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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Importância Atribuída ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP)]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Background: Know the conception of ethics in research of the researches and members of the ethics in research committees - CEP (secretaries, presidents/coordinators and advisors); identify the significance attributed to the CEP by researchers and members of the CEP; identify the reasons that bring the researchers to submit their projects to the CEP. Methods: Quantitative and descriptive survey approved by the CEP/UESB and performed with 95 people. Data were analyzed by Sphinx Software. Results: 52,5% of the participants of the survey said that ethics in research is an "interdisciplinary science that deals with the protection of all those involved in research with livings beings". Among the members of the CEP who participated of the survey, 50% stated that the importance of the CEP resides in the fact of having increased the awareness about the relevance of ethics in research; while for 38,1% of the participant researchers of the survey, submitting research projects to ethical review is significant to protect themselves and the research participant, being this, in their opinion, the main reason to submission of the project to the CEP. Also were brought forward as motives the necessity to fulfill the requirements of the university, the research financiering institution, the data recollection institution, the CONEP and for publication. Conclusions: The CEP has assumed every time more significance and prominence as social mechanism of science control, which has direct relation with the improvement of the ethic consciousness of the researchers, the increase of scientific development of the institutions and the ethical-scientific quality of the researches.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="2"><b>ART&Iacute;CULO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b>Import&acirc;ncia Atribu&iacute;da ao Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa (CEP)</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b>Significance Attributed to the Ethics Research Committee</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Adriana Silva Barbosa*, Rita Narriman Silva de Oliveira Boery**, M&aacute;rcio Roger Ferrari***</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">*Bi&oacute;loga, especialista em Metodologia do Ensino Superior pelas Faculdades Integradas de Jequi&eacute; (FIJ), mestre em Enfermagem e Sa&uacute;de pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), analista universit&aacute;ria da UESB, secret&aacute;ria do Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa (CEP) da UESB, Jequi&eacute;, Bahia, Brasil. E-mail: <a href="mailto:drybarbosa@yahoo.com.br">drybarbosa@yahoo.com.br</a>    <br>**Enfermeira, professora titular do Departamento de Sa&uacute;de da UESB, doutora em Enfermagem pela Universidade Federal de S&atilde;o Paulo (Unifesp), professora do programa de p&oacute;sgradua&ccedil;&atilde;o (mestrado) em Enfermagem e Sa&uacute;de, membro suplente do CEP/Uesb, Jequi&eacute;, Bahia, Brasil. E-mail: <a href="mailto:rboery@gmail.com">rboery@gmail.com</a>    <br>***Analista de Sistemas formado pela Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP). Atua na administra&ccedil;&atilde;o de servidores e no desenvolvimento de Sistemas Web. E-mail: <a href="mailto:mrogerf@gmail.com">mrogerf@gmail.com</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Objetivos:</b> Conhecer a concep&#231;&#227;o de &#233;tica em pesquisa de pesquisadores e componentes de Comit&#234;s de &#201;tica em Pesquisa - CEPs (secret&#225;rios, presidentes/coordenadores e pareceristas); identificar a import&#226;ncia atribu&#237;da ao CEP pelos pesquisadores e componentes de CEP; identificar os motivos que levam os pesquisadores a submeter seus projetos ao CEP.    <br><b>M&#233;todos:</b> Estudo quantitativo e descritivo, aprovado pelo CEP/UESB e realizado com 95 pessoas. Os dados foram analisados pelo Software Sphinx.    <br><b>Resultados:</b> 52,5% dos participantes do estudo disseram que a &#233;tica em pesquisa &#233; uma "ci&#234;ncia interdisciplinar que se ocupa da prote&#231;&#227;o de todos os envolvidos em pesquisa com seres vivos". Dentre os componentes de CEP participantes do estudo, 50% deles afirmaram que a import&#226;ncia do CEP reside no fato de ter aumentado a conscientiza&#231;&#227;o sobre a relev&#226;ncia da &#233;tica em pesquisa; enquanto que, para 38,1% dos pesquisadores participantes do estudo, submeter projetos de pesquisa &#224; revis&#227;o &#233;tica &#233; importante para proteger a si e ao participante da pesquisa, sendo este, na opini&#227;o deles, o principal motivo para submiss&#227;o do projeto ao CEP. Tamb&#233;m foram apontados como motivos para submiss&#227;o a necessidade de cumprir as exig&#234;ncias da universidade, dos &#243;rg&#227;os de financiamento &#224; pesquisa, da institui&#231;&#227;o de coleta de dados, da CONEP e para a publica&#231;&#227;o.    <br><b>Conclus&#227;o:</b> O CEP tem assumido cada vez mais import&#226;ncia e destaque no controle social da ci&#234;ncia, o qual tem rela&#231;&#227;o direta com o aprimoramento da consci&#234;ncia &#233;tica dos pesquisadores, com o aumento do desenvolvimento cient&#237;fico das institui&#231;&#245;es e da qualidade &#233;tico-cient&#237;fica das pesquisas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras chave:</b> &#233;tica em pesquisa, comiss&#227;o de &#233;tica, revis&#227;o &#233;tica, bio&#233;tica, &#233;tica.</font></p> <hr size="1">     <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Background:</b> Know the conception of ethics in research of the researches and members of the ethics in research committees - CEP (secretaries, presidents/coordinators and advisors); identify the significance attributed to the CEP by researchers and members of the CEP; identify the reasons that bring the researchers to submit their projects to the CEP.