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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Consentimento livre e esclarecido e avaliação do grau de expressão de coerção em assistência]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Introduction: The informed consent process constitutes an important element in health. Failures in this process may make the patient feel coerced into accepting treatment. Objective: to evaluate the degree of expression of coercion of outpatients and inpatients in a university hospital. Method: cross action study with 285 patients of a university hospital. It was used the Scale of Coercion Expression in care to assess the degree of expression of coercion of participants. We used the Assessment Instrument Development Psychological and moral to also evaluate this data. The data had been analyzed using the Test Qui-square and Index of Correlation of Spearman. Results and conclusion: there was a low level of expression of coercion, predominantly degree zero. The data revealed that the study participants felt free to express their choices and have the capacity to make decisions autonomously.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="2"><b>ARTÍCULO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b>Consentimento livre e esclarecido e avalia&ccedil;&atilde;o do grau de express&atilde;o de coer&ccedil;&atilde;o em assist&ecirc;ncia</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b>Informed consent and evaluation of the degree of expression in enforcement assistance</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Ana Luiza Portela Bittencourt<sup>*</sup>, Alberto Manuel Quintana<sup>**</sup>, Maria Teresa Aquino de Campos Velho<sup>***</sup>Jos&eacute; Roberto Goldim<sup>****</sup>, Laura Anelise Faccio Wottrich<sup>*****</sup> y Amanda Sch&ouml;ffel Sehn<sup>******</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>*</sup>Psic&oacute;loga, graduada em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Maria. Especialista em Psicologia Hospitalar pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Mestre em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Maria. Atualmente doutoranda pelo PPG em Medicina: Cl&iacute;nica M&eacute;dica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. E-mail: <a href="mailto:alportelab@gmail.com">alportelab@gmail.com</a>    <br><sup>**</sup>Psic&oacute;logo, graduado em Psicologia pela Universidad Argentina J F Kennedy. Mestre em Psicologia pela Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica do Rio de Janeiro. Doutor em Ci&ecirc;ncias Sociais pela Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de S&atilde;o Paulo e P&oacute;s-doutorado na Universidade Complutense de Madrid. E-mail: <a href="mailto:albertom.quintana@gmail.com">albertom.quintana@gmail.com</a>    <br><sup>***</sup>M&eacute;dica, graduada em Medicina pela Universidade Federal de Santa Maria. Mestre em Medicina pela Universidade Federal de Santa Maria e Doutora em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina. E-mail: <a href="mailto:mtcamposvelho@hotmail.com">mtcamposvelho@hotmail.com</a>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br><sup>****</sup>Bi&oacute;logo, graduado em Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Mestre pelo PPG em Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Doutor pelo PPG em Medicina: Cl&iacute;nica M&eacute;dica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. E-mail: <a href="mailto:jrgoldim@gmail.com">jrgoldim@gmail.com</a>    <br><sup>*****</sup>Psic&oacute;loga, graduada em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Maria. Especialista em Educa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de Mental Coletiva e resid&ecirc;ncia em Sa&uacute;de Mental Coletiva pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. E-mail: <a href="mailto:lau.wottrich@gmail.com">lau.wottrich@gmail.com</a>    <br><sup>******</sup>Graduanda do nono semestre do curso de Psicologia da Universidade Federal de Santa Maria - RS. E-mail: <a href="mailto:amanda_sehn@hotmail.com">amanda_sehn@hotmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o:</b> o processo de consentimento livre e esclarecido se constitui como um elemento importante na &aacute;rea da sa&uacute;de. Falhas nesse processo podem fazer com que o paciente se sinta coagido a aceitar um tratamento.    <br><b>Objetivo:</b> avaliar o grau de express&atilde;o de coer&ccedil;&atilde;o dos pacientes ambulatoriais e internados em um hospital universit&aacute;rio.    <br><b>M&eacute;todo:</b> estudo transversal com uma amostra de 285 pacientes de um hospital universit&aacute;rio. Utilizou-se a Escala de Express&atilde;o de Coer&ccedil;&atilde;o em Assist&ecirc;ncia para avaliar o grau de express&atilde;o de coer&ccedil;&atilde;o dos participantes. Utilizou-se o Instrumento de Avalia&ccedil;&atilde;o do Desenvolvimento Psicol&oacute;gico-moral para avaliar tamb&eacute;m este dado. Os dados foram analisados empregando-se o Teste Qui-quadrado e &Iacute;ndice de Correla&ccedil;&atilde;o de Spearman.    <br><b>Resultados e conclus&atilde;o:</b> verificou-se um baixo grau de express&atilde;o de coer&ccedil;&atilde;o, predominando o grau nulo. Os dados revelaram que os participantes do estudo sentiram-se livres para expor suas escolhas e apresentam capacidade para tomar decis&otilde;es autonomamente.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chaves:</b> consentimento livre e esclarecido; coer&ccedil;&atilde;o; bio&eacute;tica; assist&ecirc;ncia hospitalar.</font></p> <hr size="1">     <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Introduction:</b> The informed consent process constitutes an important element in health. Failures in this process may make the patient feel coerced into accepting treatment.    <br><b>Objective:</b> to evaluate the degree of expression of coercion of outpatients and inpatients in a university hospital.    <br><b>Method:</b> cross action study with 285 patients of a university hospital. It was used the Scale of Coercion Expression in care to assess the degree of expression of coercion of participants. We used the Assessment Instrument Development Psychological and moral to also evaluate this data. The data had been analyzed using the Test Qui-square and Index of Correlation of Spearman.    <br><b>Results and conclusion:</b> there was a low level of expression of coercion, predominantly degree zero. The data revealed that the study participants felt free to express their choices and have the capacity to make decisions autonomously.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Key words:</b> informed consent; coercion; bioethics; hospital care.</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A designa&ccedil;&atilde;o "Consentimento Informado" foi criada nos EUA em 1957 sendo resultado de uma decis&atilde;o judicial. No Brasil, o uso do consentimento informado come&ccedil;ou a ser normatizado apenas na d&eacute;cada de 70 (Goldim, 2002). Para O'neil (2004), ainda que, cada vez mais, introduzam-se procedimentos adicionais e formul&aacute;rios de consentimento expl&iacute;cito para as interven&ccedil;&otilde;es, esse sempre depender&aacute; do entendimento do que permanece impl&iacute;cito: a vontade do paciente.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Beauchamp e Childress (2002) afirmam que o consentimento livre e esclarecido tem como principal fun&ccedil;&atilde;o tornar poss&iacute;vel e proteger a escolha aut&ocirc;noma dos sujeitos. Entende-se que "o respeito &agrave; autonomia e &agrave; dignidade de cada um &eacute; um imperativo &eacute;tico e n&atilde;o um favor que podemos ou n&atilde;o conceder uns aos outros" (Freire, 1996, p.59). Assim, o processo de consentimento livre e esclarecido &eacute; efetivado quando o paciente, tendo entendimento da situa&ccedil;&atilde;o, e livre de qualquer controle por parte de outro, intencionalmente autoriza o profissional a fazer algo (Beauchamp &amp; Childress, 2002).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O documento &eacute; apenas uma parte desse procedimento, o qual envolve a informa&ccedil;&atilde;o dos fatos e o curso da a&ccedil;&atilde;o. Nesse processo n&atilde;o deve haver coer&ccedil;&atilde;o ou manipula&ccedil;&atilde;o e o sujeito deve ser capaz de consentir. O consentimento livre e esclarecido existe para garantir o respeito aos valores do paciente e facilitar a tomada de decis&atilde;o racional (Terry, 2007).