<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1886-5887</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista de Bioética y Derecho]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Bioética y Derecho]]></abbrev-journal-title>
<issn>1886-5887</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Observatori de Bioètica i Dret - Cátedra UNESCO de Bioética]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1886-58872012000300004</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.4321/S1886-58872012000300004</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Diretivas antecipadas: instrumento que assegura a vontade de morrer dignamente¹]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Advance directives: a tool that will ensure a die with dignity¹]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vieira Bomtempo]]></surname>
<given-names><![CDATA[Tiago]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais Facultade Mineira ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Comissão de Bioética e Biodireito da Ordem dos Advogados do Brasil seção o Estado de Minas Gerais ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>09</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>09</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<numero>26</numero>
<fpage>22</fpage>
<lpage>30</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.isciii.es/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1886-58872012000300004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.isciii.es/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1886-58872012000300004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.isciii.es/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1886-58872012000300004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Nesta pesquisa realizou-se um breve estudo acerca das diretivas antecipadas, instrumento que pode assegurar a vontade do paciente terminal em morrer com dignidade. Para tanto, foi tratado o conceito e origem das diretivas antecipadas; as situações nas quais este documento pode ser utilizado; bem como análise do projeto de lei n.524/2009, o qual propõe legalizar as diretivas antecipadas.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This research was conducted a brief study of the advance directives instrument that can ensure the wishes of terminally ill patients to die with dignity. To that end, we treated the concept and origin of the advance directives, the situations in which this document may be used, as well as analysis project of the bill n.524/2009, which proposes to legalize advance directives.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[diretivas antecipadas]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[ortotanásia]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[morte digna]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[relação médico-paciente]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[advance directives]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[orthothanasia]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[worthy death]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[doctor-patient relationship]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="2"><b>ART&Iacute;CULO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b>Diretivas antecipadas: instrumento que assegura a vontade de morrer dignamente<sup>1</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b>Advance directives: a tool that will ensure a die with dignity<sup>1</sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Tiago Vieira Bomtempo</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Especialista em Direito P&uacute;blico pelo Instituto de Educa&ccedil;&atilde;o Continuada - PUC Minas, Brasil. Bacharel em Direito pela Faculdade Mineira de Direito da Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de Minas Gerais, Brasil. Membro da Comiss&atilde;o de Bio&eacute;tica e Biodireito da Ordem dos Advogados do Brasil, se&ccedil;&atilde;o o Estado de Minas Gerais, Brasil. Biot&eacute;cnico. E-mail: <a href="mailto:tiago.15@bol.com.br">tiago.15@bol.com.br</a></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">1 Trabalho apresentado em reuni&atilde;o de estudos da Comiss&atilde;o de Bio&eacute;tica e Biodireito da Ordem dos Advogados do Brasil, se&ccedil;&atilde;o do Estado de Minas Gerais, Brasil.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nesta pesquisa realizou-se um breve estudo acerca das diretivas antecipadas, instrumento que pode assegurar a vontade do paciente terminal em morrer com dignidade. Para tanto, foi tratado o conceito e origem das diretivas antecipadas; as situa&ccedil;&otilde;es nas quais este documento pode ser utilizado; bem como an&aacute;lise do projeto de lei n.524/2009, o qual prop&otilde;e legalizar as diretivas antecipadas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras chave:</b> diretivas antecipadas, ortotan&aacute;sia, morte digna, rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico-paciente.