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br><b>Methods:</b> Quantitative and descriptive survey approved by the CEP/UESB and performed with 95 people. Data were analyzed by Sphinx Software.    <br><b>Results:</b> 52,5% of the participants of the survey said that ethics in research is an "interdisciplinary science that deals with the protection of all those involved in research with livings beings". Among the members of the CEP who participated of the survey, 50% stated that the importance of the CEP resides in the fact of having increased the awareness about the relevance of ethics in research; while for 38,1% of the participant researchers of the survey, submitting research projects to ethical review is significant to protect themselves and the research participant, being this, in their opinion, the main reason to submission of the project to the CEP. Also were brought forward as motives the necessity to fulfill the requirements of the university, the research financiering institution, the data recollection institution, the CONEP and for publication.    <br><b>Conclusions:</b> The CEP has assumed every time more significance and prominence as social mechanism of science control, which has direct relation with the improvement of the ethic consciousness of the researchers, the increase of scientific development of the institutions and the ethical-scientific quality of the researches.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Key words:</b> Ethics, Research, Ethics Committees, Ethical Review, Bioethics.</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>1. Introdu&#231;&#227;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com o passar dos anos, os avan&#231;os tecnol&#243;gicos em todas as &#225;reas da ci&#234;ncia foram se tornando cada vez maiores. Isto significa que a bio&#233;tica tem assumido uma relev&#226;ncia cient&#237;fica e social cada dia mais importante, j&#225; que responde &#224; necessidade de dar sentido moral &#224;s pr&#225;ticas cient&#237;ficas envolvendo seres vivos, notadamente seres humanos, constituindo-se tamb&#233;m em uma ferramenta para o enfrentamento de dilemas &#233;ticos (SCHRAMM, 2002).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Neste contexto, de acordo com Cohen (2008), a bio&#233;tica &#233; um fen&#244;meno cultural criado para lidar com a complexa combina&#231;&#227;o da revolu&#231;&#227;o cient&#237;fica com a crise de valores proveniente das profundas transforma&#231;&#245;es sociais.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Assim, a ci&#234;ncia e a tecnologia, independente da &#225;rea do conhecimento, n&#227;o podem prescindir da bio&#233;tica para que se possa avan&#231;ar para uma ci&#234;ncia eticamente respons&#225;vel, associada a uma tecnologia a servi&#231;o da humanidade e a uma democracia real, que concilie liberdade e justi&#231;a, incentivando o desenvolvimento da ci&#234;ncia dentro de suas fronteiras humanas (COSTA; GARRAFA; OSELKA, 1998).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Neste sentido, tornam-se relevantes estudos que visam a compreender a concep&#231;&#227;o de &#233;tica em pesquisa e a import&#226;ncia atribu&#237;da ao Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa (CEP) pelos pesquisadores e componentes de CEP (presidentes/coordenadores, secret&#225;rios e membros pareceristas). Para tanto, emergiram as seguintes quest&#245;es norteadoras: qual &#233; a concep&#231;&#227;o de &#233;tica em pesquisa dos pesquisadores e componentes do CEP? Qual a import&#226;ncia atribu&#237;da ao CEP pelos pesquisadores e seus componentes? Quais os motivos que levam os pesquisadores a submeter seus projetos ao CEP?</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Para responder a estes questionamentos, elaborou-se os seguintes objetivos: conhecer a concep&#231;&#227;o de &#233;tica em pesquisa de pesquisadores dos pesquisadores e componentes do CEP; identificar a import&#226;ncia atribu&#237;da ao CEP pelos pesquisadores e por seus componentes; identificar os motivos que levam os pesquisadores a submeter seus projetos ao CEP.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>2. M&#233;todos</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Este estudo constitui-se parte da disserta&#231;&#227;o de mestrado "Entraves e Potencialidades dos Comit&#234;s de &#201;tica em Pesquisa (CEPs) das Universidades Estaduais da Bahia", do Programa de P&#243;s-Gradua&#231;&#227;o em Enfermagem e Sa&#250;de da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (PPGES/UESB), e caracteriza-se como uma pesquisa quantitativa e descritiva, aprovada pelo Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa da UESB (protocolo N<sup>o</sup> 134/2009) e realizada com quatro CEP do estado da Bahia.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os dados foram coletados atrav&#233;s de quatro tipos de question&#225;rios elaborados pelas autoras (considerando o alcance dos objetivos) e respondido eletronicamente (por e-mail) pelos participantes do estudo no per&#237;odo de dezembro de 2009 a maio de 2010. A amostra do estudo &#233; composta de 95 (noventa e cinco) indiv&#237;duos, sendo eles pessoas que fazem parte dos CEP e pesquisadores que submetem ou submeteram projetos de pesquisa aos CEP participantes do estudo, selecionados de acordo com os crit&#233;rios descritos a seguir.