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<article-id pub-id-type="doi">10.1344/rbd2016.37.16153</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O Testamento Vital e a Relação Médico-Paciente na perspectiva da Autonomia Privada e da Dignidade da Pessoa Humana]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Living Will and Doctor-Patient Relationship from the perspective of Autonomy and Human Dignity]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper reflects on the legal provisions of the patient's will, living will, regulated by the Federal Council of Medicine. The objective was to demonstrate, in a legal perspective, that the instrument is consistent with the Brazilian legal system. For this reflection, ethics and bioethics literature concerning the issue were used. The aim was to establish the living will to guarantee the prevalence of terminal patient's autonomy as a guarantor instrument of the right to die with dignity. Subsequently, it was examined that although not expressly positive in Brazilian law, the interpretation of the principles of human autonomy and dignity, allows the undeniable conclusion that the legal business finds lodgment in the constitutional order. It was observed that to ensure the validity of living wills is essential the disposition of the will, allowing to doctor-patient relationship to occurs inside the necessary parameters to apply dignity and autonomy at the end of life.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="2"><b>ART&Iacute;CULO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b>O Testamento Vital e a Rela&ccedil;&atilde;o M&eacute;dico-Paciente na perspectiva da Autonomia Privada e da Dignidade da Pessoa Humana</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b>Living Will and Doctor-Patient Relationship from the perspective of Autonomy and Human Dignity</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Sergio Martinez<sup>*</sup> e Adaiana Lima<sup>**</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>*</sup> Doutor em Direito das Rela&ccedil;&otilde;es Sociais. Professor Associado do Curso de Direito da Universidade Estadual do Oeste do Paran&aacute;, professor Especial Stricto Sensu da Universidade Comunit&aacute;ria de Chapec&oacute;. Correio eletrônico: <a href="mailto:selfpeq@yahoo.com">selfpeq@yahoo.com</a>    <br><sup>**</sup> Advogada. Bacharel em Direito pela Universidade Estadual do Oeste do Paran&aacute;. Correio eletr&ocirc;nico: <a href="mailto:adaianalima@hotmail.com">adaianalima@hotmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1">    <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Este trabalho realizou reflex&otilde;es jur&iacute;dicas acerca das disposi&ccedil;&otilde;es de vontade do paciente, testamento vital, regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina. O objetivo primordial foi demonstrar, sob uma perspectiva jur&iacute;dica, que o instrumento se coaduna com o ordenamento jur&iacute;dico brasileiro. Para essa reflex&atilde;o, foram utilizadas literaturas em &eacute;tica e bio&eacute;tica sobre o assunto e disposi&ccedil;&otilde;es concernentes ao tema. Buscou-se estabelecer o testamento vital como garantia da preval&ecirc;ncia da autonomia do paciente terminal como instrumento garantidor do direito de morrer com dignidade. Analisou-se que embora ainda n&atilde;o esteja expressamente positivado no ordenamento jur&iacute;dico brasileiro, a interpreta&ccedil;&atilde;o dos princ&iacute;pios da autonomia privada e da dignidade da pessoa humana, permitem a conclus&atilde;o incontest&aacute;vel de que o neg&oacute;cio jur&iacute;dico encontra guarida na ordem constitucional p&aacute;tria. Observou-se que para garantir a validade do testamento vital &eacute; essencial as disposi&ccedil;&otilde;es de vontade, permitindo que as rela&ccedil;&otilde;es m&eacute;dico-pacientes transcorram dentro dos cuidados necess&aacute;rios &agrave; dignidade e autonomia no final da vida.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave:</b> testamento vital; autonomia privada; dignidade da pessoa humana; rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico-paciente.</font></p> <hr size="1">    <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">This paper reflects on the legal provisions of the patient's will, living will, regulated by the Federal Council of Medicine. The objective was to demonstrate, in a legal perspective, that the instrument is consistent with the Brazilian legal system. For this reflection, ethics and bioethics literature concerning the issue were used. The aim was to establish the living will to guarantee the prevalence of terminal patient's autonomy as a guarantor instrument of the right to die with dignity. Subsequently, it was examined that although not expressly positive in Brazilian law, the interpretation of the principles of human autonomy and dignity, allows the undeniable conclusion that the legal business finds lodgment in the constitutional order. It was observed that to ensure the validity of living wills is essential the disposition of the will, allowing to doctor-patient relationship to occurs inside the necessary parameters to apply dignity and autonomy at the end of life.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Key words:</b> living will; private autonomy; human dignity; doctor-patient relationship.</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com a evolu&ccedil;&atilde;o da medicina e da tecnologia passou-se a observar um descompasso entre o progresso e o ordenamento jur&iacute;dico brasileiro. A ci&ecirc;ncia disponibilizou aparelhos e arsenais terap&ecirc;uticos capazes de prolongar a vida. Mas isso n&atilde;o passou livre dos dilemas existenciais e bio&eacute;ticos, uma vez que tais tecnologias n&atilde;o s&atilde;o isentas de efeitos colaterais nos pacientes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Verifica-se que em virtude dessa conflu&ecirc;ncia, o profissional da sa&uacute;de passou a caracterizar o uso do arsenal tecnol&oacute;gico como o fim de sua atividade. Por conseguinte, m&eacute;dicos passaram a submeter os pacientes em quadro terminal a terapias despiciendas, que t&atilde;o somente procrastinam o momento da morte, mas n&atilde;o s&atilde;o capazes de evit&aacute;-la.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Previsto em outros pa&iacute;ses do mundo, o testamento vital, tamb&eacute;m chamado de diretivas antecipadas de vontade, confere ao paciente terminal a prerrogativa de encerrar sua vida com base nos Princ&iacute;pios da Autonomia Privada e Dignidade da Pessoa Humana.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No Brasil, tal assunto &eacute; regulado pela resolu&ccedil;&atilde;o 1995/2012 do Conselho Federal de Medicina e a partir da&iacute; tornou-se oportuno analisar juridicamente essa possibilidade de se buscar um fim aut&ocirc;nomo e digno.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nesse vi&eacute;s, verifica-se a viabilidade de levantar essa discuss&atilde;o, e mais, inserir a sociedade nessa controv&eacute;rsia, uma vez que se vislumbra um porvindouro no qual haver&aacute; diferentes questionamentos a prop&oacute;sito dos limites que se delinear&atilde;o na busca da preserva&ccedil;&atilde;o da vida humana.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Dessa forma, ser&aacute; analisado os aspectos jur&iacute;dicos do testamento vital, inserindo-o a partir da rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico paciente, a qual passa a ser norteada pelos princ&iacute;pios da autonomia de vontade e da dignidade da pessoa humana.