</font></p> <hr size="1">     <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">This research was conducted a brief study of the advance directives instrument that can ensure the wishes of terminally ill patients to die with dignity. To that end, we treated the concept and origin of the advance directives, the situations in which this document may be used, as well as analysis project of the bill n.524/2009, which proposes to legalize advance directives.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Key words:</b> advance directives, orthothanasia, worthy death, doctor-patient relationship.</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>1. Origem e conceito de diretivas antecipadas</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Frente aos grandes avan&ccedil;os na Medicina, principalmente com o desenvolvimento de tratamentos que visam prolongar o evento morte, discute-se acerca do direito do paciente em manifestar a sua vontade em rela&ccedil;&atilde;o a estes em situa&ccedil;&otilde;es de incapacidade.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Corrobora-se, assim, a possibilidade de se constituir um instrumento que conste o interesse ou n&atilde;o do indiv&iacute;duo em se submeter a terap&ecirc;uticas m&eacute;dicas, o qual tenha validade caso o paciente esteja incapaz de manifestar a sua vontade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Neste sentido, surgiu as Diretivas Antecipadas, que se vinculam a possibilidade do paciente manifestar previamente sua vontade acerca de quais tratamentos m&eacute;dicos quer ou n&atilde;o se submeter caso futuramente estiver em estado de incapacidade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As Diretivas Antecipadas, denominadas de <i>Advences Directives</i>, est&atilde;o previstas na PSDA <i>The Patient Self-Determination Act</i> ou Ato de Auto-Determina&ccedil;&atilde;o do Paciente, lei aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos que entrou em vigor a partir de 1<sup>o</sup> de dezembro de 1991.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Esta lei reconhece a recusa do tratamento m&eacute;dico, reafirmando a autonomia do paciente, em que da sua entrada nos centros de sa&uacute;de, ser&atilde;o registradas as obje&ccedil;&otilde;es e op&ccedil;&otilde;es de tratamento em caso de incapacidade superveniente do doente. Estas manifesta&ccedil;&otilde;es de vontade, diretivas antecipadas, s&atilde;o realizadas de tr&ecirc;s formas: o <i>living will</i> (testamento em vida), documento o qual o paciente disp&otilde;e em vida os tratamentos ou a recusa destes quando estiver em estado de inconsci&ecirc;ncia; o <i>durable power of attorney for health care</i> (poder duradouro do representante para cuidados com a sa&uacute;de), documento no qual, por meio de um mandato, se estabelece um representante para decidir e tomar provid&ecirc;ncias em rela&ccedil;&atilde;o ao paciente; e o <i>advanced core medical directive</i> (diretiva do centro m&eacute;dico avan&ccedil;ado), que consiste em um documento mais completo, direcionado ao paciente terminal, que re&uacute;ne as disposi&ccedil;&otilde;es do testamento em vida e do mandato duradouro, ou seja, &eacute; a uni&atilde;o dos outros dois documentos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O termo <i>living will</i>, cuja tradu&ccedil;&atilde;o literal para o portugu&ecirc;s corresponde a "testamento vital", surgiu nos EUA, em 1967.<sup>2</sup> O testamento vital prev&ecirc; os procedimentos m&eacute;dicos aos quais o paciente n&atilde;o gostaria de se submeter, se algum dia estiver incapaz de manifestar sua vontade, seja por estar inconsciente ou por estar em um estado terminal<sup>3</sup>, do qual poder&aacute; decorrer a incapacidade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Segundo Roxana Brasileiro Cardoso Borges,</font></p>     <blockquote> 	    <p><font face="Verdana" size="2"><i>[...] O testamento vital &eacute; um documento em que a pessoa determina, de forma escrita, que tipo de tratamento ou n&atilde;o-tratamento deseja para a ocasi&atilde;o em que se encontrar doente, em estado incur&aacute;vel ou terminal, e incapaz de manifestar a sua vontade</i> (BORGES, 2001, p.295).</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">Entrementes, critica-se o termo "testamento vital", devido ao sentido de testamento no Brasil. Visto que este instrumento trata-se de um ato unilateral de vontade, com efic&aacute;cia p&oacute;s morte, n&atilde;o seria a nomenclatura correta, considerando que o testamento vital possui efic&aacute;cia em vida.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Adota-se, portanto, a nomenclatura "declara&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via de vontade", sugerida por Luciana Dadalto Penalva, para quem:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote> 	    <p><font face="Verdana" size="2"><i>Encontrar um nome adequado n&atilde;o foi tarefa f&aacute;cil, inicialmente pensou-se em adotar "instru&ccedil;&otilde;es pr&eacute;vias", terminologia utilizada na Espanha, contudo, descartou-se esse nome por entender-se que ele n&atilde;o &eacute; fidedigno ao instituto, vez que n&atilde;o permite uma ideia do que significa tal documento. Posteriormente, pensou-se em "declara&ccedil;&atilde;o de vontade do paciente terminal", em virtude desta nomenclatura possibilitar um entendimento aprior&iacute;stico do que seja o instituto, entretanto, esta  nomenclatura foi descartada por causar a impress&atilde;o de que era um documento feito por um paciente terminal. Assim, com base nestes argumentos, chegou-se ao nome "declara&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via de vontade do paciente terminal", por meio da verifica&ccedil;&atilde;o de que o documento comumente chamado de "testamento vital" &eacute;, na verdade, uma declara&ccedil;&atilde;o de vontade que ser&aacute; utilizada pelo paciente terminal, mas que deve ser manifestada previamente &agrave; situa&ccedil;&atilde;o de terminalidade</i> (PENALVA, 2009, p.16).