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os pareceristas de CEP participantes da pesquisa foram selecionados atrav&#233;s de sorteio por &#225;rea de conhecimento a partir da rela&#231;&#227;o de pareceristas do CEP. Se uma &#225;rea de conhecimento era representada por mais de uma pessoa, foi realizado o sorteio entre as pessoas da mesma &#225;rea do conhecimento para selecionar o participante. Em caso de n&#227;o aceita&#231;&#227;o da pessoa sorteada, era realizado novo sorteio. Todos os presidentes/coordenadores e secret&#225;rios dos CEP participantes do estudo foram convidados a integrar a amostra, embora apenas metade deles (2 de cada grupo) aceitaram participar. Um dos CEP n&#227;o forneceu a rela&#231;&#227;o de pareceristas, impossibilitando que os mesmos fossem convidados a participar do estudo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os pesquisadores foram, em sua maioria, selecionados atrav&#233;s dos Diret&#243;rios dos Grupos de Pesquisa da Plataforma Lattes com o emprego dos crit&#233;rios para identifica&#231;&#227;o de realiza&#231;&#227;o de pesquisas envolvendo seres humanos estabelecidos por Barbosa (2010). Alguns pesquisadores tamb&#233;m foram contatados com o aux&#237;lio de alguns dos CEP participantes.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Todos os convidados a participar da pesquisa receberam um e-mail convite apresentando a pesquisadora e fornecendo esclarecimentos sobre a pesquisa e sua import&#226;ncia. Anexos ao e-mail convite encontravam-se o question&#225;rio (de acordo com a categoria participante) e o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os dados obtidos com os question&#225;rios constitu&#237;ram um banco de dados no <i>Software Sphinx L&#233;xica for Windows</i>, vers&#227;o 5.0 em portugu&#234;s, e foram analisados quantitativamente com o emprego da Estat&#237;stica Descritiva e dispostos em tabelas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>3. Resultados</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ao perguntarmos aos participantes do estudo sobre sua concep&#231;&#227;o de &#233;tica em pesquisa, 52,5% deles disseram que a &#233;tica em pesquisa &#233; uma "ci&#234;ncia interdisciplinar que se ocupa da prote&#231;&#227;o de todos os envolvidos em pesquisa com seres vivos", 28,7% afirmaram que "&#233; uma forma de prote&#231;&#227;o aos sujeitos da pesquisa", 9% relataram ser um "ramo da filosofia que se ocupa da pesquisa com seres humanos", enquanto 1,6% afirmaram ser a "ci&#234;ncia que aumenta a burocracia em pesquisas com seres vivos". A op&#231;&#227;o "n&#227;o sei o que &#233; &#233;tica em pesquisa" n&#227;o foi mencionada e a op&#231;&#227;o outro foi citada por 8,2% dos participantes deste estudo. &#201; importante lembrarmos que cada participante poderia assinalar quantas alternativas fossem necess&#225;rias. Dentre as respostas agrupadas na op&#231;&#227;o outro, destacamos:</font></p>     <blockquote> 	    <p><i><font face="Verdana" size="2">"Creio que a &#233;tica em pesquisa &#233;, sobretudo, um adequado recurso para orientar a pesquisa quanto ao seu imprescind&#237;vel papel em favor da vida, ou seja, orienta&#231;&#227;o bio&#233;tica. A &#233;tica em pesquisa pode ser considerada como consci&#234;ncia orientadora da pesquisa, para al&#233;m das possibilidades t&#233;cnicas e dos recursos cient&#237;ficos dispon&#237;veis no &#226;mbito das ci&#234;ncias".</font></i></p> 	    <p><i><font face="Verdana" size="2">"&#201;tica para preservar os interesses humanos, coletivos, sociais e de justi&#231;a no avan&#231;o da ci&#234;ncia - n&#227;o h&#225; progresso qualificado sem &#233;tica, apenas a ci&#234;ncia posicionada como instrumento das mazelas capitalistas".</font></i></p> 	    <p><i><font face="Verdana" size="2">"Apesar de n&#227;o considerar a &#233;tica uma ci&#234;ncia, vejo nela tamb&#233;m um campo te&#243;rico que baliza o c&#243;digo normativo que deve constituir a moral das pessoas envolvidas em pesquisa com seres humanos, delimitando a pr&#225;xis. Considerando a eventual peculiaridade dos casos em que se deve recorrer &#224; &#233;tica, acho que ela n&#227;o deve prescindir de um exame consciencial".</font></i></p> 	    <p><i><font face="Verdana" size="2">"Ramo da filosofia que se ocupa das pesquisas em ci&#234;ncias, envolvendo animais humanos e n&#227;o humanos, na perspectiva da prote&#231;&#227;o de todos os envolvidos nas pesquisas, inclusive o(s) pesquisador(es)".</font></i></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">Ao serem perguntados sobre a import&#226;ncia do CEP para a institui&#231;&#227;o em que trabalham, 50% dos componentes do CEP (presidentes/coordenadores, secret&#225;rios e pareceristas) participantes deste estudo afirmaram que "aumentou a conscientiza&#231;&#227;o sobre a relev&#226;ncia da &#233;tica em pesquisa", 15,8% relataram que "facilita a submiss&#227;o de projetos ao CEP", 15,8% disseram que "aumentou o n&#250;mero de projetos financiados", 7,9% mencionaram que "os pesquisadores est&#227;o elaborando mais projetos" e 15,8% assinalaram a alternativa outro (<a href="#t1">Tabela 1</a>). Devemos lembrar que era poss&#237;vel aos componentes do CEP, participantes do estudo, assinalar quantas alternativas fossem necess&#225;rias e tamb&#233;m fornecer outras respostas (agrupadas na alternativa outro), das quais destacamos:</font></p>     <blockquote> 	    <p><i><font face="Verdana" size="2">"Em n&#237;vel mundial, todas pesquisas envolvendo seres humanos para serem publicadas necessitam de parecer do CEP, o que aumenta a demanda".</font></i></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i><font face="Verdana" size="2">"Permite um aprimoramento da consci&#234;ncia dos pesquisadores quanto ao seu papel para o desenvolvimento da ci&#234;ncia e da responsabilidade com os sujeitos da pesquisa, entendidos como verdadeiramente sujeitos, observando-se a sua dignidade de sujeitos".</font></i></p> 	    <p><i><font face="Verdana" size="2">"Insere a universidade no cen&#225;rio da Bio&#233;tica especialmente da &#233;tica em pesquisa".