta da Secretaria de Pol&iacute;cia em Ouro Preto, 15 de Set de 1873. APM, Belo Horizonte Fundo Secretaria de Governo. SG. 584 (Correspond&ecirc;ncia recebida pela Presid&ecirc;ncia da Prov&iacute;ncia referente &agrave; sa&uacute;de p&uacute;blica).</font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"><a name="back11"></a><a href="#top11">11</a>. Relat&oacute;rio que &agrave; Assembl&eacute;ia Legislativa Provincial de Minas Gerais apresentou no ato de abertura da Se&ccedil;&atilde;o Ordin&aacute;ria de 1874 o Vice-Presidente Francisco Leite da Costa Bel&eacute;m. Ouro Preto: Tipografia de J. F. de Paula Castro; 1874, p. 31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1721160&pid=S0211-9536201100010000300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"><a name="back12"></a><a href="#top12">12</a>. Relat&oacute;rio que o Ilm. e Exm. Sr Dr Francisco Leite da Costa Bel&eacute;m, 2 Vice-Presidente da Prov&iacute;ncia de Minas Gerais apresentou, no ato de passar-lhe a Administra&ccedil;&atilde;o da mesma Prov&iacute;ncia, ao Exm Sr Desembargador Jo&atilde;o Ant&ocirc;nio de Ara&uacute;jo Freitas Henriques, a 6 de mar&ccedil;o de 1875. Ouro Preto: Tipografia de J. F. de Paula Castro; 1875, p. 12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1721162&pid=S0211-9536201100010000300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"><a name="back13"></a><a href="#top13">13</a>. O termo "bexiga(s)" era usado no Brasil como sin&ocirc;nimo de var&iacute;ola desde a &eacute;poca colonial. Santos Filho, Lycurgo. Pequena hist&oacute;ria da medicina brasileira. S&atilde;o Paulo: Editora Parma; 1980, p. 45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1721164&pid=S0211-9536201100010000300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back14"></a><a href="#top14">14</a>. Correspond&ecirc;ncia, n. 5, cx. 03, doc. 19.</font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back15"></a><a href="#top15">15</a>. Correspond&ecirc;ncia, n. 5, cx. 04, doc. 13. A t&iacute;tulo de compara&ccedil;&atilde;o, foram sepultados no mesmo cemit&eacute;rio no per&iacute;odo mencionado, 39 vitimas de febres ("quase todas de thipho"). Dos 66 &oacute;bitos restantes, as causas se distribu&iacute;am entre outras 12 mol&eacute;stias distintas, al&eacute;m de parto, velhice, desastres.</font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back16"></a><a href="#top16">16</a>. Relat&oacute;rio, n. 11, p. 32. Para uma popula&ccedil;&atilde;o de cerca de 5.410 pessoas, segundo dados divulgados em 1874 relativos ao recenseamento realizado pela Diretoria Geral de Estat&iacute;stica do Imp&eacute;rio entre os anos de 1872 a 1874. Relat&oacute;rio, n. 11, p. 74.</font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back17"></a><a href="#top17">17</a>. Relat&oacute;rio, n. 11, p. 31.</font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back18"></a><a href="#top18">18</a>. Relat&oacute;rio, n. 12, p. 12.</font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back19"></a><a href="#top19">19</a>. Correspond&ecirc;ncia recebida pela Presid&ecirc;ncia da Prov&iacute;ncia referente &agrave; sa&uacute;de p&uacute;blica. APM, Belo Horizonte, Fundo Secretaria do Governo. SG. 259, doc. 257.</font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"><a name="back20"></a><a href="#top20">20</a>. Evans, Richard J. Death in Hamburg: society and politics in the cholera years 1830-1910. London: Penguin Books; 1987,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1721172&pid=S0211-9536201100010000300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> e Rosenberg, Charles E. The cholera years: The United States in 1832, 1849 and 1866. Chicago: The University of Chicago Press; 1987.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1721173&pid=S0211-9536201100010000300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"><a name="back21"></a><a href="#top21">21</a>. Durante o per&iacute;odo Imperial, a unidade monet&aacute;ria vigente no pa&iacute;s era o mil r&eacute;is: 1$000. Mil unidades de r&eacute;is era equivalente ao conto de r&eacute;is, ou apenas conto: 1:000$000. Carreira, Liberato C. Hist&oacute;ria financeira e or&ccedil;ament&aacute;ria do Imp&eacute;rio do Brasil. 