</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">Assim, verifica-se que as Diretivas Antecipadas e suas modalidades t&ecirc;m constitu&iacute;do-se como importantes instrumentos de manifesta&ccedil;&atilde;o da vontade do indiv&iacute;duo, dando-se primazia a sua autonomia privada e a sua dignidade, evitando que esse seja submetido a tratamentos m&eacute;dicos indesejados mesmo quando inconsciente ou incapaz.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>2. Rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico-paciente e diretivas antecipadas nas situa&ccedil;&otilde;es de terminalidade da vida</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico-paciente consiste precipuamente em um contrato de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os, no qual s&atilde;o estabelecidos direitos e obriga&ccedil;&otilde;es entre as partes, em que o profissional m&eacute;dico, via de regra, utilizar&aacute; de todos os recursos e meios necess&aacute;rios para restabelecer a sa&uacute;de do paciente que requer os seus cuidados.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Maria de F&aacute;tima Freire de S&aacute; (2005, p.34-35) pontua que a rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico-paciente estabelece entre ambos um v&iacute;nculo contratual, ato jur&iacute;dico perfeito, de obriga&ccedil;&otilde;es de resultados ou obriga&ccedil;&otilde;es de meios.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ocorre que esta rela&ccedil;&atilde;o vai al&eacute;m de um v&iacute;nculo contratual, pois os deveres do m&eacute;dico para com o paciente devem ser sempre pautados na &eacute;tica e no respeito &agrave; pessoa, j&aacute; que o objeto do contrato &eacute; o pr&oacute;prio paciente.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Neste contexto, aplica-se a Bio&eacute;tica na rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico-paciente, a qual surge intrinsecamente ligada ao conhecimento biol&oacute;gico, "(...) buscando o conhecimento a partir do sistema de valores" (S&Aacute;; NAVES, 2009, p.2). Um dos seus marcos mais importantes, fundamental para os estudos, foi a apresenta&ccedil;&atilde;o, em 1978, do Relat&oacute;rio de Belmont<sup>4</sup>, com os princ&iacute;pios b&aacute;sicos que norteiam as pesquisas que envolvem os seres humanos, bem como a atividade m&eacute;dica, s&atilde;o eles: benefic&ecirc;ncia, autonomia e justi&ccedil;a.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Explica referidos princ&iacute;pios Maria Helena Diniz, que assim disp&otilde;e:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote> 	    <p><font face="Verdana" size="2"><i>Nas rela&ccedil;&otilde;es m&eacute;dico-paciente, a conduta m&eacute;dica dever&aacute; ajustar-se &agrave;s normas &eacute;ticas e jur&iacute;dicas e aos princ&iacute;pios norteadores daquelas rela&ccedil;&otilde;es, que requerem uma tomada de decis&atilde;o no que atina aos procedimentos diagn&oacute;sticos e terap&ecirc;uticos a serem adotados. Tais princ&iacute;pios s&atilde;o da benefic&ecirc;ncia e n&atilde;o malefic&ecirc;ncia, o do respeito &agrave; autonomia e ao consentimento livre e esclarecido e o da justi&ccedil;a. Todos eles dever&atilde;o ser seguidos pelo bom profissional da sa&uacute;de, para que possa tratar seus pacientes com dignidade, respeitando seus valores, cren&ccedil;as e desejos ao fazer ju&iacute;zos terap&ecirc;uticos, diagn&oacute;sticos e progn&oacute;sticos. Dentro dos princ&iacute;pios bio&eacute;ticos, o m&eacute;dico dever&aacute; desempenhar, na rela&ccedil;&atilde;o com seus pacientes, o papel de consultor, conselheiro e amigo, aplicando os recursos que forem mais adequados</i> (DINIZ, 2006, p.648-649)</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">Hoje, de paciente passou-se &agrave; cliente, aquele que sabe e exige os seus direitos, que participa na tomada de decis&otilde;es junto ao profissional m&eacute;dico.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Roxana Cardoso Brasileiro Borges pontua esta mudan&ccedil;a ao explicar que:</font></p>     <blockquote> 	    <p><font face="Verdana" size="2"><i>No meio m&eacute;dico tem-se buscado uma maior humaniza&ccedil;&atilde;o da medicina. Um reflexo dessa tentativa &eacute; a considera&ccedil;&atilde;o do paciente como cliente. A troca das express&otilde;es &eacute; significativa. Ao tratar o doente como cliente e n&atilde;o como paciente, aquele &eacute; elevado a sujeito, deixando de ser meramente aquele que espera, como a express&atilde;o paciente significa.