</font></i></p> 	    <p><i><font face="Verdana" size="2">"Creio que a exist&#234;ncia do CEP pode funcionar como n&#250;cleo de precipita&#231;&#227;o para o estabelecimento da quest&#227;o da &#233;tica em campos mais abrangentes (pol&#237;tico, social, educacional etc.)".</font></i></p> </blockquote>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font face="Verdana" size="2"><a name="t1"><img border="0" src="/img/revistas/bioetica/n26/original4_t1.gif"></a><b>    <br>Tabela 1:</b> Import&#226;ncia atribu&#237;da ao CEP por seus componentes (presidentes/coordenadores, secret&#225;rios e pareceristas)    <br>no estudo Import&#226;ncia atribu&#237;da ao Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa (CEP). Jequi&#233;/BA, 2010.    <br>Fonte: Dados da disserta&#231;&#227;o de mestrado "Entraves e Potencialidades dos    <br>Comit&#234;s de &#201;tica em Pesquisa (CEPs) das Universidades Estaduais da Bahia. Jequi&#233;/BA, 2010".</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Perguntamos aos pesquisadores participantes deste estudo qual a import&#226;ncia que eles atribu&#237;am &#224; submiss&#227;o de projetos de pesquisa ao CEP. Cerca de 38,1% deles afirmaram que submeter projetos ao CEP "&#233; importante para proteger a mim e aos sujeitos da pesquisa", 21,3% informaram que "&#233; importante para a publica&#231;&#227;o", 18,1% disseram que "&#233; importante para cumprir as normas da Comiss&#227;o Nacional de &#201;tica em Pesquisa (CONEP) e da institui&#231;&#227;o em que trabalho", 14,2% disseram que "&#233; importante para que eu possa melhorar o projeto", 2,6% afirmaram que n&#227;o considera importante e 0,6% afirmaram que considera importante, porque tem afinidade/gosto pela bio&#233;tica (<a href="#t2">Tabela 2</a>). Os pesquisadores participantes podiam assinalar quantas alternativas fossem necess&#225;rias e 5,2% deles assinalaram tamb&#233;m a op&#231;&#227;o outro, da qual destacamos as seguintes respostas:</font></p>     <blockquote> 	    <p><i><font face="Verdana" size="2">"&#201; importante para preservar os reais interesses humanos, no desenvolvimento da ci&#234;ncia com a preserva&#231;&#227;o do meio, das garantias individuais e da sustentabilidade harm&#244;nica da vida - embora nem sempre as comiss&#245;es de &#233;tica conhe&#231;am o seu papel".</font></i></p> 	    <p><i><font face="Verdana" size="2">"Importante para estabelecer regras na rela&#231;&#227;o da pesquisa com a sociedade".</font></i></p> 	    <p><i><font face="Verdana" size="2">"Estimula o aluno de gradua&#231;&#227;o e p&#243;s-gradua&#231;&#227;o a manter a &#233;tica em pesquisa desde a academia".</font></i></p> 	    <p><i><font face="Verdana" size="2">"&#201; importante para fazer valer o respeito por todos os que est&#227;o envolvidos naquela pesquisa, protegendo-os e, sobretudo, para evitar poss&#237;veis comportamentos abusivos".</font></i></p> 	    <p><i><font face="Verdana" size="2">"O tr&#226;mite do projeto de pesquisa no CEP tem sido uma luta &#225;rdua e desgastante (tanto profissionalmente quanto na discuss&#227;o acad&#234;mica com os colegas). O processo &#233; lento e, algumas vezes, come&#231;amos o projeto antes do resultado, porque precisamos cumprir o cronograma, principalmente quando o projeto tem financiamento externo. Condi&#231;&#227;o que parece n&#227;o ser considerada para o comit&#234; local. Um projeto com financiamento externo j&#225; passou por v&#225;rios pareceristas. Penso que se este foi aprovado o tr&#226;mite na institui&#231;&#227;o deve ser mais r&#225;pido. Apenas para registro. Projetos com financiamento externo, que iniciaram as atividades antes do parecer do CEP, n&#227;o foram aprovados no comit&#234; de &#233;tica local e n&#227;o s&#227;o registrados na Pr&#243;-Reitoria de Pesquisa e P&#243;s-Gradua&#231;&#227;o. Nessa condi&#231;&#227;o, parece que trabalhamos na clandestinidade na institui&#231;&#227;o. Quando concorremos aos editais, somos professores da institui&#231;&#227;o e depois a pr&#243;pria institui&#231;&#227;o n&#227;o o registra no seu banco de dados".</font></i></p> </blockquote>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font face="Verdana" size="2"><a name="t2"><img border="0" src="/img/revistas/bioetica/n26/original4_t2.gif"></a>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br><b>Tabela 2:</b> Import&#226;ncia atribu&#237;da &#224; submiss&#227;o do projeto de pesquisa ao CEP pelos participantes    <br>do estudo Import&#226;ncia atribu&#237;da ao Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa (CEP). Jequi&#233;/BA, 2010.    <br>Fonte: Dados da disserta&#231;&#227;o de mestrado "Entraves e Potencialidades dos    <br>Comit&#234;s de &#201;tica em Pesquisa (CEPs) das Universidades Estaduais da Bahia. Jequi&#233;/BA, 2010".</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Tamb&#233;m se perguntou aos pesquisadores participantes do estudo quais motivos levam/levaram-nos a submeter seus projetos de pesquisa a um CEP. Ao responderem &#224; quest&#227;o, 38% afirmaram que &#233; a "consci&#234;ncia da necessidade de proteger a mim e aos sujeitos da pesquisa", 30,7% relataram que era uma exig&#234;ncia da universidade em que trabalham, 16,1% disseram que era "exig&#234;ncia da institui&#231;&#227;o de financiamento do projeto", 10,2% informaram que era "exig&#234;ncia da institui&#231;&#227;o de coleta dos dados" e 5,7% assinalaram a op&#231;&#227;o outra. &#201; importante lembrar que cada pesquisador participante poderia assinalar quantas alternativas fossem necess&#225;rias. Dentre as respostas agrupadas na op&#231;&#227;o "outra", destacou-se:</font></p>     <blockquote> 	    <p><i><font face="Verdana" size="2">"O entendimento de que todos somos seres humanos muito propensos a falhas e sempre necessitamos de ajuda para n&#227;o agredir ou causar dano as partes envolvidas nos nossos intentos. O avan&#231;o da ci&#234;ncia n&#227;o ser&#225; pleno se for constru&#237;do sobre bases prec&#225;rias ou qualquer tipo de ciz&#226;nia, de partes ou do todo, vide a 2<sup>o</sup> Guerra Mundial".