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ao ser convidado a consentir com um procedimento assistencial ou de pesquisa o sujeito deve, ao menos, atender a duas condi&ccedil;&otilde;es: a capacidade para entender e decidir e a voluntariedade (Goldim, 2002). Uma decis&atilde;o volunt&aacute;ria &eacute; aquela tomada livre de qualquer influ&ecirc;ncia ou press&atilde;o. J&aacute; capacidade &eacute; um conceito ligado &agrave; autonomia e que, segundo Terry (2007), implica que o paciente consiga compreender e sopesar as informa&ccedil;&otilde;es fornecidas pelo m&eacute;dico para tomar sua decis&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No campo da psicologia a capacidade tem sido associada ao n&iacute;vel de desenvolvimento psicol&oacute;gico-moral do indiv&iacute;duo (Ramos, 2008). Loevinger (1966) desenvolveu um instrumento que visava avaliar o desenvolvimento psicol&oacute;gico-moral das pessoas. Sua classifica&ccedil;&atilde;o de desenvolvimento do ego estabelece sete n&iacute;veis: pr&eacute;-social, impulsivo, oportunista, conformista, consciencioso, aut&ocirc;nomo e integrado (Protas, 2010). Esta classifica&ccedil;&atilde;o &eacute; utilizada com a finalidade de avaliar se o sujeito apresenta um n&iacute;vel de desenvolvimento psicol&oacute;gico-moral que o capacite a tomar decis&otilde;es aut&ocirc;nomas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Percebe-se a tomada de decis&atilde;o e os elementos relacionados a ela, como aspectos relevantes para a validade do processo de consentimento livre e esclarecido. Devido a isso, considera-se que esses elementos devem ser tamb&eacute;m analisados ao estudar-se tal processo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A compreens&atilde;o a respeito da percep&ccedil;&atilde;o, pelo sujeito, de que foi coagido ao expressar-se &eacute; relevante na medida em que a &aacute;rea da sa&uacute;de caminha no sentido de valorizar as decis&otilde;es volunt&aacute;rias e aut&ocirc;nomas dos pacientes. Desse modo, &eacute; importante entender a forma como esses indiv&iacute;duos se sentem em rela&ccedil;&atilde;o ao acolhimento de suas escolhas pela equipe.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A coer&ccedil;&atilde;o &eacute; entendida por Piaget (1980) como a rela&ccedil;&atilde;o social onde existe um elemento de respeito unilateral, de autoridade ou prest&iacute;gio. Numa rela&ccedil;&atilde;o coercitiva tem-se a imposi&ccedil;&atilde;o de regras que devem ser obedecidas sem questionamento.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No entanto, a percep&ccedil;&atilde;o de coer&ccedil;&atilde;o se coloca como um conceito um tanto diverso daquele de coer&ccedil;&atilde;o propriamente dita (Monahan et al., 1995). O instituto <i>MacArthur Research Network on Mental Health and the Law</i> define a percep&ccedil;&atilde;o de coer&ccedil;&atilde;o como o oposto da percep&ccedil;&atilde;o de autonomia do paciente. Dessa forma, sentir-se coagido durante a interna&ccedil;&atilde;o, psiqui&aacute;trica, no caso dos estudos conduzidos por este grupo, significa que o paciente percebeu que n&atilde;o teve influ&ecirc;ncia, controle, liberdade ou escolha em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; mesma, ou que n&atilde;o tomou a decis&atilde;o de ser hospitalizado (Gardner et al., 1993).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As pesquisas sobre percep&ccedil;&atilde;o de coer&ccedil;&atilde;o s&atilde;o importantes para compreender o impacto da press&atilde;o exercida pela equipe sobre o paciente (Stanhope, Marcus &amp; Solomon, 2009). Pacientes que relataram desconforto devido a comportamentos coercitivos podem acabar n&atilde;o seguindo as orienta&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas, ou n&atilde;o procurando mais aux&iacute;lio m&eacute;dico, mesmo quando necess&aacute;rio (Lidz et al, 1998). V&aacute;zquez (2008) refere que no seguimento do tratamento medidas coercitivas geram conflitos e n&atilde;o s&atilde;o &uacute;teis para a recupera&ccedil;&atilde;o do paciente.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ao perceber que est&aacute; sendo controlado o paciente tamb&eacute;m pode apresentar algumas rea&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas como: depress&atilde;o, ansiedade e a cessa&ccedil;&atilde;o de qualquer esfor&ccedil;o pessoal a fim de aliviar uma situa&ccedil;&atilde;o aversiva (Monahan et al., 1995). Assim, acredita-se que muitos transtornos podem ser evitados no andamento do processo terap&ecirc;utico se o paciente estiver satisfeito com o tratamento recebido tendo suas coloca&ccedil;&otilde;es respeitadas pela equipe.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>2. M&eacute;todo</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Trata-se de um estudo transversal realizado com duas amostras de pacientes (ambulatoriais e em interna&ccedil;&atilde;o) de um hospital universit&aacute;rio do Estado do Rio Grande do Sul, Brasil, totalizando 285 sujeitos, 143 pacientes ambulatoriais e 142 pacientes internados na institui&ccedil;&atilde;o. Todos os participantes eram maiores de 18 anos e foram previamente informados sobre a pesquisa tendo consentido em participar da mesma.