</i></font></p> 	    <p><font face="Verdana" size="2"><i>&#091;...&#093; Assim, o cliente - e n&atilde;o mais o paciente - decide se quer o tratamento oferecido pelo m&eacute;dico e, estando na dura&ccedil;&atilde;o desse tratamento, pode tamb&eacute;m decidir se vai continuar neste mesmo tratamento</i> (BORGES, 2000, p.296).</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">Como nem sempre avan&ccedil;o e evolu&ccedil;&atilde;o est&atilde;o ligados somente a benef&iacute;cios, com este r&aacute;pido desenvolvimento da tecnologia na &aacute;rea m&eacute;dica, surgiu uma despropor&ccedil;&atilde;o entre os conhecimentos t&eacute;cnicos adquiridos e os aspectos human&iacute;sticos e &eacute;ticos na forma&ccedil;&atilde;o do profissional m&eacute;dico.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Elio Sgreccia (1996, p.111) trata desta despropor&ccedil;&atilde;o, ao explicar o problema da falta da humaniza&ccedil;&atilde;o da medicina. Segundo o autor, h&aacute; quem entenda essa express&atilde;o como a import&acirc;ncia da rela&ccedil;&atilde;o intersubjetiva entre o paciente e o pessoal da sa&uacute;de diante da invas&atilde;o da tecnologia ou da massifica&ccedil;&atilde;o dos hospitais.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Todavia, deve-se entender que o dever de salvar vidas n&atilde;o &eacute; salv&aacute;-la a qualquer custo, mas garantir a dignidade do doente, tratando-o como pessoa.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Neste sentido, as diretivas antecipadas entram na rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico-paciente como meio para que a autonomia privada do paciente, antes de um poss&iacute;vel estado de incapacidade, possa ser exercida, assegurando a sua dignidade e autodetermina&ccedil;&atilde;o. Ainda, direcionar&aacute; o profissional m&eacute;dico e sua equipe para que seja empregado o tratamento e cuidados previamente escolhidos pelo pr&oacute;prio paciente.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Deve-se ressaltar que as diretivas antecipadas servir&atilde;o de meio h&aacute;bil a resguardar o m&eacute;dico de eventual responsabiliza&ccedil;&atilde;o ao fazer ou n&atilde;o fazer uso dos tratamentos e cuidados dispensados pela escolha pr&eacute;via do paciente ainda capaz.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Roxana Brasileiro Cardoso Borges (2000, p.296) disp&otilde;e que, "o testamento vital, ao lado de evitar os procedimentos m&eacute;dicos desmedidos, evita que o m&eacute;dico seja processado por n&atilde;o ter procedido a um procedimento em paciente em fase terminal, conforme solicitado por este no documento".</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nesta seara, o Novo C&oacute;digo de &Eacute;tica M&eacute;dica, a Resolu&ccedil;&atilde;o n. 1.931 de 24 de setembro de 2009, em vigor desde 13 de Abril de 2010<sup>5</sup>, trouxe significativas inova&ccedil;&otilde;es, principalmente em alguns artigos, onde se subentende a possibilidade da formaliza&ccedil;&atilde;o e validade das diretivas antecipadas entre m&eacute;dico e paciente, conforme a seguir:</font></p>     <blockquote> 	    <p><font face="Verdana" size="2"><i>Cap&iacute;tulo I</i></font></p> 	    <p><font face="Verdana" size="2"><i>XXI - No processo de tomada de decis&otilde;es profissionais, de acordo com seus ditames de consci&ecirc;ncia e as previs&otilde;es legais, 	<b>o m&eacute;dico aceitar&aacute; as escolhas de seus pacientes, relativas aos procedimentos diagn&oacute;sticos e terap&ecirc;uticos por eles expressos</b>, desde que adequadas ao caso e cientificamente reconhecidas. (grifo nosso)</i></font></p> 	    <p><font face="Verdana" size="2"><i>&#091;...&#093;</i></font></p> 	    <p><font face="Verdana" size="2"><i>&Eacute; vedado ao m&eacute;dico</i></font></p> 	    <p><font face="Verdana" size="2"><i>Art. 24. Deixar de garantir ao paciente o exerc&iacute;cio do direito de decidir livremente sobre sua pessoa ou seu bem-estar, bem como exercer sua autoridade para limit&aacute;-lo. (grifo nosso)</i></font></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><i>&#091;...&#093;</i></font></p> 	    <p><font face="Verdana" size="2"><i>Art. 41. Abreviar a vida do paciente, ainda que a pedido deste ou de seu representante legal.</i></font></p> 	    <p><font face="Verdana" size="2"><i>Par&aacute;grafo &uacute;nico. Nos casos de doen&ccedil;a incur&aacute;vel e terminal, deve o m&eacute;dico oferecer todos os cuidados paliativos dispon&iacute;veis sem empreender a&ccedil;&otilde;es diagn&oacute;sticas ou terap&ecirc;uticas in&uacute;teis ou obstinadas, 	<b>levando sempre em considera&ccedil;&atilde;o a vontade expressa do paciente</b> ou, na sua impossibilidade, a de seu representante legal. (grifo meu)</i></font></p> 	    <p><font face="Verdana" size="2"><i>&#091;...&#093;</i></font></p> 	    <p><font face="Verdana" size="2"><i>(CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA, 2009).