2 vols. Bras&iacute;lia: Senado Federal; 1980.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1721175&pid=S0211-9536201100010000300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"><a name="back22"></a><a href="#top22">22</a>. Relat&oacute;rio que &aacute; Assembl&eacute;ia Legislativa Provincial de Minas Gerais apresentou na abertura da sess&atilde;o ordin&aacute;ria de 1857 o conselheiro Herculano Ferreira Penna, presidente da mesma prov&iacute;ncia. Ouro Preto, Tipografia. Provincial, 1857, p. 24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1721177&pid=S0211-9536201100010000300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"><a name="back23"></a><a href="#top23">23</a>. O termo "pra&ccedil;a" era comumente usado para designar militares ou soldados n&atilde;o graduados, e "gal&eacute;s" refere-se aos presos condenados a trabalhos for&ccedil;ados. Dicion&aacute;rio Houaiss de L&iacute;ngua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva; 2001, p. 1417, 2275.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1721179&pid=S0211-9536201100010000300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back24"></a><a href="#top24">24</a>. C&oacute;pia de correspond&ecirc;ncia expedida pela Presid&ecirc;ncia da Prov&iacute;ncia referente &agrave; sa&uacute;de p&uacute;blica, 13/06/1874. APM, Belo Horizonte, Fundo Secretaria do Governo. SG. 528, p. 52.</font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"><a name="back25"></a><a href="#top25">25</a>. Durante o s&eacute;culo XIX o atendimento aos policiais e militares estaria a cargo de enfermarias e hospitais militares mantidos pelo governo. Na primeira metade do s&eacute;culo, havia tr&ecirc;s hospitais militares, dois dos quais remanescentes do per&iacute;odo colonial: dos Drag&otilde;es do Governo de Minas Gerais, em Ouro Preto, e do Contrato Diamantino, na cidade do Serro. H&aacute; refer&ecirc;ncias a um hospital militar em Sabar&aacute;, a prop&oacute;sito do qual, no ano de 1843, indicava-se a extin&ccedil;&atilde;o, visto o pequeno n&uacute;mero de doentes e as despesas de manuten&ccedil;&atilde;o. Sugeria-se que os militares fossem atendidos pela Santa Casa existente naquela cidade. Medida parecida seria tomada em rela&ccedil;&atilde;o no atendimento das pra&ccedil;as do corpo policial e dos soldados de linha da capital mineira e, em 1871, o governo tamb&eacute;m transferia o atendimento dos presos internados na enfermaria da cadeia p&uacute;blica &agrave; Santa Casa de Miseric&oacute;rdia de Ouro Preto, que ficava respons&aacute;vel pelo fornecimento de dietas e medicamentos mediante uma di&aacute;ria de 1$200 por cada um. Salles, Pedro. Hist&oacute;ria da Medicina no Brasil. 2<sup>a</sup> ed., Belo Horizonte: Coopemed; 2004 e Relat&oacute;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1721182&pid=S0211-9536201100010000300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->rio que apresentou ao Exm. Sr. Vice-Presidente da Prov&iacute;ncia de Minas Gerais, Dr. Francisco Leite da Costa Bel&eacute;m, por ocasi&atilde;o de lhe passar a Administra&ccedil;&atilde;o em 20 de abril de 1872, o Dr. Joaquim Pires Machado Portela, Presidente da mesma Prov&iacute;ncia. 1872, p. 18 (ms). APM, Belo Horizonte.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1721183&pid=S0211-9536201100010000300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><a name="back26"></a><a href="#top26">26</a>. Relat&oacute;rio, n. 11, p. 32.</font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back27"></a><a href="#top27">27</a>. Correspond&ecirc;ncia recebida pela Presid&ecirc;ncia da Prov&iacute;ncia referente &agrave; sa&uacute;de p&uacute;blica, Of&iacute;cio de 9 de novembro de 1874, APM, Belo Horizonte, Fundo Secretaria do Governo. SG. 529.</font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back28"></a><a href="#top28">28</a>. Ainda por ocasi&atilde;o dessa epidemia de c&oacute;lera, as autoridades remeteram &agrave;s c&acirc;maras um extrato dos conselhos da Comiss&atilde;o Central de Sa&uacute;de P&uacute;blica (preceitos gerais de higiene e terap&ecirc;utica) instalada no Rio de Janeiro, e nomeavam uma comiss&atilde;o sanit&aacute;ria em cada um dos munic&iacute;pios, dispondo a quantia de 2:000$000 para a assist&ecirc;ncia da classe indigente. Of&iacute;cios e mais pap&eacute;is dirigidos ao governo sobre a sa&uacute;de p&uacute;blica, APM, Belo Horizonte, Fundo Secretaria do Governo Provincial, SP. 574, docs. 233, 313, 358, e Of&iacute;cios e mais pap&eacute;is dirigidos ao governo sobre a sa&uacute;de p&uacute;blica e casas de caridade SP. 600, doc. 139.