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Este estudo teve como objetivo avaliar o grau de express&atilde;o de coer&ccedil;&atilde;o percebido pelos pacientes que compuseram a amostra. Foi utilizada uma escala derivada da escala desenvolvida pelo <i>MacArthur Research Network on Mental Health and the Law</i> (Gardner et al, 1993), a qual foi adaptada para o portugu&ecirc;s por Taborda (2002) e adaptada a situa&ccedil;&atilde;o de assist&ecirc;ncia por Protas (2010). O resultado &eacute; dado atrav&eacute;s de uma gradua&ccedil;&atilde;o que indica o grau de express&atilde;o de coer&ccedil;&atilde;o variando entre 0 e 4.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para complementar este prop&oacute;sito, foi tamb&eacute;m utilizado o instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento psicol&oacute;gico-moral dos participantes a fim de melhor compreender os fatores envolvidos na tomada de decis&atilde;o em assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de. O Instrumento de Avalia&ccedil;&atilde;o do Desenvolvimento Psicol&oacute;gico-moral foi originalmente desenvolvido por Loevinger (1966), sendo, neste trabalho, utilizada a escala adaptada por Souza (1968). Essa avalia o desenvolvimento psicol&oacute;gico-moral o qual permite verificar a capacidade para consentir de uma pessoa. Outros estudos j&aacute; mostram a aplicabilidade desse instrumento (Protas, 2010; Ramos, 2008; Pavan, 2008; Vieiro et al., 2009).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os dados, das duas amostras, foram analisados utilizando-se o programa estat&iacute;stico SPSS vers&atilde;o 15.0. Buscou-se verificar a freq&uuml;&ecirc;ncia de ocorr&ecirc;ncia das vari&aacute;veis, bem como apontar poss&iacute;veis diferen&ccedil;as entre os grupos. Com base na distribui&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis optou-se pelo Teste Qui-quadrado. Al&eacute;m disso, procurou-se identificar a exist&ecirc;ncia de correla&ccedil;&atilde;o entre a express&atilde;o de coer&ccedil;&atilde;o e o desenvolvimento psicol&oacute;gico-moral por meio do &Iacute;ndice de C<i>orrela&ccedil;&atilde;o de Spearman.</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>2.1. Amostra</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A escolha das amostras se deu pela t&eacute;cnica n&atilde;o-probabil&iacute;stica de amostragem acidental (Centro Estat&iacute;stico de Processo &#091;CEP&#093;, 2006) entre os pacientes, de ambos os sexos, que aguardavam consultas ambulatoriais e aqueles internados no hospital onde foi realizada a pesquisa. O tamanho da amostra foi calculado segundo c&aacute;lculo de amostra finita (Levine, Berenson &amp; Stephan, 2000) chegando-se ao total de 143 pacientes atendidos no ambulat&oacute;rio e 142 pacientes em interna&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foram exclu&iacute;dos da pesquisa sujeitos que estivessem em atendimento nas &aacute;reas de psiquiatria. A exclus&atilde;o de pacientes psiqui&aacute;tricos se deve ao fato de a grande maioria dos estudos sobre percep&ccedil;&atilde;o de coer&ccedil;&atilde;o, a que se teve acesso, voltarem sua aten&ccedil;&atilde;o precisamente para essa popula&ccedil;&atilde;o, de forma que no presente estudo se buscou obter conhecimento sobre tal percep&ccedil;&atilde;o em uma popula&ccedil;&atilde;o diferente dessa.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>3. Resultados</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>3.1. Amostra de pacientes ambulatoriais</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foram entrevistadas 143 pessoas atendidas em tratamento ambulatorial no hospital pesquisado. Destas 89 (62,2%) eram do sexo feminino e 54 (37,8%) do sexo masculino. A idade m&eacute;dia das pessoas que compuseram a amostra foi de 47,37 anos, com desvio padr&atilde;o de 13,66.