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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Um outro eu: o caso das quimeras humanas]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Escola Superior de Derecho Dom Helder Câmara  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The chimerism is a rare genetic condition and determines that the individual has two different types of DNA in your body. In a first aspect, the subject matters mainly to the studies of DNA and the human genome, but what is happening is that the phenomenon also has legal repercussions. For this, we present some cases that demonstrate this relationship between chimerism and the law.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font face="Verdana" size="2"><b>ART&Iacute;CULO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b>Um outro eu: o caso das quimeras humanas</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b>Another me: the case of the human chimeras</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Ana Virg&iacute;nia Gabrich Fonseca Freire Ramos* e Lorena Rodrigues Belo da Cunha**</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">* Escola Superior de Derecho Dom Helder C&acirc;mara, Brasil. E-mail: <a href="mailto:gabrichfreire@gmail.com">gabrichfreire@gmail.com</a>    <br>** Escola Superior de Derecho Dom Helder C&acirc;mara, Brasil. E-mail: <a href="mailto:lorenabelo_@hotmail.com">lorenabelo_@hotmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O quimerismo &eacute; uma condi&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica rara, que determina que o indiv&iacute;duo possua dois tipos distintos de DNA em seu corpo. Numa primeira perspectiva, a tem&aacute;tica interessaria principalmente aos estudos sobre o DNA e o genoma humano, entretanto o que se verifica &eacute; que o fen&ocirc;meno tamb&eacute;m tem repercuss&otilde;es jur&iacute;dicas. Para tanto, ser&atilde;o apresentados alguns casos que demonstram essa rela&ccedil;&atilde;o entre o quimerismo e o Direito.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave:</b> direito; DNA; genoma humano; quimerismo.</font></p> <hr size="1">     <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">The chimerism is a rare genetic condition and determines that the individual has two different types of DNA in your body. In a first aspect, the subject matters mainly to the studies of DNA and the human genome, but what is happening is that the phenomenon also has legal repercussions. For this, we present some cases that demonstrate this relationship between chimerism and the law.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Keywords:</b> law; DNA; human genome; chimerism.</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>1. Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os estudos sobre gen&eacute;tica e as descobertas sobre o DNA sempre despertaram interesse, dada a sua influ&ecirc;ncia no nosso cotidiano. Tais estudos possibilitaram o desenvolvimento do exame de DNA que se tornou uma importante ferramenta, inclusive no meio jur&iacute;dico, como meio de prova e para solucionar alguns casos enigm&aacute;ticos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Dentre essas inova&ccedil;&otilde;es, em gen&eacute;tica surgiu a descoberta de uma condi&ccedil;&atilde;o rara, conhecida como "quimerismo", capaz de trazer in&uacute;meras consequ&ecirc;ncias aos seus portadores, como ser&aacute; demonstrado ao longo do texto.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ainda que seja uma condi&ccedil;&atilde;o muito rara e espec&iacute;fica, al&eacute;m das quest&otilde;es relacionadas aos exames de DNA, o quimerismo tamb&eacute;m se relaciona com quest&otilde;es jur&iacute;dicas. Casos como os oportunamente apresentados despertaram para um problema que at&eacute; ent&atilde;o n&atilde;o era muito conhecido: o quimerismo humano pode mascarar os resultados de DNA e causar graves consequ&ecirc;ncias para as quimeras, como a perda da guarda de filhos e a condena&ccedil;&atilde;o criminal. Entretanto, &eacute; importante ressaltar que, apesar dessas possibilidades, o quimerismo &eacute; uma condi&ccedil;&atilde;o rara e que n&atilde;o coloca em d&uacute;vidas a confiabilidade dos exames de DNA.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>2. O DNA e o genoma humano: breves considera&ccedil;&otilde;es</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Desde as primeiras experi&ecirc;ncias sobre tra&ccedil;os de hereditariedade com Gregor Mendel em 1866, at&eacute; a descoberta da dupla h&eacute;lice descrita por Watson e Crick, que o DNA - sigla em ingl&ecirc;s para &aacute;cido desoxirribonucleico - ocupa espa&ccedil;o no nosso cotidiano. As m&uacute;ltiplas possibilidades de utiliza&ccedil;&atilde;o do DNA conferiram ao tema consider&aacute;vel aten&ccedil;&atilde;o por parte das mais diversas &aacute;reas do conhecimento.</font></p>     <blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>A h&eacute;lice dupla descrita por Watson e por Crick - o DNA - &eacute; uma mol&eacute;cula em formato de "escada torcida"; os "degraus" dessa escada s&atilde;o compostos por um par de bases nitrogenadas, das quais existem somente quatro tipos: adenina (A), timina (T), citosina (C) e guanina (G). A geometria dessas bases faz com que elas possam formar somente dois tipos de pares, A com T e C com G.</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Trata-se de uma "dan&ccedil;a qu&iacute;mica", sendo que esses dois casais de letras d&atilde;o margem a in&uacute;meras caracter&iacute;sticas gen&eacute;ticas. Essas caracter&iacute;sticas gen&eacute;ticas, por seu turno, uma vez conhecidas, podem levar a efeito a origem, a preven&ccedil;&atilde;o e a cura, de</i> <i>in&uacute;meras doen&ccedil;as ou deformidades g&ecirc;nicas como o: c&acirc;ncer e o mal de Parkinson, dentre outras. (DEL NERO, 2013, p. 19).</i></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">O DNA, assim, &eacute; o respons&aacute;vel pelo processamento, armazenamento e express&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es gen&eacute;ticas de um organismo, que s&atilde;o transmitidas para seus descendentes. A combina&ccedil;&atilde;o das letras das bases do DNA &eacute; que origina a variabilidade dos seres vivos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&Eacute; no DNA que se encontram os genes, cuja fun&ccedil;&atilde;o primordial &eacute; a regula&ccedil;&atilde;o de todo o organismo. Os genes est&atilde;o especificamente localizados nos cromossomos e, quando localizados em c&eacute;lulas reprodutivas, passam sua informa&ccedil;&atilde;o para a pr&oacute;xima gera&ccedil;&atilde;o. A soma de todos os genes &eacute; denominada de genoma. O genoma humano, assim, &eacute; a soma dos 23 pares de cromossomos, sendo 22 pares de cromossomos autoss&ocirc;micos e um par de cromossomos determinantes do sexo (XX para mulheres e XY para homens).