</i></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">Vislumbra-se, portanto, ante o exposto, da aplicabilidade das diretivas antecipadas na rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico-paciente, tornando este &uacute;ltimo part&iacute;cipe da tomada de decis&otilde;es acerca da sua pr&oacute;pria sa&uacute;de, pois ningu&eacute;m melhor que o pr&oacute;prio paciente-cliente, sujeito e detentor de autonomia, para decidir acerca de qual tratamento ou n&atilde;o deseja submeter-se em um poss&iacute;vel estado de incapacidade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Coaduna com esta assertiva Diaulas Costa Ribeiro:</font></p>     <blockquote> 	    <p><font face="Verdana" size="2"><i>Antes, o m&eacute;dico era soberano para tomar decis&otilde;es cl&iacute;nicas. Hoje, deve ser um conselheiro. E como tal, n&atilde;o deve tomar decis&otilde;es. Deve auxiliar o &uacute;nico titular desse direito a tom&aacute;-las: deve ouvir o paciente da anamnese &agrave; indica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica</i> (RIBEIRO, 2006, p.274).</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">Para tanto, devido o paciente n&atilde;o possuir conhecimento t&eacute;cnico-cient&iacute;fico, faz-se mister que o m&eacute;dico lhe fornece e esclare&ccedil;a todas informa&ccedil;&otilde;es para que possa tomar a decis&atilde;o mais adequada, por meio do consentimento informado livre e esclarecido<sup>6</sup>, o qual consiste na exposi&ccedil;&atilde;o pelo m&eacute;dico de todas as terap&ecirc;uticas poss&iacute;veis a que o paciente possa se submeter, informando-lhe os riscos e benef&iacute;cios em linguagem acess&iacute;vel, para que o paciente livremente possa escolher se quer ou n&atilde;o se submeter aquele determinado tratamento. O consentimento informado deve ser, via de regra, escrito, para a seguran&ccedil;a de ambas as partes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Esta rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico-paciente &eacute; ainda mais problem&aacute;tica por causa da presen&ccedil;a e utiliza&ccedil;&atilde;o de aparelhos e todo aparato tecnol&oacute;gico que envolve a terap&ecirc;utica, passando o paciente &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de um ser que precisa de cuidados &agrave;quela de "fazer parte de uma m&aacute;quina".</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Neste sentido, n&atilde;o se deve entender que o dever de salvar vidas n&atilde;o &eacute; salv&aacute;-la a qualquer custo, mas garantir a dignidade do doente, tratando-o como pessoa, e n&atilde;o como instrumento de uma terap&ecirc;utica in&uacute;til7 e que cause mais dores e sofrimentos ao paciente terminal<sup>8</sup>, configurando a distan&aacute;sia.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica de 1988 nos revela que a dignidade da pessoa humana &eacute; um dos fundamentos do nosso Estado. Desta forma, na medida em que a estes doentes n&atilde;o tem mais chance de cura, e para evitar tratamentos que lhe causem mais dores e sofrimentos que somente prolongam a morte, deve ser-lhes dado o direito de morrer com dignidade<sup>9</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&Eacute; importante ressaltar que em um determinado momento o paciente em estado terminal ficar&aacute; inconsciente ou incapaz de manifestar sua vontade. Nesse ponto, destaca-se a import&acirc;ncia das Diretivas Antecipadas como instrumento pelo qual o indiv&iacute;duo poder&aacute; declarar previamente sua vontade quanto &agrave; submiss&atilde;o ou n&atilde;o a determinados tratamentos m&eacute;dicos que v&atilde;o somente prolongar a sua morte causando-lhe mais dores e sofrimentos in&uacute;teis, facultando-lhe, portanto, em optar por um morrer digno.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">E estes momentos finais da vida incluem o processo do morrer, no qual deve ser assegurada a autonomia privada daquele que busca ter um t&eacute;rmino de vida digno, o direito de morrer dignamente. Desta forma, as diretivas antecipadas seria o instrumento mais adequado para garantir a autodetermina&ccedil;&atilde;o do paciente terminal que se encontra incapaz ou inconsciente, sendo o meio h&aacute;bil a assegurar a declara&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via de vontade deste indiv&iacute;duo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>3. O Projeto de Lei n. 524/2009</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O projeto de lei do Senado brasileiro n. 524/2009, de autoria do senador Gerson Camata, visa dispor sobre os direitos em fase terminal de doen&ccedil;a. Este documento tem objetivo de regulamentar a pr&aacute;tica da ortotan&aacute;sia, via devido processo legislativo, ampliando a participa&ccedil;&atilde;o do Parlamento brasileiro no assunto.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O referido projeto basicamente possui os mesmos dispositivos da Resolu&ccedil;&atilde;o n. 1.805/2006 do CFM, por&eacute;m de forma mais detalhada.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No que tange &agrave;s diretivas antecipadas o projeto de lei em seu artigo 6<sup>o</sup> disp&otilde;e que:.