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com rela&ccedil;&atilde;o ao grau de Express&atilde;o de Coer&ccedil;&atilde;o da amostra ambulatorial, verificou-se que 126 (88,1%) dos participantes apresentaram grau nulo de express&atilde;o de coer&ccedil;&atilde;o para se expressar, 11 (7,7%) apresentaram grau "1", 4 (2,8) apresentaram grau "2" e apenas 2 (1,4%) sujeitos apresentaram grau "3". Nenhum question&aacute;rio apresentou grau "4" de express&atilde;o de coer&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os dados relativos ao Desenvolvimento Psicol&oacute;gico-Moral indicam que a maioria dos participantes desta amostra (n=74 - 51,7%) s&atilde;o classificados no n&iacute;vel "consciencioso" da escala de Loevinger (1966), enquanto 16 (11,2%) s&atilde;o apontados como "conformistas" e 53 (37,1%) como aut&ocirc;nomos. Os demais n&iacute;veis da escala aplicada n&atilde;o foram observados.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>3.2. Amostra de pacientes em interna&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Essa amostra foi composta por 142 sujeitos, desses 74 (52,1%) eram do sexo feminino e 68 (47,9%) do sexo masculino. A m&eacute;dia de idades foi de 46,8 anos, o desvio padr&atilde;o foi de 16,25.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O grau de express&atilde;o de coer&ccedil;&atilde;o apresentado na amostra variou do grau "0" (n&atilde;o se percebeu coagido ao expressar-se), apontado em 125 (88%) casos, ao grau "2", em 6 (4,2%) casos. Onze (7,7%) pacientes apresentaram grau "1" de express&atilde;o de coer&ccedil;&atilde;o. Nenhum question&aacute;rio apresentou grau "3" ou "4" neste instrumento.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No que tange ao Desenvolvimento Psicol&oacute;gico-Moral, a maioria (n=92 - 64,8%) dos entrevistados encontravam-se no n&iacute;vel "consciencioso" da escala de desenvolvimento psicol&oacute;gico-moral. Foram identificados 23 (16,2%) sujeitos classificados com "conformistas", 25 (17,6%) como "aut&ocirc;nomos" e apenas 2 (1,4%) no n&iacute;vel "integrado". Os demais n&iacute;veis da escala aplicada n&atilde;o foram observados.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>3.3. Correla&ccedil;&otilde;es entre os constructos nas amostras</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Em ambas as amostras procurou-se a exist&ecirc;ncia de correla&ccedil;&atilde;o entre o grau de express&atilde;o de coer&ccedil;&atilde;o e o n&iacute;vel de desenvolvimento psicol&oacute;gico-moral. Para tanto foi aplicada a correla&ccedil;&atilde;o de Spearman. Em nenhuma das amostras foi observada correla&ccedil;&atilde;o significativa (p&lt;0,05).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>3.4. Dados comparativos entre as amostras</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para compara&ccedil;&atilde;o dos resultados apresentados pelos participantes entre as amostra utilizou-se o Teste Qui-quadrado. N&atilde;o se observou diferen&ccedil;a estat&iacute;stica significativa entre as amostras em rela&ccedil;&atilde;o ao grau de express&atilde;o de coer&ccedil;&atilde;o (p=0,494). Com rela&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel de desenvolvimento psicol&oacute;gico-moral foi encontrada diferen&ccedil;a significativa entre os resultados das amostras (p=0,005). A maior diferen&ccedil;a encontrada foi entre os pacientes da amostra ambulatorial (n=52 - 36,4%) e de interna&ccedil;&atilde;o (n=25 - 17,6%) classificados como "Aut&ocirc;nomos".</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">N&atilde;o foram encontradas correla&ccedil;&otilde;es estatisticamente significativas entre n&iacute;vel de desenvolvimento psicol&oacute;gico-moral e a idade, sexo ou escolaridade dos entrevistados que pudessem justificar esta diferen&ccedil;a nos resultados das amostras.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>4. Discuss&atilde;o e Conclus&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ao longo deste trabalho enfatizou-se que, ao efetuar-se o processo de consentimento livre e esclarecido na assist&ecirc;ncia a sa&uacute;de, almeja-se apresentar informa&ccedil;&otilde;es ao paciente para que, a partir delas e de suas cren&ccedil;as pessoais, ele possa decidir sobre os procedimentos a que ser&aacute; submetido. Espera-se tamb&eacute;m que essa decis&atilde;o seja livre de qualquer influ&ecirc;ncia e que seja respeitada. &Eacute; a partir destas afirma&ccedil;&otilde;es que se pode discutir os resultados encontrados.