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Com exce&ccedil;&atilde;o dos g&ecirc;meos homozig&oacute;ticos, cada ser humano possui um padr&atilde;o gen&eacute;tico exclusivo, o que permite identificar e comparar os indiv&iacute;duos, sendo poss&iacute;vel, inclusive, determinar ou n&atilde;o a exist&ecirc;ncia de v&iacute;nculos familiares entre eles. (CARVALHO, 2014, p. 50-51).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O conhecimento e dom&iacute;nio dos genes possibilita caminhos importantes para a ci&ecirc;ncia, para a medicina e para outras &aacute;reas, como o direito. Em 1977 "Frederick Sanger cria um m&eacute;todo para sequenciar mol&eacute;culas de DNA e aplica-o ao DNA de um v&iacute;rus de laborat&oacute;rio com 5.375 pra de bases" (DEL NERO, 2013, p. 20). O m&eacute;todo criado por Sanger foi um fator importante que assinalou possibilidades concretas de acelera&ccedil;&atilde;o do chamado Projeto Genoma Humano (PGH).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O PGH tem como caracter&iacute;stica essencial "conhecer e decodificar os genes humanos em sua totalidade. Para tanto, esse Projeto pressup&otilde;e a gera&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o e o armazenamento das mesmas em bancos de dados, acess&iacute;veis a todos os pesquisadores envolvidos" (DEL NERO, 2013, p. 22). O PGH teve seu in&iacute;cio em 1990 e em junho de 2000, um ano antes do previsto, foi anunciado o sequenciamento completo do genoma humano.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As informa&ccedil;&otilde;es obtidas com a finaliza&ccedil;&atilde;o do PGH, "podem ser utilizadas pelo indiv&iacute;duo, levando-o a evitar situa&ccedil;&otilde;es de exposi&ccedil;&atilde;o a subst&acirc;ncias qu&iacute;micas ou f&iacute;sicas, ou ainda como forma de monitorar e procrastinar doen&ccedil;as gen&eacute;ticas de manifesta&ccedil;&atilde;o tardia" (OSSEGE; GARRAFA, 2015, p. 230).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O genoma humano, assim, &eacute; fonte primordial para a identifica&ccedil;&atilde;o, cura e preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as gen&eacute;ticas, bem como para a identifica&ccedil;&atilde;o de caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas de cada indiv&iacute;duo. Dessa forma, o DNA &eacute; comumente utilizado em situa&ccedil;&otilde;es em que a identifica&ccedil;&atilde;o da pessoa n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel por outros meios, como, por exemplo, nos casos de identifica&ccedil;&atilde;o de cad&aacute;veres em estado avan&ccedil;ado de decomposi&ccedil;&atilde;o; de investiga&ccedil;&atilde;o de paternidade; e de elucida&ccedil;&atilde;o de crimes.</font></p>     <blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Atualmente, os exames realizados nos laborat&oacute;rios de DNA visando a identifica&ccedil;&atilde;o criminal e a determina&ccedil;&atilde;o de paternidade funcionam a partir da an&aacute;lise de regi&otilde;es espec&iacute;ficas dos cromossomos de modo que obt&eacute;m-se somente o perfil gen&eacute;tico e n&atilde;o o mapeamento completo da estrutura qu&iacute;mica nuclear das c&eacute;lulas do indiv&iacute;duo (de fato, o mapeamento completo para fins de identifica&ccedil;&atilde;o criminal ou paternidade nunca foi utilizado). Sendo assim, com os dados obtidos, &eacute; imposs&iacute;vel revelar qualquer tra&ccedil;o referente &agrave; possibilidade de contrair ou desenvolver doen&ccedil;as, bem como o desenvolvimento de qualquer tipo de comportamento (depress&atilde;o, psicopatias etc.). (CARVALHO, 2014, p. 50-51).</i></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">Entretanto, a descoberta de uma caracter&iacute;stica espec&iacute;fica de alguns indiv&iacute;duos traz a necessidade de uma an&aacute;lise mais detalhada do DNA: as quimeras humanas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>3. Quimerismo</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O termo "quimera" tem sua origem na mitologia como sendo um imponente e horripilante monstro que "expelia fogo pela boca e pelas narinas. A parte anterior de seu corpo era uma combina&ccedil;&atilde;o de le&atilde;o e cabra e a parte posterior, a de um drag&atilde;o". (BULFINCH, 2002, p. 153). A quimera causava grandes estragos na regi&atilde;o de L&iacute;cia<sup>1</sup> e deveria ser destru&iacute;da por um her&oacute;i, o que levou o rei do pa&iacute;s a procurar algu&eacute;m que fosse capaz de cumprir com a tarefa. Coube a um jovem guerreiro, de nome Belerofonte, a miss&atilde;o de destruir o monstro, contando, para isso, com a ajuda do cavalo P&eacute;gaso<sup>2</sup> . Assim, montado no cavalo, Belerofonte elevou-se nos ares, derrotando a quimera com facilidade. (BULFINCH, 2002, p. 153-154).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Durante anos a figura da quimera habitou apenas o mundo antigo, entretanto, na atualidade a comunidade cient&iacute;fica manteve a terminologia para caracterizar indiv&iacute;duos que possuem um ou mais tipos distintos de DNA, como ser&aacute; analisado adiante.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>3.1. O que &eacute;?</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A medicina atribuiu o termo "quimerismo" para caracterizar indiv&iacute;duos que possuem dois tipos distintos de DNA em seus corpos. Trata-se de um fen&ocirc;meno rar&iacute;ssimo, cuja incid&ecirc;ncia comprovada atinge apenas 40 indiv&iacute;duos em todo o mundo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As quimeras humanas surgem de maneira natural - podendo o indiv&iacute;duo passar anos ou at&eacute; a vida inteira sem ter conhecimento da anomalia -, ou de maneira artificial, por meio de interven&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas ou cient&iacute;ficas. O presente artigo ter&aacute; como foco o quimerismo natural.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O primeiro caso documentado de quimera humana foi publicado no British Medical Journal, em 1953. O caso envolvia uma mulher brit&acirc;nica, MCK, que supostamente apresentava diferentes tipos sangu&iacute;neos. Os resultados dos exames de MCK apontavam que ela possu&iacute;a os tipos sangu&iacute;neos O e A. Acreditando tratar-se de um fen&ocirc;meno imposs&iacute;vel, a cl&iacute;nica inglesa onde a mulher havia realizado o exame repetiu o procedimento, de maneira a descartar poss&iacute;veis erros resultantes da an&aacute;lise da amostra original. Entretanto, o novo resultado confirmou o antigo: a mulher possu&iacute;a dois tipos sangu&iacute;neos, O e A. (GRANZEN, 2014, p. 4).