</font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"><a name="back29"></a><a href="#top29">29</a>. Engberg, Elisabeth. A influenza invis&iacute;vel: a resposta comunit&aacute;ria &agrave; pandemia de 1918-1920 no norte rural da Su&eacute;cia. V&aacute;ria Hist&oacute;ria. 2009; 25 (42): 429-456.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1721188&pid=S0211-9536201100010000300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back30"></a><a href="#top30">30</a>. Correspond&ecirc;ncia recebida pela Presid&ecirc;ncia da Prov&iacute;ncia referente a sa&uacute;de p&uacute;blica. Carta da Inspetoria de Higiene, 22 de Ago de 1887. APM, Belo Horizonte, Fundo Secretaria do Governo. SG. 533.</font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back31"></a><a href="#top31">31</a>. Originais, of&iacute;cios e... APM, Belo Horizonte. Fundo Secretaria do Governo Provincial, SP. 574, doc. 130.</font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back32"></a><a href="#top32">32</a>. Originais, n. 31, doc. 358.</font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back33"></a><a href="#top33">33</a>. Relat&oacute;rio, n. 12, p. 13. A t&iacute;tulo de compara&ccedil;&atilde;o, no balan&ccedil;o apresentado pela tesouraria provincial sobre o per&iacute;odo de 1873-1874, consta o gasto de 358:3488048 com a instru&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria e secund&aacute;ria. Ver no mesmo Relat&oacute;rio: Apenso n.<sup>o</sup> 4. Relat&oacute;rio da Inspetoria da Tesouraria Provincial de Minas, p. 16.</font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back34"></a><a href="#top34">34</a>. Leigos com algum esclarecimento ou possuidores de no&ccedil;&otilde;es rudimentares na&ccedil;&otilde;es das artes de curar. Santos, n. 13, p. 40-41.</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"><a name="back35"></a><a href="#top35">35</a>. Em 1846, por exemplo, a C&acirc;mara de Barbacena afirmava avultar no munic&iacute;pio os charlat&atilde;es, "pela maior parte t&atilde;o ignorantes, que sem saber a pr&oacute;pria l&iacute;ngua, v&atilde;o manipulando suas boticas irregulares, e logo que tem de cor um certo n&uacute;mero de receitas &#091;estr&eacute;iam&#093; a sua carreira ceifando quantas v&iacute;timas lhes caem nas m&atilde;os". Fala dirigida &aacute; Assembl&eacute;ia Legislativa Provincial de Minas Gerais na Sess&atilde;o Ordin&aacute;ria do ano de 1846, pelo Presidente da Prov&iacute;ncia, Quintiliano Jos&eacute; da Silva. Ouro Preto: Tipografia Imparcial de B.X. Pinto de Sousa; 1846, p. 35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1721195&pid=S0211-9536201100010000300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"><a name="back36"></a><a href="#top36">36</a>. Alencastro, Luiz Felipe de. A vida privada e a ordem privada no Imp&eacute;rio. In: Novais, Fernando, org. Hist&oacute;ria da vida privada no Brasil: Imp&eacute;rio. S&atilde;o Paulo: Companhia das Letras; 1997, vol. 2, p. 17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1721197&pid=S0211-9536201100010000300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"><a name="back37"></a><a href="#top37">37</a>. Lei de 1<sup>o</sup> de outubro de 1828. Cole&ccedil;&atilde;o de Leis do Brasil de 1809. Rio de Janeiro: Imprensa Oficial; 1878, p. 74-89.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1721199&pid=S0211-9536201100010000300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"><a name="back38"></a><a href="#top38">38</a>. Cole&ccedil;&atilde;o de decis&otilde;es do Governo do Imp&eacute;rio do Brasil de 1831. Rio de Janeiro: Tipografia Nacional; 1876, p. 190.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1721201&pid=S0211-9536201100010000300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"><a name="back39"></a><a href="#top39">39</a>. Decreto n.