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O grau de express&atilde;o de coer&ccedil;&atilde;o indica se o paciente pode se expressar em rela&ccedil;&atilde;o ao seu tratamento. Nos resultados expostos, os dados relativos a essa medida n&atilde;o se diferenciam entre as amostras, e indicam um n&iacute;vel baixo de percep&ccedil;&atilde;o de coer&ccedil;&atilde;o ao expressar-se. A maioria dos sujeitos da amostra ambulatorial (95,81%) e da amostra de interna&ccedil;&atilde;o (95,7%) apresentaram grau "0" ou "1" de express&atilde;o de coer&ccedil;&atilde;o o que indica que estes perceberam ter voz nas escolhas feitas em rela&ccedil;&atilde;o ao seu tratamento. Tais resultados assemelham-se &agrave;queles encontrados por Protas (2010), em estudo realizado pela autora, utilizando esse instrumento, de modo que, assim como no estudo realizado por ela, houve maior preval&ecirc;ncia de n&iacute;veis baixos de express&atilde;o de coer&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A capacidade &eacute; tamb&eacute;m apontada como fator importante para a tomada de decis&atilde;o no processo de consentimento livre e esclarecido. O emprego do instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de desenvolvimento psicol&oacute;gico-moral visou, justamente, apontar se os pacientes atendidos no local da pesquisa possu&iacute;am um n&iacute;vel de desenvolvimento psicol&oacute;gico-moral que os capacitasse a tomar decis&otilde;es de modo aut&ocirc;nomo. O que foi observado &eacute; que os sujeitos da pesquisa, em sua maioria, encontram-se no n&iacute;vel "consciencioso" da escala empregada indicando que os mesmos possuem capacidade para tomada de decis&atilde;o, embora estejam ainda pass&iacute;veis a constrangimentos por parte de outros, pois n&atilde;o apresentam a no&ccedil;&atilde;o de regra introjetada (Loevinger, 1966).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A aus&ecirc;ncia de correla&ccedil;&atilde;o significativa entre o grau de express&atilde;o de coer&ccedil;&atilde;o e o n&iacute;vel de desenvolvimento psicol&oacute;gico moral indica que o grau de express&atilde;o de coer&ccedil;&atilde;o independe da capacidade de decis&atilde;o, de forma que tanto sujeitos capazes como incapazes, t&ecirc;m as mesmas possibilidades de sentirem-se coagidos ao expressar-se. A express&atilde;o de coer&ccedil;&atilde;o parece, assim, ser um fen&ocirc;meno situacional, decorrente das viv&ecirc;ncias do sujeito durante processo assistencial.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Com base no que foi exposto, pode-se inferir que os pacientes participantes desta pesquisa se perceberam livres para expressar suas escolhas com rela&ccedil;&atilde;o ao tratamento a seguir. Os dados tamb&eacute;m indicam que os sujeitos possuem um grau de desenvolvimento psicol&oacute;gico-moral que os capacita a tomar decis&otilde;es de modo aut&ocirc;nomo, embora ainda estejam pass&iacute;veis a constrangimentos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>5. Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">1. Beauchamp, T. L., &amp; Childress, J. F. (2002). <i>Princ&iacute;pios de &eacute;tica biom&eacute;dica</i>. S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Loyola.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4529517&pid=S1886-5887201400020000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">2. Centro de Controle Estat&iacute;stico-Cep. (2006) O prop&oacute;sito do controle estat&iacute;stico do processo em tempo real. <i>Vitaminas Dr. CEP</i>, 3 (35). Recuperado de: <a target="_blank" href="http://www.datalyzer.com.br/site/suporte/administrador/info/arquivos/info60/60.html">http://www.datalyzer.com.br/site/suporte/administrador/info/arquivos/info60/60.html</a></a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4529519&pid=S1886-5887201400020000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">3. Freire, P. (1996). <i>Pedagogia da autonomia: saberes necess&aacute;rios &agrave; pr&aacute;tica educativa</i>. S&atilde;o Paulo: Paz e Terra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4529521&pid=S1886-5887201400020000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">4. Gardner, W., Hoge, S. K., Bennett, N., Roth, L. H., Lidz, C. W., Monahan, J., &amp; Mulvey, E. P. (1993). Two scales for measuring patients' perceptions for coercion during mental hospital admission. <i>Behavioral</i> Sciences <i>&amp; the</i> <i>Law</i>, 11(3), 307-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4529523&pid=S1886-5887201400020000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">5. Goldim, J. R. (2002). O consentimento informado numa perspectiva al&eacute;m da autonomia. <i>Revista Revista Associa&ccedil;&atilde;o M&eacute;dica do Rio Grande do Sul</i>, 46 (3,4), 109-116.