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O m&eacute;dico respons&aacute;vel pelo laborat&oacute;rio recordou-se de um estudo sobre casos de g&ecirc;meos que apresentavam sangue misto, resultante da gesta&ccedil;&atilde;o. Sendo assim, o m&eacute;dico perguntou &agrave; paciente se ela tinha algum irm&atilde;o g&ecirc;meo, fato que foi por ela confirmado, que informou, inclusive, que o irm&atilde;o g&ecirc;meo falecera meses ap&oacute;s o nascimento, o que confirmaria a tese inicial do m&eacute;dico. Um novo exame foi realizado, desta vez utilizando-se da saliva da paciente, que confirmou o sangue O. Com isso, os m&eacute;dicos conclu&iacute;ram que a paciente possu&iacute;a originalmente o sangue O, tendo recebido o sangue tipo A do seu irm&atilde;o g&ecirc;meo, sendo considerada, assim, a primeira quimera humana. (GRANZEN, 2014, p. 4-5).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Entretanto, questiona-se: como as quimeras humanas s&atilde;o formadas? Como &eacute; realizado o diagn&oacute;stico?</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>3.2. Forma&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O quimerismo humano natural ocorre antes do nascimento, podendo o grau de varia&ccedil;&atilde;o do DNA diferir de quimera para quimera. As quimeras naturais podem ocorrer de tr&ecirc;s maneiras: microquimerismo (ou <i>fetomaternal microchimerism</i>), quimerismo partenogen&eacute;tico e quimerismo tetragam&eacute;tico. H&aacute;, ainda, quimerismos n&atilde;o embrion&aacute;rios (tecnicamente s&atilde;o casos de microquimerismos), ocasionados por doa&ccedil;&atilde;o de &oacute;rg&atilde;os ou transfus&otilde;es sangu&iacute;neas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>3.2.1. Microquimerismo</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O microquimerismo, ou <i>fetomaternal microchimerism</i> (FMC) &eacute; o tipo mais comum de quimerismo humano. Enquanto o termo quimerismo "&eacute; utilizado quando um indiv&iacute;duo cont&eacute;m popula&ccedil;&otilde;es de c&eacute;lulas derivadas de diferentes indiv&iacute;duos (c&eacute;lulas n&atilde;o pr&oacute;prias); quando h&aacute; baixos n&iacute;veis destas c&eacute;lulas, utiliza-se o termo microquimerismo". (BARCELLOS; ANDRADE, 2004, p. 53).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Durante o curso de uma gesta&ccedil;&atilde;o normal h&aacute; um tr&aacute;fego bidirecional entre m&atilde;e e feto, ou seja, as c&eacute;lulas do feto passam para a circula&ccedil;&atilde;o materna, rotineiramente. "C&eacute;lulas fetais s&atilde;o normalmente encontradas no sangue perif&eacute;rico materno no primeiro trimestre da gravidez, sendo detectadas j&aacute; a partir de cinco semanas de gesta&ccedil;&atilde;o". (BARCELLOS; ANDRADE, 2004, p. 53).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ao longo da gravidez h&aacute; um aumento progressivo da carga de DNA fetal, que se torna mais evidente na &eacute;poca do parto. H&aacute; casos, contudo, em que tais c&eacute;lulas permanecem no organismo materno durante d&eacute;cadas ap&oacute;s a gravidez. As c&eacute;lulas transferidas podem alojar-se no novo corpo tanto na circula&ccedil;&atilde;o sangu&iacute;nea, quanto como parte de tecidos. De acordo com Quir&oacute;s Alp&iacute;zer e Arce Jim&eacute;nez (2010) denomina-se microquimerismo fetal a extens&atilde;o de c&eacute;lulas fetais microquim&eacute;ricas &agrave; m&atilde;e, enquanto que a persist&ecirc;ncia de c&eacute;lulas maternas nos filhos &eacute; conhecida por microquimerismo materno.</font></p>     <blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>After birth, children could possibly carry their mother's cells with them throughout their lives. In cases which a mother has multiple children, the mother may absorb cells from the first child into her body and then pass these cells onto other children during her subsequent pregnancies. Thus, individuals who have older siblings may have cells in their bodies that are derived from their older brothers and sisters<sup>3</sup>. (SVENDSEN; EBERT, 2008, p. 96-97)</i></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">Conforme Granzen (2014, p. 4-5), embora o atual percentual de gravidezes FMC seja desconhecido, os cientistas especulam que a FMC pode ocorrer em praticamente toda gravidez, fato que aumentaria a incid&ecirc;ncia de quimeras humanas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>3.2.2. Quimerismo partenogen&eacute;tico</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Uma quimera partenogen&eacute;tica &eacute; formada quando um ovo que n&atilde;o sofreu meiose &eacute; fertilizado por dois espermatozoides. Nesse caso, os dois espermatozoides fornecem o dobro da dosagem do material gen&eacute;tico do pai, que emparelha com o dobro do material gen&eacute;tico da m&atilde;e, resultando em uma quimera. &Eacute; um tipo rar&iacute;ssimo de quimerismo, tendo sido registrado apenas uma vez. (SVENDSEN; EBERT, 2008, p. 95-97)</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>3.2.3. Quimerismo tetragam&eacute;tico</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">No quimerismo tetragam&eacute;tico dois ovos s&atilde;o fecundados por dois espermatozoides, resultando em dois embri&otilde;es distintos que se fundem para formar uma &uacute;nica pessoa. Seria o caso de uma gravidez que originalmente resultaria em g&ecirc;meos. Os tecidos das quimeras tetragam&eacute;ticas s&atilde;o compostos por c&eacute;lulas do embri&atilde;o original e do outro embri&atilde;o, que foi absorvido pelo primeiro. (SVENDSEN; EBERT, 2008, p. 95-97).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>3.2.4. Outros tipos de quimerismo</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Al&eacute;m dos casos de quimerismo embrion&aacute;rios apresentados, existem outros tipos de quimerismos n&atilde;o embrion&aacute;rios. Estudos publicados por revistas especializadas apontam que existe a possibilidade de surgimento de microquimerismo ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o de transfus&otilde;es sangu&iacute;neas ou doa&ccedil;&atilde;o de &oacute;rg&atilde;os. Assim, Benini <i>et al</i> (1999) apontam, em artigo publicado pela Revista Brasileira de Alergia e Imunopatologia, que em estudo realizado em 75 pacientes ap&oacute;s transplante renal e transfus&atilde;o sangu&iacute;nea, utilizando-se a t&eacute;cnica da PCR-SSP (rea&ccedil;&atilde;o em cadeia da polimerase, utilizando "primers" com sequ&ecirc;ncia espec&iacute;fica) para pesquisa de c&eacute;lulas quim&eacute;ricas em sangue perif&eacute;rico foi constatada a presen&ccedil;a de microquimerismo em "seis pacientes (16,2%) ap&oacute;s os protocolos de transfus&otilde;es de sangue e em quatro (10,5%) ap&oacute;s o transplante renal". (BENINI <i>et al</i>, 1999). Continuam as autoras afirmando, em seus resultados, que</font></p>     <blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>dos pacientes submetidos aos protocolos de transfus&otilde;es de sangue e que apresentaram microquimerismo, quatro (10,8%) compartilhavam um hapl&oacute;tipo ou um HLA-DR com o doador de sangue. Os pacientes que apresentaram c&eacute;lulas quim&eacute;ricas ap&oacute;s o transplante</i> <i>haviam recebido transfus&atilde;o espec&iacute;fica do doador (DST<sup>4</sup>) no pr&eacute;-transplante renal. (BENINI et al, 1999).