<sup>o</sup> 598 de 14 de setembro de 1850. Cole&ccedil;&atilde;o de Leis do Imp&eacute;rio do Brasil de 1850. Rio de Janeiro: Tipografia Nacional; s/d, p. 299-301.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1721203&pid=S0211-9536201100010000300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"><a name="back40"></a><a href="#top40">40</a>. Em relat&oacute;rio do ano de 1837, o presidente da prov&iacute;ncia afirmava: "A ilustra&ccedil;&atilde;o, o emprego do tempo em trabalhos &uacute;teis, a propaga&ccedil;&atilde;o da vacina, e as Casas de Caridades, parece-me que ser&atilde;o os meios mais apropriados para conservar-se a sa&uacute;de p&uacute;blica, prolongar-se a exist&ecirc;ncia, e aumentar progressivamente a popula&ccedil;&atilde;o". Fala dirigida &agrave; Assembl&eacute;ia Legislativa Provincial de Minas Gerais na Sess&atilde;o Ordin&aacute;ria do ano de 1837 pelo Presidente da Prov&iacute;ncia, Ant&ocirc;nio da Costa Pinto. Ouro-Preto: Tipografia do Universal; 1837, p. XV.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1721205&pid=S0211-9536201100010000300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"><a name="back41"></a><a href="#top41">41</a>. Dolhnikoff, Miriam. O pacto imperial: origens do federalismo no Brasil. S&atilde;o Paulo: Globo; 2005, p. 85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1721207&pid=S0211-9536201100010000300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"><a name="back42"></a><a href="#top42">42</a>. Sanglard, Gisele. A constru&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os de cura no Brasil: entre a caridade e a medicaliza&ccedil;&atilde;o. Revista Esbo&ccedil;os. 2006; 16: 11-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1721209&pid=S0211-9536201100010000300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"><a name="back43"></a><a href="#top43">43</a>. Nesse ano foi criada em Lisboa, sob a dire&ccedil;&atilde;o da rainha D. Leonor, a confraria dedicada a Nossa Senhora da Miseric&oacute;rdia, reformando e centralizando as diversas formas de assist&ecirc;ncia caritativas existentes desde o per&iacute;odo medieval. Russell-Wood, A. J. Fidalgos e Filantropos: A Santa Casa de Miseric&oacute;rdia da Bahia, 1550-1755. Bras&iacute;lia: Ed. Universidade de Bras&iacute;lia; 1981.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1721211&pid=S0211-9536201100010000300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"><a name="back44"></a><a href="#top44">44</a>. Abreu, Laurinda. O papel das Miseric&oacute;rdias dos "lugares de al&eacute;m-mar" na forma&ccedil;&atilde;o do Imp&eacute;rio portugu&ecirc;s. Hist&oacute;ria, Ci&ecirc;ncias, Sa&uacute;de. 2001; 8 (3): 591-611 (599).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1721213&pid=S0211-9536201100010000300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"><a name="back45"></a><a href="#top45">45</a>. Quiroga, Ana Maria. Assist&ecirc;ncia e poder: revendo uma articula&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica. Praia Vermelha. 2008; 18 (1): 14-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1721215&pid=S0211-9536201100010000300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back46"></a><a href="#top46">46</a>. Cole&ccedil;&atilde;o Leis Mineiras. 1839, p. 89. APM, Belo Horizonte.</font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back47"></a><a href="#top47">47</a>. Originais, n. 31, doc. 262. Ver ainda, SP. 574, doc. 210, doc. 229.</font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back48"></a><a href="#top48">48</a>. Originais, n. 31, doc. 146 e 147.</font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back49"></a><a href="#top49">49</a>. Originais, n. 31, doc. 447.</font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back50"></a><a href="#top50">50</a>. Originais, of&iacute;cios e ... APM, Belo Horizonte. Fundo Secretaria do Governo Provincial, SP. 600, doc. 130.</font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back51"></a><a href="#top51">51</a>. Originais, n. 31, doc. 405.</font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back52"></a><a href="#top52">52</a>. Originais, n. 50, doc. 178.</font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back53"></a><a href="#top53">53</a>. Originais, n. 31, doc. 125.