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote> 	    <p><font face="Verdana" size="2"><i>Art. 6<sup>o</sup> Se houver manifesta&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel da pessoa em fase terminal de doen&ccedil;a ou, na impossibilidade de que ela se manifeste em raz&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es a que se refere o &sect; 1<sup>o</sup> do art. 5<sup>o</sup>, da sua fam&iacute;lia ou do seu representante legal, &eacute; permitida, respeitado o disposto no &sect; 2<sup>o</sup>, a limita&ccedil;&atilde;o ou a suspens&atilde;o, pelo m&eacute;dico assistente, de procedimentos desproporcionais ou extraordin&aacute;rios destinados a prolongar artificialmente a vida.</i></font></p> 	    <p><font face="Verdana" size="2"><i>&sect; 1<sup>o</sup> Na hip&oacute;tese de impossibilidade superveniente de manifesta&ccedil;&atilde;o de vontade do paciente e caso este tenha, anteriormente, enquanto l&uacute;cido, se pronunciado contrariamente &agrave; limita&ccedil;&atilde;o e suspens&atilde;o de procedimentos de que trata o caput, dever&aacute; ser respeitada tal manifesta&ccedil;&atilde;o.</i></font></p> 	    <p><font face="Verdana" size="2"><i>&sect; 2<sup>o</sup>. A limita&ccedil;&atilde;o ou a suspens&atilde;o a que se refere o caput dever ser fundamentada e registrada no prontu&aacute;rio do paciente e ser&aacute; submetida a an&aacute;lise m&eacute;dica revisora, definida em regulamento.</i> (CAMATTA, 2009).</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">Assim, pelo disposto no artigo 6<sup>o</sup>, &sect;1<sup>o</sup>, caso o paciente tenha se manifestado contr&aacute;rio &agrave; limita&ccedil;&atilde;o ou suspens&atilde;o do tratamento antes de se tornar incapaz, esta vontade dever&aacute; ser respeitada. O pr&oacute;prio artigo 6<sup>o</sup> trata da autonomia privada do paciente, retratando a diretiva antecipada.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Por conseguinte, entende-se que, caso o paciente tenha se pronunciado previamente em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; recusa aos procedimentos extraordin&aacute;rios ou desproporcionais, tal pronunciamento deve ser considerado como v&aacute;lido. Desse modo, caso o paciente, em estado terminal e inconsciente tenha manifestado anteriormente sua rejei&ccedil;&atilde;o a um determinado procedimento, sua vontade dever&aacute; ser respeitada.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <hr align="left" width="30%" size="1">     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>2</sup> A declara&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via de vontade do paciente terminal foi proposta pela primeira vez em 1967 pela Sociedade Americana para a Eutan&aacute;sia.</font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><sup>3</sup> A terminalidade, conforme afirma Raquel Sztajn (2009, p.252), &eacute; estado de fato, estado da natureza, em que a superveni&ecirc;ncia da morte, seja por agravamento da doen&ccedil;a, seja por outra causa (trauma ou acidente) &eacute; inevit&aacute;vel, ocorrendo esse evento em lapso temporal relativamente curto.</font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><sup>4</sup> Apresentado nos Estados Unidos, ap&oacute;s quatro anos de trabalho, pela National Commission for the Protection of Human Subjects of Biomedcal and Behavioral Research (NAVES; S&Aacute;, 2009, p.02).</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><sup>5</sup> Resolu&ccedil;&atilde;o n.1.931/2009. Bras&iacute;lia: CFM, 2009. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a target="_blank" href="http://www.portalmedico.org.br/resolucoes/CFM/2009/1931_2009.htm">http://www.portalmedico.org.br/resolucoes/CFM/2009/1931_2009.htm</a>&gt;. Acesso em: 20 Abr. 2010.</font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><sup>6</sup> O consentimento esclarecido &eacute; um direito do paciente e um dever do m&eacute;dico, previsto no cap. IV, art. 22 do C&oacute;digo de &Eacute;tica M&eacute;dica. Ademais, &eacute; uma garantia constitucional, exercido pelo direito &agrave; informa&ccedil;&atilde;o, prevista no artigo 5<sup>o</sup>, inciso XIV da Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988.</font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><sup>7</sup> Terapias in&uacute;teis ou ineficazes para o tratamento do doente seriam aquelas que somente prolongariam a penosidade da doen&ccedil;a, configurando-se como tratamento desproporcional em rela&ccedil;&atilde;o aos riscos e benef&iacute;cios, o que condena o paciente a uma agonia prolongada artificialmente, mas sem uma chance de cura, tamb&eacute;m chamadas de insist&ecirc;ncia terap&ecirc;utica (BENTO, 2008, p.167).</font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><sup>8</sup> Paciente terminal &eacute; o doente cr&ocirc;nico para quem a medicina n&atilde;o oferece nenhuma chance real de cura (GARCIA, 2007, p.261).</font></p>    <p><font face="Verdana" size="2"><sup>9</sup> &#091;...&#093; O direito de morrer dignamente &eacute; reivindica&ccedil;&atilde;o por v&aacute;rios direitos, como a dignidade da pessoa, a liberdade, a autonomia, a consci&ecirc;ncia, refere-se ao desejo de se ter uma morte humana, sem o prolongamento da agonia por parte de um tratamento in&uacute;til. Isso n&atilde;o se confunde com o direito de morrer. Esse tem sido reivindicado como sin&ocirc;nimo de eutan&aacute;sia ou de aux&iacute;lio ao suic&iacute;dio, que s&atilde;o interven&ccedil;&otilde;es que causam ou antecipam a morte (BORGES, 2001, p. 284-285).