</font></i></p> 	    <p><i><font face="Verdana" size="2">"Exig&#234;ncia da CONEP".</font></i></p> 	    <p><i><font face="Verdana" size="2">"Legisla&#231;&#227;o".</font></i></p> 	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i><font face="Verdana" size="2">"Exig&#234;ncia para publica&#231;&#227;o".</font></i></p> 	    <p><i><font face="Verdana" size="2">"Exig&#234;ncia do mestrado e para validar e respaldar a pesquisa, pois caso contr&#225;rio, n&#227;o serve nem para publica&#231;&#227;o".</font></i></p> </blockquote>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>4. Discuss&#227;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Cerca de 1,6% dos participantes desta pesquisa afirmaram que a &#233;tica em pesquisa &#233; a "ci&#234;ncia que aumenta a burocracia em pesquisas com seres vivos", o que remonta a quest&#245;es referentes &#224; burocratiza&#231;&#227;o dos CEP. Embora os documentos solicitados pelo CEP para a revis&#227;o &#233;tica do projeto sejam importantes para deixar claro o compromisso &#233;tico dos pesquisadores envolvidos na pesquisa, os mesmos e o tr&#226;mite do projeto no CEP n&#227;o devem ser entendidos e executados de forma a tornar morosa a aprecia&#231;&#227;o do projeto pelo CEP, uma vez este &#243;rg&#227;o precisa realizar suas fun&#231;&#245;es com celeridade e emitir o parecer dos projetos dentro de 30 (trinta) dias, conforme preconiza a Resolu&#231;&#227;o 196/96 (BRASIL, 1996) e que os pesquisadores tamb&#233;m possuem prazos, delimitados no projeto, a serem cumpridos, os quais se n&#227;o forem atendidos podem inviabilizar o desenvolvimento do projeto.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Deve-se lembrar, portanto, como afirmam Furukawa e Cunha (2010, p. 147), que os CEP devem garantir que "as pesquisas sejam realizadas dentro dos preceitos &#233;ticos, sem ser um obst&#225;culo para o desenvolvimento das mesmas", priorizando sempre o cumprimento dos prazos estabelecidos e o fornecimento das orienta&#231;&#245;es necess&#225;rias ao pesquisador, enquanto este n&#227;o deve se eximir de submeter seu projeto &#224; aprecia&#231;&#227;o &#233;tica, devendo apresent&#225;-lo ao CEP com um cronograma de atividades que contemple o tempo necess&#225;rio para a submiss&#227;o e aprova&#231;&#227;o do projeto pelo CEP.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No que concerne &#224; concep&#231;&#227;o de &#233;tica em pesquisa, &#233; importante lembrar que a &#233;tica encontra-se vinculada a tr&#234;s pr&#233;-requisitos: percep&#231;&#227;o dos conflitos (no que concerne &#224; consci&#234;ncia das contradi&#231;&#245;es humanas), autonomia para escolher (o que significa compet&#234;ncia para se posicionar entre os sentimentos e a raz&#227;o) e coer&#234;ncia na tomada de decis&#227;o, o que implica em uma l&#243;gica entre pensamento e a&#231;&#227;o (COHEN, 2008).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Al&#233;m disso, ainda segundo Cohen (2008), a bio&#233;tica surgiu como consequ&#234;ncia do progresso da ci&#234;ncia e do conceito de autonomia, conduzindo a uma revolu&#231;&#227;o social que ultrapassa os limites da medicina, envolvendo, portanto, todas as &#225;reas do conhecimento humano.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Assim como a &#233;tica e a bio&#233;tica, a &#233;tica em pesquisa &#233; multi, inter e transdiciplinar, n&#227;o sendo exclusiva de nenhuma &#225;rea do conhecimento, mas relacionada com todas elas por ocupar-se essencialmente de tudo o que &#233; vivo e do que est&#225; relacionado com a vida encarada de forma mais ampla, considerando o ser humano, os animais, os vegetais, o meio ambiente e, consequentemente, o Planeta Terra como um organismo vivo sem o qual o ser humano parece ser incapaz de sobreviver, conforme apontado por grande parte dos participantes deste estudo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Neste contexto, a &#233;tica em pesquisa envolve dilemas e conflitos &#233;ticos constantes; com os quais, n&#227;o s&#243; o pr&#243;prio CEP, mas tamb&#233;m os pesquisadores e a sociedade devem se deparar e refletir, o que significa que a &#233;tica em pesquisa pode ser encarada sob diversos pontos de vista, exceto aquele que desconsidera, desvaloriza e/ou desrespeita a vida em todas as suas formas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Neste sentido, a &#233;tica em pesquisa relaciona-se &#224; n&#227;o adultera&#231;&#227;o da pesquisa, &#224; n&#227;o manipula&#231;&#227;o dos seus resultados, ao respeito aos participantes do estudo e aos colaboradores da pesquisa, a n&#227;o plagiar, a lidar com dinheiro com honestidade, &#224; transpar&#234;ncia da pesquisa, &#224; n&#227;o apropria&#231;&#227;o indevida de bens materiais e intelectuais e, consequentemente, &#224; integridade do trabalho e &#224; confiabilidade dos bens externos (KOTTOW, 2008), o que implica necessariamente na prote&#231;&#227;o aos participantes das pesquisas e coloca a ci&#234;ncia sob a &#233;gide do controle social, conforme encontra-se expl&#237;cito na maioria das resposta sobre a import&#226;ncia do CEP.