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Trata-se de uma pesquisa bibliogr&aacute;fica descritiva anal&iacute;tica, tendo em vista que ser&aacute; constitu&iacute;da na revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica acerca da tem&aacute;tica a ser abordada.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Preliminarmente, ser&aacute; estabelecido os conceitos essenciais relativos &agrave; tem&aacute;tica. Ultrapassada a quest&atilde;o terminol&oacute;gica, ser&atilde;o analisados os princ&iacute;pios da Autonomia Privada e da Dignidade da Pessoa Humana, aplicados &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o do testamento vital e como eles se posicionam e se entrela&ccedil;am no ordenamento jur&iacute;dico brasileiro. E por fim, a rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico e paciente terminal, com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; aplicabilidade do testamento vital e sua correla&ccedil;&atilde;o aos princ&iacute;pios elencados anteriormente.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>2. Conceitos gerais</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Busca-se inicialmente elucidar em que consistem as diretrizes antecipadas, testamento vital, das quais o indiv&iacute;duo poder&aacute; fazer valer quando encontrar-se em situa&ccedil;&atilde;o de terminalidade de vida.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">Na li&ccedil;&atilde;o de Knobel e Silva (2004, p. 133):</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Paciente terminal &eacute; aquele que possui condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de irrevers&iacute;vel, independentemente de estar ou n&atilde;o sob tratamento, e que, com base nesse quadro, apresenta uma alta probabilidade de morrer num per&iacute;odo relativamente curto de tempo</i>.</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">As primeiras diretivas direcionadas a regular os tratamentos a serem aplicados ao paciente terminal surgiram na legisla&ccedil;&atilde;o californiana em 1976, por meio do California Natural Death Act. A inova&ccedil;&atilde;o concedia aos pacientes terminais, devidamente esclarecidos, o direito de recusar determinados tipos de tratamento, tendo em vista o desfecho prov&aacute;vel de sua doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O instrumento para essa manifesta&ccedil;&atilde;o era o chamado "living will", traduzido para o portugu&ecirc;s por testamento vital. Para Dadalto (2010, p. 2), &eacute; um "documento pelo qual uma pessoa capaz pode deixar registrado a quais tratamentos e n&atilde;o tratamentos deseja ser submetida caso seja portadora de uma doen&ccedil;a terminal".</font></p>     <blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">Godinho (2012, p. 956) leciona que</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>O testamento vital consiste num documento, devidamente assinado, em que o interessado juridicamente capaz declara quais tipos de tratamentos m&eacute;dicos aceita ou rejeita, o que deve ser obedecido nos casos futuros em que se encontre em situa&ccedil;&atilde;o que o impossibilite de manifestar sua vontade, como, por exemplo, o coma</i>.</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">Como prolongamento do processo de morrer tem-se, para Sgreccia (1996, p. 533), qualquer meio ou interven&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica que utilize aparelhagens mec&acirc;nicas ou artificiais para sustentar, reativar ou substituir uma fun&ccedil;&atilde;o vital que, quando aplicadas, servem apenas para adiar o momento da morte, podem ser objeto de delimita&ccedil;&atilde;o no testamento vital.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">N&atilde;o &eacute; de se afastar que, assim como testamento vital tem a fun&ccedil;&atilde;o de dar ao indiv&iacute;duo o poder de recusar tratamentos, ele tamb&eacute;m confere a prerrogativa da escolha, dentre aqueles poss&iacute;veis, do tratamento que lhe conv&eacute;m, o que significa que se est&aacute; diante do exerc&iacute;cio da autonomia privada do paciente (S&Aacute; E MOUREIRA, 2012, p. 183).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Farias e Rosenvald (2010, p. 11) afirmam que o testamento vital guarda "conex&atilde;o com a pr&aacute;tica da ortotan&aacute;sia, m&eacute;todo que privilegia a autonomia do paciente terminal e capaz, assegurando-lhe cuidados paliativos e a op&ccedil;&atilde;o da dispensa de tratamento f&uacute;teis e desproporcionais".</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Importa verificar ainda que o testamento vital resguarda o real interesse do indiv&iacute;duo, visto que eventual situa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica que o impe&ccedil;a de expressar sua vontade no que concerne aos rumos do seu tratamento m&eacute;dico, n&atilde;o tem o cond&atilde;o de afastar as diretivas previamente estipuladas. Como aponta Kov&aacute;cs (2003, p. 123), o paciente, quando n&atilde;o mais puder fazer escolhas e participar do seu tratamento, ter&aacute; sua vontade resguarda pelo referido instrumento.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Dadalto (2010, p. 73) bem ressalta que esse documento ainda proporciona ao m&eacute;dico um respaldo legal para a tomada de decis&otilde;es ao deparar-se com situa&ccedil;&otilde;es conflitivas no tocante ao quadro cl&iacute;nico do paciente.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Como visto, o testamento vital &eacute; um documento que deve estar ao alcance de todos, para que qualquer pessoa tenha a possibilidade de preservar o seu desejo de que se deixe de aplicar um tratamento em caso de enfermidade terminal (BETANCOR, 1995, p. 98).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Cumpre ressaltar a exist&ecirc;ncia de cr&iacute;ticas no que diz respeito &agrave; terminologia "testamento vital", por essa raz&atilde;o, alguns doutrinadores fazem uso da nomenclatura "diretivas antecipadas de &uacute;ltima vontade", cunhada pela doutrinadora Luciana Dadalto (2010).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">S&aacute; e Moureira (2012, p. 183-184) certificam que o instrumento, embora se assemelhe ao testamento, distancia-se em uma caracter&iacute;stica essencial -a produ&ccedil;&atilde;o dos efeitos, que no caso do testamento civil &eacute; post mortem.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Assim tamb&eacute;m pensa Lippmann (2013, p. 17) quando enfatiza que o testamento previsto no ordenamento civil diz respeito &agrave;quilo que voc&ecirc; deseja deixar ap&oacute;s a morte, como os bens que lhe foram adquiridos em vida. J&aacute; o testamento vital visa ser eficaz em vida, indicando como voc&ecirc; deseja ser tratado -do ponto de vista m&eacute;dico- se estiver em uma situa&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;a grave e inconsciente.</font></p>     <blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">Perfilha desse entendimento ainda Godinho (2005, p. 956) ao apontar que:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>N&atilde;o se trata exatamente de um testamento, porque este ato jur&iacute;dico se destina a produzir efeitos post mortem; ao rev&eacute;s, o testamento vital tem efic&aacute;cia inter vivos. Ademais, h&aacute; outra significativa distin&ccedil;&atilde;o entre as figuras: o testamento vital tem por objetivo firmar antecipadamente a vontade do paciente quanto aos atos m&eacute;dicos a que, pretende se submeter, subsistindo as instru&ccedil;&otilde;es contidas no documento nos casos que seu subscritor estiver impossibilitado de manifestar-se, o testamento propriamente dito, por seu turno, implica, normalmente, uma divis&atilde;o do patrim&ocirc;nio pertencente ao testador, n&atilde;o obstante a lei permita que o ato seja celebrado para fins n&atilde;o patrimoniais, como o reconhecimento de paternidade, por exemplo</i>.