</i></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">As autoras, para comprovar a exist&ecirc;ncia do microquimerismo ap&oacute;s transplantes e transfus&otilde;es sangu&iacute;neas, citam resultados apresentados j&aacute; em 1969 por Kashiwagi <i>et al</i>, que descreveram o microquimerismo demonstrando que</font></p>     <blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>em nove receptores de transplantes hep&aacute;ticos, do sexo feminino, cujos doadores eram masculinos, foi verificada a presen&ccedil;a do cari&oacute;tipo masculino nas c&eacute;lulas do endot&eacute;lio vascular hep&aacute;tico e feminino nas c&eacute;lulas de Kupffer, at&eacute; 400 dias ap&oacute;s o transplante. Do mesmo modo, foi observado no soro de tr&ecirc;s desses pacientes a presen&ccedil;a de gamaglobulina cujos fen&oacute;tipos eram espec&iacute;ficos aos doadores.</i></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">Sendo assim, &eacute; poss&iacute;vel afirmar que mesmo que com menor frequ&ecirc;ncia, o quimerismo n&atilde;o embrion&aacute;rio existe e est&aacute; comprovado, sendo mais um caso a ser considerado. Entretanto, devido ao recorte utilizado pelo presente estudo, ser&atilde;o priorizados os casos de quimerismo embrion&aacute;rio.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>3.3. Diagn&oacute;stico</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A quimera humana pode passar anos, ou at&eacute; toda a vida, sem saber da sua condi&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica. Com isso, o diagn&oacute;stico das quimeras torna-se dif&iacute;cil. Testes gen&eacute;ticos de v&aacute;rios tipos de tecidos do corpo s&atilde;o capazes de identificar as quimeras humanas. Entretanto, tais testes s&atilde;o complicados e caros.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Assim, o teste para quimerismo normalmente &eacute; realizado quando surgem sintomas raros, como sintomas f&iacute;sicos, que possam caracterizar o quimerismo. Os sintomas f&iacute;sicos incluem ambiguidade genital, hermafroditismo, pele com colora&ccedil;&atilde;o desigual ou olhos com cores distintas. (SVENDSEN; EBERT, 2008, p. 97).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Quando n&atilde;o h&aacute; uma manifesta&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica do quimerismo o diagn&oacute;stico &eacute; mais dif&iacute;cil, dependendo da ocorr&ecirc;ncia de um evento espec&iacute;fico que possa desencadear a desconfian&ccedil;a da condi&ccedil;&atilde;o de quimera.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>4. Casos ver&iacute;dicos de quimerismo humano e an&aacute;lise de suas implica&ccedil;&otilde;es jur&iacute;dicas</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ainda que seja uma caracter&iacute;stica muito espec&iacute;fica e rara, alguns casos de quimerismo humano j&aacute; foram veiculados pela m&iacute;dia e, inclusive, tiveram algumas repercuss&otilde;es no mundo jur&iacute;dico. Dois desses casos merecem destaque e foram protagonizados, respectivamente, por Karen Keegan e Lydia Fairchild.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em 1998, na cidade de Boston, capital do estado de Massachusetts nos Estados Unidos, o caso de Karen Keegan se tornou um mist&eacute;rio. Keegan sofria de insufici&ecirc;ncia renal e precisava de um transplante de rins. Para tanto, realizou-se um teste de compatibilidade com seus tr&ecirc;s filhos, a fim de se verificar se um deles poderia ser seu doador. O resultado foi negativo e, entretanto, para a surpresa de todos, constatou-se tamb&eacute;m que dois dos tr&ecirc;s filhos n&atilde;o eram filhos biol&oacute;gicos de Keegan (GRANZEN, 2014).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os exames foram repetidos, e os resultados continuavam demonstrando que Keegan n&atilde;o era m&atilde;e de seus filhos como imaginava. Conforme relata Granzen (2014), um dos irm&atilde;os da mulher se disponibilizou a realizar alguns exames para comprovar o parentesco, o que de fato, ficou evidenciado. Portanto, os m&eacute;dicos passaram a analisar outras amostras gen&eacute;ticas de Keegan, a fim de se verificar o motivo dessa discrep&acirc;ncia nos exames e de se comprovar que a mulher era a m&atilde;e biol&oacute;gica de seus filhos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A partir do exame das demais amostras, "the team of doctors found that Karen had one type of DNA in one tissue and another type of DNA in another tissue, including the mysterious haplotype that was found in her two sons"<sup>5</sup> (GRANZEN, 2014). Nesse sentido, essas novas an&aacute;lises constataram que Keegan tinha dois perfis de DNA distintos dentro de seu pr&oacute;prio corpo, ou seja, a mulher era uma quimera humana. Como justificativa, os m&eacute;dicos indicaram que a hip&oacute;tese mais plaus&iacute;vel &eacute; que Keegan se fundiu com outro embri&atilde;o, que seria seu g&ecirc;meo, durante a gest&atilde;o, o que resultou em dois tipos de DNA em um s&oacute; embri&atilde;o, fen&ocirc;meno este chamado de quimerismo tetragam&eacute;tico. (GRANZEN, 2014).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O caso de Lydia Fairchild, por sua vez, ocorreu em 2003 no Estado de Washington, nos Estados Unidos. Fairchild j&aacute; era m&atilde;e de dois filhos e, quando estava gr&aacute;vida do terceiro, solicitou um aux&iacute;lio governamental para o Estado onde residia. Para que essa solicita&ccedil;&atilde;o fosse avaliada, era necess&aacute;rio que ela enviasse amostras de DNA que confirmassem a paternidade de seu parceiro e a sua maternidade com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s demais crian&ccedil;as (ARCABASCIO, 2007).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A candidata ao recebimento do aux&iacute;lio enviou as amostras, contudo o resultado foi surpreendente. De acordo com Arcabascio (2007), o resultado dos testes de DNA envolvendo as amostras encaminhadas para an&aacute;lise demonstrou que embora o companheiro de Fairchild fosse, de fato, o pai das crian&ccedil;as, ela n&atilde;o era a m&atilde;e biol&oacute;gica de nenhuma delas. Tal resultado al&eacute;m de impedir o recebimento do aux&iacute;lio, trouxe consigo graves consequ&ecirc;ncias para a mulher, que passou a ser investigada e processada judicialmente, pois foi acusada de tentativa de fraude, o que tamb&eacute;m levou os promotores a solicitar que as crian&ccedil;as fossem levadas para um abrigo (ARCABASCIO, 2007).