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">1. BENTO, Luis Antonio. Bio&eacute;tica: desafios &eacute;ticos no debate contempor&acirc;neo. S&atilde;o Paulo: Paulinas, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4522472&pid=S1886-5887201200030000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">2. BORGES, Roxana Cardoso Brasileiro Borges. Direito de morrer de morrer dignamente: eutan&aacute;sia, ortotan&aacute;sia, consentimento informado, testamento vital, an&aacute;lise constitucional e penal e direito comparado. In: SANTOS, Maria Celeste Cordeiro Leite. Biodireito: ci&ecirc;ncia da vida, os novos desafios. S&atilde;o Paulo: Ed. Revista dos Tribunais, 2001. p.283-305.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4522474&pid=S1886-5887201200030000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">3. BRASIL. Senado Federal. PLS-PROJETO DE LEI DO SENADO, N<sup>o</sup> 524 de 2009. Senado, 25 de novembro de 2009. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a target="_blank" href="http://www.senado.gov.br/sf/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=94323">http://www.senado.gov.br/sf/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=94323</a>&gt;. Acesso em: 20 mar.2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4522476&pid=S1886-5887201200030000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">4. CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA. Resolu&ccedil;&atilde;o n.1.805/2006. Bras&iacute;lia: CFM, 2006. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a target="_blank" href="http://www.portalmedico.org.br/resolucoes/cfm/2006/1805_2006.htm">http://www.portalmedico.org.br/resolucoes/cfm/2006/1805_2006.htm</a>&gt;. Acesso em: 30 ago. 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4522478&pid=S1886-5887201200030000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">5. CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA. Resolu&ccedil;&atilde;o n.1.931/2009. Bras&iacute;lia: CFM, 2009. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a target="_blank" href="http://www.portalmedico.org.br/resolucoes/CFM/2009/1931_2009.htm">http://www.portalmedico.org.br/resolucoes/CFM/2009/1931_2009.htm</a>&gt;. Acesso em: 20 Abr. 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4522480&pid=S1886-5887201200030000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">6. DINIZ, Maria Helena Diniz. O estado atual do Biodireito. 3<sup>a</sup> Edi&ccedil;&atilde;o, S&atilde;o Paulo: Ed. Saraiva, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4522482&pid=S1886-5887201200030000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">7. GARCIA, Iber&ecirc; Anselmo. Aspectos m&eacute;dicos e jur&iacute;dicos da eutan&aacute;sia. Revista Brasileira de Ci&ecirc;ncias Criminais, S&atilde;o Paulo, Brasil , v.15, n.67 , p. 253-275, jul./ago. 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4522484&pid=S1886-5887201200030000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">8. PENALVA, Luciana Dadalto. Declara&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via de vontade do paciente terminal. 2009 181 f. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado) - Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de Minas Gerais, Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Direito.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4522486&pid=S1886-5887201200030000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">9. RIBEIRO, Diaulas Costa. Um novo testamento: Testamentos vitais e Diretivas Antecipadas. In: V Congresso Brasileiro de Direito de Fam&iacute;lia, 2006, Belo Horizonte, MG. Anais V Congresso Brasileiro de Direito de Fam&iacute;lia. Belo Horizonte, MG: IBDFAM - Instituto Brasileiro de Direito de Fam&iacute;lia, 2005. v. 1. p. 273-283.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4522488&pid=S1886-5887201200030000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">10. S&Aacute;, Maria de F&aacute;tima Freire de. Direito de morrer: eutan&aacute;sia, suic&iacute;dio assistido. 2<sup>a</sup> Edi&ccedil;&atilde;o, Belo Horizonte: Ed. Del Rey, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4522490&pid=S1886-5887201200030000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">11. S&Aacute;, Maria de F&aacute;tima Freire. NAVES, Bruno Torquato de Oliveira. Manual de Biodireito. Belo Horizonte: Del Rey, 2009. 347p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4522492&pid=S1886-5887201200030000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">12. SGRECCIA, Elio. Manual de bio&eacute;tica : volume 1 : fundamentos e &eacute;tica biom&eacute;dica. S&atilde;o Paulo: Loyola, 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4522494&pid=S1886-5887201200030000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">13. SZTAJN, Rachel. Terminalidade da vida: a ortotan&aacute;sia e a constitucionalidade da res. CFM 1.805/2006. Revista de Direito Constitucional e Internacional, S&atilde;o Paulo , v.17, n.66 , p.245-257, jan. 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4522496&pid=S1886-5887201200030000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Fecha de recepci&oacute;n: 9 de febrero 2012    <br>Fecha de aceptaci&oacute;n: 28 de febrero 2012</font></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BENTO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Luis Antonio]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Bioética: desafios éticos no debate contemporâneo]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Paulinas]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BORGES]]></surname>