</font></p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Para Nunes (2012, p. 30) "o testamento vital &eacute; vetor de afirma&ccedil;&atilde;o dos direitos individuais, designadamente dos doentes terminais, refor&ccedil;ando o sentimento de autodetermina&ccedil;&atilde;o e de independ&ecirc;ncia face &agrave; interven&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas n&atilde;o desejadas".</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Enquanto vetor de afirma&ccedil;&atilde;o de direitos individuais, uma vez que sua natureza jur&iacute;dica n&atilde;o &eacute; de testamento civil, como observado, resta a configura&ccedil;&atilde;o do testamento vital enquanto neg&oacute;cio jur&iacute;dico.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Amaral (2006, p. 267) afirma que neg&oacute;cio jur&iacute;dico &eacute; uma "declara&ccedil;&atilde;o de vontade privada destinada a produzir efeitos que o agente pretende e o direito reconhece".</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Farias e Rosenvald (2010, p. 642) afirmam que o neg&oacute;cio jur&iacute;dico, por ser situa&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica derivada do elemento volitivo (vontade humana), pertencente &agrave; classe dos fatos jur&iacute;dicos cujo resultado final &eacute; pretendido, desejado, pelas partes, tem n&iacute;tido cunho de satisfa&ccedil;&atilde;o de interesses privados.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nesse sentido concorda Dadalto (2010, 73), visto que garante a autonomia privada ao sujeito, quanto aos tratamentos a que este ser&aacute; submetido em caso de terminalidade da vida, requer um instrumento h&aacute;bil para tanto.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Deve ser destacado que o neg&oacute;cio tem efeito inter vivos, uma vez que tem por escopo ser eficaz em vida, j&aacute; que fixa as diretrizes a serem atendidas durante a vida do sujeito, vinculando m&eacute;dicos, parentes do paciente, conforme a autonomia privada do paciente em declarar tais normas de car&aacute;ter individual.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Cumpre ressaltar que autonomia privada diz respeito &agrave; possibilidade do indiv&iacute;duo de se autodeterminar, por isso Sgreccia (1996, p. 167) afirma que se trata de um princ&iacute;pio relativo aos direitos fundamentais do homem.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No mesmo sentindo se posiciona Brauner (2003, p. 12), ao sustentar que o princ&iacute;pio da autonomia privada ampara a ideia de que o indiv&iacute;duo deve ser reconhecidamente aut&ocirc;nomo em suas decis&otilde;es, isto &eacute;, de que deve ser estimado como sujeito capaz de deliberar sobre os seus objetivos pessoais.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Por seu turno, considera-se autonomia individual, a capacidade ou aptid&atilde;o que t&ecirc;m os indiv&iacute;duos de conduzirem suas respectivas vidas como melhor lhes convier o entendimento de cada uma delas (S&Aacute; e MOUREIRA, 2012, p. 145-146).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nesse contexto, Amaral (2006, p. 348), leciona que a express&atilde;o autonomia da vontade tem uma conota&ccedil;&atilde;o subjetiva, psicol&oacute;gica, enquanto a autonomia privada marca o poder da vontade no direito de um modo objetivo, concreto e real. Corroborando tal distin&ccedil;&atilde;o, ASCENS&Atilde;O (2006, p. 46) aduz que a autonomia da vontade &eacute; algo subjetivo e psicol&oacute;gico, enquanto autonomia privada &eacute; algo objetivo e declarativo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Pelo exposto, o termo autonomia privada &eacute; complementar &agrave; autonomia da vontade, para determinar a liberdade do indiv&iacute;duo de exercitar as suas escolhas acerca dos tratamentos aos quais deseja ou n&atilde;o ser submetido, como condi&ccedil;&atilde;o do pleno uso dos seus direitos da personalidade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Por direitos da personalidade, na prele&ccedil;&atilde;o de Amaral (2006, p. 245-246), entende-se os direitos subjetivos que t&ecirc;m por objeto os bens e valores essenciais da pessoa, no seu aspecto f&iacute;sico, moral e intelectual, raz&atilde;o pela qual conferem ao seu titular o poder de agir na defesa de seus bens ou valores essenciais da personalidade que compreendem no seu aspecto f&iacute;sico, o direito &agrave; vida e ao pr&oacute;prio corpo.</font></p>     <blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">S&aacute; e Moureira (2012, p. 49) reconhecem que os direitos da personalidade s&atilde;o:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Aqueles que t&ecirc;m por objeto os diversos aspectos da pessoa humana, caracterizando-a em sua individualidade e servindo de base para o exerc&iacute;cio de uma vida digna. S&atilde;o direitos da personalidade a vida, a intimidade, a integridade f&iacute;sica, a integridade ps&iacute;quica, o nome, a honra, a imagem, os dados gen&eacute;ticos e todos os seus demais aspectos que projetam a personalidade no mundo</i>.</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">Fachin (2007, p. 46) denota que &eacute; imposs&iacute;vel reconhecer uma vis&atilde;o privat&iacute;stica de direitos da personalidade, desvinculada dos direitos do homem, raz&atilde;o pela qual se faz necess&aacute;rio um exame acurado da fundamenta&ccedil;&atilde;o da dignidade da pessoa humana, que subjaz aos direitos da personalidade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Sarlet (2007, p. 174-175) corrobora sustentando que a tutela jur&iacute;dica aplicada aos direitos da personalidade tem como princ&iacute;pio basilar, o da dignidade da pessoa humana, que norteia e valida o sistema jur&iacute;dico de defesa da personalidade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para Moller (2012, p. 72) &eacute; dif&iacute;cil identificar o momento que surge a no&ccedil;&atilde;o de dignidade, no entanto a autora afian&ccedil;a que &eacute; poss&iacute;vel referir per&iacute;odos da hist&oacute;ria e correntes de pensamento em que se fez presente a ideia que o ser humano possui um valor pr&oacute;prio que lhe &eacute; intr&iacute;nseco.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Dworkin (2003, p. 333-334) preleciona o direito &agrave; dignidade consiste no direito das pessoas de "n&atilde;o serem v&iacute;timas da indignidade, de n&atilde;o serem tratadas de um modo em que, em sua cultura ou comunidade, se entende como demonstra&ccedil;&atilde;o de desrespeito".</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Dada &agrave; import&acirc;ncia de resguardar tal direito, a Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil, elevou em seu artigo 1<sup>o</sup>, inciso III, como princ&iacute;pio fundamental da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil, a dignidade da pessoa humana.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O princ&iacute;pio da Dignidade da Pessoa Humana &eacute; o fundamento para o exerc&iacute;cio da autonomia privada em face das situa&ccedil;&otilde;es de terminalidade de vida. Tendo em considera&ccedil;&atilde;o que os referidos princ&iacute;pios n&atilde;o podem ser analisados em separado.