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para evitar sofrer tais consequ&ecirc;ncias, Fairchild reuniu todas as certid&otilde;es de nascimento de seus filhos e procurou, inclusive, o m&eacute;dico que realizou os partos para atestar que eles de fato aconteceram, o que n&atilde;o foi suficiente para comprovar sua maternidade. Tanto a investiga&ccedil;&atilde;o quanto o processo seguiram com seus tr&acirc;mites normais e, nesse per&iacute;odo, a mulher deu a luz ao seu terceiro filho (ARCABASCIO, 2007). Nesse contexto, o juiz do caso determinou que uma testemunha acompanhasse Fairchild durante o parto e que amostras de sangue dela e da crian&ccedil;a fossem colhidas para a realiza&ccedil;&atilde;o de um novo exame de DNA. Conforme relata Arcabascio (2007), em duas semanas os resultados foram divulgados e confirmaram que a mulher tamb&eacute;m n&atilde;o era m&atilde;e da crian&ccedil;a que tinha acabado de nascer.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Diante dessa situa&ccedil;&atilde;o, o que torna o caso de Lydia Fairchild mais curioso &eacute; que o seu advogado teve conhecimento do caso anterior, de Karen Keegan, o que fez com que ele come&ccedil;asse a pensar na hip&oacute;tese de sua cliente ser uma quimera humana. Assim, o advogado</font></p>     <blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>request further DNA testing of Ms. Fairchild and of her extended family. Interestingly, while the children's DNA did not match their mother's, the children's DNA was consistent with the DNA of their maternal grandmother. The DNA found in Ms. Fairchild's skin, hair, and saliva did not match her children's, but a sample taken from her cervical smear did match theirs<sup>6</sup> (ARCABASCIO, 2007).</i></font></p> </blockquote>     <p><font face="Verdana" size="2">Dessa maneira, Lydia Fairchild foi identificada como mais um caso de quimerismo em seres humanos. Al&eacute;m de possuir uma condi&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica bem particular, sua hist&oacute;ria se tornou ainda mais emblem&aacute;tica, pois a mulher correu o risco de perder a guarda de seus filhos, al&eacute;m de responder judicialmente pela acusa&ccedil;&atilde;o de fraude ao programa do governo. Assim, casos como o de Karen Keegan e Lydia Fairchild demonstram a relev&acirc;ncia do quimerismo humano para o Direito, que deve estar atento &agrave; exist&ecirc;ncia das quimeras humanas, de maneira a evitar situa&ccedil;&otilde;es como as apresentadas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Considerando os casos em an&aacute;lise, o primeiro aspecto jur&iacute;dico a ser apontado diz respeito &agrave;s quest&otilde;es de fam&iacute;lia, quais sejam: maternidade e paternidade. At&eacute; ent&atilde;o, "a prova gen&eacute;tica do DNA, com seus resultados diretos e categ&oacute;ricos de inclus&atilde;o ou exclus&atilde;o da paternidade, passou a ter valor superior e incontest&aacute;vel" (NICOLAU J&Uacute;NIOR, 2004, p. 24). A mesma afirmativa tamb&eacute;m se aplica para os casos de d&uacute;vidas envolvendo a maternidade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Apesar da ineg&aacute;vel confian&ccedil;a presente nos exames de DNA, &eacute; preciso ressaltar que o exame, mesmo que apresente essa alta margem de seguran&ccedil;a, est&aacute; suscet&iacute;vel a erros. Dentre os mais comuns, pode-se citar a troca de amostras em laborat&oacute;rio e, at&eacute; casos mais complexos como a "decomposi&ccedil;&atilde;o do material gen&eacute;tico; a incid&ecirc;ncia de atores f&iacute;sicos; contamina&ccedil;&atilde;o por bact&eacute;rias" (FERREIRA, 2009, p. 32).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Al&eacute;m disso, casos como o de Keegan e Fairchild tamb&eacute;m despertam para mais uma hip&oacute;tese em que os resultados de exames de DNA precisam ser reavaliados ou combinados com outros exames, ainda que seja uma condi&ccedil;&atilde;o muito particular e rara.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Importante ressaltar que se a hip&oacute;tese do quimerismo n&atilde;o fosse levantada, a incerteza sobre a maternidade teria causado consequ&ecirc;ncias dr&aacute;sticas, como no caso de Fairchild que perderia a guarda dos filhos. Assim, casos como os das duas mulheres poderiam ser solucionados mais rapidamente se tal proposi&ccedil;&atilde;o fosse feita, o que levaria a uma nova an&aacute;lise dos exames a fim de se chegar a uma conclus&atilde;o mais segura e correta, evitando situa&ccedil;&otilde;es de dif&iacute;cil repara&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Um resultado incerto de DNA em caso de quimerismo tamb&eacute;m pode afastar a possibilidade de reconhecimento dos direitos dos filhos. Ao contr&aacute;rio dos casos destacados, &eacute; preciso lembrar que &eacute; muito comum que pais se neguem a reconhecer a paternidade de suas crian&ccedil;as, al&eacute;m do fato de que muitos resultados negativos j&aacute; aconteceram ainda que a m&atilde;e afirmasse ser aquele homem o pai de seu filho. "If the father is a tetragametic chimera, it is possible that the DNA received from a buccal swab of his cheek will not match the DNA of his child, thus showing a negative paternity test<sup>7</sup>" (GRANZEN, 2014). Assim, o resultado seria um falso negativo e, considerando a credibilidade que se confere ao resultado de exame de DNA, a crian&ccedil;a n&atilde;o teria seus direitos garantidos e n&atilde;o receberia o devido apoio que lhe deve ser assegurado, fatos estes que corroboram a import&acirc;ncia de se levantar a hip&oacute;tese de quimerismo e de se solicitar mais provas. Al&eacute;m disso, &eacute; importante ressaltar que nos casos de quimerismo dois DNAs est&atilde;o geneticamente relacionados, compartilhando o mesmo cromossomo Y, no caso dos homens, e compartilhando um elevado n&uacute;mero de marcadores autoss&ocirc;micos, o que possibilita que um geneticista identifique um poss&iacute;vel caso de quimerismo e solicite mais provas, a partir de um maior n&uacute;mero de tecidos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Paralelo a isso, a quest&atilde;o das quimeras humanas tamb&eacute;m pode se relacionar &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o criminal com base no exame de DNA. Conforme j&aacute; destacado, "&eacute; em raz&atilde;o dessa certeza quase absoluta que, hoje, o DNA converteu-se no principal m&eacute;todo de identifica&ccedil;&atilde;o humana" (AHMAD; BARRETO, 2007, p. 201), e que continua a ser o m&eacute;todo mais confi&aacute;vel de identifica&ccedil;&atilde;o. Assim, al&eacute;m de excluir ou afirmar a paternidade ou a maternidade com uma precis&atilde;o de 99,9999% de certeza, as sequ&ecirc;ncias gen&eacute;ticas tamb&eacute;m tem a fun&ccedil;&atilde;o de identificar pessoas a partir de alguns tra&ccedil;os indicadores (PAGANINI, 2011).