</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><a name="back54"></a><a href="#top54">54</a>. Originais, n. 31, doc. 430.</font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back55"></a><a href="#top55">55</a>. Correspond&ecirc;ncia recebida pela Presid&ecirc;ncia da Prov&iacute;ncia referente &agrave; sa&uacute;de p&uacute;blica. Carta de Santa Luzia do Carangola, 28/09/1887. APM, Belo Horizonte. Fundo Secretaria do Governo, SG. 533.</font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back56"></a><a href="#top56">56</a>. Correspond&ecirc;ncia, n. 5, cx. 3, doc. 06.17.03.</font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back57"></a><a href="#top57">57</a>. Correspond&ecirc;ncia recebida pela Presid&ecirc;ncia da Prov&iacute;ncia referente &agrave; sa&uacute;de p&uacute;blica. APM, Belo Horizonte. Fundo Secretaria do Governo, SG. 529, doc. 172.</font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back58"></a><a href="#top58">58</a>. Correspond&ecirc;ncia n. 5, cx. 06, doc. 42.</font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back59"></a><a href="#top59">59</a>. Relat&oacute;rio, n. 11, p. 3.</font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back60"></a><a href="#top60">60</a>. Correspond&ecirc;ncia recebida pela Presid&ecirc;ncia da Prov&iacute;ncia referente &agrave; sa&uacute;de p&uacute;blica, Carta de Santa Luzia do Carangola, 28/09/1887. APM, Belo Horizonte. Fundo Secretaria de Governo. SG. 533.</font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back61"></a><a href="#top61">61</a>. Originais, n. 31, doc. 65 e 66.</font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back62"></a><a href="#top62">62</a>. Originais, n. 31, doc. 131.</font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"><a name="back63"></a><a href="#top63">63</a>. Relat&oacute;rio que o Ilm. e Exm. Sr Dr Joaquim Delfino Ribeiro da Luz, 1 Vice-Presidente da Prov&iacute;ncia entregou ao Ilm. Sr. Conselheiro Carlos Carneiro de Campos em o dia 6 de abril de 1859 no momento de seguir para a Vila de Lavras a fim de assistir &agrave;s arremata&ccedil;&otilde;es da Estrada do Passa Vinte. Ouro Preto: Tip. Provincial, 1859, p. 59.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1721234&pid=S0211-9536201100010000300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"><a name="back64"></a><a href="#top64">64</a>. Silveira, Anny J T e Marques, Rita de C&aacute;ssia. A sa&uacute;de e o estado na prov&iacute;ncia de Minas Gerais. In: Resende, Maria Efig&ecirc;nia L, org. Prov&iacute;ncia de Minas Gerais. Belo Horizonte: Companhia do Tempo/ Aut&ecirc;ntica; 2010 (no prelo).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1721236&pid=S0211-9536201100010000300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back65"></a><a href="#top65">65</a>. Originais, n. 50, doc. 166 e 167.</font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back66"></a><a href="#top66">66</a>. Originais, n. 31, doc. 167.</font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back67"></a><a href="#top67">67</a>. Correspond&ecirc;ncia n. 5, cx. 03, doc. 05.19.</font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back68"></a><a href="#top68">68</a>. Pr&aacute;tica que consistia na remo&ccedil;&atilde;o de material das p&uacute;stulas ou de crostas de doentes e sua inocula&ccedil;&atilde;o em pessoas s&atilde;s e que, segundo os estudiosos do tema, remontava ao primeiro mil&ecirc;nio da era crist&atilde;. Chalhoub, n. 6, p. 102-105.</font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back69"></a><a href="#top69">69</a>. Correspond&ecirc;ncia, n. 5, cx. 03, doc. 05.16.</font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back70"></a><a href="#top70">70</a>. Correspond&ecirc;ncia, n. 5, cx. 04, doc. 03.</font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><a name="back71"></a><a href="#top71">71</a>. Correspond&ecirc;ncia, n. 5, cx. 04, doc.13.</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><a name="back72"></a><a href="#top72">72</a>. Originais, , n. 31, doc. 257.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Fecha de recepci&oacute;n: 2 de febrero de 2010    <br>Fecha de aceptaci&oacute;n: 18 de diciembre de 2010</font></p>      ]]></body><back>
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