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>3. Autonomia privada e dignidade da pessoa humana no embate da tutela &agrave; vida e ao direito de morrer</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com a manifesta evolu&ccedil;&atilde;o da Medicina e das tecnologias a ela aplicada, passou-se a observar um n&iacute;tido descompasso entre o progresso e os ordenamentos jur&iacute;dicos. Esses avan&ccedil;os da ci&ecirc;ncia acarretaram diversos dilemas existenciais e jur&iacute;dicos que o ordenamento vigente necessita solucionar tendo como foco prim&aacute;rio a prote&ccedil;&atilde;o da pessoa humana.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para Amaral (2006, p. 345), o poder negocial confere aos particulares a capacidade de regular, via neg&oacute;cio jur&iacute;dico, o exerc&iacute;cio de sua pr&oacute;pria autonomia privada, as rela&ccedil;&otilde;es &agrave;s quais participam, estabelecendo-lhes o conte&uacute;do e a respectiva disciplina jur&iacute;dica que, por via de consequ&ecirc;ncia, &eacute; fundamental tanto nas situa&ccedil;&otilde;es jur&iacute;dicas patrimoniais quanto nas existenciais.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nesse contexto, a autonomia privada deve ser entendida sob uma perspectiva dial&oacute;gica, conformada pela Dignidade da Pessoa Humana e, portanto, dirigida aos aspectos existenciais e de terminalidade da pessoa, dos seus "direitos da personalidade, aos direitos de fam&iacute;lia e, em alguns aspectos, aos direitos das sucess&otilde;es" (DADALTO, 2010, p. 14).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Cumpre elucidar que as existenciais s&atilde;o as que conferem a possibilidade, reconhecida pelo direito, da pessoa assumir a sua autonomia privada em situa&ccedil;&otilde;es jur&iacute;dicas que dizem respeito diretamente &agrave; posi&ccedil;&atilde;o terminal de sua vida (S&Aacute; E MOUREIRA, 2012, 36/37).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os direitos que resguardam o paciente terminal, enquanto pessoa, adentram ao &acirc;mbito de situa&ccedil;&otilde;es jur&iacute;dicas existenciais "in extremis". Situa&ccedil;&otilde;es essas que s&atilde;o permeadas pela autonomia privada e, por via de consequ&ecirc;ncia, pela Dignidade da Pessoa Humana.</font></p>     <blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">Assim &eacute; preciso ter em linha de considera&ccedil;&atilde;o que:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><i>Ser pessoa &eacute; ser livre para assumir a titularidade das coordenadas de uma pessoalidade constru&iacute;da pela pr&oacute;pria pessoa com os outros. Todo homem tem liberdade para ser pessoa na medida em que pode assumir a sua pessoalidade. Aqui repousa a legitima&ccedil;&atilde;odo Direito, cujo fim prec&iacute;puo &eacute; a tutela da pessoa e as suas diversas formas de manifesta&ccedil;&atilde;o. Em consequ&ecirc;ncia, tratar a pessoa como n&atilde;o pessoa &eacute; retirar-lhe a dignidade de ser pessoa. &Eacute; afrontar a sua autonomia privada e negar o direito de construir a sua pr&oacute;pria pessoalidade. &Eacute; desrespeitar a sua dignidade e tutelar t&atilde;o somente uma qualidade de ser, o que n&atilde;o necessariamente implica na defesa da dignidade (S&Aacute; e MOUREIRA, 2012, p. 39)</i>.</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">E sob essa perspectiva do Estado Democr&aacute;tico de Direito &eacute; imperioso assegurar ao indiv&iacute;duo o direito ao termino da vida digna, direito este que deve ser exercido pelo indiv&iacute;duo de forma aut&ocirc;noma.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">S&aacute; (2005, p. 25) esclarece que a vida &eacute; um dos valores inerentes &agrave; pessoa humana, mas foi somente por meio dos s&eacute;culos que o direito &agrave; vida passou a ser reconhecido e protegido como bem jur&iacute;dico.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nesse contexto, uma das imprecis&otilde;es acerca do testamento vital &eacute; se ele &eacute; uma afronta ao direito &agrave; vida, perante a qual se faz necess&aacute;rio elucidar o conceito de vida, na Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil:</font></p>     <blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>N&atilde;o ser&aacute; considerada apenas no seu sentido biol&oacute;gico de incessante autoatividade funcional, peculiar &agrave; mat&eacute;ria org&acirc;nica, mas na sua acep&ccedil;&atilde;o biogr&aacute;fica mais compreensiva. Sua riqueza significativa &eacute; de dif&iacute;cil apreens&atilde;o porque &eacute; algo din&acirc;mico, que se transforma incessantemente sem perder a pr&oacute;pria identidade. &Eacute; mais um processo (processo vital), que se instaura com a concep&ccedil;&atilde;o (germina&ccedil;&atilde;o vegetal), transforma-se, progride, mantendo a sua identidade, at&eacute; que muda de qualidade, deixando, ent&atilde;o, de ser vida para ser morte (SILVA, 2006, p. 2000)</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Amaral (2006, p. 256) entende que a vida humana deve ser entendida como:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Fen&ocirc;meno unit&aacute;rio e complexo, uma totalidade unificada de tr&iacute;plice aspecto, o biol&oacute;gico, o ps&iacute;quico e o espiritual. Biologicamente, &eacute; o processo de atividade org&acirc;nica e de transforma&ccedil;&atilde;o permanente do indiv&iacute;duo, desde a concep&ccedil;&atilde;o at&eacute; a morte. Psicologicamente &eacute; a percep&ccedil;&atilde;o de mundo interno e externo ao indiv&iacute;duo. Espiritualmente, significa a intelig&ecirc;ncia e a vontade</i>.</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">A vida n&atilde;o engloba apenas o aspecto da integridade f&iacute;sica do indiv&iacute;duo. J&aacute; n&atilde;o se pode mais privilegiar apenas a dimens&atilde;o biol&oacute;gica, uma vez que acolher o crit&eacute;rio da qualidade de vida significa estar a servi&ccedil;o n&atilde;o s&oacute; da vida propriamente dita, mas tamb&eacute;m da pessoa (S&Aacute;, 2005, p. 32).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nessa seara, h&aacute; os que defendem o direito do indiv&iacute;duo, possuidor do direito fundamental de inviolabilidade do direito &agrave; vida, de decidir o momento e a forma de sua morte, quando n&atilde;o houver mais qualidade de vida a ser vivida. Para S&aacute; e Moureira (2012, p. 10):</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Os que se op&otilde;em &agrave; possibilidade do querer morrer sustentam, dentro outros argumentos, ser dever do Estado preservar a todo custo, a vida humana, entendida esta como bem jur&iacute;dico supremo. O poder p&uacute;blico estaria obrigado a fomentar o bem estar dos cidad&atilde;os e a evitar que sejam mortos ou colocados em situa&ccedil;&atilde;o de risco. Eventuais direitos do indiv&iacute;duo estariam, muitas vezes, subordinados aos interesses do Estado, que obrigaria a ado&ccedil;&atilde;o de todas as medidas visando ao prolongamento da vida, at&eacute; mesmo contra a vontade da pessoa</i>.</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">Nesse segmento se encontra a corrente vitalista que, de acordo com Perim e Heringer (2008, p. 19), estima o aspecto biol&oacute;gico da vida e privilegia o tempo vivido no tocante quantitativo do mesmo, em detrimento da qualidade existencial auferida pelo indiv&iacute;duo. Consideram que o direito &agrave; morte n&atilde;o existe, existindo unicamente o direito-dever de viver, raz&atilde;o pela qual o homem &eacute; apenas um usufrutu&aacute;rio de seu corpo e de sua exist&ecirc;ncia (VIEIRA, 2003, p. 96-97).