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Essa possibilidade de se identificar uma pessoa a partir de materiais que contenham seu DNA tem grande relev&acirc;ncia para os crimes que deixam vest&iacute;gios do ofensor. Assim, qualquer part&iacute;cula de saliva, sangue, s&ecirc;men ou outro material que carregue o seu DNA pode ser determinante para a identifica&ccedil;&atilde;o do criminoso e sua responsabiliza&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, Bonaccorso (2005, pp. 22-23) apresenta algumas vantagens do exame de DNA na elucida&ccedil;&atilde;o de crimes, quais sejam, a possibilidade de aplica&ccedil;&atilde;o sobre qualquer fonte de material biol&oacute;gico; seu potencial discriminat&oacute;rio de identificar positivamente o indiv&iacute;duo; a sensibilidade do exame; sua resist&ecirc;ncia a demais fatores ambientais, por ser o DNA uma mol&eacute;cula bem resistente &agrave; outros agentes; e, por fim, a possibilidade de se separar o DNA esperm&aacute;tico de outro DNA celular em caso de crimes sexuais.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para os rar&iacute;ssimos casos de quimeras humanas, o exame de DNA deve ser mais criterioso - podendo ser realizado com material de diferentes tecidos do corpo, por exemplo - de maneira a evitar situa&ccedil;&otilde;es que possam favorecer ou prejudicar as quimeras.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Como exemplo de situa&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel pode-se citar uma investiga&ccedil;&atilde;o que resultou na injusta condena&ccedil;&atilde;o e pris&atilde;o de uma quimera humana, por ser desconhecida essa condi&ccedil;&atilde;o. Futuramente, considerando que se trata de uma prova nova, n&atilde;o apreciada anteriormente, &eacute; poss&iacute;vel que seu caso seja reaberto e que se busque, por meio de novos exames, comprovar a condi&ccedil;&atilde;o de quimera e afastar a possibilidade de ter praticado algum crime.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Por outro lado, o desconhecimento do quimerismo tamb&eacute;m pode inocentar um culpado que realmente concorreu para o crime. Supondo que um DNA &eacute; encontrado na cena de um crime e ao se realizar o exame para identificar o suposto culpado o teste de DNA tenha um resultado negativo e incompat&iacute;vel. Por ser uma quimera e por ser essa condi&ccedil;&atilde;o desconhecida, ainda que o agente seja de fato o autor do crime, o resultado do exame pode dispor de forma diferente. Com essa incompatibilidade nos exames, as investiga&ccedil;&otilde;es poderiam ser prejudicadas e outras hip&oacute;teses descartadas (GRANZEN, 2014).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Paralelo a isso, h&aacute; tamb&eacute;m a possibilidade de se descartar um agente portador do quimerismo e que de fato teve culpa, o que pode significar na responsabiliza&ccedil;&atilde;o de outra pessoa, por sua vez inocente. Se houver outra pessoa que tamb&eacute;m era investigada, por exemplo, um vizinho, amigo ou companheiro, ela poderia ser acusada devido a outras formas de evid&ecirc;ncias e circunst&acirc;ncias que a conectem ao crime, visto que o autor "quim&eacute;rico" ser&aacute; facilmente evitado como suspeito quando houver incompatibilidade gen&eacute;tica em virtude do exame de DNA (GRANZEN, 2014).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>5. Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O conhecimento do DNA e do genoma humano abriu o horizonte da medicina. Ao mesmo tempo, tal conhecimento trouxe importantes repercuss&otilde;es para o cen&aacute;rio jur&iacute;dico.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Com a evolu&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia, o termo "quimerismo" deixou de habitar apenas o campo mitol&oacute;gico e passou a fazer parte do campo cient&iacute;fico. A descoberta das chamadas quimeras humanas trouxe novas situa&ccedil;&otilde;es, at&eacute; ent&atilde;o impensadas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A exist&ecirc;ncia de mais de um tipo de DNA em um mesmo indiv&iacute;duo possibilitou situa&ccedil;&otilde;es inusitadas, como a d&uacute;vida quanto &agrave; maternidade. Nesse sentido, surgem novas e importantes situa&ccedil;&otilde;es jur&iacute;dicas, que repercutem diretamente na vida dos indiv&iacute;duos. Tamb&eacute;m situa&ccedil;&otilde;es criminais devem ser consideradas, como a possibilidade de se inocentar ou incriminar uma pessoa.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Apesar dos riscos naturais que as novas situa&ccedil;&otilde;es apresentam n&atilde;o se pode colocar em d&uacute;vida a confiabilidade dos exames de DNA. Pelo contr&aacute;rio, uma an&aacute;lise de um profissional geneticista &eacute; necess&aacute;ria para que sejam solicitadas novas provas a fim de se comprovar a condi&ccedil;&atilde;o de quimera humana. Com isso, acredita-se que o conhecimento acerca do quimerismo n&atilde;o deva ficar apenas restrito ao campo m&eacute;dico. As peculiaridades do fen&ocirc;meno e as implica&ccedil;&otilde;es dele advindas fazem com que sua divulga&ccedil;&atilde;o para a sociedade, de forma clara e respons&aacute;vel, seja necess&aacute;ria, de maneira a evitar consequ&ecirc;ncias graves, jur&iacute;dicas e n&atilde;o jur&iacute;dicas, &agrave;s quimeras humanas e aos seus familiares.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" width="30%" align="left">     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>1</sup> Regi&atilde;o da antiga &Aacute;sia Menor (Anat&oacute;lia).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>2</sup> "Quando Perseu cortou a cabe&ccedil;a de Medusa, o sangue, caindo sobre a terra, transformou-se no cavalo alado P&eacute;gaso. Minerva pegou-o e amansou-o, dando-o de presente &agrave;s musas. A fonte de Hipocreue, situada na montanha onde viviam as musas, H&eacute;licon, foi aberta por um coice daquele cavalo". (BULFINCH, 2002, p.153).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>3</sup> Em tradu&ccedil;&atilde;o livre: "Ap&oacute;s o nascimento, a crian&ccedil;a pode carregar ao longo de sua vida c&eacute;lulas de sua m&atilde;e. Nos casos em que uma m&atilde;e tem v&aacute;rios filhos, ela pode absorver c&eacute;lulas do primeiro filho em seu corpo e, durante as gravidezes subsequentes, transmitir essas c&eacute;lulas para os outros filhos. Assim, indiv&iacute;duos que t&ecirc;m irm&atilde;os mais velhos podem trazer em seus corpos c&eacute;lulas derivadas de seus irm&atilde;os ou irm&atilde;s".