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Desse modo, diante da exist&#234;ncia de impasses entre a ci&#234;ncia e a &#233;tica, Pegoraro (2002) lembra que n&#227;o basta apenas o conhecimento cient&#237;fico da constitui&#231;&#227;o f&#237;sica e biol&#243;gica das coisas. &#201; necess&#225;rio tamb&#233;m aliar este conhecimento ao horizonte &#233;tico com o qual balizamos nossa rela&#231;&#227;o com a natureza e com a pr&#243;pria ci&#234;ncia. O horizonte &#233;tico aponta para o futuro e orienta nosso cotidiano por ser constru&#237;do de fatos pessoais, hist&#243;ricos, pol&#237;ticos, cient&#237;ficos, econ&#244;micos, religiosos, dentre outros, al&#233;m de possuir a capacidade de articular-se com os avan&#231;os cient&#237;ficos para conferir-lhes qualidade humana e propiciar o estabelecimento de um ponto de equil&#237;brio entre o pr&#243;prio horizonte &#233;tico e o cient&#237;fico, o que demonstra a import&#226;ncia da exist&#234;ncia de CEP como instrumentos de controle social da ci&#234;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Assim, o caminho &#233;tico encontra-se sempre em constru&#231;&#227;o de acordo a avalia&#231;&#227;o das situa&#231;&#245;es cotidianas, tecnocient&#237;ficas e socioculturais e, embora n&#227;o trace limites definitivos &#224; ci&#234;ncia, prop&#245;e que esta use seus resultados prudentemente para conferir &#224; pesquisa cient&#237;fica pleno sentido &#233;tico, o que significa que cabe "ao ser humano presidir a busca da integra&#231;&#227;o do horizonte &#233;tico com os debates cient&#237;ficos, sem posi&#231;&#245;es pr&#233;vias de ambos os lados" (PEGORARO, 2002, p.38), uma vez que a eticidade de uma pesquisa depende essencialmente do respeito a deveres e valores morais vigentes numa cultura e numa sociedade. Deveres estes que o cientista deve realizar enquanto pessoa moral e membro da sociedade no intuito de dirimir eventuais conflitos de interesses e valores de modo racional e imparcial (PAL&#193;CIOS; REGO; SCHRAMM, 2003), o que implica na necessidade de cumprir as normas &#233;ticas conforme evidenciado por muitas das respostas aos questionamentos sobre a import&#226;ncia do CEP e os motivos para submiss&#227;o de projetos de pesquisa &#224; revis&#227;o &#233;tica.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O CEP &#233; um &#243;rg&#227;o de vital import&#226;ncia para toda e qualquer institui&#231;&#227;o de ensino e pesquisa; pois, possui dentre suas fun&#231;&#245;es, a miss&#227;o de proteger os participantes da pesquisa (os quais muitas vezes se encontram em situa&#231;&#227;o de vulnerabilidade socioecon&#244;mica, psicol&#243;gica e de sa&#250;de) e sensibilizar os pesquisadores quanto &#224; import&#226;ncia de respeitar os direitos e a integridade f&#237;sica, moral, psicol&#243;gica e cultural dos participantes das pesquisas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A relev&#226;ncia do CEP tamb&#233;m se torna evidente quando lembramos que o debate &#233;tico sobre a pesquisa travado neste &#243;rg&#227;o passa por um meio n&#227;o exclusivamente acad&#234;mico, favorecendo a amplia&#231;&#227;o da reflex&#227;o &#233;tica ao colocar os participantes da pesquisa, nas pessoas dos representes dos usu&#225;rios e/ou da comunidade, para tomar parte do CEP e de suas discuss&#245;es, j&#225; que este espa&#231;o tamb&#233;m pertence a eles, pois os CEP seguem o modelo moral pluralista (OLIVEIRA, 2004).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Al&#233;m disso, os CEP tamb&#233;m protegem os pesquisadores e as institui&#231;&#245;es de pesquisa e contribuem para o aprimoramento de seu trabalho ao verificar a necessidade de alguns ajustes nos projetos de pesquisa, auxiliando assim na minimiza&#231;&#227;o dos desconfortos e/ou riscos a que os participantes ser&#227;o submetidos e na maximiza&#231;&#227;o dos benef&#237;cios aos participantes e/ou &#224; sociedade; o que, consequentemente, reduz a ocorr&#234;ncia de pesquisas com falhas &#233;ticas que comprometem os participantes da pesquisa, o pesquisador enquanto profissional e a institui&#231;&#227;o enquanto promotora das pesquisas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#201; importante ressaltar tamb&#233;m que, como mostraram as respostas dos componentes do CEP, ao estimular o aprimoramento dos projetos de pesquisa, o CEP auxilia no desenvolvimento de uma cultura de pesquisa na institui&#231;&#227;o, o que resulta em um maior n&#250;mero de projetos elaborados e financiados e no aumento da produtividade em pesquisa da institui&#231;&#227;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Diante disso, de acordo com o Manual Operacional para Comit&#234;s de &#201;tica em Pesquisa (BRASIL, 2006, p.15), "&#233; indiscut&#237;vel a import&#226;ncia do CEP para a realiza&#231;&#227;o de pesquisas &#233;ticas e cientificamente corretas e relevantes", o que significa que este &#243;rg&#227;o possui grande relev&#226;ncia para a institui&#231;&#227;o que o abriga, para os pesquisadores e para os participantes da pesquisa.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Oliveira (2004) tamb&#233;m relata que a import&#226;ncia do CEP est&#225; associada ao desenvolvimento do pensamento &#233;tico da comunidade acad&#234;mica e &#224; cidadania, uma vez que os pesquisadores passam a refletir enquanto cidad&#227;os no que concerne &#224; rela&#231;&#227;o existente entre o seu projeto e os participantes dele e come&#231;am a se preocupar em verificar se estes est&#227;o entendo o prop&#243;sito do estudo do qual v&#227;o participar.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Assim, ao garantir a prote&#231;&#227;o dos participantes das pesquisas e a integridade das mesmas, o CEP assume uma import&#226;ncia inequ&#237;voca (TAUIL; GUILHEN, 2009), a qual se expressa em todas as atividades por ele desempenhadas, inclusive a submiss&#227;o de projetos de pesquisa, a qual deve ocorrer desde a gradua&#231;&#227;o em todas as pesquisas que envolvam seres humanos. Jorge et al. (2007) salientam que a submiss&#227;o de projetos de pesquisa a um CEP ensina aos estudantes regras e procedimentos para realizar pesquisas e demonstram o respeito que a investiga&#231;&#227;o envolvendo seres humanos deve ter para com aqueles que a ela se submetem.