<given-names><![CDATA[Roxana Cardoso Brasileiro Borges]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Direito de morrer de morrer dignamente: eutanásia, ortotanásia, consentimento informado, testamento vital, análise constitucional e penal e direito comparado]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[SANTOS]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria Celeste Cordeiro Leite]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Biodireito: ciência da vida, os novos desafios]]></source>
<year>2001</year>
<page-range>283-305</page-range><publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Revista dos Tribunais]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>BRASIL^dSenado Federal</collab>
<source><![CDATA[PLS-PROJETO DE LEI DO SENADO, Nº 524 de 2009.]]></source>
<year>25 d</year>
<month>e </month>
<day>no</day>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA</collab>
<source><![CDATA[Resolução n.1.805/2006]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[CFM]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA</collab>
<source><![CDATA[Resolução n.1.931/2009]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[CFM]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Diniz]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria Helena]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O estado atual do Biodireito]]></source>
<year>2006</year>
<edition>3</edition>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Saraiva]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[GARCIA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Iberê Anselmo]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Aspectos médicos e jurídicos da eutanásia]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Brasileira de Ciências Criminais]]></source>
<year>jul.</year>
<month>/a</month>
<day>go</day>
<volume>15</volume>
<numero>67</numero>
<issue>67</issue>
<page-range>253-275</page-range><publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[PENALVA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Luciana Dadalto]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Declaração prévia de vontade do paciente terminal]]></source>
<year>2009</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[RIBEIRO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Diaulas Costa]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Um novo testamento: Testamentos vitais e Diretivas Antecipadas]]></article-title>
<source><![CDATA[Anais]]></source>
<year>2005</year>
<volume>1</volume>
<conf-name><![CDATA[V Congresso Brasileiro de Direito de Família]]></conf-name>
<conf-loc> </conf-loc>
<page-range>273-283</page-range><publisher-loc><![CDATA[Belo Horizonte^eMG MG]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[IBDFAM - Instituto Brasileiro de Direito de Família]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SÁ]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria de Fátima Freire de]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Direito de morrer: eutanásia, suicídio assistido]]></source>
<year>2005</year>
<edition>2</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Belo Horizonte ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Del Rey]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SÁ]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria de Fátima Freire]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[NAVES]]></surname>
<given-names><![CDATA[Bruno Torquato de Oliveira]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Manual de Biodireito]]></source>
<year>2009</year>
<page-range>347</page-range><publisher-loc><![CDATA[Belo Horizonte ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Del Rey]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SGRECCIA]]></surname>
<given-names><![CDATA[Elio]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Manual de bioética : volume 1: fundamentos e ética biomédica]]></source>
<year>1996</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Loyola]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SZTAJN]]></surname>
<given-names><![CDATA[Rachel]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Terminalidade da vida: a ortotanásia e a constitucionalidade da res]]></article-title>
<source><![CDATA[CFM 1.805/2006. Revista de Direito Constitucional e Internacional]]></source>
<year>jan.</year>
<month> 2</month>
<day>00</day>
<volume>17</volume>
<numero>66</numero>
<issue>66</issue>
<page-range>245-257</page-range><publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