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4529525&pid=S1886-5887201400020000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">6. Levine, D. M., Berenson, M. L. &amp; Stephan, D. (2000). <i>Estat&iacute;stica: teoria e aplica&ccedil;&otilde;es.</i> Rio de Janeiro: LTC.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4529527&pid=S1886-5887201400020000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">7. Lidz, C., Mulvey, E., Hoge, S., Kirsch, B., Monahan, J., Eisenberg, M., Gardner, W., &amp; Roth, L.T. (1998). Factual sources of psychiatric patients' perceptions of coercion in the hospital admission process. <i>American Journal of Psychiatry</i>, 155 (9), 1254-1260.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4529529&pid=S1886-5887201400020000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">8. Loevinger. J. (1966). The meaning and measurement of ego development. <i>The American psychologist</i>, 21 (3), 195- 206.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4529531&pid=S1886-5887201400020000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">9. Monahan, J., Hoge, S.K., Lidz, C.W., Roth, L.T., Bennett, N., Gardner, W., &amp; Mulvey, E.P. (1995). Coercion and commitment: understanding involuntary mental hospital admission. <i>International Journal of Law</i> <i>and</i> <i>Psychiatry</i>, 18(3), 249-263.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4529533&pid=S1886-5887201400020000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">10. O'Neill, O. (2004) Informed consent and public health. Philosophical Transactions of the Royal Society B.,</i> 359, 1133-1136.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4529535&pid=S1886-5887201400020000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">11. Pavan, A. P. (2008). <i>Avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida e tomada de decis&atilde;o em idosos participantes de grupos socioter&aacute;picos da cidade de Arroio do Meio</i>. (Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4529537&pid=S1886-5887201400020000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">12. Piaget, J. (1980). <i>O ju&iacute;zo Moral na crian&ccedil;a.</i> S&atilde;o Paulo: Summus editorial.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4529539&pid=S1886-5887201400020000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">13. Protas, J. S. (2010). <i>Adapta&ccedil;&atilde;o da Escala de Percep&ccedil;&atilde;o de Coer&ccedil;&atilde;o em Pesquisa e da Escala de Express&atilde;o de Coer&ccedil;&atilde;o para procedimentos assistenciais em sa&uacute;de</i>. (Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4529541&pid=S1886-5887201400020000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">14. Ramos, L. J. (2008). <i>Varia&ccedil;&atilde;o do estado nutricional, da qualidade de vida e da capacidade de tomar decis&atilde;o de idosos institucionalizados e n&atilde;o-institucionalizados no munic&iacute;pio de Porto Alegre, RS.</i> (Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre)</font>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4529543&pid=S1886-5887201400020000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">15. Souza, E. L. P. (1968). Pesquisa sobre as fases evolutivas do ego. <i>Boletim da Sociedade de Psicologia do Rio Grande do Sul</i>, 3(7), 5-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4529545&pid=S1886-5887201400020000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">16. Stanhope, V., Marcus, S., &amp; Solomon, P. (2009). The impact of coercion on services from the perspective of mental health care consumers with co-occurring disorders. <i>Psychiatric Services</i>, 60 (2), 183- 188.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4529547&pid=S1886-5887201400020000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">17. Taborda, J. G. V. (2002). <i>Percep&ccedil;&atilde;o de coer&ccedil;&atilde;o em pacientes psiqui&aacute;tricos, cir&uacute;rgicos e cl&iacute;nicos hospitalizados</i>. (Tese de Doutorado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4529549&pid=S1886-5887201400020000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">18. Terry, P. B. (2007). Informed consent in clinical medicine. <i>Chest</i>, 131(2), 563-568.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4529551&pid=S1886-5887201400020000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">19. V&aacute;zquez, J. M. (2008). Tratamiento ambulatorio involunt&aacute;rio. 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