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Entretanto, Sgreccia (1996, p. 160) afirma que a defesa e a promo&ccedil;&atilde;o da vida tem seu limite derradeiro na morte, que comp&otilde;em parte da vida, e a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de f&iacute;sica ou ps&iacute;quica tem seu limite na doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Faz-se, ent&atilde;o, necess&aacute;rio sopesar as complexidades e humanidades de cada caso concreto, com todo o seu entorno e diversidade, para que a vida e a morte sejam sopesadas por crit&eacute;rios qualitativos e n&atilde;o quantitativos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No filme "Mar Adentro", dirigido por Alejandro Amen&aacute;bar, o ator Javier Barden interpreta a hist&oacute;ria ver&iacute;dica de Ram&oacute;n Sampedro, um marinheiro e escritor espanhol que ficou tetrapl&eacute;gico aos 25 anos ap&oacute;s um grave acidente. Tendo em vista sua incapacidade f&iacute;sica, Ramon pleiteou junto a justi&ccedil;a espanhola o seu direito de "morrer dignamente", motivo pelo qual sofreu duras cr&iacute;ticas da Igreja, do Estado e da sociedade, o que culminou com o indeferimento do seu pedido.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Inconformado com tal decis&atilde;o denegat&oacute;ria de seu pedido, Ram&oacute;n Sampedro redigiu uma correspond&ecirc;ncia endere&ccedil;ada aos variados seguimentos da sociedade, na qual questionou: "o que &eacute; para voc&ecirc;s dignidade?". E asseverou: "seja qual for &agrave; resposta das vossas consci&ecirc;ncias, saibam que para mim isto n&atilde;o &eacute; viver dignamente. Eu queria, ao menos, morrer dignamente" (GOMES e MELO, 2011, f. 19).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Questionar o que &eacute; vida a partir da dignidade com que se pode viv&ecirc;-la &eacute; algo que merece ser prestigiado pelo Direito, conforme Lippmann (2013, p. 42).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Desse modo, quando uma doen&ccedil;a terminal gera sofrimento incur&aacute;vel e agonizante, h&aacute; uma justificativa ao direito de morrer com dignidade, a partir da autonomia individual de poder decidir previamente sobre os procedimentos m&eacute;dicos que afetem a sua integridade corporal e sua sa&uacute;de (DADALTO, 2010, p. 73).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&Eacute; nesse sentido que a autonomia privada ganha o refor&ccedil;o da dignidade da pessoa humana, ao reconhecer que testamento vital &eacute; justific&aacute;vel a partir do momento em que a vida caminha para uma morte digna.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>4. Rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico paciente terminal na perspectiva da autonomia privada e da dignidade da pessoa humana</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em que pese &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o atual de m&uacute;ltiplos recursos tecnol&oacute;gicos que s&atilde;o capazes de prolongar a vida humana, a morte ainda promove uma avers&atilde;o &agrave; essa tem&aacute;tica, a chamada tanatofobia. Para Kluber-ross (2012, p.09) isso reflete na dificuldade at&eacute; mesmo dos profissionais da sa&uacute;de em lidar com o assunto.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Wittmann-Vieira e Goldim (2012, p. 29) retratam que as novas medidas terap&ecirc;uticas, o aprimoramento das institui&ccedil;&otilde;es hospitalares bem como a incorpora&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica na &aacute;rea da sa&uacute;de, transformaram definitivamente o processo de morrer. Era habitual que as pessoas caracterizadas como desenganadas, morressem em suas camas e fossem veladas em suas pr&oacute;prias casas, envoltas pelo envolvimento social e acolhimento familiar. No entanto, ocorreu que essas pessoas tiveram seus &uacute;ltimos momentos transferidos para o ambiente hospitalar.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Dadalto (2012, p. 24) ressalta que se outrora os indiv&iacute;duos encaravam a morte como algo inevit&aacute;vel e fruto da vontade divina, atualmente a morte &eacute; vista como um fato a ser evitado, hospitalizado.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Kluber-Ross (2012, p. 11-12) explica que quanto mais se avan&ccedil;a na ci&ecirc;ncia, mais se teme e nega a realidade derradeira da morte. E assim evitar a morte a todo custo, enquanto algo mec&acirc;nico e t&eacute;cnico, passou a ser a miss&atilde;o hospitalar.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&Eacute; ineg&aacute;vel os recentes progressos na Medicina, no entanto, h&aacute; limites perante os quais o prolongamento artificial da vida n&atilde;o &eacute; melhor, especialmente quando isso cause mais dor e sofrimento agudo, e da&iacute; seu questionamento.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com esses avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos hospitalares, a rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico-paciente tamb&eacute;m se transfigurou, visto que o acompanhamento humano do profissional foi substitu&iacute;do por aparelhagens e medicamentos e da&iacute; questionar-se os reflexos que esses avan&ccedil;os tecnol&oacute;gicos produziram na rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico-paciente, especificamente no que concerne a rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico-paciente terminal.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Segundo Moller (2012, p. 35) "mesmo cientes, de que, do ponto de vista m&eacute;dico, um determinado tratamento n&atilde;o conseguir&aacute; reverter &agrave; situa&ccedil;&atilde;o de terminalidade da vida, o profissional ou a equipe m&eacute;dica podem se sentir impelidos &agrave; sua utiliza&ccedil;&atilde;o". Criou-se um mito de que todos os recursos devem ser utilizados ao extremo, "fa&ccedil;am tudo o que for poss&iacute;vel", enquanto miss&atilde;o m&eacute;dico-hospitalar.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Por conseguinte, &eacute; imperioso que se discuta e reflexione-se acerca dos limites &eacute;ticos e jur&iacute;dicos que devem pautar a atua&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico-hospitalar em face da autonomia privada do paciente terminal, para decidir acerca do desenrolar de seu final de vida por meio do testamento vital.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">S&aacute; e Moureira (2012, p. 79) afirmam que o m&eacute;dico deixou de ser aquele profissional de confian&ccedil;a da fam&iacute;lia, para ser o especialista, dispon&iacute;vel na rede p&uacute;blica ou conveniado ao plano de sa&uacute;de que assegura o paciente.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Da&iacute; um distanciamento entre m&eacute;dico e paciente caracterizado como um "autoritarismo beneficente", haja vista a ampla autonomia que o profissional de sa&uacute;de possui no que concerne &agrave; decis&atilde;o da terapia a ser utilizada e, inclusive, acerca do momento da morte (MOLLER, 2012, p. 45).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Isso se traduz no uso de t&eacute;cnicas que n&atilde;o levam em considera&ccedil;&atilde;o o indiv&iacute;duo, mas os protocolos hospitalares e m&eacute;dicos. Desse modo, a atitude beneficente do m&eacute;dico pode transpor-se de um car&aacute;ter arbitr&aacute;rio que se denomina paternalismo (ALMEIDA e MACHADO, 2010, p. 166).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Essa conduta consiste em estipular os rumos de tratamento, de tomar decis&otilde;es e de estabelecer o que &eacute; o melhor para o paciente, sem atentar para os desejos e sem reconhec&ecirc;-lo como ser aut&ocirc;nomo. Enfim, em tolher ao paciente o direito de determinar ou ao menos participar de forma ativa do processo decis&oacute;ria acerca da terapia.