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Deve-se lembrar que a exist&#234;ncia de um CEP pr&#243;prio (com sede na institui&#231;&#227;o) facilita todo esse processo, notadamente a submiss&#227;o de projetos &#224; revis&#227;o &#233;tica e o acompanhamento dos projetos aprovados. Todavia, ainda que pesem todas as evid&#234;ncias da relev&#226;ncia, necessidade e import&#226;ncia da exist&#234;ncia de mais CEP e do fornecimento de adequadas condi&#231;&#245;es de funcionamento aos j&#225; existentes, muitas institui&#231;&#245;es ainda n&#227;o compreendem esses aspectos e o papel do CEP e n&#227;o fazem esfor&#231;o para constituir seus pr&#243;prios CEP e/ou tratam com descaso os j&#225; existentes, o que se torna um contrassenso e um mart&#237;rio para os CEP e para os pesquisadores; pois estas mesmas institui&#231;&#245;es exigem que os pesquisadores submetam seus projetos a um CEP e estes, juntamente com a institui&#231;&#227;o, cobram do CEP celeridade em seu funcionamento, quando este, muitas vezes, v&#234;-se obrigado a dar conta de uma demanda acima de suas capacidades ao mesmo tempo em que se lan&#231;a em uma luta hom&#233;rica para contornar os entraves existentes e continuar funcionando.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#201; importante ressaltar tamb&#233;m que, apesar dos entraves existentes ao seu funcionamento, o CEP deve se esfor&#231;ar ao m&#225;ximo para cumprir os prazos estabelecidos junto &#224; CONEP e aos pesquisadores e atuar como um parceiro destes &#250;ltimos, nunca como um &#243;rg&#227;o de censura e repress&#227;o &#224; pesquisa. O n&#227;o cumprimento dos prazos e a op&#231;&#227;o pela postura de sensor colocam em cheque o papel educativo do CEP e a sua import&#226;ncia perante a comunidade cient&#237;fica e a sociedade, uma vez que os pesquisadores podem vir a realizar a pesquisa antes da aprova&#231;&#227;o do CEP ou mesmo sem submet&#234;-la &#224; revis&#227;o &#233;tica, conforme relatado por um dos participantes deste estudo. Isso pode expor os participantes da pesquisa a desconfortos e/ou riscos minimiz&#225;veis ou evit&#225;veis e o pesquisador e a institui&#231;&#227;o ao constrangimento de n&#227;o obterem o reconhecimento dos padr&#245;es &#233;ticos de suas pesquisas e de n&#227;o poderem publicar seus resultados.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Estes aspectos descaracterizam o pr&#243;prio desenvolvimento cient&#237;fico da institui&#231;&#227;o, pois a ci&#234;ncia deve dar um retorno de suas atividades e descobertas e resultar em benef&#237;cios &#224; sociedade. Isto se torna exequ&#237;vel atrav&#233;s da publica&#231;&#227;o e da aplica&#231;&#227;o dos resultados em a&#231;&#245;es efetivas de melhoria e/ou mudan&#231;a da realidade encontrada pelos estudos, o que s&#243; &#233; poss&#237;vel de ser concretizado se as pesquisas forem desenvolvidas de acordo com os mais altos padr&#245;es &#233;ticos nacionais e internacionais, atestados pela revis&#227;o &#233;tica realizada por um CEP, o qual deve receber todo o apoio institucional necess&#225;rio para realizar todas suas atividades com qualidade, celeridade e efic&#225;cia.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Disto depreende-se que a exist&#234;ncia e a realidade de funcionamento do CEP refletem o <i>status</i> de import&#226;ncia e o n&#237;vel consolida&#231;&#227;o das atividades de pesquisa da institui&#231;&#227;o que o abriga, bem como seu desenvolvimento cient&#237;fico e tecnol&#243;gico e a sua preocupa&#231;&#227;o em conferir &#224; sociedade o direito de participar ativamente das decis&#245;es de impacto &#233;tico-cient&#237;fico e social referentes &#224; pesquisa na institui&#231;&#227;o e dar-lhe algum retorno do desenvolvimento destas atividades.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>5. Conclus&#245;es</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A maioria dos participantes da pesquisa (52,5%) considera a &#233;tica em pesquisa uma ci&#234;ncia interdisciplinar que se ocupa da prote&#231;&#227;o de todos os envolvidos em pesquisa com seres vivos, mas muitos deles tamb&#233;m mencionam a &#233;tica em pesquisa como algo que possui um papel orientador da ci&#234;ncia, que vai al&#233;m da t&#233;cnica com o intuito de favorecer e proteger a vida humana e n&#227;o humana e que, por estar relacionada &#224; moral e &#224; preserva&#231;&#227;o dos interesses humanos, deve estar aliada a um exame de consci&#234;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Neste contexto, a import&#226;ncia atribu&#237;da ao CEP por 50% dos componentes de CEP participantes deste estudo reside no aumento da conscientiza&#231;&#227;o da relev&#226;ncia da &#233;tica em pesquisa, enquanto 38,1% dos pesquisadores participantes afirmam que a submiss&#227;o do projeto de pesquisa ao CEP &#233; uma forma de prote&#231;&#227;o de si e dos participantes da pesquisa, o que demonstra que o CEP tem assumido cada vez mais um papel de import&#226;ncia e destaque no controle social da ci&#234;ncia, o qual tem rela&#231;&#227;o direta com o aprimoramento da consci&#234;ncia &#233;tica dos pesquisadores, com o aumento do desenvolvimento cient&#237;fico das institui&#231;&#245;es e da qualidade &#233;tico-cient&#237;fica das pesquisas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Este aspecto condiz com os motivos para a submiss&#227;o dos projetos de pesquisa ao CEP apontados por 50% dos pesquisadores participantes deste estudo, que afirmam submeter seus projetos, porque isto &#233; importante para proteger a si e aos participantes da pesquisa. Todavia, foi poss&#237;vel perceber que, embora envolva a consci&#234;ncia &#233;tica do pesquisador e o pr&#243;prio sentido de controle social da ci&#234;ncia, conforme apontado por uma das falas dos participantes deste estudo, a submiss&#227;o do projeto de pesquisa ao CEP tamb&#233;m &#233; encarada como uma exig&#234;ncia da institui&#231;&#227;o de pesquisa, da institui&#231;&#227;o de coleta de dados, da CONEP e dos peri&#243;dicos para publica&#231;&#227;o de artigos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Assim, seja por exig&#234;ncia &#233;tico-cient&#237;fica e social ou pela consci&#234;ncia &#233;tica do pesquisador, a import&#226;ncia e relev&#226;ncia do CEP tem se tornado cada vez mais evidente para que a ci&#234;ncia possa caminhar realizando pesquisas que contribuam com o aumento do conhecimento cient&#237;fico da humanidade dentro de padr&#245;es &#233;ticos cada vez mais elevados, ou seja, respeitando cada vez mais o direito &#224; vida em todas as suas formas e a integridade biopsicossocial do ser humano, enquanto ser complexo que pensa, age e interage com o ambiente em que o cerca e que, por este motivo, deve atuar de forma &#233;tica e respons&#225;vel em todas as suas rela&#231;&#245;es, sejam elas com outros seres humanos ou com o meio ambiente que o cerca.