</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>4</sup> Donor-specific transfusion (DST): trata-se de um protocolo com transfus&otilde;es sangu&iacute;neas espec&iacute;ficas do doador, com o objetivo de aumentar a sobrevida dos transplantes renais com doador vivo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>5</sup> Em tradu&ccedil;&atilde;o livre: "A equipe m&eacute;dica descobriu que Karen tinha um tipo de DNA em um tecido e outro tipo de DNA em outro tecido, inclusive o misterioso hapl&oacute;tipo que foi encontrado em seus dois filhos".</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>6</sup> Em tradu&ccedil;&atilde;o livre: "solicitou mais testes de DNA de Sra. Fairchild e de sua fam&iacute;lia. Curiosamente, enquanto o DNA das crian&ccedil;as n&atilde;o coincidia com o de sua m&atilde;e, o DNA das crian&ccedil;as era consistente com o DNA da sua av&oacute; materna. O DNA encontrado na pele, no cabelo e na saliva da Sra. Fairchild n&atilde;o coincidia com o de suas crian&ccedil;as, mas uma amostra retirada de seu colo do &uacute;tero coincidiu com o DNA de seus filhos".</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><sup>7</sup> Tradu&ccedil;&atilde;o livre: "Se o pai &eacute; uma quimera tetragametica, &eacute; poss&iacute;vel que o DNA recebido de uma swab bucal da bochecha n&atilde;o coincida com o DNA de seu filho, mostrando assim um teste de paternidade negativo".</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">1. AHMAD, Roseli Ramadan; BARRETO, Wanderlei de Paula. Direito da personalidade &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o de paternidade e presun&ccedil;&atilde;o <i>j&uacute;ris tantum</i>. Revista Jur&iacute;dica Cesumar, v. 7, n. 1, 2007. p. 197-21. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a target="_blank" href="http://periodicos.unicesumar.edu.br/index.php/revjuridica/article/view/523">http://periodicos.unicesumar.edu.br/index.php/revjuridica/article/view/523</a>&gt;. Acesso em: 21 jul. 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4540013&pid=S1886-5887201600030000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">2. AL-ADRA, David P; ANDERSON, Colin C. Mixed chimerism and split tolerance: Mechanisms and clinical correlations. Chimerism. 2011;2(4):89-101. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a target="_blank" href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3321885/">http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3321885/</a>&gt; Acesso em: 23 out. 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4540015&pid=S1886-5887201600030000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">3. ANDRADE, Jeison P&aacute;bulo; AZAMBUJA, Let&iacute;cia Erig Os&oacute;rio de; GARRAFA, Volnei; TRINDADE, Etelvino de Souza. O m&eacute;dico frente ao diagn&oacute;stico e progn&oacute;stico do c&acirc;ncer avan&ccedil;ado. Revista da Associa&ccedil;&atilde;o M&eacute;dica Brasileira, v. 53, n. 1. Jan/Fev de 2007. S&atilde;o Paulo. Dispon&iacute;vel em &lt;<a target="_blank" href="http://www.scielo.br/pdf/ramb/v53n1/23.pdf">http://www.scielo.br/pdf/ramb/v53n1/23.pdf</a>&gt;. Acesso em: 22 jul. 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4540017&pid=S1886-5887201600030000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">4. AR&Aacute;N, M&aacute;rcia; PEIXOTO J&Uacute;NIOR, Carlos Augusto Peixoto. Vulnerabilidade e vida nua: bio&eacute;tica e biopol&iacute;tica na atualidade. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica, v. 41, n. 5. Outubro, 2007. S&atilde;o Paulo. Dispon&iacute;vel em &lt;http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0034-89102007000500020&amp;script=sci_arttext&gt;. Acesso em: 22 jul. 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4540019&pid=S1886-5887201600030000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">5. ARCABASCIO, Catherine. Chimeras: double the fun for crime scene investigators, prosecutors, and defense attorneys? (2007). Dispon&iacute;vel em &lt;http://nsuworks.nova.edu/cgi/viewcontent.cgi?article=1037&amp;context=law_facarticles&gt;. Acesso em: 16 jul. 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4540021&pid=S1886-5887201600030000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">6. BARCELLOS, Karin Spat Albino; ANDRADE, Lu&iacute;s Eduardo Coelho. Microquimerismo fetal-materno nas doen&ccedil;as reum&aacute;ticas auto-imunes. Revista Brasileira de Reumatologia. v. 44, n. 1, p. 53-61, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4540023&pid=S1886-5887201600030000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">7. BASSO, Miguel &Acirc;ngelo. A identifica&ccedil;&atilde;o criminal por meio da coleta de material gen&eacute;tico: benef&iacute;cios e constitucionalidade da Lei n<sup>o</sup> 12.654/12. 2014. 80 f. (Monografia de Conclus&atilde;o de Curso de Direito) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2014. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a target="_blank" href="http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/112107/000954095.pdf?sequence=1">http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/112107/000954095.pdf?sequence=1</a> &gt; Acesso em: 06 jul. 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4540025&pid=S1886-5887201600030000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">8. BATISTA, Vera Malaguti. Marx com Foucault: an&aacute;lise acerca de uma programa&ccedil;&atilde;o criminalizante. Veredas do Direito. Belo Horizonte, v. 2, n.4, p. 24-31, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4540027&pid=S1886-5887201600030000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">9. BENINI, Vanda; CAILLAT-ZUCMAN, Sophie; FORTE, Wilma C. N. Microquimerismo ap&oacute;s transplante, renal e transfus&atilde;o sangu&iacute;nea. Revista Brasileira de Alergia e Imunopatologia. Vol. 22, N. 1, Jan-fev., 1999. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a target="_blank" href="http://www.asbai.org.br/revistas/Vol221/transp.htm">http://www.asbai.org.br/revistas/Vol221/transp.htm</a>&gt; Acesso em: 21 out. 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4540029&pid=S1886-5887201600030000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">10. BONACCORSO, Norma Sueli. Aplica&ccedil;&atilde;o do exame de DNA na elucida&ccedil;&atilde;o de crimes. 2005. (Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Direito) - Faculdade de Direito da Universidade do Estado de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo, 2005. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a target="_blank" href="http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2136/tde-15092010-145947/publico/DISSERTACAO_MESTRADO_NORMA_BONACCORSO.pdf">http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/2/2136/tde-15092010-145947/publico/DISSERTACAO_MESTRADO_NORMA_BONACCORSO.pdf</a>&gt;. Acesso em: 21 jul. 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4540031&pid=S1886-5887201600030000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">11. BULFINCH, Tomas. O livro de ouro da mitologia: (a idade da f&aacute;bula): hist&oacute;ria de deuses e her&oacute;is. Tradu&ccedil;&atilde;o David Jardim J&uacute;nior. 26 ed. Rio de Janeiro: Ediouro Publica&ccedil;&otilde;es S/A, 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4540033&pid=S1886-5887201600030000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">12. CARRILHO, Jo&atilde;o Silva. O DNA: a mol&eacute;cula da vida. Educa&ccedil;&atilde;o on-line - PUC Rio. Revista do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o. n. 18, p. 131-143. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a target="_blank" href="http://educacaoonline.edu.puc-rio.br/ojs/index.php/Eduonline/article/view/139">http://educacaoonline.edu.puc-rio.br/ojs/index.php/Eduonline/article/view/139</a>&gt; Acesso em: 06 jul. 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4540035&pid=S1886-5887201600030000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">13. CARVALHO, Lu&iacute;s C&eacute;sar Cardoso de. A utiliza&ccedil;&atilde;o de exames de DNA como forma de garantia de direitos fundamentais no Processo Penal. 2014. 93 f. (Monografia). Universidade de Bras&iacute;lia - Faculdade de Direito, Bras&iacute;lia, 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4540037&pid=S1886-5887201600030000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">14. DANNER, Fernando. O sentido da biopol&iacute;tica em Michel Foucault. Revista Estudos Filos&oacute;ficos n.4 /2010. Dispon&iacute;vel em &lt;<a target="_blank" href="http://www.ufsj.edu.br/portal2-repositorio/File/revistaestudosfilosoficos/art9-rev4.pdf">http://www.ufsj.edu.br/portal2-repositorio/File/revistaestudosfilosoficos/art9-rev4.pdf</a>&gt;. Acesso em: 22 jul. 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4540039&pid=S1886-5887201600030000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">15. DEL NERO, Patr&iacute;cia. O Projeto Genoma Humano (PGH): os desafios para o direito. In: IACOMINI, Vanessa (Coord.). Biodireito e genoma humano: perspectivas jur&iacute;dicas. Curitiba: Juru&aacute; Editora, 2013, p. 15-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4540041&pid=S1886-5887201600030000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">16. FERREIRA, Viviane Duarte. A efic&aacute;cia do teste de DNA na comprova&ccedil;&atilde;o da paternidade. 2009. 44 f. (Monografia). Universidade Veiga de Almeida - Instituto de Ci&ecirc;ncias Jur&iacute;dicas, Cabo Frio, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4540043&pid=S1886-5887201600030000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">17. FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da pris&atilde;o. Tradu&ccedil;&atilde;o de Raquel Ramalhete. 27 ed. Petr&oacute;polis: Editora Vozes. 1987.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4540045&pid=S1886-5887201600030000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">18. GRANZEN, Robert Russell. The Human Chimera: Legal Problems Arising From Individuals with Multiple Types of DNA (2014). Law School Student Scholarship. Paper 485. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a target="_blank" href="http://scholarship.shu.edu/student_scholarship/485">http://scholarship.shu.edu/student_scholarship/485</a>&gt; . Acesso em: 01 jun. 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4540047&pid=S1886-5887201600030000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">19. LI, Ya-Ting; XIE, Ming-Kun; WU, Jin. DNA profiling in peripheral blood, buccal swabs, hair follicles and semen from a patient following allogeneic hematopoietic stem cells transplantation. Biomedical Reports. 2014;2(6):804-808. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a target="_blank" href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4179770/">http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4179770/</a>&gt; Acesso em: 10 out. 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4540049&pid=S1886-5887201600030000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">20. NICOLAU J&Uacute;NIOR, Mauro. Paternidade e coisa julgada: limites e possibilidades &agrave; luz dos direitos fundamentais e dos princ&iacute;pios constitucionais. (2004). Dispon&iacute;vel em &lt;http://portaltj.tjrj.jus.br/c/document_library/get_file?uuid=722f6a42-3f7b-49b9-95c8-d3e70e769285 & groupId=10136&gt;. Acesso em: 21 jul. 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4540051&pid=S1886-5887201600030000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">21. OSSEGE, Albany; GARRAFA, Volneu. Bio&eacute;tica e mapeamento gen&eacute;tico na sele&ccedil;&atilde;o de trabalhadores. Sa&uacute;de e debate. v. 39, n. 104. Rio de Janeiro. Jan-mar.2015. p. 226-238.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4540053&pid=S1886-5887201600030000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">22. PAGANINI, Juliano Marcondes. Reprodu&ccedil;&atilde;o humana assistida e o estatuto jur&iacute;dico da filia&ccedil;&atilde;o na perspectiva civil-constitucional. 2011. (Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Direito) - Universidade Federal do Paran&aacute;, Curitiba, 2011. Dispon&iacute;vel em &lt;http://dspace.c3sl.ufpr.br:8080/dspace/bitstream/handle/1884/25474/DISSERTACAO.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y&gt;. Acesso em: 21 jul. 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4540055&pid=S1886-5887201600030000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">23. QUIROS ALPIZAR, Jos&eacute; Luis; ALPIZAR MIRANDA, Kattia E. Quimerismo gen&eacute;tico un nuevo paradigma para la medicina legal. Medicina legal de Costa Rica, Heredia, v. 26, n. 2, Set. 2009. 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Acesso em: 22 jul. 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4540059&pid=S1886-5887201600030000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">25. SVENDSEN, Clive N; EBERT, Allison D. (Eds.). (2008). Encyclopedia of stem cell research. Thousand Oaks, CA: SAGE Publications, Inc.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=4540061&pid=S1886-5887201600030000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">26. YAMAZAKI S; KANAMOTO A; TAKAYAMA T. 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