</font></p>     <blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Nos nossos dias, com o aumento das possibilidades de terapia e dos riscos nela envolvidos, que pela sua import&acirc;ncia v&ecirc;m fazendo da medicina e de outras ci&ecirc;ncias da sa&uacute;de objeto de debate p&uacute;blico, ganhou forte relev&acirc;ncia a quest&atilde;o da necessidade de uma rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico-paciente de di&aacute;logo, informa&ccedil;&atilde;o e respeito, e de preserva&ccedil;&atilde;o da autonomia e da dignidade do doente. Esses valores passaram a integrar as reflex&otilde;es e discuss&otilde;es no &acirc;mbito da bio&eacute;tica (MOLLER, 2012, p. 51)</i>.</font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">Por isso, a conduta m&eacute;dica deve ser limitada pela autonomia privada do paciente e pela pr&aacute;tica da obten&ccedil;&atilde;o do consentimento informado do doente, com o fito de que o processo decis&oacute;rio ocorra de forma conjunta, ou at&eacute; mesmo, para que a vontade do paciente prevale&ccedil;a, se ela for contr&aacute;ria aos anseios tecnicistas do m&eacute;dico obstinado.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para Dadalto (2010, p. 41), o consentimento informado, esp&eacute;cie do g&ecirc;nero consentimento, &eacute; manifesta&ccedil;&atilde;o da vontade do sujeito. Por conseguinte, verifica-se que consentimento informado est&aacute; intimamente ligado a autonomia privada do paciente e &agrave; possibilidade do que est&aacute; expresso em seu testamento vital.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O consentimento informado &eacute; resguardado pelo C&oacute;digo de &Eacute;tica M&eacute;dica, especificamente em seus artigos 46 e 47, quando pro&iacute;be o m&eacute;dico de efetuar procedimentos sem o consentimento pr&eacute;vio do paciente e veda que ele limite o direito do paciente de decidir livremente sobre a sua pessoa e o seu bem estar.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Tal prerrogativa &eacute; de suma import&acirc;ncia, vez que garante que o tratamento terap&ecirc;utico proposto pelo m&eacute;dico n&atilde;o se transforme em coa&ccedil;&atilde;o, principalmente quando o paciente rejeita tratamentos, medicamentos ou interven&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas que apenas tem o cond&atilde;o de adiar a morte e gerar sofrimento desnecess&aacute;rio.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Kluber-Ross (2012, p. 180-181) narra o relato de um paciente terminal que se via coagido pela equipe m&eacute;dica e por sua fam&iacute;lia a lutar pelo prolongamento de sua vida "angustiante", quando na realidade se sentia preparado para morrer:</font></p>     <blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>O sono &eacute; o &uacute;nico al&iacute;vio. Cada despertar &eacute; uma ang&uacute;stia, ang&uacute;stia pura. N&atilde;o existe al&iacute;vio. V&ecirc;m as enfermeiras e dizem que tenho que comer, sen&atilde;o fico fraco; v&ecirc;m os m&eacute;dicos e me falam de um tratamento novo que come&ccedil;aram, e esperam que fique contente; vem minha mulher e me fala do trabalho que me espera ao sair daqui; vem minha filha e olha para mim como a dizer que tenho de ficar bom. Como um homem pode morrer em paz desse jeito?</i></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">O direito &agrave; verdade &eacute; diretamente relacionado &agrave; obten&ccedil;&atilde;o do consentimento informado. Carvalho (2001, p. 88) afirma que &eacute; frequente que os m&eacute;dicos procurem poupar o paciente da realidade, com vistas a evitar desgastes psicol&oacute;gicos que agravariam o seu estado patol&oacute;gico geral, ou ainda porque n&atilde;o querem se envolver mais do que exigiria a objetividade cl&iacute;nica.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O direito &agrave; informa&ccedil;&atilde;o &eacute; constitucionalmente assegurado (CF, 5, XIV), vez que &eacute; imperioso que o paciente seja informado do seu quadro cl&iacute;nico e de seu progn&oacute;stico de vida.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Dadalto (2010, p. 48) alerta que a rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico-paciente caracteriza-se como uma rela&ccedil;&atilde;o consumerista, conforme o C&oacute;digo de Defesa do Consumidor brasileiro. Assim o direito de informa&ccedil;&atilde;o do paciente est&aacute; tamb&eacute;m, regulado pelo artigo 6<sup>o</sup>, III, deste diploma legal, sen&atilde;o veja-se:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Artigo 6. S&atilde;o direitos b&aacute;sicos do consumidor</i></font></p>     <blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>(...)</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>III - A informa&ccedil;&atilde;o adequada e clara sobre os diferentes produtos e servi&ccedil;os, com especifica&ccedil;&atilde;o correta de quantidade, caracter&iacute;sticas, composi&ccedil;&atilde;o, qualidade e pre&ccedil;o, bem como sobre os ricos que apresentem</i>.</font></p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Tal direito ainda se encontra resguardado no C&oacute;digo de &Eacute;tica M&eacute;dica que, consoante o artigo 59, veda ao m&eacute;dico deixar de informar ao paciente o diagn&oacute;stico, o progn&oacute;stico, os riscos e os objetivos do tratamento.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com base nestes dados &eacute; que o paciente poder&aacute; ter livre convencimento para, por meio de sua autonomia privada, determinar quais tratamentos quer ou n&atilde;o receber nos desafios que o desfecho da doen&ccedil;a trar&aacute; pela frente.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O C&oacute;digo de &Eacute;tica M&eacute;dica, em seu artigo 61, par&aacute;grafo segundo, afirma que o m&eacute;dico n&atilde;o pode abandonar o paciente por ser este portador de mol&eacute;stia cr&ocirc;nica ou incur&aacute;vel, mas deve continuar a assisti-lo ainda que apenas para mitigar o sofrimento f&iacute;sico ou ps&iacute;quico. E nisto consiste os cuidados paliativos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A natureza contratual da rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico-paciente n&atilde;o significa algo meramente patrimonial, tendo em vista que a rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico-paciente leva em considera&ccedil;&atilde;o direitos da personalidade, tais quais a qualidade de vida e a sa&uacute;de.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Desse modo, deve-se nos casos dos pacientes terminais e irrevers&iacute;veis, seguir o consenso de que &eacute; l&iacute;cita por parte da equipe m&eacute;dica a retirada de medidas de limita&ccedil;&atilde;o do suporte &agrave; vida, desde que haja um testamento vital no qual isso tenha sido previamente determinado pelo paciente quando consciente, ou com a autoriza&ccedil;&atilde;o de seus familiares. (LIPPMANN, 2013, p. 62).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Por certo que essa autonomia encontra barreiras na intersubjetividade, de modo que a autodetermina&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo deve ser balizada pelas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais e tal balizamento &eacute; feito justamente pelo testamento vital.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Como o testamento vital tenta a ocupar daqueles tratamentos que s&atilde;o despicientos, pois n&atilde;o h&aacute; mais possibilidade de altera&ccedil;&atilde;o do progn&oacute;stico da doen&ccedil;a, o m&eacute;dico, ao respeitar a vontade do paciente, n&atilde;o o abandonar neste momento. Acata suas prerrogativas de dignidade e autonomia e passa &agrave; fase dos cuidados paliativos, quando ent&atilde;o, a rela&ccedil;&atilde;o m&eacute;dico-paciente ser&aacute; orientada &agrave; qualidade de vida do paciente terminal, em todos os seus aspectos multidimensionais envolvidos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>5. Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Constatou-se a import&acirc;ncia dessas diretivas antecipadas de vontade do paciente. O instrumento salvaguarda o cumprimento do desejo do paciente terminal, quando de uma situa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica que o impossibilite da manifestar a sua vontade, de ser submetido aos tratamentos estipulados previamente.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O testamento vital protege o direito do indiv&iacute;duo de n&atilde;o ser submetido a medidas f&uacute;teis e ineficazes, que n&atilde;o lhe trazem benef&iacute;cios, mas t&atilde;o s&oacute; acarretam a um estado de final de vida penoso e ao prolongamento do processo de morrer.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O testamento vital n&atilde;o &eacute; um afronta ao direito &agrave; vida, visto que o desfecho natural da doen&ccedil;a, a morte, &eacute; algo inerente ao pr&oacute;prio curso da exist&ecirc;ncia. Mas uma vez vencida as possibilidades de manuten&ccedil;&atilde;o qualitativa da vida, entregar-se algu&eacute;m ao prolongamento artificial da vida com sofrimento, rompe a dignidade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O princ&iacute;pio da dignidade &eacute; o fundamento do exerc&iacute;cio da autonomia privada em situa&ccedil;&otilde;es de terminalidade. Assim, a justificativa do direito de morrer com dignidade reside em resguardar a autonomia privada do sujeito e o seu desejo de poder decidir previamente sobre os procedimentos m&eacute;dicos que eventualmente poder&aacute; ser submetido, quando n&atilde;o mais restar progn&oacute;sticos de melhora, sendo a piora cont&iacute;nua e acentuada pelo quadro de sofrimento cr&ocirc;nico.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O testamento vital t&atilde;o somente resguarda esse direito, pois expressa a manifesta&ccedil;&atilde;o da vontade do indiv&iacute;duo, informando aos familiares e a equipe hospitalar do seu desejo final.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os profissionais da sa&uacute;de necessitam lidar com a vida e com a morte sob um par&acirc;metro formativo, com &ecirc;nfase especial no respeito profundo pela dignidade da pessoa humana e da autonomia privada de cada paciente. Assim, o M&eacute;dico deve vislumbrar que existem situa&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas em que n&atilde;o h&aacute; raz&atilde;o para causar mais sofrimento ao paciente terminal, o que implica na aplica&ccedil;&atilde;o das diretivas previamente estipuladas pelo outorgante do testamento vital.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>6. Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">1. ALMEIDA, Lenor Duarte; MACHADO, Maria do C&eacute;u. Atitude m&eacute;dica e autonomia do doente vulner&aacute;vel. Revista Bio&eacute;tica, Bras&iacute;lia, v. 18, n.1, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4546441&pid=S1886-5887201600020000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">2. AMARAL, Francisco. Direito Civil - Introdu&ccedil;&atilde;o. Rio de Janeiro: Renovar, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4546443&pid=S1886-5887201600020000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">3. AREU, C&eacute;lia Barbosa. Testamento Vital Entre o Neoconstitucionalismo e o Constitucionalismo Andino. Revista Jur&iacute;dica Cesumar-Mestrado, v. 13, n. 1, 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4546445&pid=S1886-5887201600020000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">4. ASCENS&Atilde;O, Jos&eacute; de Oliveira. O Direito. Introdu&ccedil;&atilde;o e Teoria Geral. 13. Ed. S&atilde;o Paulo: Almedina, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4546447&pid=S1886-5887201600020000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">5. BARBOZA, Heloisa Helena. Princ&iacute;pios da bio&eacute;tica e do biodireito. Revista Bio&eacute;tica. Bras&iacute;lia, v.8, n. 2, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4546449&pid=S1886-5887201600020000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">6. BETANCOR, Juana Teresa. El testamento vital. Eguzkilor, San Sebasti&aacute;n, n. 9, 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4546451&pid=S1886-5887201600020000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">7. BRAUNER, Maria Cl&aacute;udia Crespo. Direito, sexualidade e reprodu&ccedil;&atilde;o humana: conquistas m&eacute;dias e o debate bio&eacute;tico. Rio de Janeiro, Renovar, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4546453&pid=S1886-5887201600020000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">8. CARVALHO, Gisele Mendes de. Aspectos jur&iacute;dicos-penais da eutan&aacute;sia. IBCCRIM: S&atilde;o Paulo, 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4546455&pid=S1886-5887201600020000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">9. CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA. C&oacute;digo de &Eacute;tica M&eacute;dica. Dispon&iacute;vel em: http://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&amp;view=category&amp;id=9&amp;Itemid=122. Acesso em: 02 Nov 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4546457&pid=S1886-5887201600020000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">10. CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA. Resolu&ccedil;&atilde;o 1.805/2006. Dispon&iacute;vel em: <a target="_blank" href="http://www.portalmedico.org.br/resoluções/cfm/2006/1805_2006.htm">http://www.portalmedico.org.br/resolu&ccedil;&otilde;es/cfm/2006/1805_2006.htm</a>. Acesso em: 03 abr. 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4546459&pid=S1886-5887201600020000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">11. CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA. Resolu&ccedil;&atilde;o 1.995/2012. Dispon&iacute;vel em: <a target="_blank" href="http://www.portalmedico.org.br/resoluções/cfm/2012/1995_2012.htm">http://www.portalmedico.org.br/resolu&ccedil;&otilde;es/cfm/2012/1995_2012.htm</a>. Acesso em: 03 abr. 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4546461&pid=S1886-5887201600020000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">12. DADALTO, Luciana. Testamento Vital. 2. Ed. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4546463&pid=S1886-5887201600020000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">13. DADALTO, Luciana. Declara&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via de vontade do paciente terminal. Revista Bio&eacute;tica, v. 17, n. 3, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4546465&pid=S1886-5887201600020000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">14. DWORKIN, Ronald. Dom&iacute;nio da vida: aborto, eutan&aacute;sia e liberdades individuais. Tradu&ccedil;&atilde;o de Jefferson Luiz Camargo. 2. Ed. S&atilde;o Paulo: Editora Wmf Martins Fontes, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4546467&pid=S1886-5887201600020000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">15. FARIAS. Cristiano Chaves; ROSENVALD. Nelson. Direito Civil: Teoria Geral. 