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&#234;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">1. BARBOSA, ADRIANA SILVA, <i>Entraves e Potencialidades dos Comit&#234;s de &#201;tica em Pesquisa (CEPs) das Universidades Estaduais da Bahia</i>, Disserta&#231;&#227;o (Mestrado em Enfermagem e Sa&#250;de), Programa de P&#243;s-Gradua&#231;&#227;o em Enfermagem e Sa&#250;de, Jequi&#233;: Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia- UESB, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4540118&pid=S1886-5887201200030000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">2. BRASIL, Minist&#233;rio da Sa&#250;de, Conselho Nacional de Sa&#250;de, <i>Manual Operacional para Comit&#234;s de &#201;tica em Pesquisa</i>, Bras&#237;lia: Minist&#233;rio da Sa&#250;de, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4540120&pid=S1886-5887201200030000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">3. BRASIL, <i>Resolu&#231;&#227;o N<sup>o</sup> 196</i>, de 10 de outubro de 1996, Conselho Nacional de Sa&#250;de, dispon&#237;vel em: &lt;<a target="_blank" href="http://conselho.saude.gov.br/docs/Reso196.doc">conselho.saude.gov.br/docs/Reso196.doc</a>&gt;, Acesso em: 20 set 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4540122&pid=S1886-5887201200030000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">4. COHEN, CL&#193;UDIO.  Por que pensar a bio&eacute;tica?. <i>Rev Assoc Med Bras</i>., v. 54, n. 6, p. 471-481, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4540124&pid=S1886-5887201200030000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">5. COSTA, S&#201;RGIO IBIAPINA FERREIRA; GARRAFA, VOLNEI; OSELKA,  GABRIEL. Apresentando a Bio&#233;tica. in: COSTA, S&#201;RGIO IBIAPINA FERREIRA; GARRAFA, VOLNEI; OSELKA, GABRIEL. (coord.), <i>Inicia&#231;&#227;o &#224; Bio&#233;tica</i>, Bras&#237;lia: Conselho Federal de Medicina, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4540126&pid=S1886-5887201200030000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">6. FURUKAWA, PATR&#205;CIA DE OLIVEIRA; CUNHA, ISABEL CRISTINA KOWAL OLM. Comit&#234;s de &#233;tica em pesquisa: desafios na submiss&#227;o e avalia&#231;&#227;o de projetos cient&#237;ficos. <i>Rev. bras. enferm</i>, v. 63, n.1, p. 145-147, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4540128&pid=S1886-5887201200030000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">7. JORGE MIGUEL TAN&#218;S; PEGORARO, BRUNO LEONARDO; RIBEIRO, LINDIONEZA  ADRIANO. Abrang&#234;ncia de a&#231;&#227;o do Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa da Universidade Federal de Uberl&#226;ndia. <i>Revista Bio&#233;tica</i>, v. 15, n.2, p. 308-316, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4540130&pid=S1886-5887201200030000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">8. KOTTOW,  MIGUEL, Hist&#243;ria da &#233;tica em pesquisa com seres humanos. <i>RECIIS - R. Eletr. de Com. Inf. Inov. Sa&#250;de</i>, Rio de Janeiro, v.2, sup.1, p.07-18, Dez., 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4540132&pid=S1886-5887201200030000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">9. OLIVEIRA MARIA LIZ CUNHA DE, <i>Comit&#234; de &#201;tica em Pesquisa no Brasil</i>: um estudo das representa&#231;&#245;es sociais, Tese de doutorado, Bras&#237;lia: Universa, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4540134&pid=S1886-5887201200030000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">10. PAL&#193;CIOS, MARISA; REGO, S&#201;RGIO; SCHRAMM, FERMIN ROLAND.  A Regulamenta&#231;&#227;o Brasileira em &#201;tica em Pesquisa envolvendo Seres Humanos. in: MEDRONHO, ROBERTO DE A.; BLOCH, K&#193;TIA VERGETTI; LUIZ, RONIR RAGGIO; WERNECK, GUILHERME LOUREIRO, <i>Epidemiologia</i>, 2 ed, S&#227;o Paulo: Atheneu, 2003, p.465-477.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4540136&pid=S1886-5887201200030000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">11. PEGORARO, OLINTO ANT&#212;NIO, <i>&#201;tica e Bio&#233;tica:</i> da subsist&#234;ncia &#224; exist&#234;ncia, Petr&#243;polis, RJ: Vozes, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4540138&pid=S1886-5887201200030000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">12. SCHRAMM, FERMIN ROLAND. A Bio&#233;tica, seu Desenvolvimento e Import&#226;ncia para as Ci&#234;ncias da Vida e da Sa&#250;de. <i>Revista Brasileira de Cancerologia</i>, v. 48, n.4, p. 609-615, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4540140&pid=S1886-5887201200030000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">13. TAUIL, PEDRO LUIZ; GUILHEN, DIRCE. M&#233;todo e &#201;tica: Fundamentos Indissoci&#225;veis no Contexto da Pr&#225;tica  Cient&iacute;fica. <i>Bras&#237;lia Med</i>, v. 1, Supl 1, p. 19-26, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4540142&pid=S1886-5887201200030000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Fecha de recepci&#243;n: 10 de abril 2012    <br>Fecha de aceptaci&#243;n: 9 de febrero 2012</font></p>      ]]></body><back>
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