8. Ed. Livraria e Editora Lumen Juris Ltda. Rio de Janeiro, 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4546469&pid=S1886-5887201600020000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">16. FACHIN, Luiz Edson. An&aacute;lise cr&iacute;tica, construtiva e de &iacute;ndole constitucional da disciplina dos direitos da personalidade no C&oacute;digo Civil Brasileiro: fundamentos, limites e transmissibilidade. Revista Jur&iacute;dica, n. 363, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4546471&pid=S1886-5887201600020000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">17. GODINHO, Adriano Marteleto. Diretivas Antecipadas de Vontade: Testamento Vital, Mandato Duradouro e sua Admissibilidade no Ordenamento Brasileiro. Revista do Instituto do Direito Brasileiro, S&atilde;o Paulo, n.1, p.945-978, 2012. Dispon&iacute;vel em: <a target="_blank" href="http://www.idb-fdul.com/uploaded/files/2012_02_0945_0978.pdf">http://www.idb-fdul.com/uploaded/files/2012_02_0945_0978.pdf</a>. Acesso em: 9 set. 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4546473&pid=S1886-5887201600020000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">18. GOMES, Andre de Lacerda; MELO, Ra&iacute;ssa de Lima. Sobre a eutan&aacute;sia. Revista do Centro de Ci&ecirc;ncias Jur&iacute;dicas da Universidade Estadual da Para&iacute;ba, v. 4, n. 5, 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4546475&pid=S1886-5887201600020000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">19. HERINGER, Astrid; FONTOURA PERIM, Sabrina. A eutan&aacute;sia no Brasil. Revista Direito e Justi&ccedil;a: Reflex&otilde;es Sociojur&iacute;dicas, v. 8, n. 11, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4546477&pid=S1886-5887201600020000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">20. KIPPER, D&eacute;lio Jos&eacute;. O problema das decis&otilde;es m&eacute;dicas envolvendo o fim da vida e propostas para a nossa realidade. Revista Bio&eacute;tica, Bras&iacute;lia, v. 7, n. 1, 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4546479&pid=S1886-5887201600020000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">21. KLUBER-ROSS, Elizabeth. Sobre a Morte e o Morrer. 9. Ed. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes, 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4546481&pid=S1886-5887201600020000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">22. KNOBEL, Marcos; SILVA, Ana L&uacute;cia Magalh&atilde;es. O paciente terminal: vale a pena insistir no tratamento? Einsten, S&atilde;o Paulo, v. 2, n. 2, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4546483&pid=S1886-5887201600020000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">23. KOV&Aacute;CS, Maria J&uacute;lia. Institui&ccedil;&otilde;es de Sa&uacute;de e Morte. Do interdito &agrave; Comunica&ccedil;&atilde;o. Psicologia: Ci&ecirc;ncia e Profiss&atilde;o, S&atilde;o Paulo, n. 31, 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4546485&pid=S1886-5887201600020000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">24. KOV&Aacute;CS, Maria J&uacute;lia. Autonomia e o direito de morrer com dignidade. Revista Bio&eacute;tica, Bras&iacute;lia, v. 6, n. 1, 1988.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4546487&pid=S1886-5887201600020000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">25. KOV&Aacute;CS, Maria J&uacute;lia. A caminho da morte com dignidade no s&eacute;culo XXI. Revista Bio&eacute;tica, Bras&iacute;lia, v.22, n.1, abr. 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4546489&pid=S1886-5887201600020000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">26. LIPPMANN, Ernesto. Testamento Vital: o direito a dignidade. 1. Ed. S&atilde;o Paulo: Matrix, 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4546491&pid=S1886-5887201600020000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">27. MOLLER, Let&iacute;cia Ludwig. Direito &agrave; Morte Com Dignidade e Autonomia. 3. Ed. S&atilde;o Paulo: Juru&aacute;, 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4546493&pid=S1886-5887201600020000800027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">28. NUNES, Rui. Testamento Vital. Revista Nascer e Crescer. S&atilde;o Paulo: v. XXI, n. 4, 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4546495&pid=S1886-5887201600020000800028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">29. PESSINI, Leo. Distan&aacute;sia: At&eacute; quando prolongar a vida? S&atilde;o Paulo: Loyola; 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4546497&pid=S1886-5887201600020000800029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">30. PIVA, Jefferson Pedro; CARVALHO, Paulo R. Antonacci. Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas nos cuidados m&eacute;dicos do paciente terminal. Bio&eacute;tica, 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4546499&pid=S1886-5887201600020000800030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">31. RAPOSO, Vera L&uacute;cia. Directivas antecipadas de vontade: em busca da lei perdida. Lisboa: Revista do Minist&eacute;rio P&uacute;blico, 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4546501&pid=S1886-5887201600020000800031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">32. ROSSINI, Rita de C&aacute;ssia Calil Campos; OLIVEIRA, Virginia Izabel de; FUMIS, Renato Rego Lins. Testamento Vital: sua import&acirc;ncia &eacute; desconhecida entre os profissionais de sa&uacute;de. Revista Brasileira de Medicina, S&atilde;o Paulo, v. 70, 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4546503&pid=S1886-5887201600020000800032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">33. S&Aacute;, Elida. Biodireito. Lumen Juris: Rio de Janeiro, 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4546505&pid=S1886-5887201600020000800033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">34. S&Aacute;, Maria de F&aacute;tima Freire de. Direito de Morrer: eutan&aacute;sia, suic&iacute;dio assistido. 2. Ed. Belo Horizonte: Del Rey, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4546507&pid=S1886-5887201600020000800034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">35. S&Aacute;, Maria de F&aacute;tima Freire de; MOUREIRA, Diogo Luna. Autonomia para morrer: Eutan&aacute;sia, suic&iacute;dio assistido e diretivas antecipadas de vontade. Belo Horizonte: Del Rey, 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4546509&pid=S1886-5887201600020000800035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">36. SARLET, Ingo Wolfgang. Dignidade da Pessoa Humana e Direitos Fundamentais na Constitui&ccedil;&atilde;o Federal de 1988. 5. Ed. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4546511&pid=S1886-5887201600020000800036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">37. SGRECCIA, Elio. Manual de bio&eacute;tica: fundamentos e &eacute;tica biom&eacute;dica. S&atilde;o Paulo: Loyola, 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4546513&pid=S1886-5887201600020000800037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">38. SILVA, Jos&eacute; Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo. 27. Ed. S&atilde;o Paulo: Malheiros, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4546515&pid=S1886-5887201600020000800038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">39. VIEIRA, Teresa Rodrigues. Bio&eacute;tica e direito. S&atilde;o Paulo: Jur&iacute;dica Brasileira, 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4546517&pid=S1886-5887201600020000800039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p> <font face="Verdana" size="2">40. WITTMANN-VIEIRA, Rosmari; GOLDIM, Jos&eacute; Roberto. Bio&eacute;tica e cuidados paliativos: tomada de decis&otilde;es e qualidade de vida. Acta Paul Enferm, v. 25, n. 3, 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4546519&pid=S1886-5887201600020000800040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Fecha de recepci&oacute;n: 16 de diciembre de 2015    ]]></body>
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